A “China-comunista-capitalista” enfrenta um dilema. Maranhão, oligarquia de 50 anos. Dona Dilma e a obsessão do ‘Mais Médicos’. E quem pagará o Imposto de Renda? O PSDB do Estado do Rio quer Bernardinho candidato a governador.

Helio Fernandes

Com a chegada de 400 médicos cubanos (ontem e terminando amanhã), começa mais uma operação tida e havida como de recuperação eleitoral e política de Dona Dilma. Ela se fixa ardentemente no plano fora do PT, não se sabe se já percebeu que seus problemas estão mesmo dentro do próprio PT.

Deixemos de lado o que só acontecerá dentro de algum tempo, provavelmente a partir de 2014, embora escaramuças e até luta de bastidores esteja sendo travadas desde agora, não tão escondidas, mais para ostensivas.

Dona Dilma, como já disse e repeti, ressuscitou o que Chávez fez há muitos anos, recrutando 15 mil médicos cubanos, sem pagar nada em dinheiro. Usava a explicação: Cuba recebia em petróleo, indispensável.

Essa falta de petróleo levou Cuba a se ligar à então União Soviética. Antes de chegar ao poder em 1959, Fidel era um lutador romântico, nenhuma ligação com os comunistas.

Raul, sim, comunista desde mocinho, ficou no segundo plano, sem influir ou aparecer. Quando surgiu a “crise dos mísseis”, que completou 50 anos agora, Fidel já era “vermelhíssimo”, jogou fora a aura de libertador do seu país, perdeu a admiração do mundo.

Em março de 1960, Jânio Quadros, candidato a presidente em outubro, fretou um avião com 30 pessoas, para visitar e aproveitar a popularidade de Fidel e Guevara. 26 jornalistas. Passamos 9 dias lá, andando nas ruas com Fidel e Guevara, sem seguranças, confraternizando com o povo, amados, idolatrados, reverenciados. (Deu no que deu, já escrevi muito sobre isso, desde 1960 mesmo).

DONA DILMA ILEGAL

Essa operação “Mais Médicos” não passaria por qualquer exame, antes ou depois. Pode ser chamada de estranha, esdrúxula, escabrosa, exagerada, escarnecida, estridente, extravagante e, logicamente, ESCRAVAGISTA. Menos para os seus subalternos submissos, que aplaudem e batem palmas, entusiasmados.

As incoerências são totais e absolutas. Como pagar 10 mil reais a cada médico, sem que esse pagamento seja feito aos profissionais? E quem a autorizou a enviar o dinheiro diretamente para Cuba, perdão, para Raul Castro? Isso, se não é escravidão, está quase no limite.

E o Imposto de Renda? Qualquer cidadão brasileiro (seja médico ou pedreiro com o Amarildo), ganhando mais de um mil e quinhentos reais mensais, está submetido ao Leão da Receita. Fizeram cruzamento complicado com uma sigla estrangeira.

Se esses 10 mil reais fossem diretamente para Raul Quadros, teriam que recolher o imposto. Não recolhendo por determinação de Dona Dilma, ela pode responder por “falsidade ideológica”.  (Pergunte a muitos dos seus auxiliares o que é isso).

OS MÉDICOS TIVERAM QUE
VIR SEM A MULHER OU
O MARIDO. POR QUÊ?

O que será pago aos profissionais, aqui no Brasil, chamado de “ajuda de custo” (casa, comida, roupa lavada etc.), também está sujeito ao Imposto de Renda. Não é “paga em dinheiro”, mas não cai do céu. Mais ilegalidade.

Por que o médico, homem ou mulher, tem que vir sozinho? O cônjuge (desculpem) fica lá em Cuba, uma espécie de refém para evitar que essas médicos peçam asilo no Brasil.

Quando Lula era presidente, dois cubanos lutadores de boxe vieram para o Brasil. Quando acabou, pediram asilo. O democrata Luiz Inácio Lula da Silva mandou entregá-los à embaixada de Cuba, foram devolvidos, presos.

Ainda existem mais irregularidades, por hoje basta perguntar: os Conselhos Regionais de Medicina já disseram que não darão autorização para eles trabalharem. Esses presidentes serão presos ou processados? Tudo está começando, Dona Dilma é importante, mas inoperante. Qual a palavra, entre tantas, que prevalecerá?

POR QUE A CHINA,
COMUNISTA-CAPITALISTA,
ESCAPARIA DA CORRUPÇÃO?

Há quase dois anos (em novembro de 2011), o líder Bo Xilai era favoritíssimo para ser indicado primeiro-ministro, a maior autoridade do país. 15 dias antes, surgiram indícios, rumores e até denúncias contra ele e a mulher, militante e com cargo de direção no partido, em importante cidade.

As acusações, surpreendentes, mas logo aceitas, eram as seguintes. Contra ele: recebimento de altas somas em dinheiro, pagas por empresários supostamente favorecidos por ele. Além de imóveis na própria China e mansão em Paris. Contra ela: assassinara um empresário, amigo e parceiro em negociatas. Contrariado na partilha, ele ameaçou denunciá-la, o que seria uma tragédia para o casal, muito ligado na época. Tragédia por tragédia, ela preferiu a do sócio e não a dela, eliminou-o insensatamente.

Preso e, lógico, tendo perdido qualquer chance de assumir o Poder na parte comunista da China, surgiram versões de que seria condenado à morte por corrupção. E ela à prisão perpétua, por “assassinato não premeditado”. O tempo passou, o julgamento da “China comunista” desapareceu, está começando outro, na “China capitalista”.

TUDO IGUALZINHO COMO NOS EUA

Se não fosse a diferença do idioma, quem entrasse nesse tribunal que julga Bo Xilai e a mulher, acreditaria que estava nos EUA. O casal já não mais unido. Ela, com acordo “para salvar a si e ao filho”, fez fortíssimas acusações ao marido. Disse o mínimo, textual: “Ele recebia pessoalmente o pagamento por sócios, eram altíssimas quantias”.

Ele, repetindo Lula no MENSALÃO e Alckmin no CARTELÃO, usou a expressão que parece agora universal: “Eu não sabia de nada”. E denunciou a mulher como “insana”. Mas logo trocaria a palavra única por um discurso de quase 5 minutos, textual: “Ela, criminosa, quer ter a pena reduzida me acusando”.

Só faltou alegar que ela estava praticando a “delação premiada”. Mas apesar do julgamento ser na “China capitalista”, estão tendo problemas. Bo Xilai sabe que não tem mais futuro no Partido Comunista, ainda com muitos seguidores e admiradores. Compreensível num homem que quase chegou a primeiro-ministro da “China comunista”.

A transferência de tudo para uma corte capitalista é tida como altamente favorável a Bo. Seus três advogados conversam muito. Bo não pede exageros: quer que “o julgamento não chegue a qualquer conclusão”. Ele se compromete a sair da China, fala: “Aos 64 anos, não tenho mais ambições”. É utilizada a palavra EXPULSÃO (lógico, do país), nenhuma divergência.

PS – Todos, acusados e altíssimas personalidades do escalão comunista, querem ver tudo acabado (“abafado?”) imediatamente.

PS2 – Surgiu uma proposta, sendo estudada. Como foi afastada a hipótese da pena de morte ou prisão perpétua para Bo, seria condenado a 8 anos de prisão.

PS3 – Como já cumpriu 2, ficaria preso mais 6, sairia com 70 anos. Problemas, que podem favorecer Bo: não querem transformá-lo em mártir, prefeririam uma pena rápida (já cumprida), iria embora logo, cairia o silêncio, o objetivo comunista.

