105 anos depois de sua fundação, a ABI vive sua fase mais deplorável e negativa

Carlos Newton

É triste constatar a situação da Associação Brasileira de Imprensa, que desde 1908 vinha se destacando como a mais atuante instituição nacional de defesa da cidadania e das liberdades democráticas. Sob a presidência de Mauricio Azêdo, a ABI está vivendo uma fase de autoritarismo e perseguições jamais vista na entidade.

Marilka e Azêdo

Ontem, os membros da chapa oposicionista Vladimir Herzog conseguiram registrar a candidatura, mas o processo eleitoral pode estar comprometido, em funções do comportamento abusivo do presidente Maurício Azêdo, e sua mulher, conhecida por Marilka, que assumiu ilegalmente a direção da ABI desde que o marido passou a ter problemas de saúde, embora não seja jornalista nem faça parte de diretoria ou dos conselhos.

Marilka (ou Maria Ilka, ninguém sabe ao certo o nome dela) é uma desconhecida na ABI, mas é ela quem está à frente da administração, de fato.

TERROR

Para se ter uma ideia do clima de terror que Azedo e a mulher implantaram na instituição, basta dizer que ontem mais um funcionário foi demitido pela mulher do presidente, e por telefone. Tudo porque o funcionário, que estava sozinho no 7º andar, recebeu um cheque nominal destinado à ABI, emitido pelo filho do diretor Econômico-Financeiro Domingos Meirelles, que pagava suas mensalidades à entidade.

Foi um ato autoritário, desesperado e ilegal, já que, para se demitir funcionário, toda a diretoria da ABI precisa ser consultada, conforme determina o Estatuto da entidade.

A direção da ABI precisa reagir com presteza e energia contra o comportamento do presidente Mauricio Azêdo, para reverter imediatamente a injusta e irregular demissão do funcionário, que apenas cumpriu sua obrigação ao receber o pagamento de mensalidade por parte de um associado, não importa se é partidário da situação ou da oposição.

A situação da ABI é revoltante e inaceitável. A Casa da Democracia virou o Covil da Tirania. Esta é a realidade.

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