40 anos do assassinato de Allende. A tortura, o fim de uma democracia, a do Chile, jamais interrompida. Barbosa e Fux, sozinhos na sala eletrônica, que sorte, Fux ‘saiu’ no sorteio. Enquanto a televisão apenas transmitia e muito depois comentava,este Blog foi atualizando e comentando, ‘em cima do laço’. E um número enorme de comentaristas opinando, da forma como entendiam. Sujeitos apenas à própria vontade. Um recurso e uma inovação, aprovadíssima.

Helio Fernandes

Como eu disse, nervoso e inseguro, o presidente do Supremo foi para o seu gabinete, todos os outros ministros já haviam ido embora. Sem falar em Gilmar Mendes, que saiu, espetacularmente, no meio da fala de Celso de Mello, decepcionado com quem tem elogiado tanto.

Todos esqueceram que faltava “sortear” o relator do novo julgamento, ou como querem alguns, outra fase do mesmo julgamento. Na sala do presidente, só o próprio e Fux. Este não é sempre fiel a Barbosa, muito mais do que isso, é total subserviência, quase tocando ou chegando ao ponto da imprudência.

Só os dois, resolveram “arriscar” na sorte e realizar o sorteio de Fux, perdão, do novo relator, o ansiado e desejado Fux. Perguntei, me responderam: “Não pode haver dúvida, é eletrônico”.

Não falei nada, não podia, mas aqui, publicamente, deixo a pergunta inócua, inútil, impertinente: “Quem eletroniza o eletrônico”?

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PS – Santos Aquino e Almério Nunes, obrigado pelas três palavras definidoras de uma vida. Agradeço como elogio, incorporo como constatação.

PS2 – Que ninguém se engane: neste 2013 não haverá nenhum movimento importante na Ação Penal 470, popularizada como mensalão. Os recursos poderão ser protocolados em 30 dias, naturalmente a partir da publicação do acórdão.

PS3 – Esse acórdão levará no mínimo 60 dias para ser publicado, depende naturalmente dos ministros liberarem seus votos.

PS4 – Ninguém pode cobrar, ministro sobre ministro. Admitamos que sejam publicados em 30 dias, 20 de outubro. Mais 30 dias para os recursos, 20 de novembro. Tudo se correr aritmeticamente (e não matematicamente, como gostam de dizer), sem nenhuma falha nessa contagem.

PS5 – 20 de novembro, pertíssimo do recesso do Judiciário, voltarão ao trabalho em 15 de fevereiro, em pleno 2014, ano de duas finais emocionantes, da Copa e do mensalão.

PS6 – A partir da volta do recesso, não há expectativa ou perspectiva que seja razoavelmente analisável.

PS7 – Votação, só a partir de 2014. Mas será o mais razoável e possível admitir que toda a qualquer votação chegue sempre ao final em 5 a 5. O Supremo, não dividido e sim “rachado”. Nas duas votações do ficha limpa, o mesmo resultado.

PS8 – Assim, não havendo voto de Minerva (como tantos insistiram idiotamente), Celso de Mello pode ser, g-l-o-r-i-o-s-a-m-e-n-t-e, o 11º ministro a votar e a desempatar.

PS9 – Como ele ainda tem 2 anos e 1 mês para completar 70 anos e cair no que chamam de expulsória, ficará como adora: no centro dos acontecimentos.

PS10 – É preciso ressaltar, registrar e ressalvar: mesmo votando a favor dos infringentes, os ministros cumpriam o que está escrito: “Tendo quatro votos a favor, cabia o recurso”. Mas reconhecendo o direito ao recurso, não sinalizavam que reconheciam a falta de elementos para a condenação. Este é um fato importantíssimo.

PS11 – Para terminar por hoje, por hoje. Geralmente quem “redige o acórdão” é o relator. Como de forma surpreendente, o relator foi derrotado, esse acórdão é redigido por um ministro do grupo vencedor.

PS12 – Mas quem escolheu e indicou foi o próprio Barbosa, que preferiu “um novato” (Marco Aurélio) que chega por último “e quer logo sentar na janelinha” (Romário).

PS13 – Barbosa quis dizer ao plenário: “Perdi, mas foi por instantes. E até novembro de 2014, ainda sou e serei o presidente”.

OS 40 ANOS DA MORTE DE ALLENDE E
DO GOLPE DO SEU ALIADO, PINOCHET

Existe apenas um cadáver, no mesmo local (o Palácio Presidencial de La Moneda), e duas versões que pretendem igualmente a propriedade, a credibilidade e a autenticidade histórica. E para conquistarem esse status, deturpam a realidade, alegam que Allende de suicidou ou foi assassinado.

Nesses 40 anos não surgiram provas, mas testemunhos, irrefutáveis e insofismáveis, de que Allende foi assassinado, jamais teria praticado, ou como se diz comumente, “cometido” o suicídio.

Allende era socialista assumido, não comunista, apesar de ter amigos comunistas, como o grande Pablo Neruda. Mitterrand, presidente da França durante 14 anos, líder da “resistência”, a partir de 14 de junho de 1940, quando os nazistas invadiram a França e se instalaram em Partis, era socialista autêntico.

Dizia publicamente: “Tenho horror do comunismo”. Exerceu dois mandatos de 7 anos (agora é de 5), de 1981 a 1988, de 1988 a 1995. Quando ia conquistar o terceiro mandato, surgiu o “adversário” invencível, foi derrotado. Sem eleições, apenas o hospital frio, sem povo, sem voto, sem urnas, apenas médicos.

Nesses 14 anos não foi a Moscou, os líderes soviéticos jamais foram convidados a irem à França. Mantinham relações diplomáticas, o embaixador da União Soviética conversava com o ministro do Exterior ou o primeiro-ministro, com Mitterrand, em nenhuma oportunidade.

A mesma coisa que fazia o marechal Tito. Socialista, não ia a Moscou. Stalin é que ia à Iugoslávia conversar com ele. A Iugoslávia era um dos nove participantes do “Pacto de Varsóvia”, que reunia os países do leste da Europa. Anticomunistas, mas forçados pela incompetente e “militarizada” União Soviética.

A MORTE DE ALLENDE

Amava o seu país, fazia política com a mente e o coração. Candidato a presidente em 1958, derrotado, cumprimentou o adversário e voltou às suas atividades. Em 1962 não queria ser candidato, insistiu com Neruda, este recusou, Allende foi para a segunda candidatura. A mesma coisa, derrotado, felicitou o adversário, voltou para causa, pela adoração fora do comum do seu país.

Em 1966 não admitiu de modo algum a candidatura, recusou todos os pedidos. Em 1970 os apelos aumentaram muito, aceitou, foi candidato, eleito com margem folgada de votos. Começou se equivocando na convocação dos militares que formariam, com os ministros civis, a base do governo.

Foi traído por todos, Exército, Marinha e Aeronáutica, ligadíssimos aos EUA, que financiaram tudo, patrocinaram as “adversidades” que infelicitaram a população. O maior traidor de todos, o general Pinochet, o mais ligado a ele.

ESTÁDIO NACIONAL,
TORTURA A CÉU ABERTO

Bombardearam o palácio presidencial, Allende não saiu de lá junto com a família. Os assassinatos e as torturas começaram antes da derrubada do presidente. O belo Estádio Nacional, que eu tanto frequentei na Copa do Mundo de 1962 (uma das nove copas que assisti nos países onde se realizavam), imediatamente transformado em subterrâneos (e às vezes nem mesmo precisando de subterrâneos) da morte, da tortura, do esquartejamento.

“NÃO ME RENDEREI
DE JEITO ALGUM”

Sequestrado no palácio bombardeado e em chamas, Allende pronunciava essa frase pelo rádio, atingia o país inteiro. Se dirigia aos trabalhadores, mas na verdade era a população inteira, inconsolável, emocionada, martirizada pela resistência de um homem. Mesmo os que não votaram em Allende, choravam pelo país.

Assustados, os golpistas, já torturadores implacáveis, decidiram que seria melhor que Allende deixasse o Chile. Nem sabiam se ele estava vivo ou morto, ofereceram um helicóptero para que atravessa a fronteira para um país vizinho.
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PS – Este “não me renderei”, interpretado pelos golpistas como antecipação de um “aceito”, já não tinha mais sentido. Allende estava morto, no palácio que já não existia, desaparecera com o presidente.

PS2 – Logo, logo e agora completando 40 anos, a dúvida que é alimentada pelos herdeiros dos cruéis e selvagens ditadores: ALLENDE SE MATOU.

PS3 – Não importa que, acionou a última bala que matou Allende. Não interessa onde essa bala surgiu, o que pretendem é manter a versão do suicídio.

PS4 – Haja o que houve, Allende foi assassinado, seu corpo encontrado nos escombros.

PS5 – A morte e a morte de um homem que só pretendia viver com seu país e pelo seu país, não pode servir de absolvição ou de passaporte para a impunidade e a eternidade dos assassinos.

PS6 – Assassinato foi o que tirou a vida do socialista Salvador Allende.

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35 thoughts on “40 anos do assassinato de Allende. A tortura, o fim de uma democracia, a do Chile, jamais interrompida. Barbosa e Fux, sozinhos na sala eletrônica, que sorte, Fux ‘saiu’ no sorteio. Enquanto a televisão apenas transmitia e muito depois comentava,este Blog foi atualizando e comentando, ‘em cima do laço’. E um número enorme de comentaristas opinando, da forma como entendiam. Sujeitos apenas à própria vontade. Um recurso e uma inovação, aprovadíssima.

