Quem diz que ditadura tem o seu lado bom…

Almério Nunes

Impossível não se emocionar com os relatos de Helio Fernandes sobre aquelas coisas todas que ocorreram durante a ditadura no Brasil.

Meu pai foi perseguido pelo então ministro Delfim Netto, que o afastou do Ministério da Fazenda, sem qualquer motivo, e colocou-o em disponibilidade. Meu pai perdeu seu salário quase todo, em decorrência.

O piauiense Altino Vieira Nunes veio para o Rio de Janeiro órfão de pai e mãe, analfabeto. Estudou, lutou e conseguiu aprovação num concurso para o ministério. Delfim Netto matou meu pai por dentro.

Delfim Netto é um assassino cruel, foi igualmente um torturador. Meu pai escondeu o quanto pode sua real situação de nós; vendeu seu telefone, as joias que mamãe tinha, recorreu a agiotas. Se tivesse sido um ladrão e crápula como Delfim Netto, teria enriquecido, em função do cargo:  “Fiscal da Alfândega”.

O momento em que meu pai lia no Diário Oficial a lista dos afastados pelo ministro Delfim Netto, segundo minha mãe, foi terrível. “Olhe, o fulano está na lista! O beltrano também! Olhe, este meu amigo, homem corretíssimo, o nome dele está aqui na lista dos afastados!!!” Até que…  parou. Olhou para minha mãe e disse, arrasado: ” Merinda, meu nome também está aqui”…

No dia seguinte, saiu no DO que os afastados que fossem descobertos exercendo qualquer outra função, seriam demitidos “a bem do serviço público”. Era a crueldade nua e crua, uma atrocidade que nem podemos adjetivar. Foram três, os colegas do papai que se suicidaram na ocasião.

Quem diz que uma ditadura tem o seu lado bom… tenhamos piedade desta pessoa. Minha família foi atingida da pior maneira possível.

DESABAFO

Mas, um dia, cruzando com o general Aurélio Lyra Tavares, na rua N. Sra. de Copacabana com República do Perú, às vésperas do Natal,  gritei bem dentro da orelha dele: “Viva o Natal! Viva Jesus Cristo! Que morram os assassinos como você, sem filho da puta!” Diante da aproximação de algumas pessoas, saí rapidamente.

Detalhe: meu pai era primo legítimo de Petrônio Portela Nunes, político de poder, na época: havia sido prefeito de Teresina, governador do Piauí, senador, presidente da ARENA, ministro da Justiça no governo João Figueiredo. Insistíamos com papai para que conversasse sobre tudo com Petrônio.

“Não, Petrônio não pode saber de nada. Não quero que ele resolva nada, melhor deixá-lo fora disso. Se meu país me trata desta forma, então é melhor não ter mais nada, mesmo”.

Meu pai voltou à ativa, mas nada recebeu como indenização pelos onze anos em que ficou afastado. E só voltou a trabalhar  graças à uma carta que enviei ao presidente Figueiredo, contando tudo. Figueiredo leu e me fez saber da sua decisão através de uma secretária do ministério da Fazenda. Guardo a carta … e a decisão do Figueiredo.

A carta começa assim: “Senhor João Baptista de Oliveira Figueiredo. Não, não estou escrevendo para o presidente da República do meu país. Estou escrevendo para aquele menino cujo pai Euclides foi perseguido para ser morto pela ditadura de Vargas. Pois o meu pai está sendo perseguido pela ditadura da qual o senhor faz parte. O senhor não pode ficar sem fazer nada” etc.

Quem diz que as ditaduras têm seu lado bom, não sabe mesmo o que está dizendo.

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11 thoughts on “Quem diz que ditadura tem o seu lado bom…

  1. Quem diz que a democracia também tem seu lado bom, pois quando da privatização de empresas no Estado do Rio de Janeiro, mesmo tendo estabilidade, eu e vários colegas fomos demitidos pelo governo do Marcelo Alencar e mesmo recorrendo a justiça trabalhista do Rio de Janeiro, apesar de ganhar na primeira instância, o governo recorreu e teve uma liminar favorável, recorri ao TST, ao STF e todos negaram a volta ao trabalho.
    Nem sempre a democracia dá direito ao cidadão, pois arranjaram um modo de demitir quem trabalhasse em empresas de economia mixta, sempre encontram uma maneira de beneficiar as concessionárias de serviço público.

  2. “Quem diz que as ditaduras têm seu lado bom, não sabe mesmo o que está dizendo”. Infelizmente, Almério, a maioria das pessoas que fazem tal afirmação sabem exatamente o que estão dizendo e o porquê! Principalmente se forem frequentadoras dessa TI!!!