PS4 – Como os processos foram separados, a mulher e o filho seriam julgados depois. Aí, sem rumor. Em suma: não há suma. A “China-comunista-capitalista” é um sucesso e provoca a admiração do mundo.

PS5 – Jogar tudo fora, “por causa de um processo de corrupção que não é o único”?  Mas é difícil examinar o que vai acontecer realmente.

PS6 – De qualquer maneira, existe, e muito forte, a tentativa de preservar o regime capitalista dentro do comunismo, que levou e elevou a China à “queridinha” do mundo.

PS7 – Não apenas “queridinha”, mas esperança e salvação para muitos países.

PS8 – Incontestável e indiscutível, gostando ou não gostando. É o primeiro teste para a “China-comunista-capitalista”, fora da área econômica. Quanto vale isso para o mundo inteiro?

UM ESTADO QUE DESAPARECEU

Ana Carolina Fernandes, grande fotógrafa, foi fazer reportagem no Maranhão. Me mandou a mensagem: “Pai, estou conhecendo um lindo Estado, com uma oligarquia de 50 anos”.

A SUCESSÃO DE CABRAL

A cada dia surge um candidato novo. Muito antes do 6 de junho e do povo nas ruas, Cabral lançou Pezão como candidato. E convidou Beltrame para vice. Este nem respondeu. Comentei: “não quer ser vice de um candidato que não vai ganhar”. Agora só piorou.

O PSDB PROCURA UM NOME

Tentou o ex-ministro Pedro Malan. Nem quis conversa, o PSDB não existe no Estado do Rio. Procurou o apresentador Huck, “até estudaria se fosse pelo PMDB”. Lógico, ele é ligadíssimo à mulher de Cabral, que produziu e encampou muitas irregularidades, todas publicadas.

O NOME DA VEZ É BERNARDINHO

Técnico respeitado, personalidade mais do que conhecida por causa do vôlei, não é só isso. Tem uma vasta rede de academias de ginástica, em sociedade com um filho de Abílio Diniz. E o que poucos sabem: é economista, teve como professores todos aqueles famosos que serviram à ditadura, mas ensinavam.

Convidado, ficou tentado, nem disse sim ou não. Mas como precisa pertencer a um partido (no caso o PSDB) até outubro, não surpreendeu, assinou a ficha. Se resolver SIM, está adequado. NÃO, nenhuma importância.

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45 thoughts on “A “China-comunista-capitalista” enfrenta um dilema. Maranhão, oligarquia de 50 anos. Dona Dilma e a obsessão do ‘Mais Médicos’. E quem pagará o Imposto de Renda? O PSDB do Estado do Rio quer Bernardinho candidato a governador.

  1. Bernardino, PSDB? Filho de Abílio Diniz, aquele do “preço não se discute”? Aquele que tem “orgulho de ser brasileiro”, mas que em seus mercados escreve “Delivery”, em lugar de “Entrega”?
    Jamais será eleito.

  2. Não dá para entender tanta indignação com a vinda de médicos para trabalhar onde “nossas excelências” os médicos brasileiros não aceitam ,visitem as emegências super lotadas,os postos de saúde e cidades do interior do Brasil onde a população não é atendida por falta de profissionais,perguntem á população desses lugares se querem ou não esses médicos por aqui,isso é, se sobrar um tempinho entre uma ligação e outra “pra” marcar áquela consulta por telefone no plano de saúde.

  3. Caro Helio,
    ícone do jornalismo,

    Devo lembrar que tens toda razão, como já disse Cuba também tem LEÃO. Só que sendo convênio este leão será cobrado lá. Se for por aqui não será Presidenta, mas com a Receita Federal.
    Já tivemos comentarista nesta tribuna, que se identificava como juiz. Questionado desapareceu do mapa.
    Há possibilidade de pessoas que acham que estão certas. Questionam o que as outras falam. Se é democracia, deixem que elas falem. Entretanto, poderá ocorrer caso de um Partido estar usando um nome, para comentar seus interesses. Vejam que uma pessoa possa escrever tanto em tão pouco tempo, caso em que poderá ocorrer este fato. Pode ser que esteja recebendo suporte. Sugiro que cada teimoso coloque o número de sua identidade no início do comentário. Assim poderemos saber se se trata de uma pessoa ou de um partido já derrotado.
    A era do psicografado ainda funciona, não tenham dúvidas. Mas estamos entrando também na era do psicodigitalizado.
    Este assunto de médicos já deu para notar que se trata de campanha já derrotada contra a Presidenta. As mulheres têm dois hinos: Ave Maria de Jorge Aragão e Mulher Brasileira de Benito de Paula.
    Não querem trabalhar no interior. Um direito de cada profissional ou de cada cidadão tem. Ninguém está obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Agora impedir quem deseja trabalhar é o maior dos absurdos. E mais, prejudicam as pessoas ansiosas por um atendimento médico.
    Todo país tem direito de receber a parte do LEÃO, acredito que seja este o caso de Cuba. Não sou político, mas vejo a situação atual como óbvio.
    Não sou comunista, mas sou realista. Pelo menos nunca pertenci a partido algum. Se eles fizerem política de Cuba que sejam deposto. Caso contrário deverá prestar seu trabalho de medicina em favor de nossa população.
    Temos comunistas aqui no Brasil. Se o Senhor necessitar de um médico, consultaria com ele?

  4. É o FHC quem está dizendo, hein : “… o momento é de você renovar. ” Ouviu eleitor ? Renovar, no caso, quer dizer optar pelo Fato Novo de Verdade que é o Projeto Novo e alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral. Portanto, nada a ver com o PSDB do FHC-Aécio de operação plástica no rosto tentando se passar pelo Novo, supondo que o povo consciente que foi às ruas e continua mobilizado na Internet se deixará enganar com novidade epidérmica. E o que dizer do paulista, Serra, com o seu “amigo” carioca, FHC, sempre tirando as suas chances ? Aliás, foi assim em 1998, quando o paulista, Serra, tinha tudo para ser o presidente, mas o carioca, FHC, inventou a tal reeleição para si próprio, egoisticamente, e deixou Serra com a broxa na mão, no ar e sem escada. Agora, para 2014, puxando o tapete de Serra outra vez o carioca, FHC, inventou o mineiro, Aécio, como candidato à sucessão da mineira, Dilma. Cruz credo, Serra, quem tem um amigo desse não precisa de inimigos. Tem mais jeito não, o fato é que os continuistas da mesmice, tanto da situação quanto da oposição, estão com os seus dias contados, esticaram demais a corda do continuísmo e a dita cuja se rompeu. Anotem. Em 2014, o Povo de Francisco votará em massa no Projeto Novo e Alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral, a ser lançado por um partido pequeno, humilde, com opção pelo sucesso pleno do bem comum do povo brasileiro, consistente, raçudo, aditivado e motivado. O HoMeM está pronto, a Mega-Solução (RPL-PNBC-ME) está pronta, o discurso está pronto, e o Partido da preferência do HoMeM também já está pronto. Vale dizer, agora temos a Mega-Solução. Portanto, chega de sermos obrigados a optar apenas entre o ruim (situação) e o pior (oposição). Evoluir é preciso. Simbora para o futuro, Brasil.