  1. Meu caro Hélio Fernandes,
    O meu Estado, o Rio Grande do Sul, comemora hoje, 20 de setembro, a sua data máxima na sua História repleta de acontecimentos importantes tanto em nível regional quanto nacional, a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos!
    Lá se vão 178 anos deste combate que perdurou por quase dez anos entre as forças do sul e as do império, resultando o seu término com o Tratado de Ponche Verde, em fevereiro de 1845.
    Foi a revolução mais duradoura em solo brasileiro, dez anos incompletos, enaltecendo figuras heróicas neste conflito e estabelecendo o gaúcho como essencialmente telúrico, ligado à sua terra, ao seu rincão, ao seu pedaço de chão!
    Minhas homenagens aos riograndenses que lutaram por condições melhores de vida, que não se intimidaram em enfrentar forças muito mais poderosas, que escreveram seus nomes nas páginas gloriosas da História deste País e que fizeram deste Estado modelo de tradição, combatividade, valentia, determinação e coragem!
    Salve, meu Rio Grande do Sul!

  2. Ao Supremo não cabe o papel de zorro, mas de Salomão. Queríamos que o STF cortasse a criança ao meio em troca da prisão imediada dos que assaltam poder in natura. A criança é o direito de recorrer de todos. Carregaríamos uma justa culpa casmurra se a Corte Suprema, a menina dos olhos da Justiça, suprimisse o direito de recorrer de quem quer que fosse. Somos idiotas, sim, se nos sentimos traídos por termos sido resguardados. Prefiro a criança viva na mão de quem não gosto. Este é o momento de profunda crise moral em que vivemos.

  3. Allende e Pinochet: o mito e a realidade

    ESCRITO POR FÉLIX MAIER | 14 SETEMBRO 2013
    INTERNACIONAL – AMÉRICA LATINA
    MÍDIA SEM MÁCARA
    O dia 11 de setembro de cada ano é sempre lembrado pelas esquerdas do mundo inteiro como o dia do “martírio” de Salvador Allende. (O 11 de setembro de 2001 será também lembrado pela mesma esquerda como o ataque bem sucedido contra o coração financeiro do capitalismo americano, com a derrubada das duas torres gêmeas do World Trade Center.) Em seu maniqueísmo vesgo e primário, o 11 de setembro é lembrado como o dia em que o “bem” foi vencido pelo “mal”. No caso, o “mal” sendo encarnado pelas Forças Armadas do Chile, com Augusto Pinochet à frente. Esse o motivo de Pinochet estar sendo demonizado até hoje pelos comunistas e socialistas do Chile, e pelo juiz Baltasar Garzón, ex-deputado socialista espanhol, o qual começou a caçada a Pinochet em Londres. Devido a essa perseguição, Pinochet respondeu, até sua morte, em 2006, a mais de duas centenas de processos no Chile e em outros países, enquanto muitos líderes assassinos da esquerda mundial andam leves e fagueiros pelo mundo sem que nada lhes aconteça – a começar por Fidel Castro –, já que têm garantido as bênçãos e a defesa do juiz Garzón e de toda a corja que o segue nessa campanha revanchista.

    As esquerdas até hoje não aceitam a derrubada de um mito que haviam criado para si: nenhum país socialista jamais foi derrubado por forças “reacionárias”. No Chile, esse mito ruiu no dia 11 de setembro de 1973, quando o governo socialista de Allende foi para o beleléu.

    Mas, afinal, que governo foi esse implementado no Chile por Salvador Allende? A leitura de alguns livros básicos, como o Libro Blanco e Chile: Objetivo del Terrorismo, nos ajudam a elucidar o que foram os anos do governo Allende, de 1970 a 1973, ou seja, a preparação do Chile para um governo comunista. E os “anos da matraca” que se seguiram após o contragolpe de Pinochet. Os fatos e os números apresentados abaixo são contundentes, desmascarando totalmente a mitologia difundida pelas esquerdas, que sempre posaram de vítimas “frágeis” frente à propalada “ferocidade” de Pinochet. Felizmente, para a população chilena, o sonho do Kerensky dos Andes foi abortado pela reação firme das Forças Armadas, com total apoio de sua população. O mais é mitologia latino-americana que a esquerda escreve nos jornais e ensina nas escolas.

    GAP

    Os Grupos de Amigos Personales (GAP) eram a guarda pretoriana de Salvador Allende. Antes de Allende, os Carabineiros faziam a segurança da guarda do Presidente. Contra todas as leis do país, os GAP passaram a constituir uma Força Armada, incluindo agentes e espiões cubanos, que seria a base do “Exército Popular” que os marxistas estavam formando com as brigadas “Ramona Parra” (do PC), “Elmo Catalán” (do PS) e o “MCR” (do MIR). “Entre os seguranças que protegiam as residências de Allende, havia cubanos, argentinos radicais membros dos montoneros e uruguaios do grupo tupamaro, todos terroristas. Os treinamentos do GAP ocorriam nas propriedades do presidente com instrutores cubanos” (NARLOCH, 2011: 267). Sem formação profissional, sem disciplina e sem responsabilidade, os GAP tinham impunidade para assaltar, tomar reféns e assassinar – inclusive próprios companheiros. A organização do “Exército Popular” acelerou-se com a formação dos “Cordões industriais”, organização paramilitar composta por operários e camponeses marxistas das indústrias estatizadas.

    MIR

    O Movimiento de Izquierda Revolucionaria (MIR) foi criado em 1965, com a meta de alcançar o poder político via luta armada. Participou do governo Allende, para implantação do comunismo. O sociólogo brasileiro Emir Simão Sader foi “militante” do MIR. Em 1989, o MIR participou do sequestro do empresário brasileiro Abílio Diniz, junto com a FPL de El Salvador. Os terroristas foram presos e receberam visita de solidariedade de notórios petistas, com as bênçãos de D. Paulo Evaristo Arns. Na República Federativa dos Bandidos, eles não poderiam ficar muito tempo presos e foram soltos alguns anos depois.

    Frente Manuel Rodrigues

    O Grupo terrorista Frente Manuel Rodrigues era chamado de hijo natural del Partido Comunista. O mesmo que Frente Patriótica Manuel Rodriguez. Braço armado do Partido Comunista do Chile, a FMR iniciou as atividades terroristas em 14/12/1983, com explosões em vários pontos de Santiago e interferências radiofônicas. O nome advém do herói da independência do país contra a Espanha. Desde 1987, a FMR dividiu-se nas seguintes facções: Frente Manuel Rodriguez – Autónomo, Movimiento Manuel Rodriguez, Ejército de Liberación Nacional e Destacamento Raul Pellegrin.

    A FMR utilizava empresas de fachada, como pesqueiros (Chompalhue, Astrid Sue) e viveiros flutuantes de pescado para contrabandear armas, explosivos e munições para o Chile, ao custo de 25 milhões de dólares, repassados por Cuba e Nicarágua ao PC chileno e FMR, dinheiro esse oriundo de países que fomentavam o terror, como URSS, Alemanha Oriental, Bulgária e Líbia.

    Os arsenais de guerra encontrados em agosto de 1986 em poder da FMR foram os maiores já vistos na América Latina. Locais dos arsenais: Carrizal (o maior de todos), Palo Negro, mina abandonada de Cerro Blanco, Paine, Pintana (Santiago) e periferia de Santiago (Calle Tucapel no. 1635). Entre 6 e 21 de agosto, foram encontrados: 3.118 Fz NA M-16, 114 Lç foguete antiblindagem soviéticos RPG-7, 102 Fz de assalto belgas FAL, 6 Mtr NA M-60, 167 foguetes antiblindagem NA LAW, 5 Fz Lç Gr M-79, 1 escopeta de repetição cal 12, 1.959.512 car para Fz M-16, 4.205 car para FAL, 2.700 car para Mtr M-60, 965 car para Fz AKA, 1.979 granadas de mão soviéticas, 1.859 bombas para Mrt M-79, 2.204 kg de TNT em cubos, 796 kg de explosivos plástico T-4, 100 rolos de estopim, 4.700 detonadores, 10.140 “tirafrictores” para cargas explosivas, 1.514 carregadores sobressalentes para Fz M-16, 521 carregadores sobressalentes para FAL, 716 cargas de projeção para RPG-7 e 54 cargas de projeção para Mrt 81 mm – além de barcos, veículos, botes de borracha, equipamentos de comunicações e material de campanha (Cfr. LONFAT, 1988: 55).

    No dia 7/9/1986, a FMR promoveu atentado contra o presidente Augusto Pinochet, que escapou ileso. Na ocasião, morreram 5 militares, e 7 militares e 1 detetive ficaram feridos – todos da comitiva presidencial. Em 1993, promoveu dois atentados à bomba a lojas da McDonald’s e uma tentativa de ataque a bomba a uma lanchonete Kentucky.

    A FPMR fez, no Brasil, pelo menos 3 assembleias anuais clandestinas, que ocorreram em algum dos três Estados do Sul, em 1990, 1992 e 1994.

    O chileno Maurício Hernández Norambuena comandou o sequestro do publicitário brasileiro Washington Olivetto, ocorrido no dia 11/12/2001, e foi preso com mais 5 comparsas em São Paulo. Norambuena foi um dos dirigentes da FPMR, é acusado de ter sido um dos atiradores no atentado ao general Pinochet e de ter planejado o assassinato de vários agentes chilenos, como Roberto Fuentes Morrison. Atualmente, Norambuena é um dos chefes da Frente Patriótica/Dissidentes (FPMR/D). Condenado no Chile à prisão perpétua, pelo sequestro e assassinato do Senador Jaime Guzmán, Norambuena fugiu de um helicóptero do presídio de segurança máxima de Santiago, o CAS (Cárcel de Alta Seguridad). A operação foi batizada no Chile como a “fuga do século”. Outros três “frentistas” fugiram na operação: Ricardo Palma Salamanca, Patrício Ortiz Montenegro e Pablo Muñoz Hoffmann. Entre os 10 foragidos do Caso Abílio Diniz (sequestro, realizado por integrantes do MIR em 1989), havia membros da FPMR.

