A China vai quebrar a economia mundial

O comentarista Eduardo Konig nos envia este artigo que faz sucesso circulando na internet, escrito por Luciano Pires, diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação.

Há 200 anos Napoleão Bonnaparte fez uma profecia, que está começando a realiza-se atualmente, ao dizer: “Deixem a China dormir porque, quando ela acordar, o mundo vai estremecer”.

A China do futuro,mas o futuro é hoje…  A verdade é que agora, tudo o que compramos é Made in China. Eis um aviso para o futuro! Mas quem liga para esse aviso? Atualmente, ninguém ! Agora é só aproveitar…

E depois, como será para os nossos filhos ? Que futuro terão? Já pensou como ficará a China do futuro?

Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões.

A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante.
Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas. E com preços que são uma fração dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.

Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo, que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios, estamos perante uma escravidão amarela e alimentando-a…

Horas extras? Na China…? Esqueça !!! O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vão receber nada por isso…

Atrás dessa “postura” está a grande armadilha chinesa.
Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia “de poder” para ganhar o mercado ocidental.

Os chineses estão tirando proveito da atitude dos ‘marqueteiros’ ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela “agrega de valor”: a marca.

Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto “made in USA”. É tudo “made in China”, com rótulo estadunidense.

As empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares…

Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço. Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego. É o que se pode chamar de “estratégia preçonhenta” (preço com peçonhento).

Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas e tecnologia, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo. Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os “designs”. suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo, estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.

Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.

Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, gerando um “choque da manufatura”, como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde demais.

Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês. Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo.

Dragão este que aumentará gradativamente seus preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois quem tem o monopólio da produção, manda.

Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos, ela é quem vai regular os mercados e não os “preçonhentos”.

Iremos, nós e os nossos filhos, netos… assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica… chinesa. Nessa altura em que o mundo ocidental acordar será muito tarde.

Nesse dia, os executivos “preçonhentos” olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando boliche no clube da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados.

E então lembrarão, com muitas saudades, do tempo em que ganharam dinheiro comprando “balatinho dos esclavos” chineses, vendendo caro suas “marcas-grifes” aos seus conterrâneos.

E então, entristecidos, abrirão suas “marmitas” e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas, pois, foram todas copiadas….

REFLITAM E COMECEM A COMPRAR – JÁ – OS PRODUTOS DE FABRICAÇÃO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO EM SEU PAÍS, PELA SOBREVIVÊNCIA DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO DA SUA PRÓPRIA… E DE SEUS DESCENDENTES.

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6 thoughts on “A China vai quebrar a economia mundial

  1. Nem se trata de atacar o dolar ou o capitalismo ou o que quer que seja, tão somente.
    Trata-se de verificar que o mundo tornou-se um “Centro de Materialização Imediata” em escala inédita, gigantesca!!! Ninguém está interessado em mais nada, a não ser em se dar bem em tudo, em lucrar rapidamente e … muito.
    O mundo já está quebrado e faz tempo. Todos estão endividados. Países inteiros estão falidos e … desmoralizados. A China, por um bom tempo, cresceu, cresceu e cresceu por causa da inflexibilidade da sua moeda. Levou vantagem em tudo: Lei de Gerson, não Lei de Confúcio. Esteve remando contra a maré ou … estava remando na sua própria lagoa. Agora, a lagoa está com ondas enormes, não mais marolinhas.
    Se a China quebrar mesmo o mundo não resistirá. Só que (muito) antes disso … os Estados Unidos agirão. De que forma, exatamente, ninguém sabe.

  2. Divisões na América Latina

    A força de Washington perdurará em um mundo em deslocamento para o Pacífico. A questão é quando o Brasil vai perceber esse cenário

    Em 2010, em artigo neste espaço, defendi que o predomínio ocidental estava longe do fim. Minha posição contracorrente destoava da maioria dos analistas, entre os quais havia virado moda falar em mundo pós-americano. Fareed Zakaria foi só um desses autores.

    Com a mesma facilidade peremptória, diz-se agora exatamente o contrário, que talvez a China esteja exaurindo o seu crescimento e que os Estados Unidos estão de volta, com a revolução tecnológica e energética promovida pelo xisto. Uma mudança radical em menos de três anos.

    Fora dos EUA, tantos ressentimentos contra o chamado império criaram “wishful thinkings”, tomando desejos por realidade. Simples: se não gostamos da grande potência do norte, então compramos a tese do seu declínio imediato.

    O lugar-comum do mundo pós-americano serviu para vender livros, fazer gracejos e criar novas expectativas como a dos Brics. Agora, em refluxo, os mesmos analistas e consumidores de suas análises temem que o Brasil seja prejudicado pelo fim da exuberância chinesa e pela recuperação norte-americana.

