A boataria come solta e acende a fogueira das vaidades na sucessão presidencial

Carlos Newton 

As mais recentes matérias sobre o presidenciável Eduardo Campos (PSB) estão desconcentradas e desconexas. Surgem boatos de que, por determinação do ex-presidente Lula, a cúpula petista teria deflagrado uma estratégia para tentar asfixiar a pré-candidatura do governador de Pernambuco à Presidência da República. A ordem seria tentar inviabilizar a candidatura de Campos nos próprios diretórios estaduais do PSB. Mas será mesmo?

Outro boato dá conta de que, em conversa com deputados estaduais, o governador Eduardo Campos (PSB-PE) teria confirmado que está havendo um “esforço incomum” do PT e do governo federal para evitar sua candidatura à Presidência no ano que vem. Mas ninguém realmente viu Campos dar tal declaração.

Um terceiro boato revela que até janeiro Lula teria enviado emissários com propostas para que Campos fosse vice de Dilma em 2014. Com as várias negativas do governador, o ex-presidente ficara contrariado e desde então passou a articular pessoalmente o esvaziamento da candidatura de Campos.

E ainda corre outro boato, de que Lula teria dito a Campos que será candidato pelo PT, e o governador pernambucano teria respondido que, nesse caso, retiraria sua candidatura, para apoiar o ex-presidente.

“IMBROGLIO”

Caramba, amigos, o único fato que se extrai desses boatos, somados e misturados, é a certeza de que, nesse “imbróglio” eleitoral, ninguém realmente sabe as intenções dos principais protagonistas da boataria – Eduardo Campos, PT, Lula e governo federal (leia-se: Dilma Rousseff).

Como todos os caminhos levavam a Roma, nesse caso todas as trilhas políticas estão levando ao Planalto, num tsunami de ambições desenfreadas. E entre os presidenciáveis, pelo menos cinco já estão acintosamente em campanha – Lula, Dilma, Campos, Aécio Neves e… Joaquim Barbosa. Os demais, que por uma razão ou outra ainda não decolaram as campanhas, são José Serra, Marina Silva, Fernando Gabeira e outros menos votados (no caso, o lugar-comum é extremamente apropriado, em todos os sentidos).

Diante desse quadro confuso e repleto de boatos, seria oportuno, interessante e revelador se os partidos divulgassem as pesquisas que vêm sendo feitas sobre a sucessão de 2014, exclusivamente para consumo interno e que não vêm a público.

Os resultados surpreenderiam a todos nós, podem ter certeza. Mas logo saberemos, porque em sociedade tudo se sabe, como dizia o colunista Ibrahim Sued.

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