    A FPMR também é acusada de ser responsável pelos sequestros do banqueiro Beltran Martinez, do Bradesco, em 1986, e do publicitário Luiz Sales, em 31/7/1989, sequestrado durante 65 dias e libertado após o pagamento de US$ 2,5 milhões. No dia 8/12/1992, foi sequestrado o publicitário Geraldo Alonso Filho, solto após 36 dias e o pagamento de US$ 3 milhões. A FPMR edita a revista trimestral El Rodriguista e tem um site, http://www.fpmr.org.

    Libro Blanco

    O Libro Blanco del Cambio de Gobierno en Chile, de 11 de setembro de 1973, foi impresso e editado por Editorial Lord Cochrane, S.A., Santiago, Chile. O livro documenta toda a prática revolucionária ocorrida no Chile, sob o governo de Salvador Allende (1970-1973), que preparava um autogolpe para implantar o socialismo no país, já que havia conquistado apenas 36,5% dos votos e não detinha controle sobre o Congresso, a Justiça e as Forças Armadas;

    documenta a estreita ligação de Allende com o regime de Fidel Castro, as escolas de guerrilhas no país (há uma foto em que Allende faz treinamento de tiro com uma metralhadora .30 em sua residência oficial de El Cañaveral – um centro de guerrilha -, escudado por um “conselheiro” ou guerrilheiro cubano);

    documenta a política de “expropriação” de fazendas e indústrias (no final do governo Allende, 80% da economia do país estava nas mãos do Estado);

    documenta a ligação de Allende com a UP, o MIR, o MAPU, o Partido Comunista e o Partido Socialista, libertando, logo que assumiu a Presidência, líderes do MIR: Luciano Cruz, Miguel e Edgardo Enriquez, Bautista Van Schouwen, Humberto Sotomayor, Sergio Zorrilla, Joel Marambio e Andrés Pascal Allende (sobrinho do ex-presidente Allende, filho de sua irmã e ex-Deputada socialista, Laura Allende), que haviam sido presos por atos de violência e delitos comuns (principalmente roubos a bancos), cometidos no governo anterior;

    documenta que os responsáveis pelas escolas de guerrilhas de Guayacán (Santiago) e Chaihuín (Valdivia), presos no governo anterior, foram soltos, e que um dos guerrilheiros, Adrián Vasquez, ocupou de imediato a vice-presidência do INDAP (Instituto de Desarrollo Agropecuario) e outro, Rolando Calderón, chegou a ser Ministro da Agricultura de Allende em 1972 e ocupou importantes cargos em seu Partido e na CUT (Central Única de Trabajadores);

    documenta que uma das filhas de um sobrinho de Allende, líder do MIR, casou-se com graduado membro da embaixada cubana, Luís de Ona, que era responsável pelo Escritório de Havana para a coordenação da expedição de Che Guevara à Bolívia;

    documenta que no período de 1/11/1970 a 5/4/1972, 1.767 fazendas foram “expropriadas” por bandos armados do MIR;

    documenta que as principais minas de cobre foram controladas pelo Partido Comunista (Mina de Chuquicamata, na Província de Antofagasta – maior mina de cobre a céu aberto do mundo; e a Mina El Teniente, na Província de O’Higgins – a maior mina de cobre subterrânea do mundo);

    documenta que após o contragolpe de Pinochet foram encontradas vultosas somas de dinheiro com ministros de Allende, e que entre 1970 e 1973 o Chile se tornou o principal fornecedor de cocaína da América do Sul;

    documenta que antes do contragolpe de 1973 aproximadamente 100 pessoas perderam a vida durante o governo Allende em seu nada pacífico “caminho chileno para o socialismo”;

    documenta que no início do Governo Allende 1 dólar equivalia a 20 escudos e que em agosto de 1973, 1 dólar equivalia a 2.500 escudos – uma inflação de mais ou menos 12.000% no período; em 1972, a economia chilena estava em ruínas, dos 3.000 produtos domésticos básicos, mais de 2.500 não estavam disponíveis; em janeiro de 1973 começou um racionamento, as filas eram tão grandes que impediam o povo a ir ao trabalho; em 7/9/1973 (4 dias antes do contragolpe militar), Allende anunciou publicamente que havia farinha para pão somente para mais 3 dias;

    documenta o ingresso de estrangeiros extremistas no país, calculado entre 10.000 e 15.000, muitos dos quais ocuparam cargos em empresas estatais, outros engajaram-se em diversos tipos de atividades revolucionárias, sob a proteção do serviço de investigação estatal; muitos destes foram mortos em ações de roubos ou se mataram com seus próprios explosivos; entre estes, havia asilados ou refugiados vindos do Brasil, Uruguai, Argentina, Peru, São Domingos, Nicarágua, Honduras etc.; “estudantes” ou “técnicos” vindos de empresas estatizadas da URSS, Tchecoslováquia, Alemanha Oriental; e “diplomatas” cubanos e norte-coreanos;

    documenta o contrabando de armamento, adquirido em “viagens internacionais” do presidente Allende, principalmente com a ajuda da empresa aérea estatal Lan, sem fiscalização da aduana no retorno ao país;

    documenta os comandos comunales, agrupamento territorial de organismos revolucionários, e os cordones industriales, redes de trabalhadores de indústrias usurpadas ou estatizadas por Allende, também com base territorial para a violência política;

    documenta que em agosto de 1973, 1 mês antes do contragolpe de Pinochet, Fidel Castro mandou ao Chile dois de seus maiores “especialistas” em organização de violência política: o 1º ministro-substituto, Carlos Rafael Rodriguez, e o chefe da temida polícia secreta, Manuel Piñero, o “Barbarroxa”, com a seguinte carta (tradução do capitão José Acácio Santos da Rocha, ex-auxiliar do adido do Exército Brasileiro no Chile):

    Havana, 29 de julho de 1973

    Querido Salvador

    Com o pretexto de discutir contigo questões referentes à reunião de países não-alinhados, Carlos e Piñero realizam uma viagem para aí. O objetivo real é informar-se contigo sobre a situação e oferecer-te, como sempre, nossa disposição de cooperar frente às dificuldades e perigos que obstaculizam e ameaçam o processo. A estada deles será muito breve, porquanto têm aqui muitas obrigações pendentes e, não sem sacrificar seus trabalhos, decidimos que fizessem a viagem.

    Vejo que estão, agora, na delicada questão do diálogo com a D. C. [Democracia Cristã] em meio aos graves acontecimentos, como o brutal assassinato de seu ajudante-de-ordens naval e a nova greve dos donos de caminhões. Imagino a grande tensão existente devido a isso e teus desejos de ganhar tempo, melhorar a correlação de forças para o caso de que comece a luta e, se possível, achar um caminho que permita seguir adiante o processo revolucionário sem guerra civil, junto com salvar tua responsabilidade histórica por aquilo que possa ocorrer.

    Estes são propósitos louváveis.

    Mas, no caso da oposição, cujas reais intenções não estamos em condições de avaliar daqui, empenhar-se em uma política pérfida e irresponsável exigindo um preço impossível de pagar pela Unidade Popular e a Revolução, o qual é, inclusive, bastante provável, não esqueças, por um segundo, da formidável força da classe trabalhadora chilena e do forte respaldo que te ofereceram em todos os momentos difíceis; ela pode, a teu chamado, ante a Revolução em perigo, paralisar os golpistas, manter a adesão dos vacilantes, impor suas condições e decidir de uma vez, se for preciso, o destino do Chile. O inimigo deve saber de que dispões do necessário para entrar em ação. Sua força e sua combatividade podem inclinar a balança na Capital a teu favor, inclusive, quando outras circunstâncias sejam desfavoráveis.

    Tua decisão de defender o processo com firmeza e com honra, mesmo com o preço da própria vida, que todos te sabem capaz de cumprir, arrastarão a teu lado todas as forças capazes de combater e todos os homens e mulheres dignos do Chile. Teu valor, tua serenidade e tua audácia nesta hora histórica de tua pátria e, sobretudo, teu comando firme, decidido e heroicamente exercido, constituem a chave da situação.

    Faz Carlos e Manuel saberem em que podem cooperar teus leais amigos cubanos.

    Te reitero o carinho e a ilimitada confiança de nosso povo.

    Fraternalmente,

    Fidel Castro

    O Libro Blanco documenta o “Plano Z” para a tomada do poder, onde constavam três hipóteses de ação revolucionária (Z-A: início do autogolpe para impor a ditadura do proletariado; Z-B: morte de Allende em atentado; e Z-C: invasão externa com tolerância ou cumplicidade das Forças Armadas); o emprego de forças populares, princípios básicos para desencadear o plano: assassinato do Alto Comando das unidades das Forças Armadas (no dia da Independência do país, haveria um banquete oferecido ao Alto Comando, ocasião em que os chefes militares seriam assassinados pelo GAP – a guarda pretoriana de Allende), controle das unidades militares com auxílio de oficiais esquerdistas infiltrados, controle das estações de telecomunicações, de rodovias, ferrovias e aeronaves com destino aos aeroportos de Santiago, Valparaíso, Concepción e Antofagasta, ocupação e defesa de centros estratégicos, além da busca, prisão e aniquilamento de todos os focos de resistência;

    documenta que Cuba foi o principal fornecedor de armamento a Allende, que o “presente” de Fidel Castro encontrado no apartamento do Diretor do Serviço de Investigação, Eduardo “Coco” Paredes, superava uma tonelada de armamento sofisticado e munição; além do contrabando, o arsenal era aumentado com roubo de armamento do Exército e outras fontes, e guardados em local oficial “seguro”, como as residências oficiais do Presidente ou distribuídas a grupos paramilitares;

    documenta a enorme quantidade de armamento apreendida na residência oficial de El Cañaveral e no Palácio de La Moneda, a saber: 147 fuzis semi-automáticos, 10 carabinas semi-automáticas, 10 carabinas Mauser, 1 carabina Winchester, 54 pistolas automáticas, 13 rifles, 28 pistolas semi-automáticas, 11 revólveres, 2 pistolas para disparo de bombas de gás lacrimogêneo, 3 metralhadoras, 9 lançadores de foguetes (modelo soviético), 2 canhões sem recuo, 1 morteiro, 58 baionetas para fuzis, 58 granadas de mão, 625 bombas caseiras, 832 bombas com alto poder explosivo, 68 lança-granadas, 236 minas antitanque, 432 bombas de gás lacrimogêneo, 12 lança-gás paralisante (tipo spray), 25.000 detonadores elétricos, 1.500 detonadores a mecha, 22.000 metros de estopim, 3.600 m de cordão detonante, 625 kg de cloreto de potássio, 50 caixas de dinamite, 250 kg de TNT, 750 coquetéis molotov, 230 litros de éter sulfúrico (elemento incendiário), mais de 80.000 carregadores de todos os tipos, e outros tipos de equipamentos.

