No mundo inteiro, só no Brasil os juros sobem como remédio: 80 vezes mais alto do que no Japão, 40 acima dos EUA. Quatro palavras dominam o dicionário do governo. Silêncio nas comunidades, falatório na tecnologia. O vice de Obama veio em campanha eleitoral.

Helio Fernandes 

Aos trancos e barrancos, pouco salto e muito sobressalto. Ninguém sabe o que é prioridade, quem tem mais credibilidade, todos se preocupam com a instabilidade, impossível encontrar o rumo. A economia do Brasil, desgovernada, espera um Galileu que diga que ela se move, sem atropelos ou colisões.

Do Planalto, do Ministério da Fazenda, do Banco Central, não vem esclarecimento ou o que é prioridade. Juros, dólar, PIB ou inflação, o que vem primeiro, o que é realmente importante ou estimulante. Não se sabe, o país vive de previsões e preocupações, o que fazer?

De contradição em contradição, Mantega e Tombini aparentemente não estão do mesmo lado, embora pareça. Mantega fala, diz que o câmbio não é uma de suas armas, mas ninguém entende se ele está pessimista ou otimista. Mas já foi mais claro e incisivo.

Tombini age, mas em silêncio, afinal o BC tem autonomia. Tem mesmo? Dona Dilma não sabe de jeito algum o que vai fazer. Os juros vão subir muito ou pouco? Foi publicado que o presidente do Banco Central esteve esta semana com a presidente, sobre o que conversaram?

Pelo menos uma coisa tem que ser dita: Tombini contrariou e frustrou as maiores consultorias econômicas e até mesmo, pessoalmente, os mais arrogantes “adivinhadores”. Todos apostavam ou garantiam que a elevação dos juros não passaria de 0,25%, ele aumentou 0,50% e ficou em silêncio.

Como deixei bem claro no título dessas notas, os juros não influenciam as maiores autoridades dos órgãos oficiais do mundo inteiro. Ainda anteontem, Durão Barroso, ex-primeiro-ministro de Portugal e agora poderoso presidente da BC da Comunidade Europeia, disse com toda a cordialidade:“É preciso que mudemos a concepção do que é austeridade”. Aí entra a ideia fixa de não subir os juros.

Há anos, a taxa nos EUA está entre 0,20% e 0,25%, 40 vezes menor do que a nossa, depois da ação do Banco Central com autonomia. O Japão não saí de 0,1% (ao ano, ao ano) e a preocupação não vem por aí. Na Comunidade Europeia em crise desde 2008, os juros mais altos não passam de 2 por cento. E entre os 17 países, alguns nem chegam a 2%. Por qual bússola se orienta o BC e tenta orientar o consumidor?

A inflação já foi a grande meta do governo, autoridades dava a impressão de que isso é que tirava o sono. Como o ministro da Fazenda depreciou o racional, parece que ele quer mais atenção para o “pibinho” de agora. Que vai pelo mesmo despenhadeiro do ano passado. Pelo menos os números são rigorosamente iguais.

Em suma, não há suma. Qualquer economista que esteve no Banco Central e agora ensina em algum dos grandes bancos, sabe de ciência exata que essas 4 palavras (juros, inflação, dólar e PIB) estão sempre entrelaçadas. E é impossível separá-las, qualquer que seja o ritmo da ação.

PS – É evidente que nada disso pode ser tratado individualmente. É lógico que não imediatamente, mas haverá mudança. Não obrigatoriamente com demissão. Neste momento, demissão e reeleição, se afrontam e se confundem, perigosamente.

JOSÉ SERRA
CONTINUA NO JOGO

Para desgosto e contrariedade do não tão jovem presidenciável de Minas, o apoio que esperava de São Paulo não chega. E sem esse apoio, sem ressuscitar a famosa dupla “café com leite”, Aécio não chega ao Planalto.

Acontece que o Planalto não parece ser a obsessão de Aécio. Pelo que ele fala, só quer chegar ao segundo turno. E não tem o que oferecer a Serra. Só se fosse o governo de São Paulo. Mas o que fazer com Alckmin, que desde 1994 se acostumou com o Bandeirantes como vice ou governador eleito? Com a exceção de 2006, quando perdeu a Presidência. Gostaria de tentar novamente, mas sabe que tem que esperar 2018.

SILÊNCIO NAS REDAÇÕES
E EM OUTROS TRABALHOS

As sedes dos jornais do Rio, a partir de República, eram centros de cultura, de reuniões diárias, de convergência de personalidades. Essas redações substituíam os grandes salões da Europa. Rui Barbosa, João do Rio, Joaquim Nabuco e muitos outros se encontravam e debatiam nesses locais.