  5. Caro Helio, análise perfeita. Sr. Laercio, a Mídia, publica quase diariamente, cidadãos(ãs) morrendo ou ficando aleijado, pelo péssimo atendimento dos hospitais.
    O governo, mais uma vez mente para o “Zé Bagaço”, pois, permite que o Sistema SUS seja uma utopia, com as privatizações, do “serviço que o Estado e Governo” tem a obrigação “CONSTITUCIONAL DE PRESTAR”.
    A maneira de pagar salário aos Drs (as). Cubanos ao Governo de Cuba, se caracteriza como escravidão, pois, no território brasileiro, receberão diretamente, casa e comida. Na área da saúde, o governo está mais perdido que cego em tiroteio, afrontando a Constituição e as Leis.

  6. ” OS MÉDICOS TIVERAM QUE VIR SEM A MULHER OU
    O MARIDO. POR QUÊ?”, pergunta Hélio Fernandes. Eu faço uma pergunta, para completar: Candidataram-se ou foram inscritos pelo governo ?

  7. O desespero por socorro médico

    Pela indisponibilidade de médicos no país, a alternativa de contratação desses importantes profissionais no estrangeiro não está sendo inventada nem inaugurada pelo governo da presidente Dilma Rousseff/PT. Antes, muito antes, inúmeros países já lançaram mãos desse expediente. Basta dar uma olhada na internet. Dentre eles, a Inglaterra, Irlanda, França, EUA, Suíça, Suécia, Austrália, Canadá, Portugal, etc.

    O Brasil, a exemplo de inúmeras outras nações, não consegue formar a quantidade de médicos necessários. Além disso, grandes partes desses profissionais não querem trabalhar no interior do Brasil. Preferem continuar nos grandes centros, escravos dos planos médicos privados, que costumam pagar uma verdadeira ninharia por consultas e demais serviços prestados. Apesar dessa dura realidade, continuam nas grandes cidades. Nem mesmo os excelentes salários disponibilizados por muitos desesperados prefeitos conseguem atrair esses profissionais para o interior do Brasil.

    Para quem mora nos grandes centros, dispondo de farto atendimento médico na rede pública e privada, fica muito fácil combater a contratação de médicos estrangeiros para atendimento da carente população do interior. Muito triste e trágico, é ver uma pessoa, às vezes o próprio filho, ter que passar por grandes sofrimentos, até mesmo falecendo, exclusivamente por conta da falta de qualquer atendimento médico disponível. No interior, a quase totalidade da população não possui os necessários recursos financeiros para se deslocar rapidamente em busca de recursos médicos nas grandes cidades.

  8. Médicos são como “pastores” evangélicos, que jamais iriam abrir sua igrejinha em Urucu, ou em Tefé, onde meninas de tenra idade são vendidas pelos pais por uns míseros trocados.
    Conheci uma missionária que está “evangelizando”, mas em Ipanema, Leblon, ou na Barra da Tijuca, onde o dinheiro corre com facilidade.
    Médicos são mamíferos humanos. E mamíferos humanos não foram “projetados” para pensar nos outros mais do que em si próprios.

  9. Se enfrenta um dilema, não sei, prezado Hélio. Todos sabemos que a China e a Rússia estão escorando o governo Assad. Sempre estarão contra as decisões políticas do Ocidente, ainda que não mais adotem o marxismo. Sem essa de globalização. Sem essa de imperialismo.

    • “Sempre estarão contra as decisões políticas do Ocidente”

      http://www.zerohedge.com/news/2013-05-16/mystery-sponsor-weapons-and-money-syrian-rebels-revealed

      A Russia tem o Monopólio da venda do Gás natural para Europa, Só ela consegue fornecer gás Natural a um custo baixo com a infraestrutura de tubulações montada, que financia predominantemente sua Economia, A Síria impede que o Quatar construa um gasoduto que atravesse solo Sírio para que não retire o monopólio da venda do Gás Natural da Rússia essa por sua vez da Proteção a Síria, o Qatar tem que liquefazer o Gás Natural para vender para Europa, aumentando o custo, assim o qatar financia a Guerra na iminência de mudar o governo e ter autorização para construção do Gasoduto.

      Estados Unido tem uma divida interna de 16 trilhões de dólares, Impagável, Já a Russia é o País Emergente mais austero, com receitas em exportação de petróleo e gás, além do 2ª Maior força terrestre, enquanto a economia dos Estados unidos se degrada a Russia conseguiu se reerguer com uma dívida baixíssima.

      Objetivo do Estados Unidos é afetar a Russia economicamente acabado com o monopólio da venda de Gás Natural para Europa, Fazer uma Cabeça de Ponte para invasão do Irã.

      http://www.economist.com/content/global_debt_clock

      http://portuguese.ruvr.ru/2013_08_23/Armas-quimicas-como-meio-de-manipular-opiniao-publica-4125/

  10. Muito inteligente o sr. Laércio Canazza, que, de forma sutil, aborda politicamente o que alega não estar fazendo, mas o seu texto o contradiz.
    Que o país fique com uma parte dos ganhos de um trabalhador quando seu salário ultrapassa o limite da isenção – o Leão – é normal, mas deixa de ser aceitável quando ele fica COM A INTEGRALIDADE DOS VENCIMENTOS DAQUELE CIDADÃO!
    Ora, é o caso de Cuba com seus profissionais que nos enviou, que ficarão sem dinheiro porque este será remetido diretamente aos comandantes Castro.
    Por outro lado, acusa nossos médicos de não quererem trabalhar no interior. Ledo engano, para eu não dizer que tal afirmação é irresponsável.
    A questão não é a interiorização do médico, mas os recursos que ele terá à disposição, que inexistem. Muito antes de a presidente Dilma importar profissionais da saúde – serão mesmo? -, o SUS deveria aparelhar melhor os hospitais e postos de saúde, oferecendo condições mais amplas de diagnóstico, prevenção e atendimento à população e pelos nossos próprios médicos.
    Um comentarista registrou com muita propriedade que não teríamos problemas da falta de médico em nossos rincões, se o governo criasse um Plano de Carreira para esses profissionais nos moldes da Polícia Federal, Fiscais da Receita, juízes, Polícia Civil…medida que o governo incompetente não leva em conta.
    Sobre o médico ser comunista, socialista, capitalista, atender seus pacientes ou quem dele necessitar não é o caso, não se mistura a ideologização com o profissionalismo, salvo os que são radicais ou fanáticos. A questão fundamental é que este médico de fora tenha capacidade como tal e possa desempenhar a sua função a contento, que não está sendo mencionada pelo sr. Laércio, que deseja um médico no meio do mato, nas regiões ribeirinhas da Amazônia, no sertão, no interior e – pronto! – problemas de saúde resolvidos!
    Ou se trata de um pensamento simplório ou, então, a defesa desta modalidade que o PT inventou, e que não dará certo pela extensa exposição de motivos registrados, principalmente em aliviar a responsabilidade do governo nesta área tão mal administrada e colocando-a sobre os ombros dos profissionais da saúde.
    No entanto, para muitos que se manifetaram na Tribuna da Imprensa, pouco estão interessados pela forma deficiente e incompetente como o SUS gerencia o atendimento à população, pois a questão é o médico porque assim o PT e a presidente Dilma decidiram, haja vista que tivemos um presidente que afirmou ser o SUS perfeito, porém, declinou desta perfeição e foi se tratar particularmente e às nossas custas!
    Enfim, percebe-se claramente um debate mais uma vez estabelecido de forma partidária, ideológica, lamentavelmente, ao invés de aprofundarmos as questões pendentes sobre o SUS e que permanecerão neste estado diante do mascaramento da gravidade da saúde no Brasil, agora resolvida no entendimento petista e de seus defensores e admiradores, simpatizantes e correligionários, a partir do momento que os médicos cubanos botaram seus pés neste País!

