A China é um novo paradigma, posto em prática com sucesso

Martim Berto Fuchs

Parece que 2012 será realmente um novo ano, no sentido de mudanças. Começamos a debater diariamente aqui na nossa Tribuna o fenômeno China, o que nos diz diretamente respeito, pois significa mais ou menos empregos em nosso país, que é o que me interessa em primeiro lugar.

Após a segunda guerra proibiram Alemanha e Japão de manterem exércitos. Eles penhoradamente agradecem. URSS, leia-se Rússia, e EUA passaram a aumentar seus exércitos e invadir metade do mundo, patrocinando guerras, que teoricamente lhes trariam vantagens. A URSS quebrou em 1989. Os EUA em 2008. Não puderam sustentar guerras em países estrangeiros e no caso específico dos EUA e da Europa, também a guerra da especulação que seus “governantes” idiotamente ou malandramente permitiram em seus próprios territórios.

A China, depois que afastaram o Mao, mudou sua estratégia e abriu as portas para o capitalismo, mandando seus homens estudarem tudo que pudessem nos EUA, e parou de gastar em guerras. Ao contrário, passou a investir todo lucro advindo dos impostos sobre a produção industrial, na infra-estrutura e educação.

A China é um fenômeno ? É ! É um novo paradigma, posto em prática com sucesso. Estado absolutista e capitalismo selvagem trabalhando juntos. Com 1,4 bilhões de habitantes, estão resolvendo o problema deles, independente do fato que estão criando um problema para todo restante do mundo, inclusive para o Brasil, onde muitos industriais brasileiros já fecharam suas empresas e passaram a produzir lá. Vamos pagar muito caro por isso.

O Brasil é um dos únicos países do mundo que pode enfrentar a China, comercialmente falando, que é o que me interessa. Por que podemos? Porque temos todas matérias-primas necessárias. Onde está o entrave então ? Nos nossos desgovernos. Por mais que tenhamos de tudo, não há santo que aguente duas gangs seguidas nos infernizando a vida, quais sejam, a do FHC e agora a do Lula.

Não concordo com o emérito professor Francis Fukuyama, para quem, em última análise, devemos convergir todos para o modelo chinês. Existe um outro caminho, ainda não tentado por nenhum país, que é manter o Estado em um tamanho ideal para a sociedade, nem mínimo (inexistente) nem máximo (Brasil), e repartir com equidade o resultado da indispensável união entre capital e trabalho.

O objetivo final não pode ser o lucro e sim o ser humano. Lucro tem que ser a escada para subir e não um pote de ouro no topo da escada, onde para alcançá-lo vale tudo e mais um pouco. Podemos e devemos enfrentar a China, no mundo dos negócios e não das armas, bem entendido. Temos tudo para isto.

Ou então, como querem nossos “governantes”, depois de sermos explorados por Portugal, Inglaterra e EUA, nos entregarmos bovinamente à exploração chinesa. Nesse caso, acabaremos todos com salário mínimo, se tanto. Todos não, menos nossos “iluminados governantes” em seus palácios às nossas custas e seus associados da iniciativa privada, esta sustentada com empréstimos do BNDES.

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