A blogueira cubana e o fracasso da diplomacia da desintegração

Beto Almeida

A gira da blogueira cubana Yoani Sánchez pelo Brasil, tem se revelado,
até o momento, uma exitosa campanha de over exposição midiática dela,
uma frágil tentativa de distorcer a gigantesca função histórica libertadora
da Revolução Cubana e, também, numa fracassada operação da diplomacia
da desintegração.

Trata-se de uma ação geopolítica da direita para tentar impedir a crescente presença política de Cuba na América Latina e Caribe por meio de vários projetos de cooperação, mas sobretudo, pela criação da CELAC – Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, da qual Cuba é hoje presidente. Para isto, foram derrotados, pelos povos da região, todos os esforços da agressiva política dos EUA para isolar a ilha caribenha.

Começo por reivindicar 1% do espaço midiático dado a ela, para discutir este outro ponto de vista. Era previsível que a blogueira tivesse ampla cobertura da mídia. Cobertura marcada pela repetição de uma única tese e, na proporção inversa, pela negativa em informar sobre o que é exatamente a realidade de Cuba, a começar pela informação de que Cuba exerce a presidência da Celac.

Isto, para um país que foi bloqueado, expulso da OEA, atacado militarmente pelos EUA, impedido de ter acesso pleno ao sistema financeiro internacional, representa, fundamentalmente, uma vitória de Cuba e da causa da integração latino-americana e caribenha. Obviamente, representa um fracasso de todos os países imperiais, de seus meios de comunicação e de personagens como Yoani Sánchez, com seu discurso de absoluta sintonia com os polos mais conservadores da sociedade brasileira, discurso que tem sido derrotado.

O discurso dela e da mídia brasileira que o exalta, é o discurso que quer o fracasso da política externa brasileira de prioridade à integração…

(artigo enviado pelo Instituto João Goulart)

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