  11. Prezado Welinton Naveira e Silva,
    Em razão de eu saber que és uma pessoa sensata, equilibrada, apesar de eu discordar de teu posicionamento político eventualmente, a questão dos médicos “importados” deve ser tratada com isenção partidária, e conforme nossa realidade.
    Não aceito – pacificamente, lógico – que tu menciones países altamente desenvolvidos que se utilizaram desse sistema com o Brasil, que sequer podemos ser comparados com eles no atendimento hospitalar e ambulatorial público!
    Que defendas esta medida tomada pela presidente Dilma, mas não deves travestir a situação da saúde em nosso País que beira o caos, modelo de ineficiência, incompetência, insensibilidade e falta de recursos.
    O PT está querendo construir uma estrutura partindo do telhado, ao invés de começar pelo alicerce, que seria o hospital Regional aparelhado com sala de cirurgia, laboratório de análises, postos de saúde com médicos especializados em PSF, atualmente ESF, então, caso eles fossem em número insuficientes, a bem-vinda remessa de profissionais estrangeiros para atuarem nesses locais preparados para recebê-los, mas não jogados sabe-se lá onde e sem condições, salários e longe de suas famílias!
    Percebo a defesa mais partidária que a abordagem verdadeira sobre esta questão, que não se limita à presença do médico no interior, mas quais são as chances que ele terá para desempenhar a sua função condignamente.

  12. Prezado Francisco Bendl

    Ao grande irmão maior, brabo, que não tolera muitas gratuitas agressões entre os demais comentaristas, permita-me complementar meu comentário acima. Por certo que o uso da contratação de médicos estrangeiros, realizadas há muitos anos por vários países, inclusive do primeiro mundo, na grande maioria dos casos, acontecem por escassez desses profissionais nesses países, assim como no Brasil.

    O desespero da população pobre do interior, não pode continuar eternamente aguardando uma solução ideal, para um dia terem um mínimo de atendimento médico. Dado ao desespero dessa gente, dos que precisam de um médico no interior do Brasil, não resta muita alternativa diante de nossa realidade, que não, a contratação emergencial de médicos estrangeiros para fazer todo o tipo de atendimento possível. Em campo de batalha, os médicos militares fazem até cirurgia debaixo de lonas. De pleno sucesso.

  13. Meu prezado Welinton,
    Agradeço as tuas palavras e resposta às minhas colocações.
    De sã consciência, meu caro, sou obrigado a admitir que nestes termos tens razão, e, humildemente, dou a mão à palmatória.
    Entretanto, foste correto ao afirmar que eles não irão trabalhar sob condições ideais ou pelo menos razoáveis, apenas postergando a solução que já deveria ter sido encontrada à Saúde Pública, caso nossos governos, tanto o atual quanto os anteriores, tivessem se preocupado com ela.
    Nesse meio tempo, Welinton, antevejo uma indústria que crescerá vertiginosamente em nosso País:
    A de lona!
    Welinton, é sempre uma satisfação trocar idéias contigo. Tens a habilidade de me fazer aceitar os teus pensamentos como se fossem meus, mas diante da gravidade da situação nesta área qualquer ajuda será bem-vinda, independente da forma como elaborada.
    Um abraço forte e cordial.
    E continua, por favor, sabendo que estarei sempre a postos para escrever contestando as ofensas gratuitas que grandes colaboradores deste espaço democrático forem alvos, pois precisamos e muito de idéias, pensamentos, planos, que possam se mesclar aos diferentes e deles extrairmos soluções plenas aos nossos impasses e problemas e, tu, para mim, significas esta presença indispensável para este Blog incomparável.

  14. Prezado Paulo Solon,
    Em face da tua inteligência e conhecimentos do exterior, experiência e um profissional militar, apelo que não deves generalizar em se tratando da classe médica e, até mesmo, das demais categorias.
    Sobre os profissionais da saúde, imperioso é registrar seus esforços nos pronto-socorros e hospitais quando atendendo atropelados, baleados, aneurismas, infecções, enfartes, AVC, fraturas, envenamentos, crianças que engoliram pregos, chaves, pequenos brinquedos, pessoas mordidas de insetos, aranhas, cobras, escorpiões, afogados, queimados, quedas, traumatismos, agressões físicas, eletrocutados, acidentes de carro, capotamentos, amputações…no sentido de salvar vidas!
    Tenho lido alguns comentários que esquecem os inúmeros milagres que esta gente pratica diariamente quando recebem pacientes desenganados e lhes devolvem a vida, a chance de retomarem suas profissões e de continuarem entre nós e, se comparados à felicidade de seus parentes porque sobreviveram, NÃO HAVERIA DINHEIRO SUFICIENTE PARA PAGÁ-LOS PELOS ESFORÇOS QUE EMPENHARAM NESTE SENTIDO!
    Precisamos considerar o valor desses profissionais, cujos dez mil reais mensais podem ser considerados ofensivos se confrontados com as fortunas que nossos corruptos parlamentares recebem mensalmente para destruir esta nação e de colaborarem para agravar o estado de penúria da Saúde Pública que, surpreendentemente, não tenho lido qualquer palavra neste sentido, mas um debate meramente ideológico, inócuo e infrutífero sobre esta questão vital à população, de ter um atendimento à altura de suas necessidades.
    Saudações, Solon.

  15. Caro Sr Fernando estive em Alegre/ES, trabalhando durante três anos e na cidade existe um hospital,mas para qualquer cirurgia em que o exame seja apurado ou com mais gravidade, o paciente tem que ir para Cachoeiro de Itapemirim/ES (terra do Roberto Carlos)55 km depois para ser atendido. Outro hospital é de Iúna/ES que manda ou para Cachoeiro, Vitória ou Manhuaçu/MG. Mandando médicos estrangeiros ou não, a estrutura não existe para um atendimentomédico de qualidade.

  16. Caro Francisco Bendl

    No dia que as elites dirigentes forem obrigadas por força da lei, usar exclusivamente a saúde pública, bem como a educação pública, para seus filhos e esposa, esses serviços passarão a ser de primeiro mundo, em pouco tempo. Essa ideia é muito antiga, conhecida e democrática. Entretanto, até agora não vimos nenhum camisa preta cobrando isso em praça pública (com ou sem baderna).