    Rendido no palácio de La Moneda, Allende concordou em sair com as filhas, porém elas saíram primeiro, ocasião em que Allende teria se suicidado com um tiro debaixo do queixo com uma metralhadora presenteada por seu amigo Fidel Castro; tal fato teria sido presenciado por seu médico particular, Patricio Guijon Klein.

    Sem o apoio da massa de trabalhadores, paramilitares estrangeiros extremistas organizaram sua própria revolta contra o novo governo militar; depois de alguns meses, 1.261 pessoas perderam a vida (sendo 82 membros das Forças Armadas). Apesar do apoio cubano – confirmado por Fidel Castro mais tarde em um comício-show -, a esquerda foi severamente derrotada, já que não teve apoio popular.

    Dado que 2.279 pessoas (incluindo 254 vítimas do terrorismo de esquerda) devam ter sido mortas em todo o período de 17 anos de regime militar, a metade dessas mortes ocorreram na curta guerra civil após a queda de Allende, não na subsequente “repressão”. Leia o texto de Robin Harris, A Tale of two Chileans: Pinochet and Allende (http://blogs.middlebury.edu/modernlatinamericaspring2012/files/2010/02/harris.pdf ), que discorre sobre o conteúdo do Libro Blanco.

    Em 2011, o corpo de Allende foi exumado e não se chegou a uma conclusão, se teria se suicidado ou se foi executado. O espião cubano Juan Vivés, pseudônimo de Andrés Alfaya, no livro El Magnífico – 20 ans au service secret de Castro, afirma que Allende foi morto por guarda-costas cubanos, por ordem de Fidel Castro, por julgá-lo fraco e querer se refugiar na embaixada da Suécia – cfr. http://www.jornalopcao.com.br/colunas/contraponto/livro-de-espiao-cubano-mostra-padres-da-teologia-da-libertacao-a-servico-de-fidel-castro. Com esse embuste, Fidel conseguiu criar mais um mito esquerdista, um “mártir” da causa comunista.

    Notas:
    NARLOCH, Leandro; TEIXEIRA, Duda. Guia politicamente incorreto da América Latina. Leya, São Paulo, 2011.

    LONFAT, Pedro Varas. Chile: Objetivo del Terrorismo. TT. GG. Instituto Geográfico Militar, Chile, 1988.

  4. Edição 1851 de 26 de dezembro a 1º de janeiro de 2011
    Irapuan Costa Junior
    Livro de espião cubano mostra padres da Teologia da Libertação a serviço de Fidel Castro
    Reprodução

    “El Magnífico – 20 Ans au Service Secret de Castro”, livro de
    Juan Vivés, garante que o presidente de Cuba, Raúl Castro
    (no detalhe), é homossexual
    Leio um livro que você, caro leitor, nunca lerá: “El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro” (Éditions Hugo et Compagnie, Paris, 2005). O autor é Juan Vivés, casado com uma francesa, e que vive em Marselha, desde 1979, ano em que fugiu de Cuba para não ser morto. Tive notícia deste livro por um amigo de Portugal e tentei comprá-lo em duas livrarias francesas onde o encontrei. As duas responderam que não podiam enviá-lo para o Brasil, sem maiores explicações. O gramcismo anda assim tão poderoso por aqui, a ponto de exercer essa censura toda (que, aliás, já conhecemos) e fazê-la chegar aos “companheiros” franceses? Mistério. O fato é que só consegui comprá-lo em um sebo francês.

    O autor é um cubano oriundo da alta aristocracia espanhola, que se juntou à rebeldia de Fidel Castro, desempenhou algumas ações revolucionárias de repercussão (que lhe valeram, ainda durante a guerrilha, o cognome de El Magnífico, que é o título do livro), e serviu sob as ordens de Che Guevara. É um livro repetitivo em alguns aspectos: fala, com conhecimento — o autor foi testemunha — das atrocidades de Che Guevara, de sua incompetência administrativa e de como era inimigo de um bom banho. De como Fidel sempre foi uma figura performática, capaz de tirar proveito público de qualquer situação, em Cuba e no exterior. Mas traz notícias novas e fatos interessantes, a partir de como Vivés, apolítico, resolveu combater o ditador Batista e se aliar a Fidel Castro. O motivador foi, diz ele, Benvenutto Cellini (1500-1571), o célebre escultor italiano.

    A família de Vivés tinha algumas obras de arte raras, trazidas da Europa, entre elas um Cristo de marfim, belíssimo, esculpido por Cellini. A mulher de Batista tentou forçar a compra da escultura, o que ofendeu o pai de Vivés, e acabou por criar uma inimizade que terminou em retaliação por parte do ditador. Entre as revelações do livro a de que o regime de Fulgencio Batista estava se decompondo quando o Granma desembarcou Fidel e seus guerrilheiros em Cuba. Isto fez com que os revolucionários conquistassem os quartéis do Exército praticamente sem combate. Os soldados, como praticamente toda a população cubana, ansiavam por mudanças. Não suportavam mais a corrupção (que desviava seus suprimentos), e os baixos soldos, enquanto os membros do governo roubavam e faziam fortuna. Não houve, ao contrário do alarde feito por Fidel, combates de verdade. A revolução foi quase um passeio.

    Vivés era sobrinho de Osvaldo Dorticós, presidente cubano indicado por Fidel, que, embora figura decorativa, tinha sua importância. Era também parente de Celia Sanchez, segunda figura do regime comunista da ilha, depois de Fidel. Era, segundo os íntimos do poder, a única pessoa a contrariar Fidel Castro e a discutir com ele, quando discordava. Vitoriosa a revolução, Vivés foi designado para importantes funções, sob disfarce diplomático, todas elas ligadas ao serviço secreto cubano. Delas, o autor esconde mais que mostra, e alega fazê-lo para se resguardar, pois, caso não o fizesse, já teria sido eliminado. O que o salva, diz, são documentos secretíssimos depositados em um banco suíço, e que serão publicados caso seja assassinado.

    Entre as mais interessantes passagens dessa biografia está a de que o autor foi encarregado, em Cuba, de instruir padres da Teologia da Libertação para trabalharem pelo regime castrista, e passar segredos, obtidos por confissão de fiéis importantes, para os dossiês da inteligência cubana. Como os padres brasileiros desse grupo não saíam de Cuba, é bem provável que fossem dos mais entusiasmados fornecedores de informações para os homens de Vivés. Os figurões que se confessaram com Leonardo Boff e Frei Betto devem pôr as barbas de molho.

    Outro episódio estranho contado no livro é o de soldados e pilotos americanos aprisionados na guerra do Vietnã terem sido drogados e levados para Cuba onde foram interrogados e provavelmente mortos, sem que ninguém soubesse nos EUA. Vivés conta que ele próprio, que falava inglês correntemente, traduziu depoimentos desses pobres coitados. Também a homossexualidade de Raúl Castro é abordada no livro.

    Outra revelação importante é sobre a morte do chileno Salvador Allende, em 1973. Como se sabe, todo o corpo de guarda-costas de Allende era constituído de cubanos experimentados. Os principais eram os gêmeos Patricio e Tony de La Guardia. Com a derrubada e morte de Allende, esses cubanos retornaram a Cuba e foram tratados como heróis por Fidel. Vivés não compreendia como tinham saído com vida do Palácio de La Moneda, até que Patrício, num encontro no bar do hotel Habana Libre, já alto, contou-lhe que, por ordem de Fidel, executara Allende que queria se asilar na embaixada sueca. Fidel queria criar (conseguiu) um mito de Allende resistindo até a morte. Morto Allende, os cubanos conseguiram abandonar o palácio antes do assalto final de Pinochet. Aliás, Pinochet só chefiou o exército chileno por indicação de Fidel, que o julgava com tendências comunistas. Vivés havia sido seu cicerone e interlocutor quando visitou Cuba.

    O Brasil continua sem oposição

    Pelo visto, Dilma Rousseff, como Lula, não terá oposição firme. Numa reunião de governadores eleitos pelo PSDB, em Maceió (AL), no dia 15 deste mês, redigiu-se um documento, chamado Carta de Alagoas, que é um primor de indefinição politica. Fala a carta em “fortalecimento das relações… com o governo federal”. Soa como rendição antecipada, antes mesmo do início da guerra. Dilma deve estar exultante, até por que Aécio Neves já havia dado declarações em sintonia com essa capitulação prévia. Assistiremos à reprise do filme que vimos nestes oito anos? Parece.