    Dizem que pode haver uma fuga de capitais em direção aos EUA e uma crise entre os emergentes, com os exageros de praxe. Mas, na realidade, a força de Washington perdurará em um mundo em deslocamento para o Pacífico, onde também fica a costa oeste americana.

    A novidade é que a Europa já entendeu as mudanças em curso e, finalmente, pode realizar um acordo comercial com os EUA na tentativa de preservar a força do Atlântico Norte. A questão é quando o Brasil vai perceber esse cenário.

    O Itamaraty tem demonstrado uma preocupante dissonância cognitiva, selecionando apenas os pedaços de informação que parecem mostrar que estamos bem, enquanto ignora dados mais relevantes. Esse é um traço da nossa cultura.

    A política de prestígio da diplomacia brasileira valoriza excessivamente a conquista de um cargo na Organização Mundial do Comércio e menospreza o processo estrutural que nos torna dependentes da exportação de commodities. Pior, começam a se orgulhar disso.

    Nos últimos cinco anos, Brasília dedicou-se a preparar uma política externa parecida com a era do café. Não é concebível como, em tão pouco tempo, jogamos no lixo décadas de uma luta pela diversificação industrial das relações internacionais.

    Derrotado na OMC, o México e parceiros da Aliança do Pacífico “roubam” os investimentos que viriam para o Brasil. Os países da franja liberal da costa oeste latino-americana, como Peru, Chile e Colômbia, crescem mais com estabilidade econômica do que os estranhos desenvolvimentistas primário-exportadores do outro lado do continente.

    Não obstante os discursos oficiais, a América do Sul é uma região partida. De um lado, temos democracias de mercado dinâmico com alternância de poder. De outro, regimes cada vez mais autoritários, com economias estatizadas e desorganizadas. Para variar, a posição do Brasil não é clara.

    No século 19, já havia divisão. Os países mais bem-sucedidos até meados do século 20 foram aqueles que conseguiram conjugar alternância entre liberais e conservadores. Talvez vivamos outra bifurcação novamente que marcará o século 21.

    MARCELO COUTINHO, 38, é professor de relações internacionais da Universidade Federal do RJ

  3. Ainda tem remedio!!! Se a maioria da populacao se conscientizar, frear o consumismo e dar preferencia para tudo que e’ produzido localmente.
    E’ claro que o buraco e’ bem mais embaixo e o que esta’ precisando mesmo e’ vivermos a vida com mais simplicidade e revermos nosso comportamento como seres inteligentes que somos.

  4. Senhoras e senhoras, boa noite, a crise é bem mais séria do que se anuncia. Esse vertiginoso crescimento chinês é inviável no médio e longo prazos, seja porque não haverá matéria-prima suficiente no mundo para dar conta de tamanha produção, seja porque não haverá tanto mercado para consumir o que for produzido (e uma crise de superprodução como a de 1929 surge no horizonte, com consequências imprevisíveis e catastróficas). Ok, o mundo ocidental desenvolvido é pós-industrial, com relevante participação dos setores de comércio e serviços no PIB, mas é bom lembrar que essa maior participação vem à reboque de um coadjuvante -e ainda importante – setor industrial. Não há economia com setor de serviços e comércio desenvolvida sem um setor industrial idem. Ademais, os trabalhadores chineses semiescravos de hoje invariavelmente serão a classe média de amanhã, aumentando salários e os custos trabalhistas de se produzir lá hoje, tirando a sua “vantagem competitiva” – vale aqui lembrar que a vantagem do desenvolvimento chinês de hoje vem da exploração da mão de obra e da prática deslavada de dumping. Outrossim, a China vive aquela fase intermediária anterior ao crescimento japonês e coreano e fica aqui a pergunta: terá ela a capacidade de criar marcas globais e cobiçadas como os primeiros? Acredito que não, porque falta à China um elemento básico a qualquer economia desenvolvida: ser uma economia de mercado. Ora. a despeito do reconhecimento do ex-presidente Lula da China como economia de mercado, na prática ela não é, você não monta uma fábrica de qualquer coisa lá sem ter o Estado como sócio majoritário e é obrigado a transferir para ele todo o seu know-how. Na hipótese algo improvável de conseguir firmar-se com os próprios pés, será a única nação comunista desenvolvida do mundo.
    Por tudo aqui exposto, é melhor passarmos a olhar a China com prudência e cautela e não apostando todas as suas fichas nela, pois quando o gigante amarelo explodir haverá grande dor e ranger de dentes.
    1929, o ano que não acabou.

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