  17. Prezado Welinton,
    Mais uma vez tens razão nesta espécie de socialização da saúde e educação PARA TODOS, extinguindo, em consequência, colégios e universidades, hospitais e clínicas particulares.
    Pergunto:
    Será possível?
    E como ficará a livre iniciativa, que a democracia garante?
    O direito de eu investir e empreender em áreas que julgo adequadas para meu profissionalismo e alcançar metas financeiras mais elevadas?
    A não ser que, Saúde e Educação, sejam de fato estatizadas, proibindo que sejam de propriedade particular, mas será que o pobre seria atendido no Albert Einstein e Sírio Libanês, por exemplo?
    Ou tais referências na medicina brasileira seriam de área restrita aos membros do governo e desta elite que nos esmaga diante do tempo que comanda efetivamente o Brasil?!
    Welinton, meu caro articulista, inteligente e digno frequentador desta Tribuna, acredito que não veremos camisas pretas, pardas, e até mesmo sem camisas, a gritar por saúde melhor porque enquanto esta gente pode estar em passeatas, portanto, saudáveis, não se lembrará deste ítem vital.
    Agora, se reuníssemos milhares de cadeirantes, de doentes deitados em suas macas de enfermarias em hospitais obsoletos, de gente com papel na mão à espera de consultas marcadas para meses adiante, pacientes portadores de doenças crônicas, então, talvez, lográssemos êxito em cooptar a população para fazer o mesmo, de incentivar e apoiar tão importante e decisivo movimento.
    O mesmo acontecendo com a Educação, que os analfabetos se manifestassem, que os pais criticassem as escolas sem condições de receber seus filhos, a falta de aparelhamento em termos de bibliotecas, computadores, banheiros, refeitórios, segurança para os alunos, escola em tempo integral, professores bem pagos e RESPEITADOS, esta área de suma importãncia ao desenvolvimento de uma nação e de seu povo continuará desleixada e sem a atenção dos governos porque passariam a enfrentar sérios problemas com uma população instruída, dotada de senso crítico, discernimento, e sabedora de comportamentos espúrios e corruptos para que não reeleja representantes que não souberam honrar o voto quando neles depositados.
    Até lá, meu caro, acredito que preencheremos resmas de papéis a respeito sem qualquer medida concreta neste sentido.
    Pelo menos, a discussão é interessante, salutar e aproxima pensamentos diferentes, haja vista buscarem soluções para os impasses registrados.

  18. Não meu caro Francisco Bendl. Não precisa extinguir a iniciativa privada. O sistema é capitalista. Mas, se as elites dirigentes (valendo somente para políticos e governantes) fossem obrigadas a fazerem uso, exclusivo da saúde e da educação pública, para si e para sua família, por certo que arranjariam um jeito de deixar ambos esses serviços, muito bom. Em pouco tempo. Sem dúvida nenhuma. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

  19. Welinton, meu caro,
    Faz cinco dias que chove ininterruptamente no meu Estado. Pessoas estão sendo retiradas de suas casas por conta das cheias que até mesmo fecham estradas importantes, dificultando o ir e vir. Na minha cidade, pequena, cercada de morros, não os vejo desde quinta-feira última, cobertos de neblina e de uma chuva constante, que não dá mostras de terminar.
    A cidade está alagada, e dela não se pode sair nem entrar porque seus caminhos estão cobertos de água, e algumas pessoas que moram no interior tiveram deslizamentos de terras em áreas mais elevadas, sendo trazidas para a cidade em busca de abrigo.
    A metereologia prevê que esta situação continuará até quinta-feira próxima, certamente ocasionando desabastecimento na cidade de água e alimentos, talvez até falta de energia elétrica.
    Dito isso, estou teclando no micro como distração que ainda me resta antes de ficar à luz de velas e captar água da chuva para beber, pois a situação é crítica.
    Enfim, meu amigo, eis um quadro que, surpreendentemente, isenta de responsabilidade o capitalismo e o solialismo: o tempo, soberano, altaneiro, imbatível, prova incontestável que as obras humanas são tão frágeis que a chuva determina que gente de qualquer raça e regime, religião e sistema, se agrupem se quiserem se proteger dela, se quiserem se manter secos e alimentados, graças à solidariedade do povo que ignora, nessas horas, as diferenças ocasionadas pela política e ecomomia.
    Não é por nada que água é sinônimo de vida e, ao mesmo tempo, exagerada, mata por afogamento.
    Lá pelas tantas, Welinton, nossos exageros ou radicalismos matam as esperanças, aniquilam nossas vontades de seguir em frente, eliminam nossos desejos de lutar por um mundo melhor.
    O que podemos fazer contra essas elites que nos dominam e têm o dom de permanecer invisíveis como escondidas atrás desses morros cobertos de neblina e cuja água que deles desce traz consigo as determinações e decisões que nossos governos obedecem cegamente?
    Escrevo, Welinton, enquanto ainda não me proíbem de fazer o que gosto.
    Outro abraço.

  20. Ingenuidade ou ipocrisia fundar crítica a um suposto “trabalho escravo”. Trabalho escravo por trabalho escravo: o que dizer do espoliado e escravizado trabalhador brasileiro com um salário mínimo de R$ 600,00 que ainda vai ter que bancar o do noticiado dos médicos de Cubão, R$ 10.000,00? Isso para não lembrar que o mínimo dos países capitalistas que compõem o mundo dito civilizado (Globalização) é algo 6 vezes maior que o decretado no Brasil, Brasil varonil!

  21. Não fosse a intervenção do Estado, a opção de um menino pela carreira médica se resumiria à Medicina Estética e/ou Reparadora, sobretudo em paraísos como Brasil, diga-se, em que aos arredores do bairro do Jardim Botânico, em despretenciosa e rápida amostragem, faltando grana ou leitura atualizada (Missões Francesas, Pasteur, Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Academia Brasileira de Ciências, OMS ou Guerra do Ópio)…o que não faltará é pose platonica/franciscana/narcisística, bi-bi-bi de cacique político, cachaça farta e erudição à la Helios Fernandes…

  22. Muito grato, Bendl. Eu não me lembrava de tanta desgraça. Não assisto Jornal Nacional e outros correlatos. Concordo que exagerei ao generalizar.
    Creio até que no Brasil não existem advogados especializados em erros médicos como se vê no exterior.
    Grato, mais uma vez.

  23. O nosso querido repórter, jornalista e literato, por óbvio, como a maioria dos leitores, não acompanha publicações especializadas em Medicina e arredores, assim não sabe dos desafios, obstáculos e rumos destas atividades em tempos de economia global, talvez nem quando dos dias do homem-coletor ou a doença um espírito maligno. A letra do Helio é boa, o jornalismo é que estraga, embora em versão quixotesca acaba por cumprir os mesmos objetivos dos concorrentes nos tablados midiáticos.

  24. Prezado Solon,
    Como é prazeroso debater com elegância, educação, respeito, condições que deveriam ser permanentemente obedecidas em quaisquer temas abordados.
    Obrigado pela tua resposta, que demonstra incontestavelmente o quanto és digno por reconheceres o exagero, além de teres compreendido a intenção que tive ao me dirigir a ti diretamente nesta questão e te alertado quanto à generalização.
    Um forte e cordial abraço, se me permitires.
    Ah, sobre os erros médicos, lembremo-nos dos equívocos de advogados, engenheiros, farmacêuticos, motoristas, pilotos de avião, balconistas, comerciantes, industriais, banqueiros, militares, taxistas, atendentes que, por serem tão humanos como os médicos, erram!
    Caso quiséssemos que os médicos não cometessem seus erros de diagnósticos ou de cirurgias ou de receitas, eles não seriam como nós, mas extraterrestres, infalíveis, seres intergaláticos, e não teríamos como lhes pagar pelo atendimento em tão alto nível.
    Os médicos hoje tão criticados injustamente são nossos filhos, amigos, primos, tios, pais, parentes e conhecidos, gente iguais a nós, caro Solon.

  25. Prezado Jornalista Hélio Fernandes:

    Essa celeuma do “Mais Médicos” ainda vai dar muito o que falar. O Advogado Jorge Beja em artigo magistral publicado no Blog de ontem foi de uma clareza solar. Demonstrou as inconstitucionalidades da Medida Provisória nº621 e os meandros do Acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). O assunto está desviando todos os focos da Primavera de Junho e também da grave situação econômica agravado pela subida do dólar.