    Teotônio Vilela, governador de Alagoas pelo PSDB, nunca fez oposição ao petismo. Tem seus interesses empresariais, como muitos chefes políticos nordestinos do PSDB. Não se poderia esperar dele, como anfitrião do encontro, atitude enérgica de embate. Nenhuma oposição vai conseguir tomar o poder via da sabujice, da submissão. Chega-se ao poder pelo combate duro, diuturno. Veja-se o PT. Nunca, nenhuma vez, em nenhum momento, transigiu com qualquer presidente, antes de chegar ao governo com Lula. Sempre foi contra tudo, e um crítico de todas as coisas.

    A diferença dos oposicionistas de hoje para os verdadeiros oposicionistas do passado é abismal. Carlos Lacerda era combativo dia e noite, quando parlamentar, e quando governador, não se apaziguou nunca com o governo federal, de que era opositor. A despeito disso, fez um governo no Rio de Janeiro até hoje invejado pelos sucessores. É pois balela de que é preciso bajular o poder central para obter verbas. As verbas de transferência são direitos constitucionais dos Estados. Governadores de oposição foram votados justamente por se opor ao petismo, para combatê-lo, e não para se aliar a ele. O PSDB não desce do muro. Lembrem-se, governadores, de Mario Covas.

    O racismo dos americanos Henry Kissinger e Richard Nixon

    Nada a ver com WikiLeaks, mas tão embaraçosas como as revelações do site são as gravações de despachos de Richard Nixon com auxiliares, encontradas na biblioteca que tem seu nome, na Califórnia, e comentadas pelo jornal francês “Le Fígaro”. Muitas delas são racismo puro. Nixon discorda de um auxiliar que afirma que “Os negros estão progredindo… e vão fortalecer os EUA, pois são fortes fisicamente e alguns dentre eles são inteligentes”.

    Nixon emenda: “Eu creio que ele terá razão se falarmos em quinhentos anos. Mas é falso que seja em cinquenta. (A mestiçagem) é a única coisa que vai funcionar”. Sobre os judeus, fala o ex-presidente de sua personalidade “muito agressiva, cáustica e odiosa”. Mas não é só Nixon que se mostra racista. Seu assessor para a Segurança Nacional, Henry Kissinger, aparece em uma gravação dizendo que se os russos (o antissemitismo soviético persiste até hoje) “puserem os judeus em câmaras de gás, isso não é problema nosso, dos americanos”. O mais surpreendente é que Kissinger é judeu de origem alemã, fugido do nazismo, e naturalizado americano.

  5. LEANDRO NARLOCH

    TENDÊNCIAS/DEBATES – (FOLHA)

    E se Allende fosse vitorioso em 1973?
    Obra de destaque da arquitetura socialista, o Muro Chile-Peru evita que chilenos caiam nas garras do imperialismo capitalista

    Bem-vindo à República Socialista do Chile, o segundo mais duradouro regime comunista da América Latina. Em setembro de 2013, o Chile comemora os 40 anos da Revolução Salvadora, o heroico episódio em que o presidente Salvador Allende derrotou as tropas do general Augusto Pinochet e implantou um regime revolucionário de partido único que se mantém vibrante até hoje.

    Aos 105 anos, mas em pleno vigor intelectual, Salvador Allende continua no cargo de líder supremo da revolução. Desde 2006, ele delegou a maior parte de seus poderes à sua sobrinha Isabel Allende.

    Em seu mais recente discurso, proferido durante quatro horas na Praça Mao Tsé-tung e exibido em nosso único canal de TV, Isabel Allende afirmou que as armas nucleares chilenas só serão usadas contra o Peru e a Argentina caso esses países insistam em financiar dissidentes.

    São inegáveis os ganhos da revolução. A taxa de analfabetismo e a mortalidade infantil estão entre as de países desenvolvidos –e muito acima dos vizinhos latino-americanos. É verdade que o Chile enfrenta um longo racionamento de comida e o desabastecimento de produtos. Mas é preciso esclarecer que são falhas causadas pelo bloqueio econômico dos Estados Unidos.

    Além disso, o governo acaba de anunciar novas fábricas estatais de produtos básicos, que deverão sanar os problemas de abastecimento de pão e roupas já em 2019. Outra boa notícia é que grande parte dos trabalhadores ingressará nas novas indústrias por vontade própria.

    Uma das obras de maior destaque da arquitetura socialista chilena é o Muro Chile-Peru. Com extensão total de 160 quilômetros, cobrindo a fronteira com o vizinho do norte, o muro foi construído com a ajuda de engenheiros da Alemanha Oriental. Além da importância como monumento, bem mais imponente que o Muro de Berlim, a obra tem a função de evitar que chilenos incapazes de entender os ideais da revolução caiam nas garras do imperialismo capitalista.

    Como toda a revolução que desafia as elites, o regime chileno tem opositores. Blogueiros e organizações, financiados pela CIA, acusam o governo Allende de maquiar estatísticas relevantes para o cálculo do IDH, censurar jornais e ter executado, num fictício campo de concentração no deserto do Atacama, pelo menos 400 mil dissidentes.

    É verdade que houve conflitos a partir de 1973, mas os mortos somam a metade desse número –e eram todos eles agentes infiltrados da CIA e seus informantes, condenados em nossos tribunais revolucionários.

    Também há exagero na estimativa de chilenos que morreram de frio nos Andes ao tentar atravessar a pé a fronteira para a Argentina. Os opositores da revolução falam em 340 mil mortos –mas o número total não chega a um terço disso.

    É lamentável que alguns cidadãos, tomados pelo individualismo burguês, recusem-se a contribuir com a revolução. Não se pode levar a sério os opositores. Dizem que o Chile seria hoje o país mais rico da região se tivesse optado por uma postura econômica neoliberal. Ora, isso é risível. Alucinações e disparates como esse jamais conseguirão abalar os grandes feitos do Via Chilena do Comunismo.

    LEANDRO NARLOCH, 35, é jornalista e autor de “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” e coautor de “Guia Politicamente Incorreto da América Latina” (ambos pela editora LeYa)

  6. ALVADOR ALLENDE SE SUICIDOU, CONCLUI LAUDO

    ESTADO DE SÃO PAULO

    Laudo põe fim à longa controvérsia: confirma a crença da família do presidente e contradiz versão defendida por Fidel Castro e Gabriel García Márquez
    19 DE JULHO DE 2011 ÀS 17:52

    Agência Estado – O então presidente do Chile Salvador Allende suicidou-se em meio ao incêndio, às balas e ao gás lacrimogêneo que consumiam o palácio presidencial La Moneda durante o golpe militar de 1973, confirmou hoje uma equipe internacional de médicos legistas. A conclusão dos peritos foi unânime. “Estamos em condições de assegurar que foi uma morte violenta de explicação médico-legal suicida e disto não temos nenhuma dúvida”, disse o legista espanhol Francisco Etxeberra, ao entregar os resultados da autópsia ao juiz Mario Carroza, à senadora socialista Isabel Allende, filha do mandatário, e à advogada da família Allende, Pamela Pereira.

    A análise dos restos mortais do ex-presidente, exumados em 23 de maio, colocou um ponto final a várias teorias a respeito da causa da morte de Allende, que circularam durante décadas. Enquanto os militares chilenos afirmavam que Allende havia se matado, outra versão indicava que o presidente morreu combatendo os militares amotinados. Uma terceira versão afirmava que Allende tentou se matar e, ao não conseguir, foi morto por um dos seus guarda-costas. A informação sobre o suicídio de Allende foi entregue à imprensa pelo diretor do Serviço Médico Legal do Chile, o doutor Patrício Bustos. Ele precisou que primeiro foi determinada a identidade do mandatário e “em segundo lugar, a causa da morte – que é conhecida por toda a opinião pública, uma ferida de projétil; em terceiro lugar, a forma da morte corresponde ao suicídio e, em quarto lugar, como foi assinalado em muitos relatórios forenses, o contexto corresponde ao golpe de Estado durante o bombardeio de La Moneda”.

    Os especialistas também determinaram que Allende disparou contra si próprio com um fuzil de assalto AK-47, encontrado entre as pernas do cadáver. O fuzil foi um presente que Allende recebeu de seu amigo Fidel Castro, quando o então presidente cubano visitou o Chile em 1971. Carroza investiga, sob ordens da Suprema Corte do Chile, a morte de Allende e de outras 725 pessoas que foram executadas ou desapareceram durante a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). A conclusão da investigação atual confirmou a versão sustentada pelo doutor Patrício Guijón, um dos médicos que acompanharam Allende até o último minuto. Allende morreu em 11 de setembro de 1973, durante o golpe de Estado conduzido por Pinochet.

    Guijón disse recentemente à Associated Press que Allende ordenou aos 30 a 40 homens leais que o acompanharam até o final, entre médicos e guarda-costas, que se rendessem. Ele então voltou ao salão presidencial de La Moneda, onde seu corpo foi encontrado logo depois. Guijón disse que após Allende voltar ao salão, ele decidiu regressar ao local para buscar uma máscara de gás para levar de lembrança para seu filho, quando viu uma luz e entrou no salão, onde estava Allende. “Vi o presidente, sentado na cadeira presidencial, a uns cinco ou oito metros de onde eu estava. O rosto estava levantado pelo impacto do tiro. Eu corri e vi que não havia mais nada a fazer”, disse.

    A conclusão da nova perícia coincide com a crença da família Allende, que não compartilhava a versão de que o mandatário havia sido morto pelos militares amotinados, defendida por Fidel e pelo escritor colombiano Gabriel García Márquez. Durante anos, a senadora Allende foi contra a exumação do corpo do seu pai e só foi convencida quando acreditou que era necessário estabelecer a verdade histórica sobre a morte do mandatário. Esta foi a segunda autópsia à qual foi submetido o cadáver de Allende. A primeira foi realizada no Hospital Militar na madrugada de 12 de setembro de 1973, na presença de um grupo pequeno de pessoas autorizadas pelo fiscal militar, em meio ao golpe de Pinochet. De maneira quase clandestina, o cadáver do mandatário foi sepultado no balneário de Viña del Mar, onde ficou por 17 anos. As informações são da Associated Press.

