A atração da Mega-Sena

Não há dúvida que é realmente fascinante. Em vários países existem loterias que pagam fortunas. Mas têm data fixa, não são variáveis como a loteria do Brasil. Quando acumula, naturalmente aumentam os apostadores. Mas a chance INDIVIDUAL de ganhar continua a mesma.

Fazendo UMA APOSTA, a possibilidade de ganhar sozinho é UMA EM CEM MILHÕES. Escrevo sobre a Mega-Sena e as irregularidades praticadas, há mais de 10 anos. Se juntasse tudo o que já escrevi, daria um livro de mais de 200 páginas. Só que agora aparecem “consultores”, “empresas”, “estatísticos”, que dizendo “utilizar computadores”, vendem os números já selecionados, indicações que não valem nada.

Com esse número de apostadores é difícil (mas não impossível) deixar de haver muitos ganhadores. Se forem sorteadas apostas de combinações normais, bastante ganhadores. Para existir UM GANHADOR OU POUCOS, é imprescindível que saiam números pertos uns dos outros (digamos, 52, 54, 55 e completando o total, quase da mesma forma), pode haver surpresas.

PS – Em 1916/17, o presidente Wenceslau Brás, mandou prender Mauricio Lacerda, pai do Carlos e grande tribuno. Seu advogado, um jovem de 24 anos, elogiadíssimo, chamado Peixoto de Castro. Soltou o cliente. Logo depois casou com Dona Zelia, que entre as propriedades tinha a Loteria, que depois seria Nacional. Peixoto de Castro abandonou tudo, se transformou numa das maiores riquezas do Brasil. Mas não foi presidente da OAB.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

One thought on “A atração da Mega-Sena

  1. Aí há engano no PS. D.Zelia foi filha de desembargador, o que não é pouca coisa hoje, quanto mais naquela época para ajudar qualquer novato bacharel. Seu marido, Antonio J.P.C.Junior, foi bacharel, tinha já algum dinheiro na época citada, mas foi “bookmaker” no Derby Club, onde hoje se localiza o Maracanã. A história não pode ser falsificada. A paulistada metida a nobre quatrocentão NUNCA O ENGOLIU POR ISSO anos mais tarde na social do hipódromo de Cidade Jardim, que substituiu o velho prado da Mooca na capital paulista. Ele sabia e nem se aproximava do grupo do Adhemar de Almeida Prado, do Henrique de Toledo Lara, e outros do gênero, apesar de manter uma parte da sua poderosa coudelaria de puros sangue também na capital paulista e um haras no município de Lorena, SP. Até achava uma grossa sacanagem, porque o Peixoto de Castro Junior foi um homem de excelente gosto e até mais classudo que aquela paulistada metida a nobre e de passado nada nobre. Foi o maior colecionador de quadros do Portinari, entre outras obras de arte. Comprou um montão deles ainda nos anos 40. Não posso afirmar com certeza, mas me parece que foi nacionalista, negócios à parte. APOIOU O GOLPE DE VARGAS EM 30 e aí GANHOU A CONCESSÃO DA LOTERIA, que décadas mais tarde o Jânio Quadros retirou. Foi muito amigo de Vargas, construiu um belo edifício no Flamengo, fez muita grana, ganhou a refinaria de Manguinhos, RJ, em sociedade com o sócio Raggio e foi dono do Banco do Comercio que distribuía os bilhetes da Loteria Federal na rua Senador Dantas, RJ. Saiu fora da advocacia muito moço para se preocupar com OAB. Teve uma enfermidade auditiva na juventude que o dificultou bastante ouvir seus interlocutores na fase adulta. Sua mansão na esquina da rua do Matoso esquina com a Santa Amelia foi histórica e cenário até de filme nacional com ele vivo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *