O drama crescente do desemprego e a insensibilidade de Dilma Rousseff

Dilma não é capaz de reconhecer seus erros

Percival Puggina

Quem já passou pela experiência de encolher seu padrão de vida, apertar o cinto, mudar-se para imóvel menor, em bairro pior, vender o carro novo para comprar um usado, entenderá bem o que vou escrever. Nos últimos dias tenho conversado com muita gente vivendo concretamente essas experiências. Muitos deles eram jovens com bons postos de trabalho, colhidos pela tesoura determinada pela recessão. Profissionais bem sucedidos em diversas áreas, assumiram a direção de seus carros e se tornaram motoristas do Uber, por exemplo.

Tenho ouvido suas histórias e seu esforço de adaptação a uma nova realidade. Tenho lhes conferido, principalmente pelas histórias de vida, a desejada nota cinco que os credencia a continuar no serviço. É nota dada ao cidadão, ao chefe de família, ao estudante bolsista no exterior, que precisou retornar porque o programa secou. Era um programa para crescer até a eleição e minguar depois, sabe como é. O mandato presidencial de Dilma tinha que ser “legitimamente conquistado”.

UMA OUTRA TESOURA – Pois eis que a tesoura, uma outra tesoura, acabou atingindo a própria presidente. Ela foi afastada segundo o rito constitucional e aguarda o julgamento do Senado. Enquanto isso, salário integral, curte as comodidades do Palácio da Alvorada, com um séquito de fazer inveja à qualquer família real europeia. No entanto, para a Dilma, ela está nas masmorras de uma espécie de Coliseu, onde aguarda algumas semanas pela decisão final. Naquele dia precisará que mais de 27 entre os 81 senadores ergam o polegar e a restituam à vida antiga, que tão mal levava o Brasil e tanto bem lhe fazia viver.

Tivesse fé, Dilma deveria subir de joelhos as escadarias da Penha. Deveria lavar o átrio da Igreja de Nosso Senhor do Bom Fim. Foi-lhe dado o privilégio de presidir a república e ela fez mau uso dessa ventura conduzindo o país a uma situação que se torna desnecessário descrever porque seria falar sobre a vida de cada um. No entanto, em vez de agradecer e penitenciar-se, Dilma reclama. Reclama de tudo, como se estivesse nas masmorras do Coliseu Romano.

AINDA TEM REGALIAS – Reclama de não ter jato da FAB à disposição para viajar quando e para onde bem entenda. Reclama da reduzida equipe. Reclama do cartão de alimentação. E no entanto, de uma ponta a outra, a lista de suas efetivas disponibilidades é feita de privilégios! São regalias negadas aos trabalhadores. E ainda mais recusadas aos milhões de brasileiros desempregados por sua incompetente condução da política econômica. A estes, desempregados pela corrupção, desempregados pelos gastos durante o estelionato eleitoral de 2014 e pelo dinheiro despejado no totalitarismo dos camaradas bolivarianos, ela não dedica uma única palavra.

O dedo acusador de Dilma volta-se contra tudo e todos. Só não encontra o rumo do próprio peito.

2 thoughts on “O drama crescente do desemprego e a insensibilidade de Dilma Rousseff

  1. Os “piscoesquerdopatas comunoterroristas” não pensam no ser humano, se acham superiores a tudo e a todos, não suportam o amor e nem o respeito, tampouco o entendimento entre os seres humanos. Se importam somente em dominarem, destruírem, matarem em nome da perpetuação de suas idéias e de sua forma de governar com o ideário comportamental de corrupção e ditadura. Essa senhora e Lula não merecem o respeito de ninguém, são a pior espécie de homens públicos de nossa História Republicana, dão nojo, são as figuras mais fétidas de toda vida brasileira !!!

  2. Não há com que se surpreender: – Para quem ainda não compreendeu, aqui vai uma “dica”:
    Essa criatura NÃO É NORMAL ! (Só sendo ANORMAL, como ELA, LULA, DIRCEU, FRANKLIN MARTINS, MARCO AURÉLIO, e caterva, seriam capazes do comportamento sociopata, perdulário, assassino e megalômano que essa “liderança” de fantoches apresentou!)

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