    Pois aqui mesmo, todas as vezes que o tema é POSTO – digo “posto” e não debatido -, porque debater pressupõe vontade de entender e de ouvir o outro, mesmo tendo opinião contrária. Todas as vezes que o tema é posto os reacionários de sempre imediatamente invocam ditaduras além mar para justificar a Ditadura local de 1964/85! Chega a ser patético. Honestamente não dá pra levar a sério tal desonestidade intelectual, pra dizer o mínimo. Aqui nessa TI tínhamos uma figura assídua, defensora da Ditadura e do Collor. Foi-se, mas deixou sucessor(es), pior ainda, pois hipócrita(s) até a medula. Creio que isso aconteça nessa TI até como forma de “preservar a diversidade”. Faltava tão somente o outro lado da mesma moeda para completar a escalação: um nazista. Não falta mais. O time esta completo.

    Aqui, no Brasil, não conheço pessoas mais covardes que os responsáveis pela instauração e manutenção da Ditadura milico-servil de 1964/85. Quanto aos seus cultuadores reacionários, sinto pena por não perceberem a própria indigência filosófico-espiritual. Se o Mestre Divino não aliviou os hipócritas, por Ele denominados “sepulcros caiados de branco”, não serei eu a fazê-lo.

    Solidarizo-me com o teu depoimento, Almério.

    Deixo o meu abraço fraterno.

  3. A hipocrisia e o cinismo conseguem meios interessantes de se travestirem através de pessoas que fingem dar ouvidos às demais e, no entanto, são tão intransigentes e irredutíveis quanto às ditaduras que tanto criticam, inclusive de se acharem donos da verdade, a ponto de irracionalmente não aceitarem que existem momentos além dos regimes de exceção tão ou mais torturadores e torturantes que o mencionado permanentemente como único, incomparável, por eles.
    Acusadores patéticos, rotuladores, não admitem opiniões contrárias às suas, e mostram suas garras afiadas diante do primeiro embate a respeito de comparações entre o que apregoam como “institucionalizado” e não, como se houvesse diferença para o torturado se é o Estado a lhe humilhar e fazê-lo sofrer ou pela outra maneira que não seja a oficial!
    Exemplo:
    Tim Lopes, que foi torturado cruelmente até à morte, queimado vivo no tal “microondas” – uma pilha de pneus com ele no meio e ateado fogo -, teria diferença da forma como morreram algumas pessoas durante o regime militar também torturadas, humilhadas e padecendo nas mãos de bestas humanas?!
    Penso que não.
    Assim, inúmeros exemplos de que a ditadura cometeu seus crimes mas, em tempos ditos democráticos, as mesmas sevícias e torturas continuam.
    Não entende quem não quer e, no entanto, tenta alterar a essência da verdade ao negar o diálogo, o debate, imaginando que a outra parte está lhe negando razão quando é exatamente o contrário, está ampliando a tortura em qualquer situação e praticada por quem quer que seja, militar ou civil, que deve ser impedida.
    Desta forma, Almério, temos o teu artigo muito bem escrito e relatando a tua realidade que me solidarizo irrestritamente, e o texto acima do prezado Roberto Roberto C. Silva, que, igualmente, foi vítima de injustiça e perseguições em período onde ele jamais imaginaria que pudesse acontecer tal atrocidade, na democracia!
    Ora, ninguém de sã consciência poderá lhe dizer que o seu padecimento é MENOR do que aquele que teve o mesmo destino na ditadura, de ter sido alvo da INJUSTIÇA, de ter perdido o seu emprego!
    Aonde a diferença?!
    Então, mal intencionados, irredutíveis, gente avessa a se defrontar com o contraditório, parte para ofender, rotular, TERGIVERSAR sobre o tema particularizando a questão e concluir maldosamente que o oponente é defensor da ditadura, menos ele, que age com a mesma determinação querendo colocá-la em situação constrangedora perante os frequentadores do Blog, não conseguindo o seu intento, obviamente.
    Cegas de ódio, seus textos carregam veneno, pouco se importam se mentem, deturpam palavras, vivem atreladas ao passado e querendo que TODOS, indistintamente, sejam obrigados a compreender e aceitar suas razões sem qualquer resquício de dúvida, quando então partem para o ataque querendo fazer o mesmo que os torturadores, esmagar quem lhes descontenta!
    Estupidez, haja vista que não se trata de se ser a favor de regimes de exceção ou justificar os maus tratos, mas de não aceitá-la JAMAIS, principalmente no presente, pois o passado não existe mais, a não ser interpretações do mesmo.
    Agora, se quer se revolver no ódio, na vingança, na violência, em difamar os outros, em caluniar, em rotular, que faça bom proveito e se engasgue, mas para de tentar vincular inocentes aos torturadores e deixe de ser um torturador porque um dia foi vítima deles, lamentavelmente.
    Eu repudio a tortura e a injustiça, e sempre tomarei medidas contra elas.
    Diferente dos acusadores de plantão, que mesmo percebendo um nazista confesso participar do Blog, sequer tiveram a coragem de interpelá-lo porque este se digladiava com aquele que, em suas mentes embotadas, não merecia apoio e, certamente, devem ter exultado com as palavras de baixo calão proferidas contra mim! Pois eu me disponho a enfrentar o preconceituoso e segregacionista venha de onde ele vier, seja da ditadura, da democracia, tenha sido militar ou civil.
    Esta é a nossa grande diferença, onde o meu mundo deve ser também de outras pessoas, e não apenas de quem eu quero ou de quem me agrada ou me bajula.
    Neste caso, não há justiça, e se comete o mesmo crime do qual um dia foi vítima!
    Almério Nunes, meu caro, tu que me apoiaste irrestritamente quando me defrontei com o nazista. Faço o mesmo contigo e com todos aqueles que foram violentados no passado, que tiveram as suas existências viradas do avesso, que carregam mágoas e sofrimentos até os dias de hoje, mas a minha solidariedade é extensiva aos torturados atualmente e que podemos evitar que eles continuem a padecer, pois não podemos fazer nada com o tempo que se foi, mas podemos trabalhar para que tais crimes não mais se repitam e sejam definitivamente proibidos neste País.
    Assim, discordo em diminuirem a faixa etária dos dezoito anos; do aborto; do casamento (que seja encontrada outra expressão) entre gays e lésbicas e de poderem adotar crianças pela ausência do papel definido há milênios do pai e da mãe, na constituição da personalidade daquela criança.
    Mais claro, Almério, impossível, razão pela qual mesmo que nós já tenhamos em outras circunstãncias discordado, jamais permitimos que as idéias diferentes interrompessem o meu respeito e admiração por ti, da mesma forma que tu nunca deixaste de concordar comigo quando eu escrevia textos que iam ao encontro dos teus pensamentos sobre temas postos à discussão.
    A isto se chama bom senso, equilíbrio, sensatez e, principalmente, RESPEITO, que sempre irão balizar nossos diálogos, indubitavelmente!
    O meu forte e cordial abraço a ti, e a minha solidariedade irrestrita aos teus familiares.

