A briga de Itamar e FHC

Sebastião Nery

Em 63, um grupo de militares esquerdistas preparou uma armadilha para seqüestrar Carlos Lacerda, governador da Guanabara, quando fosse visitar um hospital no Rio. Um coronel do Exército (paraquedista) soube, foi lá sozinho, enfrentou, impediu.

Em 68, ele disse a um grupo de deputados, inclusive seu amigo Djalma Marinho, que não deviam intimidar-se, mas resistir e não aprovar a licença para processar o deputado Márcio Moreira Alves por agressão aos militares. Veio o AI-5 e ele foi cassado, humilhado e expulso do Exército.

Em 2002, quando morreu no Rio, em silêncio, o pianista, coronel e exemplar brasileiro Francisco Boaventura Cavalcanti, a grande imprensa não disse nada. A imprensa não sabia mais nada. Já tinha se transformado e só sabia puxar saco de governo.

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A PRIMEIRA BRIGA

Senadores e deputados perguntavam sempre quando e por que houve a primeira briga de Fernando Henrique com Itamar, antes da briga final, com a traição de FHC, que foi candidato em 94 jurando apoiar Itamar em 2002 e, mal assumiu o governo, começou a comprar a reeleição.

Antes disso, logo no começo do governo, em 93, mal Itamar assumiu e Fernando Henrique ainda era ministro do Exterior, ele quis que Sérgio Motta fosse nomeado presidente da Eletrobrás, para continuar a “operar” a caixinha do grupo dele e de José Serra, como fez antes na Eletropaulo.

Itamar, avisado por amigos paulistas, inclusive Mário Covas e Fernando Gasparian, não nomeou Serjão. Fernando Henrique e Serra não perdoaram Itamar, que era um político honesto, exemplar.

(Amanhã a gente fala do início do Caixa 2 do tucanato)

 

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