A chave é pressionar

Tostão (O Tempo)

O Brasil mostrou, novamente, sua melhor qualidade coletiva, a marcação por pressão, que cria mais chances de gol, por tomar a bola no campo do adversário, quando a defesa está desprotegida, e que dificulta o outro time a se organizar, trocar passes e chegar ao gol.
Se a Copa fosse fora do país, o Brasil, mesmo se quisesse, não conseguiria fazer tão bem essa marcação. Felipão sabe disso e tem aproveitado muito essa situação. Se outras equipes, até as medianas, como México e Uruguai, inferiores ao Brasil, atuassem em casa, fariam também o mesmo e teriam mais chances.

A deficiência coletiva continua a mesma. Os dois volantes não se misturam com os três meias. Como a equipe toma muito a bola no campo do adversário, os meias e atacantes não precisam da passagem da bola, desde o campo de defesa.

Quando o Brasil faz um gol e deixa de pressionar – não dá também para fazer isso durante toda a partida –, permite a pressão do adversário, como fez a Itália, em vários momentos, não sabe cadenciar o jogo e ficar com a bola.

A Itália, que estava sem os dois grandes jogadores de meio-campo, Pirlo e De Rossi, ficou, logo no início, sem seu terceiro bom armador, Montolivo. Isso prejudicou muito o time italiano.

A arbitragem errou em vários gols. No primeiro, de Dante, havia impedimento. No segundo, não houve falta em Neymar. No gol da Itália, o árbitro marcou pênalti, Júlio César parou, e o jogador italiano fez o gol. Se o árbitro tivesse marcado o pênalti, o que seria o correto, Luiz Gustavo teria de ser expulso, o que provavelmente seria muito pior para o Brasil. Sofreria um gol e ficaria com um jogador a menos.

No quarto gol da Seleção, Fred parecia impedido. A TV não mostrou o lance na posição correta, para tirar a dúvida. O Brasil mereceu a vitória, mas dois ou três gols foram irregulares.

O Brasil continua bem, definido na maneira de jogar, organizado, mesmo com algumas deficiências, e com uma enorme vontade de ganhar a Copa das Confederações.

A força do inconsciente. Se não houver uma grandíssima surpresa, o Brasil vai enfrentar o Uruguai, e a Itália, a Espanha.

Poucas seleções têm três bons jogadores na frente, como Suárez, Cavani e Forlán. Em compensação, o Uruguai tem muitas graves deficiências. Após as vitórias sobre a Venezuela, pelas Eliminatórias, e sobre a Nigéria, na Copa das Confederações, o Uruguai pode crescer. Há um temor e um respeito pela raça uruguaia. A imagem de Obdulio Varela, símbolo da raça, campeão do mundo em 1950, no Maracanazzo, ainda brilha no inconsciente de todos os jogadores uruguaios.

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One thought on “A chave é pressionar

  1. Novamente o sr Neymar ficou devendo diante de uma marcador de melhor qualidade.

    Cantado em verso e prosa, mas foi tudo isso.

    O melhor jogador em campo disparado foi Oscar.

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