    Quanto a corrupção na China, trata-se de uma praga sem precedentes desde a grande marcha empreendida por Mao Tsé Tung, a qual mudou os destinos do país. A guinada para o capitalismo trouxe esse mal que corrói as estruturas dos Estados. A corrupção leva todos de roldão sejam capitalistas ou comunistas. Falando em comunismo, desde a chegada ao poder do líder Deng Xiau Ping, o segundo homem do magistral primeiro ministro Xu Em Lai, a China se transformou em um país hibrido. Capitalista na Economia e “comunista” no sistema de governo. E tome-lhe corrupção nas entranhas das empresas, no governo e nas empresas estatais comandadas pelos membros do Politiburo, dentre um deles o mais famoso: Bo de bobão, porque jogou todo seu capital no lixo.

    Quando lemos essas notícias vindas do país amarelo ressaltando a pobreza do povo e a corrupção correndo solta, uma frase desponta no horizonte em forma de tristeza: confiar em quem? E a utopia de um mundo melhor e mais justo?

    O dinheiro, o poder e a acumulação de riqueza estão acima de todas as ideologias.

  26. Senhor Welinton Naveira e Silva,
    sua colocação foi muito sensata, devo parabenizá-lo com muito orgulho. Soube compreender a necessidade dessa gente domiciliada no interior do País.
    O grande Hélio Fernandes, Carlos Newton, e outros Jornalistas, sempre aceitaram nosso comentário, porque esta Tribuna sempre foi democrática. Enquanto Eles nos tolerarem continuaremos opinado. É opinião simples de um idoso de pouco conhecimento, que poderá ser ou não aproveitada.

  27. Prezado Laércio Canazza,
    Este espaço é democrático, e o que escrevemos está sujeito a ser apoiado ou contestado, naturalmente.
    Eu também sou idoso, 64 anos, que farei na semana que vem, portanto, temos muito para contribuir com nossa experiência para este Blog incomparável.
    Mais a mais, a tua cultura e conhecimentos me deixam no chinelo, haja vista eu ser um simples taxista que sequer deveria frequentar a Tribuna da Imprensa pela excelência de seus comentaristas e temas postados à discussão. Entretanto, considero a minha participação válida, mesmo com a minha ignorãncia e desconhecimentos que, a meu ver, não impedem de eu dar os meus palpites onde considero que não farei fiasco.
    Por favor, segue em frente, e não deixes de comentar os temas postados, mesmo que discordem de ti, pois serão através das diferenças que uniremos o que elas têm de comum para resolver as questões e nos conhecermos melhor.
    Eu ter analisado o teu comentário e certas partes tê-lo criticado, significa a importância que ele teve para ser alvo desta atenção mas, observa, foi em caráter estritamente no campo das idéias e não pessoal, atenta para este detalhe de fundamental importãncia, por favor.
    Saudações.

  28. Toda a polêmica criada nos últimos dias sobre a vinda de médicos cubanos para suprir as carências de assistência à saúde das populações mais pobres do país _ ainda temos 701 municípios sem nenhum médico residente _ agitou as redes sociais neste final de semana e serviu para revelar como podem ser desumanos e hipócritas os que colocam seus interesses pessoais, profissionais, partidários ou ideológicos acima das necessidades básicas de sobrevivência dos brasileiros que não têm acesso ao SUS, muito menos aos planos de saúde.

    É como se fossem dois países chamados Brasil: um, daqueles que têm todos os direitos garantidos e não abre mão dos seus privilégios assegurados pelo Estado desde Cabral ( o Pedro Álvares), dispondo de alguns dos melhores hospitais do mundo; outro, o dos que se virem por conta própria com benzedeiras, rezas e curandeiros. Para deixar bem claro: é desumana a campanha não contra a vinda dos médicos cubanos, que chegaram ao Brasil felizes da vida, mas contra os pacientes pobres brasileiros sem assistência.

    A ofensiva contra o Mais Médicos criado para trazer profissionais do exterior e instalá-los nas regiões onde os brasileiros se recusam a trabalhar, começou logo após o programa ser lançado pelo governo federal por medida provisória em julho, e ganhou mais força com a chegada dos primeiros profissionais cubanos na semana passada.

    Boa parte da classe médica brasileira e suas entidades representativas, numa violenta demonstração de xenofobia e corporativismo, foram às ruas para fazer protestos com narizes de palhaço e ocuparam espaços generosos na mídia para declarar guerra ao governo, mas não apresentaram nenhuma proposta alternativa parar minorar o sofrimento de milhões de brasileiros abandonados à sua própria sorte nas regiões mais remotas do país e nas periferias das grandes cidades.

    Em seus argumentos hipócritas (não confundir com o juramento a Hipócrates), mostraram-se preocupados com a formação dos médicos estrangeiros e sua capacidade de atender com qualidade à população, como se o trabalho deles fosse uma maravilha de dedicação e competência em todos os hospitais e postos de saúde públicos.

    Preocuparam-se até com os salários de R$ 10 mil pagos aos médicos cubanos, acertados num convênio do Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), porque uma parte será repassada ao governo cubano, que os formou, ficando uma parcela de 25% a 40% para os profissionais. Chegaram a classificar esta medida, semelhante à estabelecida pela Opas com outros 58 países, como “trabalho escravo”.

    “Nós somos médicos por vocação e não por dinheiro. Trabalhamos porque nossa ajuda foi solicitada, e não por salário, nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo”, rebateu o médico cubano Nélson Rodriguez, um dos primeiros 206 profissionais daquele país que desembarcaram sábado no Brasil.

    Além da Opas, o programa Mais Médicos recebeu a aprovação da Organização Mundial de Saúde e, segundo as pesquisas mais recentes, é apoiado por 54% da população brasileira(contra 47% no final de junho). Entre quem apontou o PT como seu partido de preferência, este número sobe para 62%. Já entre os que preferem o PSDB, a maioria (49%) respondeu que é contra a importação de médicos, números que podem explicar o Fla-Flu nas redes sociais que é dominado por baixarias de todo tipo.

    De outro lado, sete entre nove cartas sobre a polêmica publicadas nesta segunda-feira no “Painel do Leitor” da Folha dão seu apoio à importação de médicos estrangeiros e fazem duras críticas aos médicos brasileiros. Melhor é deixar o povo falar o que pensa.

    Alguns exemplos:

    Jalson de Araújo Abreu (São Paulo, SP): “O exame Revalida, ao qual médicos formados no exterior estão sujeitos, deveria ser aplicado nos formandos brasileiros. Esperamos que não confirme o resultado do exame do Cremesp, que reprovou 80% dos avaliados”.

    Alcides Morotti Junior (São Roque, SP): Os médicos cubanos que disseram que são médicos por vocação, e não por dinheiro, estão seguindo o juramento de Hipócrates. Já os brasileiros _ pelo menos a grande maioria _, não.”

    Luiz Carlos Roque da Silva (São Paulo, SP): “É incrível a atitude da maioria dos doutores contra o Mais Médicos: eles não vão para as regiões carentes e não deixam ninguém ir. Agora, vendo que a população apoia o programa, concentram-se nos cubanos. Estes já estão no Haiti, na África, no norte do Brasil. Os nossos, não. O mesmo se dá com os Médicos sem Fronteiras que arriscam a vida na Síria.”.