  4. Texto irreparável, Francisco Bendl !!!
    Como os demais, sempre lúcido, corajoso e encorajador … e esclarecedor.
    Estenda, por favor, meu abraço aos seus familiares.

  5. Acredito que a questão não é ter de “aturar”, pois ninguém é obrigado a ler o que não quer e se torturar em consequência, então se trata de masoquismo puro, caso indiscutível de tratamento psiquiátrico, e com URGÊNCIA!

  6. Meu prezado Almério Nunes,
    Tu és um filósofo, inclusive por profissão.
    Ora, diante deste sábio, eu sabia que tu irias entender o meu comentário, que é ser radicalmente contra a tortura em qualquer época e se institucionalizada ou não.
    Obrigado pela compreensão, e meu reconhecimento por teres aceito a minha solidariedade a ti e familiares pelo período difícil vivido.
    Meus 63 anos e avô não me permitem escrever o que não sinto, portanto, sei de antemão que tu acreditas em mim quando afirmo registrar minhas idéias, pensamentos e conceitos, conforme meus princípios, valores e interpretações que faço de fatos pessoais e do nosso País.
    Meu nome é este que consta em meus comentários; abri a minha vida neste Blog, contando passagens da minha vida, profissão, casamento, filhos e netos.
    Não vejo nos que andam de dedo em riste a mesma coragem e determinação, ao contrário, constato apenas o prenome e medo da exposição, certamente porque existem episódios em suas existências que não podem ser mencionados ao sol!
    Portanto, este pessoal age querendo ou amedrontar ou calar quem abre o coração, quem diz o que sente, a verdade isenta e não dissimulada, travestida, maquiada.
    Darcy, que usa da ironia e da agressão ao que escrevo, não tem moral para me criticar, pois sequer sabemos se este é seu nome verdadeiro ou um biombo onde ele esconde seus medos, mas o dedo sujo está sempre apontando para os outros, querendo humilhá-los, ofendê-los, calá-los, magoá-los.
    Repito o que eu já dissera anteriormente, Almério:
    Quanto mais este pessoal me usa como saco de pancadas mais eu me fortaleço, pelo simples fato que mostram suas fragilidades em contraponto às minhas resistências, deterrminações, certezas, convicções e coragem de expor minhas críticas ou apoios aos comentários registrados.
    Simplesmente eu os aviso que sou o alvo errado!
    Em outras palavras;
    Sou o que sou, e não o que querem que eu seja ou escreva ou a favor ou contra este ou aquele.
    Almério, conta comigo sempre, para o BOM COMBATE!