  7. Sou contra qualquer ditadura, de esquerda ou direita.

    SOU CONTRA A MENTIRA.

    PRINCIPALMENTE DESSAS QUE ALGUNS EMITEM PARA FAZER MÈDIA PARA OS DOIS TIPOS DE ADEPTOS DESSE TIPO DE REGIME HEDIONDO.

  8. Parabéns, Francisco Bendl!!!
    É com muita emoção, com o coração batendo forte, que fico sabendo de tão importante data, por você lembrada. Viva a Revolução Farroupilha!!!
    É verdade que Bento Gonçalves foi um heroi nesta guerra? É verdade que os gaúchos se revoltaram contra uma criminosa cobrança de impostos? Por favor, Francisco, escreva mais sobre as lutas do Rio Grande do Sullll !!! Sempre que vou lá, contemplo O LAÇADOR logo de cara !!! Já fiz palestras com o Rio Guaíba ao lado … e depois comi um churrasco incrível!!! Certa vez, comi tanto, comi tanto, que liguei para o escritório para pedir que atrasassem em duas horas uma palestra (me deram um leitão super gostoso! me serviram com aquelas roupas gaúchas!!!). E as danças típicas? E as músicas? Viva o Brasil! Viva o Rio Grande do Sullll !!!
    Super abraço, Francisco !!!
    (e os vinhos que bebi lá embaixo, quase no Uruguai, em Rio Grande, num quartel gigantesco da Marinha? bebi “ajoelhado”!!!)

  9. Sempre que falam de Allende, lembro logo de Elvira Cupello Côlonio, a menina Elza Fernandes.
    Sempre que falam de Allende, lembro de Celso Daniel( e mais 18 mortos).
    Sempre que falam de Allende, lembro de Toninho do PT.
    Sempre que falam de Allende, lembro do sobrevivente da Guerrilha do Araguaia, que depois se tornou próspero verdureiro.
    Sempre que falam de Allende, lembro dos famosos machados da marca Stalin. Um deles entrou para sempre no crânio de Leon Trótski.

  10. Prezado Helio Fernandes

    Allende não ganhou por maioria absoluta, teve apenas 36,2% dos votos, contra 34.9% de Jorge Alessandri, e 27.8% do terceiro candidato, Radomiro Tomic.
    Ou seja mais de 60% do chilenos não votaram nele.

  11. Em 2011, o corpo de Allende foi exumado e não se chegou a uma conclusão, se teria se suicidado ou se foi executado. O espião cubano Juan Vivés, pseudônimo de Andrés Alfaya, no livro El Magnífico – 20 ans au service secret de Castro, afirma que Allende foi morto por guarda-costas cubanos, por ordem de Fidel Castro, por julgá-lo fraco e querer se refugiar na embaixada da Suécia. Com esse embuste, Fidel conseguiu criar mais um mito esquerdista, um “mártir” da causa comunista.

    Da minha parte, faço a seguinte observação:
    Fidel Castro fez de tudo para que Che Guevara fosse morto. E nada fez para ajuda-lo a ser salvo.

  12. Gosto do ministro Fux. Ainda bem que ele foi o escolhido.
    Ele foi professor da minha filha na UERJ. Um bom profissional.
    O fato de apoiar o Joaquim só o coloca num lugar acima da média, sob meu ponto de vista.
    Acredito no que disse em sua defesa ao jornal, já sabendo o que a petralha sentia ao não ser atendida em suas intenções… muito ódio!.
    Os mensaleiros o odeiam sim, se sentem “traídos”.. Fizeram uma primeira onda para tentar desqualificá-lo. Setores do jornalismo amigo de José Dirceu serviram de disseminadores da denúncia. E vão tentar destruir sua reputação novamente, é só aguardar. Vem chumbo grosso!
    Os defensores do bolivarianismo atacam com golpes baixos.

  13. Falei do Celso Daniel, lembrei do Lula.
    Alguém sabe por onde anda o Lula?
    Será que está em lua de mel com Rose Noronha?
    Se estiverem juntos, uma coisa é certa, estão contando dinheiro.
    Se estiverem separados estão rindo do zé Dirceu.

  14. Olá, boa tarde Sr Hélio.
    Tento entender os seus posts, mas sinceramente não consigo mais.
    O sr vai de Fernando Henrique prá tráz, pula o maior desatre que foi LULA, ataca Joaquim Barbosa, como se ele fosse o verdadeiro bandido. Vc poderia me explicar o porque disso?? É porque ele é hoje é visto como um defensor de nossos direitos ou melhor como o povo quer que aja em cima dessa canalhada que aí está. O que quer que ele faça, é sempre motivo de críticas pesadas por parte do Sr. Por acaso o Sr está com ciúmes do Joaquim?? Por ele estar em evidência e vossa excelência não?? O Sr. vive exaltando os juristas do passado e da sua causa no tempo dos militares e etc., agora que surge um Negão(com todo respeito) botando bronca naquele supremo de Toffoli, Lewandowski, Barroso, Zavascki, Rosa Weber e agora o mais idiota(?) arrogante e orgulhoso do Celso de Mello. Isso é ruim para os brasileiros e tb para o Brasil?
    O Sr sempre foi oposição a toda essa orgia institucional, e agora se cala ou se omite diante dos fatos e passou para o outro lado?? Não toca no nome muito menos sobre Lula nem se Jesus mandar, não escreve sobre as maracutaia que ele fêz e continua fazendo. Cadê as negociatas e processo do lulinha com Daniel Dantas? O que houve?? Fica parecendo que mensalão de Lula chegou na tribuna. Não posso afirmar, mas infelizmente é o que me leva a pensar, haja visto aqui pessoas ligado ao PT colocando posts.
    Num tempo lá atráz eu sempre indicava o site da tribuna para quem quisesse saber de verdade as notícias, ter outra visão além dos jornalões, mas agora…
    Raramente leio e quem asumiu esse posto é o site do “ALERTATOTAL”, muito bom por sinal.
    Fico muito triste com tudo isso e perdi a confiança na tribuna.

  15. Saiu na FOLHA:
    EM CHOQUE
    E o ministro Lewandowski foi aplaudido na noite de quarta no restaurante Rubayat de Brasília, logo depois da sessão dos embargos infringentes. “Estou perplexo, chocado”, afirmou ele, de braços abertos e sorridente, a ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que o acompanhavam no jantar. “Há sete anos que eu só apanho.” O magistrado já foi hostilizado mais de uma vez em locais públicos durante o julgamento do mensalão.

    Isto é crimeprevisto em lei:

    Advocacia administrativa

    Art. 321 – Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário:

    Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) meses, ou multa.

    Parágrafo único – Se o interesse é ilegítimo:

    Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, além da multa.

  16. Depois do advento da mente ou consciência,a sua consequência: o Ideal.
    Com ele as religiões. As ideologias.
    Com elas, palavras encantadoras.
    Socialismo.
    A farsa.
    Agora a realidade são as palavras, não mais o palpável. O visível.

  17. Meu caro Almério,
    Pessoas que não conhecem a nossa História demonstram, sem ficar ruborizadas, a ignorância que as caracteriza a respeito do Rio Grande do Sul. Mais elas me fazem rir que respondê-las porque absolutamente desnecessário.
    Bastaria uma leitura mesmo que rápida sobre as causas da nossa Revolução para entender que jamais foi nossa intenção nos separar do Brasil.
    Desta forma, meu caro, pesquisando os vários livros que tenho sobre esta epopéia gaúcha, atenderei o teu pedido aos poucos, o que muito me honra e agrada.

    Na madrugada de 20 de setembro de 1845, os rebeldes farroupilhas atravessam a Ponte da Azenha, põem o presidente da Província a correr e dão a partida para a mais longa Guerra Civil da História do País. Entre a invasão de Porto Alegre e a assinatura da paz de Ponche Verde, em 28 de fevereiro de 1845, transcorreriam 3.466 dias, durante os quais morreriam cerca de cinco mil pessoas!
    Não era apenas mais um entrevero de caudilhos semibárbaros, acostumados a pegar em armas a cada divergência, como se chegou a escrever, no começo, no Rio de Janeiro. À mesma época, na América do Sul e em várias regiões do Brasil, Almério, aconteciam movimentos semelhantes.

    Naquela década, estouraram três rebeliões: Cabanagem, no Pará, Sabinada, na Bahia, e Balaiada, no Maranhão. Conflitos esses que os historiadores juntam à Revolução Farroupilha para configurar o que chamam de “crise da Regência” (período entre 1831, ano da queda de D.Pedro I, e 1840, da coroação de D.Pedro II). Na década anterior, havia explodido o da Confederação do Equador; na seguinte, eclodiria o da Praieira.

    As idéias liberais, que pregavam a derrubada das monarquias absolutistas, fervilhavam pelo mundo. A Declaração da Independência dos Estados Unidos, em 1776, e os princípios da Revolução Francesa, em 1789, continuavam a martelar nas cabeças das novas gerações. Pela América do Sul afora, San Martin, Bolívar e Artigas metiam-se em guerras de libertação, e tais movimentos repercutiam no Brasil – sobretudo entre oficiais gaúchos que haviam lutado nas guerras do Prata.

    Ao mesmo tempo, as lojas maçônicas e a imprensa intensificavam a propaganda republicana que, em alguns casos, serviu de motor para as reivindicações da elite rural. Rio de janeiro, São Paulo e Minas Gerais não tinham muito do que se queixar. Mas, pouco influentes, os do Sul, Norte e Nordeste, tinham, e muito! Nessa luta contra o centralismo do império, clamava-se por JUSTIÇA TRIBUTÁRIA, além de maior autonomia para as províncias.