O Jornal do Brasil se dava ao luxo de ter no cabeçalho, como Redator-Chefe (se dizia assim na época) Rui Barbosa e Joaquim Nabuco. E como eram brigados, tinham salas distantes, onde recebiam personalidades. Tudo isso acabou com a revolução na Comunicação.

Ninguém fala com ninguém, todos “enfiados ou focados” no computador, não olham para o lado, não sabem de ninguém. Observadores dizem: “Estão preocupados com o texto”. E antes, não se redigia nada, não havia preocupação com o texto?

Em Brasília, um ótimo jornalista e notável advogado me diz: “Antigamente, no meu aniversário, o telefone não parava em casa ou no escritório. Não esqueceram de mim, só que recebo dezenas de SMS, não querem conversar”.

O VICE DE OBAMA
QUER O LUGAR DELE

Joe Biden no Brasil, surpreendentemente ficou três dias. E não tão surpreendentemente, veio em campanha eleitoral. Disse que “o Brasil não é mais país emergente, já passou dessa fase”, Textualmente, agradando empresários presentes: “Nossas relações comerciais podem chegar a 400 ou 500 milhões de dólares”. Com ele? Ou com com Dona Hilary?

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13 thoughts on “No mundo inteiro, só no Brasil os juros sobem como remédio: 80 vezes mais alto do que no Japão, 40 acima dos EUA. Quatro palavras dominam o dicionário do governo. Silêncio nas comunidades, falatório na tecnologia. O vice de Obama veio em campanha eleitoral.

  1. Caro Helio, juros cobrados pelos Bancos Nacionais e Internacionais, de 240% ao ano, com a benção do Governo, é agiotagem oficial.
    A situação medíocre em que o Brasil está mergulhado, deve-se as despesas inúteis do pão e circo, a criação de Ministérios para coisa nenhuma:19, que seriam Departamentos dos existentes, para atender “partidecos” e seus apaniguados, a titulo de governabilidade.
    Falta a criação de mais um para os 40 de Alí Babá.
    Na área econômica, o governo está mais perdido que “cego em tiroteio”, e o “pagador da conta do descalabro é o trabalhador escorchado em impostos – entrega 5 meses anuais de salário, e o retorno é: não tem saúde, não tem escola, não tem segurança, etc.etc.
    A escalada de juros começou, 0,50%, conforme você previu,cujo reflexo nos juros da D.Int. e crescimento da inflação, irá se refletir no “bolso do trabalhador”.
    Se o governo resolver descer os juros, será em percentuais pequeninos!.
    Helio,”Muita Saúde e Vida longa”, para esse trabalho de brasilidade e fraternidade”.

  2. O juros praticados no Brasil é um verdadeiro absurdo, não entendo pois o mercado estes juros são bem maiores e ainda fica este jogo de cena da mídia comprada dizendo que os juros caiu ou subiu, os juros reais é bem maior do que é anunciado.
    Neste jogo de cena quem sai perdendo é o povo brasileiro, os bancos continuam lucrando por conta desta política desumana do governo que só beneficia os bancos e quem precisa de financiamento ou empréstimos tá roubado, que país é este em que nunca o povo é quem merece respeito, pois pagam impostos sobre tudo.

  3. Os juros precisam subir sim! Juro baixo penaliza quem tem disciplina financeira, empurrando sua poupança para o mercado de renda “variável”, além de gerar inflação, corroendo o fraco rendimento ou até mesmo o próprio capital. Juro baixo é bom para quem gosta de gastar além das suas possibilidades e para jestores incompetentes rolarem as dívidas de empresas e governos. Hoje os europeus se revoltam com os bancos, mas esquecem o passado recente em que seu “melhor amigo” era o cartão de crédito. Não existe almoço grátis, um dia a conta chega.