  7. Sro. Almério Nunes,comovente seu relato. Assim como seu PAI,O MEU FOI
    perseguido por este GORDO FARSANTE,(royalties para Hélio Fernandes).
    Deus nos proteja,abraço forte. Obrigado.’.

  8. “Estupidez, haja vista que não se trata de se ser a favor de regimes de exceção ou justificar os maus tratos, mas de não aceitá-la JAMAIS, principalmente no presente, pois o passado não existe mais, a não ser interpretações do mesmo.”

    Sr Francisco Bendl admiro sua lucidez.

    São figuras raras, neste universo em que vivo, que dispõem de argumentos tão pertinentes como os seus.
    Tenho um amigo próximo cuja irmã é paraplégica devido à explosão de uma bomba por grupos terroristas – já em 1961, antes da Revolução, ou do Golpe Militar, se preferir. Recebe uma pensão ínfima.
    Ziraldo, um homem famoso, saudável e próspero – dentre muitos em situação semelhante – recebeu uma pequena fortuna do governo atual, pelas “injustiças” sofridas durante o regime. Por que essa diferença?! Por que tratarmos de forma “caridosa” uns e não outros? Suas dores não são reais? A anistia ampla geral e irrestrita não foi constitucional?

    Um abraço fraterno, Sr Bendl.

  9. Sr Francisco Bendl admiro sua lucidez.
    São figuras raras, neste universo em que vivo, que dispõem de argumentos tão pertinentes como os seus.
    Tenho um amigo cuja irmã é paraplégica devido à explosão de uma bomba por grupos terroristas – já em 1961, antes da Revolução, ou do Golpe Militar, se preferir. Recebe uma pensão ínfima.
    Ziraldo, um homem famoso e próspero – dentre muitos – recebeu uma pequena fortuna do governo atual, pelas “injustiças” sofridas durante o regime. Por que essa diferença?! Por que tratarmos de forma “caridosa” uns e não outros? Suas dores não são reais? A anistia ampla geral e irrestrita não foi constitucional?

    Um abraço fraterno, Sr Bendl.

  10. Caríssima Hebe,
    O teu depoimento vem ao encontro do que afirmo: Não importa de que lado venha a tortura, se institucionalizada como alguns querem enfatizá-la ou não, pois a tortura deve ser repudiada sempre e não amainada ou agravada porque praticada pelo Estado ou movimentos quaisquer.
    Quem não aceita esta argumentação é tendencioso, e não se importa com o sofrimento alheio, a não ser consigo mesmo.
    Então apela a rótulos, desqualificações, demonstrando que somente o que diz deve ser considerado.
    Ledo engano.
    Não é por nada que a Justiça está vendada como símbolo de não ver a quem ela deve ser exercida, e não pender apenas para um lado.
    Os militares cometeram crimes?
    Claro.
    Os “revolucionários” também?
    Evidente.
    As vítimas desses dois lados antagônicos sofreram o mesmo ou não nas mãos de bestas humanas, repito?
    No âmago do ser do torturado pelo regime de exceção a dor foi maior que a sofrida pelos familiares do soldado Kozel?
    Ou daqueles que foram mortos no atentado ao aeroporto de Recife?
    O mal intencionado tergiversa e acusa irresponsavelmente que se queira justificar a ditadura e a sua violência, haja vista querer entender diferente do que se afirma porque na sua ótica obtusa imagina que se quer diminuir a gravidade dos atos patrocinado pelo Estado, quando na verdade se quer contestar os malefícios da tortura em qualquer expediente, ocasião e motivo e por quem quer que seja o seu mandante ou agente!
    Penso não ser difícil compreender os meus argumentos que, tu, Hebe, tão gentil e pontualmente registras ora neste Blog.
    Obrigado pela tua participação. Ela foi muito importante neste caso, de modo que o irredutível, intransigente, mal intencionado, veja e leia que existem sempre os dois lados da verdade:
    A dele e dos demais.
    No entanto, deve prevalecer a verdade que abrange ambos os lados e, neste particular, a tortura foi usada pelo regime militar e pelos que lutavam para impor o comunismo no Brasil.
    Tanto um quanto o outro cometeram crimes contra a Humanidade, e nega tal fato o cínico e hipócrita, que tenta a todo custo que a tortura foi somente praticada pelos “milicos”, a outra, nada mais era do que “defesa” das perseguições sofridas e reação natural.
    Ora, que argumento mais insólito, ofensivo e degradante aos que foram vítimas da mesma injustiça e crueldade por parte dos movimentos comunistas existentes à época, simbolizados pelos assassinos Carlos Marighella e Lamarca, afora outros de menor expressão.
    A atual Comissão da Verdade quer a sua predominando sobre a VERDADE em si, onde ambos os lados em conflito se excederam e ofenderam o ser humano no que tem de mais valioso: liberdade e honra!
    Um respeitoso abraço, Hebe.

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