    Da Independência, em 1822, à abdicação, em 1831, D.Pedro I exasperou-se em meio a uma sucessão de crises – sendo que a financeira era permanente. Em maio, de 1823, reúne-se a Assembléia Constituinte para tratar das reformas. No entanto, cinco meses depois, é dissolvida por tropas imperiais. No ano seguinte, D.Pedro I outorga uma Constituição redigida em gabinetes, que aumenta a força do imperador. Por esses tempos, “os portugueses e traficantes de escravos controlam o poder”, assinala Jorge Caldeira no livro Mauá: Empresário do Império.

    Os liberais que haviam apoiado a Independência e queriam uma constituição republicana, desiludem-se e passam furiosamente para a oposição. Quando D.Pedro I parte para Portugal, em 1831, deixando José Bonifácio como tutor de seu filho de cinco anos, a crise se aguça. É o período das regências, de governantes permanentemente contestados. Até que, em 7 de abril de 1835, o austero e respeitado padre Feijó é eleito regente. Mas, no Rio Grande do Sul, não há mais quem possa controlar os ânimos!

    Continuo amanhã, Almério.
    Um abraço.

  18. I – QUANTO AO BEATHO ALLENDE, FOI POUCO, PORQUE ELE QUERIA MATAR O SOLDADO DE FOME. CHEGOU AO ABSURDO DE
    MANDAR PAGAR 01(UM) FRANGO PARA 40(QUARENTA) SOLDADOS. QUERIA O QUÊ? CHUMBO! E VEIO.

    II – QUANTO A PIZZA LÁ DA CORTE, COMO CHAMAM, O ÚLTIMO
    DELES PASSOU 02(DUAS) HORAS NO LERO-LERO PARA DIZER O
    INUSITADO. QUANDO TODO LEIGO SABE QUE OS INFRIGIDOS NÃO
    CABEM MAIS NOS PROCESSOS ORIGINÁRIOS DA PRÓPRIA CORTE. A
    NOVA LEI ELENCA O QUE PODE E NÃO CONSTAM OS INFRINGIDOS
    E NO FINAL A MESMA LEI DIZ:FICAM REVOGADAS TODAS AS DIS-
    POSIÇÕES EM CONTÁRIO. É mole!

  19. Amigos, vejam um outro olhar da Revolução Farroupilha, publicada no previdiblogspot.com.br, com uma texto do advogado Rogério Guimarães Oliveira e a devida correção de um pequeno engano do mesmo, feita por leitor.

    20 DE SETEMBRO:
    VAMOS COMEMORAR
    O MASSACRE DE PORONGOS?

    Dizem que Francisco Pinto da Fontoura, ao escrever o hino rio-grandense, lançou em alguns versos uma crítica aos resultados práticos da tal revolta dos farrapos, assim como ao evento de barbárie dos líderes farroupilhas ocorrido ao final da rebelião.
    Preste atenção a partir de “Mas não basta pra ser livre….”.
    O trecho citado:
    (…)
    Mas não basta pra ser livre
    ser forte, aguerrido e bravo;
    povo que não tem virtude
    acaba por ser escravo.

    Mostremos valor, constância,
    nesta ímpia, injusta guerra
    Sirvam nossas façanhas
    de modelo a toda a terra.

    Texto do advogado Rogério Guimarães Oliveira:

    Os lanceiros
    Para quem se dedicar a uma pesquisa simples, constatará que, ao final do Século XIX, quando o Brasil travava uma grande campanha política entre monarquistas e republicanos, foram “ressuscitados” aqueles eventos então esquecidos e sepultados, ocorridos décadas antes no RS, no início do mesmo Século XIX, entre 1835 e 1845. Foram aqueles fatos reapresentados então, numa espécie de marketing, com a exortação para atrair gaúchos para a causa republicana.

    Naquela ocasião, idos de 1880, líderes do movimento republicano apresentaram como uma “revolução vitoriosa”o que até então era tido como uma esquecida rebelião charquista derrotada, feita por fazendeiros contra o Império, por conta da invasão do charque uruguaio e argentino. Uma rebelião que foi derrotada e sufocada e durante a qual ocorreram muitas atrocidades, principalmente com os negros.

    Ou seja, em torno de 1880, transformaram o que era um vinagre em um vinho fino. Talvez não tivéssemos historiadores naquela época, mas, com certeza, já tínhamos bons marqueteiros.

    Comprova tudo isto o fato de que a imprensa gaúcha, entre 1850 e 1880, não publicou absolutamente nada sobre a dita rebelião, que a partir de 1880 passou a ser referida como “Revolução Farroupilha”.

    Algumas perguntas me assolaram com esta descoberta: somos todos hoje vítimas de um golpe de marketing do final do Século XIX? Idolatramos como “revolução” uma revolta derrotada de fazendeiros com problemas no mercado de charque, que resolveram com seus soldados-escravos tomar territórios para demonstrar sua insatisfação contra o Império?

    E cultuamos com orgulho a derrota desta rebelião como se fosse um evento épico vitorioso?

    Poucos sabem, mas Bento Gonçalves, pelos anos de 1844 e 1845, doente, fraco e alquebrado, vagava escondido, com um pequeno grupo, recebendo esconderijo de fazenda em fazenda. Ele era o retrato da falência da causa farroupilha-charquista.

    Não sou adepto de revisionismos históricos, para fins de justificar alguma causa atual de ocasião. Mas me angustio quando vejo gerações de pessoas que cultuam valores em cima de fatos inventados ou maquiados, que simplesmente não ocorreram como são contados através das gerações. Não se pode retirar valores de uma punhado de mentiras, traições, crimes e distorções.

    O fato é que o Rio Grande do Sul não comemora uma “revolução” no dia 20 de setembro. Isto pode causar calafrios em muitos CTGs, mas é uma constatação histórica.

    Numa outra pesquisa que fiz, fui a fundo sobre a origem da palavra “farrapos”. Após muito perambular sobre várias informações a que cheguei, constatei que ela vem, simplesmente, das roupas que os escravos dos fazendeiros usavam. Estes escravos eram os soldados colocados a lutar pela causa dos seus senhores sob a promessa de ganharem a liberdade ao final do conflito.

    Eles não recebiam armas, nem equipamentos, nem mantimentos, pois seria uma heresia dar estas coisas para escravos. Eles eram tratados como se fossem bichos pelos seus comandantes: retiravam das árvores as lanças que suavam para se defender e para lutar. E se tornaram exímios no manejo destas lanças, tanto assim que compuseram os chamados batalhões de lanceiros negros. Todavia, armas de fogo como garruchas e espingardas, estas não eram permitidas nas mãos deles.

    E para coroar este festival de falsidades e de valores invertidos, o supremo crime cometido pelos até então negociadores da dita Paz de Ponche Verde: descumprindo a promessa feita aos escravos, os ditos revolucionários farroupilhas não sabiam o que fazer com 200 destes negros lutadores, acampados em Porongos ao final do conflito.

    David Canabarro tinha acabado de retornar de seu encontro com Duque de Caxias, onde a “paz” foi selada (leia-se: a rendição dos revoltosos). Fato é que ninguém queria a liberdade para aqueles negros, nem o Império, nem os chefes da rebelião. Com a liberdade, se insuflaria nos demais escravos um anseio maior pela conquista da liberdade. A solução veio da forma mais covarde possível: numa manhã, desarmaram os escravos de suas lanças e facas, alinharam eles num fundo de campo e então os chefes farroupilhas ordenaram que se degolassem os negros, um a um.

    Sou gaúcho nascido em Cruz Alta, filhos de pais e avós gaúchos. Ninguém pode se considerar mais gaúcho do que eu sou. Meu avô era dono de campos na região de Porongos, cuja terra ficou manchada com o sangue daquele negros traídos pelos líderes farroupilhas. Talvez venha daí o termo gaúcho“barbaridade”.

    Mas desde que tomei consciência de todos estes fatos, procuro me orgulhar de muitos feitos realizados aqui no Rio Grande do Sul. Mas não me peçam para cultuar uma revolução falsa, que não houve, mas uma rebelião de senhores do charque para resolver uma problema de mercado deles, a qual foi esmagada pelo Império e ainda selada com a marca da morte covarde daqueles lanceiros negros.

    David Canabarro não virou nome de cidade. Talvez de alguma rua ou praça. De herói, para mim, ele não tem nada. É um criminoso de guerra. A ele atribuiu-se a maior culpa sobre o destino dos negros assassinados.

    A dúvida histórica daquele evento, nunca elucidada, é sobre se Duque Caxias teria exigido este final covarde aos negros ou não, quando negociou a rendição com Canabarro.

    As informações pesquisadas dão conta de que Caxias, perguntado a respeito, nunca disse nada, nem sim nem não, levando este segredo para o túmulo.

    O Brasil tornou-se um dos últimos países do mundo ocidental a libertar seus negros escravos, em 1888, que sequestrara da África.

    Por tudo isso e outras questões, não creio que aqueles que lutaram contra os fazendeiros rebelados sejam menos gaúchos do que os líderes farrapos.

    Uma coisa me parece certa: cultuar valores em cima de engodos e de mentiras históricas que ensinamos às nossas crianças não me parece nada salutar.

    Temos aqui no RS uma história rica em fatos e acontecimentos reais que ajudaram a moldar o que somos hoje. Cito o exemplo dos imigrantes alemães e italianos que foram aqui “despejados” e abandonados nas escarpas da serra gaúcha pelos governantes locais, que eram, em sua maioria, fazendeiros-políticos que jamais dariam aos recém-chegados qualquer naco dos seus campos nas pradarias. Pois estes imigrantes passaram por colossais dificuldades, mas se estabeleceram e ao cabo de muito sacrifício (que alguns vivem até hoje) prosperaram com privações e trabalho duro. Hoje, por ironia, eles e seus descendentes garantem ao RS a situação de prosperidade em relação ao resto do país que os fazendeiros não mais conseguem.

