“Fantástico” aprofunda as denúncias contra a ONG beneficiada pelo ministro do Esporte com R$ 28 milhões.

Carlos Newton

Não é nenhuma novidade a notícia de que o Ministério Público de São Paulo investiga uma organização não-governamental que recebeu R$ 28 milhões do Ministério do Esporte para o programa Segundo Tempo, por denúncia de estar envolvida em desvio de dinheiro público usado para beneficiar políticos do PCdoB.

Há meses a imprensa e o Blog da Tribuna vêm noticiando isso. A novidade é que o assunto tenha saído no programa “Fantástico”, da TV Globo, que não costuma entrar em temas políticos. Mas a equipe do excelente jornalista Luiz Nascimento correu atrás e acrescentou preciosas informações às denúncias.

Como já publicamos aqui no Blog, a ONG Pra Frente Brasil, gerenciada pela ex-jogadora de basquete Karina Valéria Rodrigues, é acusada de ter contratado empresas de fachada para fornecer lanches e material esportivo, com participação de “laranjas”. A reportagem do “Fantástico” levantou suspeitas de que os programas da ONG também podem estar envolvendo menos alunos do que o devido.

O convênio entre o Ministério do Esporte e a Pra Frente Brasil estabelece que atendimento a 18 mil crianças e adolescentes. Mas na cidade paulista de Iracemápolis, por exemplo, o “Fantástico” constatou que menos da metade dos alunos inscritos estava participando das atividades e não havia chamada nem controle.

Karina é vereadora da cidade paulista de Jaguariúna pelo PCdoB, mesmo partido do ministro do Esporte. A ONG, que atua em 17 cidades de São Paulo, foi a que mais ganhou verbas do ministério, recebendo cerca de R$ 28 milhões do ministério nos últimos seis anos e parte desta verba seria usada na compra de lanches.

O MP acredita que há indícios de que a empresa RNC, contratada pela Pra Frente Brasil para fornecer lanches em contratos que somaram mais de R$ 10 milhões, seja uma firma de fachada. Um dos sócios revelou ao “Fantástico” ser assessor da vereadora, e não é preciso dizer mais nada. E há suspeitas de que outra empresa, a Esporte e Ação, que recebeu cerca de R$ 1,3 milhões da ONG para fornecer material esportivo, também seja de fachada.

A vereadora do PCdoB, é claro, diz que sua ONG segue a lei e nega irregularidades com as empresas contratadas. Em quem você acredita?

 

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