11 de setembro: data a lamentar

Carlos Chagas

O dia merece ser aberto com a suspensão do julgamento do mensalão, das campanhas eleitorais, da falta de chuva e até da insegurança pública que reina no país. Hoje é 11 de setembro, onze anos depois do massacre das Torres Gêmeas de Nova York, com referência à explosão do Pentágono, em Washington. Horror igual verificou-se durante a II Guerra Mundial, com ênfase para a bomba nuclear lançada sobre duas cidades do Japão, sem esquecer o holocausto, a destruição de povos, regiões e países inteiros. O problema é que tanto tempo depois, a gente sente que mudou pouca coisa.

Não vem ao caso discutir se a culpa foi de Adolf Hitler e do nacional-socialismo, do povo alemão ou do Tratado de Versailles, como importa menos, pela tragédia repetida tantas décadas depois, se as organizações muçulmanas foram as únicas responsáveis pela transposição da guerra aos Estados Unidos. No tribunal da História não há perdão para tragédias tão intensas, quaisquer que tenham sido seus artífices.

Esperar que não se repitam, bem como suas consequências até hoje acontecidas, será desconhecer a Humanidade. A única conclusão possível é de que a Humanidade colhe o que plantou desde que o mundo é mundo. Será possível imaginar coisa pior? Infelizmente, é. Tudo pelas mãos do ser que se apresenta como racional. Melhor ficar com Manoel Bandeira: “a vida não vale à pena nem a dor de ser vivida”.

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ARCABUZADOS

Com o reinício do julgamento do mensalão, cresce em Brasília a impressão de que poucos dos 37 réus escaparão da condenação pelo Supremo Tribunal Federal. A dúvida é saber quantos acabarão na cadeia. Ainda estamos no Brasil, apesar da eficiência com que a mais alta corte nacional de justiça cumpre o seu dever. Em qualquer as hipóteses, porém, ninguém espere soluções para o corrente ano. Depois de exaradas todas as sentenças, começará a temporada da definição das penas que cada condenado irá sofrer. Coisa para semanas e até meses de aflição. Mesmo assim, valeu. Ou terá valido, se as coisas continuarem como vão…

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