A bala de prata que Lupi ironizava já foi disparada. E desta vez não existe colete de segurança capaz de evitar o impacto. Lupi já era.

Carlos Newton

Como há meses a imprensa vem divulgando, as relações perigosas entre o Ministério do Trabalho e ONGs fajutas, ligadas a membros do PDT, são acusações fortes demais e impossíveis de serem desconsideradas pelo Planalto. O ministro já deveria ter sido demitido, mas só vai cair de podre, no estranho estilo administrativo inaugurado no país pelo PT, que antes de chegar ao poder era o partido mais ético do país, todos se lembram.

Na semana passada, Lupi se jactou de que jamais seria demitido e disse que somente sairia do cargo se fosse abatido à bala, e de alto calibre. Por coincidência ou não, agora surge mais uma denúncia irrespondível, que liga Lupi ao deputado Bala Rocha, do PDT do Amapá, e a notícia explodiu como um disparo de canhão.

Como ministro do Trabalho, Carlos Lupi concedeu registro a sete sindicatos patronais no Amapá para representar setores da indústria que, segundo o próprio governo local, não existem e jamais existiram no Estado, informou reportagem de Andreza Matais e José Ernesto Credendio, na Folha de S. Paulo.

Os certificados saíram a pedido do deputado Bala Rocha (PDT-AP), dirigente do partido de Lupi, que afirma ter se valido da proximidade partidária com o ministro. As certidões foram dadas pelo ministério em abril e agosto de 2009 e levam a assinatura de Lupi, ao lado da inscrição “certifico e dou fé”, e da assinatura do então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros.

O ministério diz que não atendeu a interesses políticos para conceder o registro aos sete sindicatos do Amapá e que seguiu os “procedimentos previstos nos normativos legais que tratam da matéria”. Acontece que não existem essas industrias no Amapá e três delas estariam “instaladas” no mesmo local, uma modesta casa num bairro popular de Macapá.

Bem, a bala de prata já foi disparada. Agora só falta o PDT anunciar quem será o substituto do ministro, que virou uma espécie de zumbi na Praça dos Três Poderes, perambulando para lá e para cá, sem destino certo, mas já não assusta ninguém.

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