  4. Nossa Presidenta Dilma Rousseff falou bem na África do Sul, na última reunião dos BRICS, que Inflação não se combate só com aumento da Tx. Básica de Juros, (SELIC). Mas então, como nos ensina Keynes, ela tem que usar a Política Fiscal e Cambial. Usando a Política Fiscal, deveria reduzir os gastos do Governo e aumentar um pouco mais os Impostos. Usando a Política Cambial, deveria valorizar um pouco mais o Real em relação ao US$ Dollar. E Inflação como diziam os Antigos: “Não mata, mas aleija”, e pode muito bem aleijar uma, até aqui, bem encaminhada candidatura a reeleição à Presidência da República. Mas no frigir dos ovos, diminuir os gastos do Governo e aumentar Impostos, também não é “indolor”, e valorizar o Real prejudicaria ainda mais a nossa estratégica e claudicante Indústria, que nossa Presidenta tanto quer ajudar, e teve que voltar aos Juros, nossos conhecidos velhos de guerra. Mas também no nosso caso não é nenhuma tragédia, uma Selic de 8%aa, pois estamos ainda com Juros Negativos para os Poupadores. A tragédia mesmo é a Inflação, que na verdade é reflexo dos nossos Deficits. Diacho, só temos Deficits. Deficit em Conta Corrente, (Balança Comercial de Mercadorias e Commodities, também chamados Visíveis, e Balanço dos Invisíveis: Fretes, Juros, Turismo, Remessa de Lucros, Royalties, Assistência Técnica, etc, chamados Serviços). Os Invisíveis são o nosso maior fraco. E o Deficit no Orçamento Federal, de +- 3% do PIB, (Produto Interno Bruto). Esses são os dois motores da Inflação. A melhor maneira de cortar o combustível desses dois motores é manter constante os Deficits, e acelerar o crescimento do PIB. O PIB é igual ao Consumo do Povo + gastos do Governo + Investimentos + Exportações Líquidas. O Consumo do Povo já está próximo do limite superior, uma vez que seus Salários são “comidos” pela Inflação, e seu Endividamento já atinge +- 44% de sua Renda. Os gastos do Governo, como vimos acima tem que ficar estagnados, já que reduzir, nem falar. As Exportações Líquidas, como acompanhamos diariamente, estão minguando. Sobra então o Investimento. O Investimento agora é chave para o crescimento do PIB. Atualmente o Investimento Público está em +- 2% do PIB, e o Investimento Privado +- 16,5% do PIB. Como o Investimento Público, num Governo Deficitário não pode aumentar muito, a carga cai sobre o Investimento Privado. Nossa Presidenta sabe muito bem de tudo isso. Ela tentou primeiro fazer os Empresários Investir, baixando os Juros até o território Negativo, pensando: Agora esses miseráveis, vendo que perderão 2%, 3%aa deixando o Dinheiro na Poupança, VÃO INVESTIR, não Investiram. Corajosamente baixou o Custo da Energia Elétrica, +- 20% Residencial e +- 32% Industrial, Desonerou Impostos e Folha de Pagamentos, subsidia a gasolina/Diesel, novo Marco Regulatórios dos Portos, etc etc, e nada. Ela, com mãos fortes e poderosas levou o cavalo até a beira do rio, mas não conseguiu fazê-lo beber. Os Empresários bombardeados com notícias ruins que vem de fora: Desaceleração na China e Ásia, retração na União Europeia, crescimento muito reduzido nos EUA apesar de todos os Incentivos, etc, etc, não se animam. Me parece que o jeito para atingir a meta de elevar o Investimento dos atuais 18,5% do PIB, para 25% do PIB, é aumentar um pouco ainda o Endividamento Público e jogar tudo no aumento do Investimento Público em Infra-Estrutura, e “tomar muitas pingas na FIESP” com esses Empresários cabeças-dura, e insuflar-lhes CONFIANÇA. Mostrar claramente que a hora de Investir é agora, para ganhar muito Dinheiro ali na frente. Que a hora de comprar Imóveis é quando a água da enchente atinge o teto, depois, se estabiliza o rio, e quem comprou, ficou Rico. Que, quem chega primeiro, BEBE ÁGUA LIMPA. Abrs.

  5. Juros autos e a perversidade do sistema

    Somos um povo do terceiro mundo precisando comprar de tudo. A política econômica de Lula/PT e de Dilma/PT, criaram condições de consumo, nunca antes vistos em tamanha extensão popular, incluindo carentes classes, C e D, sem descuidar das classes médias, que inclusive, passaram a fazer turismo na Europa e nos EUA. Por conta dessa bem sucedida política econômica, o desemprego tornou-se um dos mais baixos do mundo, surgindo no mercado brasileiro um grande contingente de consumidores, sem dar tempo aos meios de produção a se adequarem à nova grande demanda.

    Para agravar esse brusco aumento de demanda, temos numa ponta um povo sem a menor educação para evitar desperdícios e compras desnecessárias. Na outra ponta, os poderosos apelos da sociedade de consumo direcionando o povo, à desvairado consumismo, resultando em súbito aumento de demanda diante de insuficiente oferta de bens, mercadorias, artigos e serviços, trazendo aumento da inflação.

    Racionalmente, a melhor maneira de combater a inflação seria ativar os meios de produção, o mais rápido possível, para atenderem as novas demandas de mercado, aumentando a disponibilidade de mercadorias, bens e serviços. Senão, importando o que aqui dentro está faltando, mas com danosas consequências para manutenção de nossos empregos e a força de nossa indústria. Além de inevitáveis perdas de nossas divisas.

    Dado a estrutura e natureza do sistema capitalista, isenta de racionais eficientes mecanismos de planejamento, operação e controle, fundamentalmente operando na base da crença, da pura adrenalina, do aqui e agora, do vamos que vamos, plena de interesses e prioridades pessoais e ou de grupos, muitos deles, nada a ver com o homem, com povo, com a natureza e com a nação, trazem grandes estragos, inclusive, revoltas, guerras e crises, algumas, devastadoras, como essa crise do capitalismo mundial desde 2008 desmontando a economia dos EUA e da Europa, com milhares de desempregados e falências.