    Carlos Roberto Penna Dias dos Santos (Rio de Janeiro, RJ): “Gostaria de condenar a campanha que a máfia de branco está fazendo contra o programa Mais Médicos. A histeria destas entidades médicas lembra o macarthismo. Tenho certeza de que a maioria da população apoia a vinda dos médicos estrangeiros e repudio a posição nazifascista de algumas entidades”.

    Edgard Gobbi (Campinas, SP): “Um jornalista flagrou uma médica da Prefeitura de São Bernardo do Campo batendo o ponto e indo atender pacientes no seu consultório. Será que ela aprendeu com aquela médica de Ferraz de Vasconcelos quer marcava ponto com dedos de silicone com a impressão digital de outros médicos? E alguém duvida que a prática é comum no Brasil?”

    Entre as duas cartas críticas, uma foi enviada pelo médico Fernando Piason França, de São Paulo, SP. Só pode ser deboche:

    “Há uma determinação para que médicos não circulem pelas ruas de jalecos por questão de higiene. Os cubanos desembarcaram no aeroporto assim trajados. Nem começaram a já cometeram a primeira infração. Mau começo”.

    Se todas as infrações cometidas diariamente por médicos brasileiros se limitassem a isso, estaríamos bem servidos. Aliás, se eu for atropelado daqui a meia hora na esquina de casa e aparecer alguém de jaleco branco, não vou querer saber de onde vem, não vou lhe pedir o currículo. Basta que ele salve a minha vida.

    Não se trata de discutir o regime cubano nem a legislação trabalhista vigente naquele país. Não é problema meu. Neste ponto, estou absolutamente de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, quando ele diz:

    “Quem tem crítica pode fazer sugestões para aprimorar. Agora, não venham ameaçar a saúde da população que não tem médicos”.

    É este o ponto. O resto é querer se aproveitar de uma solução de emergência, por todas as razões necessária, para criticar o governo, seja o do Brasil ou o de Cuba ou o de qualquer outro país que nos possa ajudar a enfrentar este gravíssimo problema da população ainda desassistida de saúde pública _, entre outros motivos, porque a maior parte dos nossos médicos não parece preocupada com isso.

  29. Assine

    Em vez Havana?

    O debate sobre a chegada de médicos cubanos é vergonhoso. .

    Do ponto de vista da saúde pública, temos um quadro conhecido. Faltam médicos em milhares de cidades brasileiras, nenhum doutor formado no país tem interesse em trabalhar nesses lugares pobres, distantes, sem charme algum – nem aqueles que se formam em universidades públicas sentem algum impulso ético de retribuir alguma coisa ao país que lhes deu ensino, formação e futuro de graça.

    Respeitando o direito individual de cada pessoa resolver seu destino, o governo Dilma decidiu procurar médicos estrangeiros. Não poderia haver atitude mais democrática, com respeito às decisões de cada cidadão.

    O Ministério da Saúde conseguiu atrair médicos de Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai. Mas continua pouco. Então, o governo resolveu fazer o que já havia anunciado: trazer médicos de Cuba.

    Como era de prever, a reação já começou.

    E como eu sempre disse neste espaço, o conservadorismo brasileiro não consegue esconder sua submissão aos compromissos nostálgicos da Guerra Fria, base de um anticomunismo primitivo no plano ideológico e selvagem no plano dos métodos. É uma turma que se formou nesta escola, transmitiu a herança de pai para filho e para netos. Formou jovens despreparados para a realidade do país, embora tenham grande intimidade com Londres e Nova York.

    Hoje, eles repetem o passado como se estivessem falando de algo que tem futuro.

    Foi em nome desse anticomunismo que o país enfrentou 21 anos de treva da ditadura. E é em nome dele, mais uma vez, que se procura boicotar a chegada dos médicos cubanos com o argumento de que o Brasil estará ajudando a sobrevivência do regime de Fidel Castro. Os jornais, no pré-64, eram boicotados pelas grandes agencias de publicidade norte-americanas caso recusassem a pressão americana favorável à expulsão de Cuba da OEA. Juarez Bahia, que dirigiu o Correio da Manhã, já contou isso.

    Vamos combinar uma coisa. Se for para reduzir economia à política, cabe perguntar a quem adora mercadorias baratas da China Comunista: qual o efeito de ampliar o comércio entre os dois países? Por algum critério – político, geopolítico, estético, patético – qual país e qual regime podem criar problemas para o Brasil, no médio, curto ou longo prazo?

    Sejamos sérios. Não sou nem nunca fui um fã incondicional do regime de Fidel. Já escrevi sobre suas falhas e imperfeições. Mas sei reconhecer que sua vitória marcou uma derrota do império norte-americano e compreendo sua importância como afirmação da soberania na América Latina.

    Creio que os problemas dos cidadãos cubanos, que são reais, devem ser resolvidos por eles mesmos.

    Como alguém já lembrou: se for para falar em causas humanitárias para proibir a entrada de médicos cubanos, por que aceitar milhares de bolivianos que hoje tocam pedaços inteiros da mais chique indústria de confecção do país?

    Denunciar o governo cubano de terceirizar seus médicos é apenas ridículo, num momento em que uma parcela do empresariado brasileiro quer uma carona na CLT e liberar a terceirização em todos os ramos da economia. Neste aspecto, temos a farsa dentro da farsa. Quem é radicalmente a favor da terceirização dos assalariados brasileiros quer impedir a chegada, em massa, de terceirizados cubanos. Dizem que são escravos e, é claro, vamos ver como são os trabalhadores nas fazendas de seus amigos.

    Falar em democracia é um truque velho demais. Não custa lembrar que se fez isso em 64, com apoio dos mesmos jornais que 49 anos depois condenam a chegada dos cubanos, erguendo o argumento absurdo de que eles virão fazer doutrinação revolucionária por aqui. Será que esse povo não lê jornais?

    Fidel Castro ainda tinha barbas escuras quando parou de falar em revolução. E seu irmão está fazendo reformas que seriam pura heresia há cinco anos.

    O problema, nós sabemos, não é este. É material e mental.

    Nossos conservadores não acharam um novo marqueteiro para arrumar seu discurso para os dias de hoje. São contra os médicos cubanos, mas oferecem o que? Médicos do Sírio Libanês, do Einstein, do Santa Catarina?

    Não. Oferecem a morte sem necessidade, as pragas bíblicas. Por isso não têm propostas alternativas nem sugestões que possam ser discutidas. Nem se preocupam. Ficam irresponsavelmente mudos. É criminoso. Querem deixar tudo como está. Seus médicos seguem ganhando o que podem e cada vez mais. Está bem. Mas por que impedir quem não querem receber nem atender?

    Sem alternativa, os pobres e muito pobres serão empurrados para grandes arapucas de saúde. Jamais serão atendidos, nem examinados. Mas deixarão seu pouco e suado dinheiro nos cofres de tratantes sem escrúpulos.

    Em seu mundo ideal, tudo permanece igual ao que era antes. Mas não. Vivemos tempos em que os mais pobres e menos protegidos não aceitam sua condição como uma condenação eterna, com a qual devem se conformar em silêncio. Lutam, brigam, participam. E conseguem vitórias, como todas as estatísticas de todos os pesquisadores reconhecem. Os médicos, apenas, não são a maravilha curativa. Mas representam um passo, uma chance para quem não tem nenhuma. Por isso são tão importantes para quem não tem o número daquele doutor com formação internacional no celular.