    Se temos tantos exemplos assim de coragem e de bravura, por que temos que eleger justamente aquela rebelião protagonizada por alguns fazendeiros, que foi derrotada e esmagada, tocada à base de soldados-escravos e que terminou em selvageria e matança covarde de negros em Porongos, e utilizar tudo isso como fonte de valores e virtudes para nossa cultura e nossa tradição?

    BAGGIO ESCREVE:

    Apenas corrigindo nosso amigo Rogério que diz:

    David Canabarro não virou nome de cidade. Talvez de alguma rua ou praça. De herói, para mim, ele não tem nada. É um criminoso de guerra. A ele atribuiu-se a maior culpa sobre o destino dos negros assassinados.

    Virou nome de cidade, sim:
    Fica a 258 km de Porto Alegre, próximo a Passo Fundo.

    No mais, é isso aí.
    Como é ensinada a história da ‘’revolução farroupilha’’ nas escolas?

  20. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/129885-e-se-allende-fosse-vitorioso-em-1973.shtml > ” Leandro Narloch

    TENDÊNCIAS/DEBATES

    E se Allende fosse vitorioso em 1973?

    Obra de destaque da arquitetura socialista, o Muro Chile-Peru evita que chilenos caiam nas garras do imperialismo capitalista

    Bem-vindo à República Socialista do Chile, o segundo mais duradouro regime comunista da América Latina. Em setembro de 2013, o Chile comemora os 40 anos da Revolução Salvadora, o heroico episódio em que o presidente Salvador Allende derrotou as tropas do general Augusto Pinochet e implantou um regime revolucionário de partido único que se mantém vibrante até hoje.

    Aos 105 anos, mas em pleno vigor intelectual, Salvador Allende continua no cargo de líder supremo da revolução. Desde 2006, ele delegou a maior parte de seus poderes à sua sobrinha Isabel Allende.

    Em seu mais recente discurso, proferido durante quatro horas na Praça Mao Tsé-tung e exibido em nosso único canal de TV, Isabel Allende afirmou que as armas nucleares chilenas só serão usadas contra o Peru e a Argentina caso esses países insistam em financiar dissidentes.

    São inegáveis os ganhos da revolução. A taxa de analfabetismo e a mortalidade infantil estão entre as de países desenvolvidos –e muito acima dos vizinhos latino-americanos. É verdade que o Chile enfrenta um longo racionamento de comida e o desabastecimento de produtos. Mas é preciso esclarecer que são falhas causadas pelo bloqueio econômico dos Estados Unidos.

    Além disso, o governo acaba de anunciar novas fábricas estatais de produtos básicos, que deverão sanar os problemas de abastecimento de pão e roupas já em 2019. Outra boa notícia é que grande parte dos trabalhadores ingressará nas novas indústrias por vontade própria.

    Uma das obras de maior destaque da arquitetura socialista chilena é o Muro Chile-Peru. Com extensão total de 160 quilômetros, cobrindo a fronteira com o vizinho do norte, o muro foi construído com a ajuda de engenheiros da Alemanha Oriental. Além da importância como monumento, bem mais imponente que o Muro de Berlim, a obra tem a função de evitar que chilenos incapazes de entender os ideais da revolução caiam nas garras do imperialismo capitalista.

    Como toda a revolução que desafia as elites, o regime chileno tem opositores. Blogueiros e organizações, financiados pela CIA, acusam o governo Allende de maquiar estatísticas relevantes para o cálculo do IDH, censurar jornais e ter executado, num fictício campo de concentração no deserto do Atacama, pelo menos 400 mil dissidentes.

    É verdade que houve conflitos a partir de 1973, mas os mortos somam a metade desse número –e eram todos eles agentes infiltrados da CIA e seus informantes, condenados em nossos tribunais revolucionários.

    Também há exagero na estimativa de chilenos que morreram de frio nos Andes ao tentar atravessar a pé a fronteira para a Argentina. Os opositores da revolução falam em 340 mil mortos –mas o número total não chega a um terço disso.

    É lamentável que alguns cidadãos, tomados pelo individualismo burguês, recusem-se a contribuir com a revolução. Não se pode levar a sério os opositores. Dizem que o Chile seria hoje o país mais rico da região se tivesse optado por uma postura econômica neoliberal. Ora, isso é risível. Alucinações e disparates como esse jamais conseguirão abalar os grandes feitos do Via Chilena do Comunismo.

    LEANDRO NARLOCH, 35, é jornalista e autor de “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” e coautor de “Guia Politicamente Incorreto da América Latina” (ambos pela editora LeYa)

    Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

  21. A História é escrita de várias formas.
    No caso da Revolução Farroupilha, existem versões de pseudo historiadores e pesquisadores a respeito de certos episódios.
    Este advogado apenas relata o seu parecer e conclusão absolutamente distantes da realidade, um tendencioso relato, que documentos os quais não teve acesso ou não lhe interessou consultá-los provam exatamente o contrário do que registra.
    Em princípio, este fato que ele intitula “O Massacre dos Porongos” está errado!
    A historiografia o define como “A Surpresa de Porongos”.

    Na madrugada de 14 de novembro de 1844, tropas imperiais comandadas pelo lendário Chico Pedro surpreenderam um acampamento farroupilha numa curva do Arroio Porongos, entre Piratini e Bagé, e exterminaram o Batalhão de Lanceiros Negros. Alguns farrapos também morreram, mas o que criou uma candente e interminável polêmica em torno desse episódio, foi o fato que os negros – cerca de 100 -tinham sido desarmados na véspera por Davi Canabarro.

    Por muitos anos, Canabarro, que na época negociava a paz com Caxias, foi apontado como traidor, inclusive por um dos chefes da revolução, Domingos José de Almeida. Para ultrapassar um impasse grave – o império NÃO ACEITAVA conceder a alforria aos negros que lutaram com os farrapos -, Canabarro, com o auxílio de Lucas de Oliveira, teria preferido eliminar o problema, literalmente.

    O que sobrou de real foi um ofício assinado por Caxias, endereçado a Francisco Pedro de Abreu, o Chico Pedro, com instruções para atacar o acampamento sem receio, já que TUDO HAVIA SIDO COMBINADO com Canabarro e Lucas de Oliveira.

    Os defensores da honra do chefe farrapo, alegam que os negros foram desarmados de suas clavinas por prevenção – estariam tensos com os rumores de que o Império NÃO lhes daria a liberdade e propensos a se revoltar contra os próprios chefes. Também acreditam que o ofício de Caxias tenha sido forjado pelo próprio Chico Pedro, e depois desse episódio em Porongos.

    Ele teria mostrado o texto a Caxias e proposto que pusesse a sua assinatura nele, para que, uma vez distribuído entre os farroupilhas, o documento resultasse na desmoralização de Canabarro e na divisão e desmobilização das forças inimigas. Os defensores dessa versão acrescentam-lhe um raciocínio: se tivesse havido mesmo um arranjo prévio com o conhecimento do adversário, Chico Pedro estaria desmerecendo a própria vitória em Porongos, uma das mais significativas de sua carreira!

    Enaltecer – merecidamente – os imigrantes alemães e italianos que se instalaram no Rio Grande do Sul, não significa rejeitar a História gaúcha ou alterar os fatos como um mero dissidente, sem qualquer comprovação para seus fundamentos e alegações.
    Trata-se, a meu ver, de alguém que busca um lugar na mídia como contestador dos relatos e documentos que registram a Guerra dos Farrapos como um dos movimentos mais importantes acontecidos no Brasil, e cuja versão diferente poderia lhe alçar à condição de um revisionista que deveria ser ouvido.
    Ledo engano.
    A pobreza de seus documentos e erro ao final quando afirma não existir qualquer lembrança a Davi Canabarro, comprovam o instante de fama tão ansiosamente buscado, mas tão asquerosamente encontrado!

  22. Não sei poque o Hélio insiste no aritmeticamente X matematicamente.
    Ora, ora, ora, se a aritmética é parte da matemática (e é), tudo que é aritmético é matemático, embora a recíproca não seja verdadeira.

    Poderia ser geometricamente, trigonometricamente, do campo da teoria dos conjuntos, das integrais e diferenciais, e assim por diante. Todos são objeto de estudo das Matemáticas.

    Qualquer uma dessas faces da matemática a integram. Errado é dizer, por exemplo, que o teorema de Pitágoras – aquele que fala dos quadrados dos catetos e do quadrado da hipotenusa – pertence à aritmética. É lógico que é uma questão geométrica.

    A teoria dos conjuntos, aliás, explica essa questão. O que está contido no continente também pertence ao continente. Mas o que é do continente não pertence, necessariamente, ao subconjunto.

    Não insista nessa ranzinzice, Hélio.

  23. Companheiro de POA, que queres que eu diga ou faça: “Onde houver paz trarei a guerra”? Ou “onde houver trevas trarei a luz”? Ou preferes? “Onde houver trevas ficarei quieto para não desagradar os ‘senhores da razão'”?

  24. Ao OBSERVADOR:
    QUALQUER PESSOA NO PLENO USO DA RAZÃO PERCEBE,QUEM É CRIANÇA,ADOLESCENTE ABORRECENTE,OU VELHACO.
    “VELHACO PREFERENCIAL”

  25. Companheiro Martineli.
    Não sei quem é ARQUIMEDES,mas admirei seus versos matemáticos.
    Em relação as opções:sempre a luz,a luz da razão,a luz do equilíbrio,a luz do conhecimento,etc…

  26. Sr.ARLINDO S.SANTOS,Nome artístico(VELHO MILONGUEIRO),compôs à musica”É MENTIRA DESSES LOUCO”.
    Continua,atual. Bem,como,”POR BAIXO DOS PANOS”Ney Matogrosso.

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