    Diante da natureza econômica e financeira desse irracional sistema, uma das ferramentas conhecidas na tentativa de combate a inflação que os bancos adoram (faturam bilhões), mas de terríveis efeitos colaterais para os meios de produção, para o comércio e para os endividados, é juros altos, freando o poder de consumo das massas, removendo o sonho de compras de um povo carente, há tantos anos esperando consumir. Além disso, trazendo ameaças de enfraquecimentos de nossas indústrias e de nosso comércio, sem muita garantia de dar certo. Coisa de louco. Bem do sistema.

  6. Vamos à principal causa: PRODUÇÃO.
    Consumo maior que produção, porque esta é insuficiente, pois é cara, devido aos mais altos impostos do planeta, à infraestrutura precária, à inexistente educação científica que nos leva a não criar tecnologia própria e mais outras coisas do tipo levam à subida dos juros para conter o consumo e assim baixar a inflação.
    Uma medida que deve ser tomada para ajudar no controle da inflação, que é em favor dos pobres, é o dólar não passar de R$ 1,50.

  7. Que não haja dúvidas Sr. Helio, essa estocada de 0,50 p.p. na taxa básica de juros é para garantir a trajetória de queda da inflação e, principalmente, esvaziar o discurso da oposição, garantindo a reeleição da Dilma.

  8. O câmbio está sendo usado para proteger a indústria nacional que encolheu no primeiro trimestre. O dólar subiu e fechou a R$2,14, hoje. Vai continuar subindo até que a indústria brasileira reaja. Estão querendo preservar o nível da taxa de ocupação que está em quase 95%.

    Tudo isso tem o viés político-eleitoral, pois o país, todos sabem, não tem fôlego para investir, e depende do Investimento Estrangeiro Direto (IED)que pode não corresponder às expectativas.

    As cartas na manga de Dilma para fazer o país crescer estão se esgotando e é preciso fazer de tudo para garantir a reeleição.

  9. Essa de proteger a indústria nacional com dólar alto é velha. Quem paga a conta é sempre o povão. Aliás, a indústria nacional só interessa ao governo pelos altíssimos impostos que paga a ele, o que a torna com pouquíssima competitividade internacional. Ademais essa indústria não tem muitos produtos como a dos países industrializados. Depois tem , além dos impostos, a infraestrutura precária do país que encarece mais ainda a sua produção.

  10. É preciso entender que em economia as variáveis estão correlacionadas, e é por isso que o Sr. Helio Fernandes disse que “juros, inflação, dólar e PIB estão entrelaçados”.

    Veja que o BC aumentou a taxa Selic para segurar a trajetória da inflação, operando pela restrição do crédito e diminuição da demanda que gera inflação. Na outra ponta o câmbio, com o dólar que estava sendo mantido mais baixo, a fim de baratear o custo da importação, ganhou margem para ser aumentado. Os papéis se inverteram, por conta da inflação e da balança comercial.

    Como a demanda está caindo, cairá, também, a procura por importados. Este é outro ponto focado pelo governo no momento atual. Veja que a balança comercial (importação e exportação de mercadorias) opera contra os interesses do Brasil, pois, estamos exportando menos e importando mais. Para frear a crescente importação e estimular as exportações é necessária a alta do dólar.

    A depreciação cambial – perda do valor do real frente ao dólar – vai operar neste sentido.

  11. JUROS NESSE PATAMAR E A PROVA DE QUE TUDO ESTA PERDIDO NÃO TEM SOLUÇÃO, INFLAÇÃO POR VOLTA DOS 6%, JUROS BC 8% E PERMITIR QUE SE PRATIQUE TAXAS DE 200% , ONDE LOJA DE ROUPA, SUPER MERCADO PASSARAM A EMPRESTAR DINHEIRO COM JUROS SEMELHANTES, ALGUÉM EM SÃ CONSCIÊNCIA PODE APOSTAR 1 CENTAVO NESSE SISTEMA PERNICIOSO ? E AGORA NEM EXISTE MAIS O PSEUDO COMUNISMO PARA ESPANTA-LOS .
    BOM PELO MENOS TEREMOS DISTRAÇÃO, COPA DAS CONFEDERAÇÕES, COPA DO MUNDO E OLIMPÍADAS. http://www.youtube.com/watch?v=s1MlRxu7uro

    A VERDADE NUA E CRUA !

    http://www.youtube.com/watch?v=XLyXHQDinvQ

    “COM ATENDIMENTO DE MENOS E TARIFAS DE +… ”
    http://www.youtube.com/watch?v=jrpBGxI1L80

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