    O problema real é que a turma de cima não suporta qualquer melhoria que os debaixo possam conquistar. Receberam o Bolsa Família como se fosse um programa de corrupção dos mais humildes. Anunciaram que as leis trabalhistas eram um entrave ao crescimento econômico e tiveram de engolir a maior recuperação da carteira de trabalho de nossa história. Não precisamos de outros exemplos.

    Em 2013, estão recebendo um primeiro projeto de melhoria na saúde pública em anos com a mesma raiva, o mesmo egoísmo.

    Temem que o Brasil esteja mudando, para se tornar um país capaz de deixar o atraso maior, insuportável, para trás. O risco é mesmo este: a poeira da história, aquele avanço que, lento, incompleto, com progressos e recuos, deixa o pior cada vez mais distante.

    É por essa razão, só por essa, que se tenta impedir a chegada dos médicos cubanos e se tentará impedir qualquer melhoria numa área em que a vida e a morte se encontram o tempo inteiro.

    Essa presença será boa para o povo. Como já foi útil em outros momentos do Brasil, quando médicos cubanos foram trazidos com autorização de José Serra, ministro da Saúde do governo de FHC, e ninguém falou que eles iriam preparar uma guerrilha comunista. Graças aos médicos cubanos, a saúde pública da Venezuela tornou-se uma das melhores do continente, informa a Organização Mundial de Saúde. Também foram úteis em Cuba.

    Os inimigos dessas iniciativas temem qualquer progresso. Sabem que os médicos cubanos irão para o lugar onde a morte não encontra obstáculo, onde a doença leva quem poderia ser salvo com uma aspirina, um cobertor, um copo de água com açúcar. Por isso incomodam tanto. Só oferecem ameaça a quem nada tem a oferecer aos brasileiros além de seu egoísmo.

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  30. C O N C O R D O !!!
    POR CARLOS BRICKMANN
    Não é questão de nacionalidade: um dos maiores médicos do Brasil foi um ucraniano, NOEL NUTELS, que levou a saúde pública às áreas indígenas da Amazônia.

    A questão é outra: é que o Governo criou uma enorme polemica por achar que Saúde é Medicina.

    E não é: Medicina é a última etapa na luta pela Saúde.

    A Saúde começa pela engenharia – saneamento básico. A água potável os esgotos reduzem o número de doentes ( e derrubam a mortalidade infantil ).

    Educação é o segundo passo: quem lava as mãos e cuida da higiene básica, mantém o mosquito da dengue à distancia, assegura a limpeza dos animais domésticos e cuida de seu lixo tem mais condições de evitar doenças. Condições de vida são importantes: roupas e calçados minimamente adequados, alimentação suficiente, moradia saudável fazem milagres.

    Se uma pessoa educada, com acesso a saneamento básico, alimentação e moradia, devidamente vacinada, mesmo assim fica doente, então cabe à Medicina a cumprir seu nobre e insubstituível papel de cura.

    Em resumo, não adianta trazer grandes especialistas mundiais sem que a população tenha condições adequadas de vida. Tem ? Não, não tem.

    E não falemos de periferias: Guarulhos, na Grande São Paulo, a segunda maior do Estado, 13ª do país, com 1,2 milhão de habitantes, onde está o maior aeroporto internacional do país, não trata nem metade dos esgotos que lança no rio Tiete.

    A propósito: sem seringas, termômetro, um medidor de pressão, um medidor de glicemia, alguns remédios, que é que se espera de um médico ? Milagres ?

    Lembre-se sempre:

    ” Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim “.

    Esta é uma comunicação oficial do Instituto Endireita Brasil.

  31. Meu caro Francisco Bendl

    Os noticiários sobre essa grande quantidade de chuva que vem caindo no Rio Grande Sul, causando sofrimentos, problemas e prejuízos de todo o tipo, desperta em todos nós velhos sentimentos de muita impotência diante das poderosas forças da natureza. Contra elas, nada é possível. Quem sabe, semelhante ao sentimento dos pobres e miseráveis desamparados, diante do formidável poder e forças das elites, ricas, insensíveis, entreguistas, desonestas e longe de Deus.
    Que esta chuva que tanto atormenta o gaúcho, pare logo.
    Abraços
    Welinton

  32. Welinton, meu caro,
    Obrigado pela tua solidariedade ao meu povo.
    O inverno este ano tem sido forte, com os termômetros apontando temperaturas negativas dias a fio, culminando com as chuvas ininterruptas.
    Faz SEIS dias que não vejo o sol, só dias cinzentos, úmidos, neblina e água.
    Sair de casa é um martírio, e ver as crianças indo cedo para os colégios e bebês sendo entregues em creches para seus pais poderem trabalhar, dá pena!
    Por outro lado, apesar de o Rio Grande ter as quatro estações definidas, as moradias não estão preparadas para o frio, pois a maioria absoluta não tem calefação. O gaúcho usa o fogão a lenha, que deixa um cheiro no ar característico, e a continuidade desta forma de aquecer a casa ocasiona a pessoa sair “defumada”, pois o odor penetra nas roupas e enjoa.
    As mulheres usam toda a roupa que possuem e, os homens, tiram a naftalina dos sobretudos, palas, ponchos, e dane-se a elegãncia, a questão é se proteger do vento, da chuva e do frio, afora o chimarrão – que não bebo -, pinhão e quentão, que também não me apetece.
    Um abraço, meu caro.

  33. Como bem lembra o comentarista Lafer:
    – “È melhor ler asneiras do que ser cego”.

    Vêz que acabo por ficar pasmo, e ser acometido da solidão de um cocô do cavalo do bandido, com as preciptações e conveniências temporais de Burke, Kant, Hegel, Tocqueville, Stuart Mill, Marx, Popper… por que seria diferente com Helio Fernandes, outras beldades do universo opiniático e da debutação política partidária em busca das benesses do poder quando das pautas sobre o dito projeto Mais Médicos? Camelódromo ou circo, bananas ou marmelada?

    Ainda bem que ainda tenho o consolo do aprendizado com textos mais amplos e consolidados como os de Acyr Ramos e os de Observador.

  34. Eu entendo os ignorantes e manipulados pela mídia, a qual é controlada pelo governo, coloquem a culpa do caos da saúde nos médicos e aplaudam a vinda dos médicos cubanos, porém não entendo quando pessoas que após ler este texto e outros informativos do real motivo dessa medida Mais Médicos do governo, continuam aplaudindo essa medida.
    Penso, sobre um individuo que apoia essa medida eleitoreira do governo, ou lhe fizeram uma lavagem cerebral e o transformaram num zumbi, ou se trata de um perverso egoísta que defende escravidão e profissionais de saúde com nível técnico desconhecido para os pobres, pois terá algum ganho secundário próprio direta ou indiretamente.

  35. O prezado Observador postou um artigo de Carlos Brickmann absolutamente pertinente sobre esta questão da vinda de médicos estrangeiros.
    Nossos problemas – muito deles – originam-se na educação, no pequeno cuidado que se deve ter com lavar as mãos, por exemplo.
    Tal medida levada a efeito no século XIX, em uma maternidade se não me engano austríaca, evitou que inúmeras crianças morressem ao nascer porque médicos e enfermeiras lavavam as mãos antes de fazerem os partos.
    A higiene é uma das resistências contra as doenças, sendo que os pais que têm filhos ainda crianças deveriam ser ensinados como se dá banho na gurizada, como se limpam seus ouvidos, seus baixios, a eficiência de um calçado por mais simples que seja, a escovação de dentes, enfim, a proteção que se deve dar à meninada e aos adultos que devem tê-la diariamente.

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