Dilma fortalece base aliada de apoio ao governo, por julgar que isso funcionará na eleição presidencial

 Afif: especialista em não fazer nada

Carlos Newton

No afã de garantir a candidatura no PT para se reeleger, a presidente Dilma Rousseff tenta todas as artimanhas possíveis e imagináveis. Além de procurar desmoralizar Lula com o “vazamento” de notícias sobre Rosemary Noronha, a presidente acaba de chegar ao 39º ministério, para presentear o PSD, um partido amorfo, que se orgulha de dizer que “não é de direita, nem de esquerda ou de centro, pois pretende se amoldar a cada situação”.

Parece brincadeira, mas é verdade. O Brasil está perto do recorde mundial de ministérios, que é da ditadura do Gabão, com 40 pastas.

Detalhe revelador: esse novo “ministério” estava para ser preenchido há mais de três anos. Paradoxalmente, foi criado sob medida para a megaempresária paulista Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza, a nona maior rede varejista do país, com mais de 700 lojas, espalhadas por 16 estados brasileiros.

O ministério é ridículo. Na época, Luiza Trajano mandou fazer um estudo sobre o atendimento às micros e pequenas empresas e ficou desanimada. Não há o que fazer, salvo fornecer crédito barato, e isso é feito através do Cartão BNDES e de outras linhas de crédito já existentes.

“DOLCE FAR NIENTE”

Traduzindo: Guilherme Afif Domingos não fazia nada como vice-governador de São Paulo. Agora, como ministro da Micro e Pequena Empresa, vai continuar se desenvolvendo nessa especialidade de nada fazer, que os italianos chamam de “dolce far niente”.

Mas Dilma não vai parar por aí. Na esperança de criar sustentação à sua candidatura à reeleição, vai agradar agora o PTB. Ou seja, ela está confundindo “base de apoio ao governo”, com coalizão eleitoral, que é muito diferente.

Enquanto ela mexe as peças do xadrez político, Lula não passa recibo, não diz nada. Na quinta-feira, participou de um encontro com Dilma, o marqueteiro João Santana, o presidente do PT, João Falcão, o ministro Mercadante e o chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo.

Detalhe importantíssimo: o Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, em linha de colisão com Dilma por causa do caso Rosemary, não foi convidado.   Outro detalhe: não se falou no assunto Rosemary. Lula finge que não está sendo atingido. É um teatro grotesco.

Já ia esquecendo. Hoje é sábado e estão nas bancas as revistas semanais. Vamos ver quais são as novas informações “vazadas” pelo Planalto esta semana.

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2 thoughts on “Dilma fortalece base aliada de apoio ao governo, por julgar que isso funcionará na eleição presidencial

  1. Sr. Carlos Newton, quanta pobreza, quanta falta de fontes. Esperar pelas revistas semanais para ter assunto? Escreve mais sôbre seus delírios antevendo uma peleja entre Lula e Dilma.

    • Pode aguardar, Ronaldo Luiz. Tenho muitas informações de cocheira (é bem o caso) sobre o assunto. Lula odeia Dilma e vai passar sobre ela como um trator. Você vai se surpreender.

      Abs.

      Carlos Newton

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