Um avião pousa novamente na História, 64 anos depois, bem no coração da Amazônia

As revoltas de Haroldo Veloso, o herói da Aeronáutica que atuou em ...

Revolta de Jacareacanga foi manchete da grande imprensa

Pedro do Coutto

Excelente reportagem de Cleide Silva e Giovana Girardi, O Estado de São Paulo deste domingo, destacando os ativos cobertos de verde da floresta Amazônica que impulsionam a bioeconomia, desafiando autores do desmatamento e incendiários da floresta verde, o que corresponde, em incendiar tanto o presente quanto o futuro.

O avião, no caso, desceu em Jacareacanga, cidade que foi palco da primeira tentativa de insurreição contra o governo JK em 1956, como lembra Bernardo Mello Franco também num artigo da edição de O Globo.

PISTA DE POUSO – Jacareacanga, hoje, transformou-se em uma pista de pouso para conduzir a Brasília garimpeiros que se tornaram inimigos dos indígenas e do oxigênio, na medida em que se lançam para destruir um espaço altamente necessário por todos os motivos que se conhecem e provavelmente pelos motivos que ainda se desconhecem.

Vou dividir este artigo em duas faces. Uma da História Política outra da bioeconomia e do aproveitamento agrícola da Amazônia que representa 55% do território do  Brasil.

Cleide Silva e Giovana Girardi destacam o universo de startups que podem ser desenvolvidos respeitando a floresta e ao mesmo tempo capazes de fomentar uma economia que está pronta para amanhecer.

SENTIDO ECOLÓGICO – Esta economia amazônica reúne grupos empresariais e investidores imbuídos do sentido ecológico, além de ambientalistas que se preocupam com o desenvolvimento da região, preservando-a da cobiça ilegal, cobiça que vem encontrando omissão ou apoio por parte do ministro Ricardo Salles.

Esses grupos baseiam-se na ideia de fazer com que a contribuição da floresta verde possa se refletir no PIB do país. Tal projeto abrange também as comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e agricultores familiares. A floresta Amazônica em matéria de produção sustentada, vai do açaí à produção de cosméticos, além de produtos que despertam interesse da Alemanha e de outros países.

REBELIÃO NO AR – Mas falei em Jacareacanga, como Bernardo Mello Franco tocou. O movimento de rebeldia contra JK foi liderado pelo major Veloso e pelo capitão Lameirão, da Aeronáutica. Seria repetido sob a mesma liderança de agosto para setembro de 1960, ano da eleição presidencial vencida por Jânio Quadros. Só que na segunda revolta o pouso aconteceu na cidade de Aragarças. Durou dois dias e seus integrantes foram presos. Da mesma forma do que agiu em 56 o presidente JK os anistiou em 1960.

Neste caso a preocupação mobilizou logo o deputado Carlos Lacerda, candidato a governador da Guanabara e principal apoiador da candidatura Jânio Quadros, junto com Júlio Mesquita Filho, do Estadão. Lacerda temia que o fato pudesse se refletir nas urnas de outubro.

Veloso desistiu de atos subversivos. Mas Lameirão nem tanto.

BOMBA NO RIO – O presidente João Goulart havia reatado relações com a URSS. A União Soviética. em 1962. montou no Rio, Campo de São Cristóvão, exposição de seus produtos. Era um sábado. Eu visitava junto com José Lino Grinewald a exposição. De repente entra esbaforido o governador Carlos Lacerda determinando nervosamente que o público se retirasse do local. Perguntei a ele qual o motivo. Em poucas palavras ele transmitiu a causa numa suposta bomba colocada exatamente por Lameirão.

Se existia mesmo a bomba ou era um delírio de Lameirão o fato é que ela não explodiu. Se explodisse seria motivo suficiente para uma intervenção federal no Estado da Guanabara. A história seria outra.

One thought on “Um avião pousa novamente na História, 64 anos depois, bem no coração da Amazônia

  1. Ninguém, aqui, vai lembrar de fazer uma homenagem ao presidente mais brasileiro e carismático, que o Brasil já teve? Ele mesmo e sempre: 24 de agosto, remete-nos a………

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