A complicada democracia capitalista

Welinton Naveira e Silva

Governar numa sociedade de base socialista, com governo forte e extremado patriotismo, como na China, é muito fácil. Por conta do perfil socialista, sempre investiram pesado em educação, saúde, ciência e tecnologia, sem descuidarem da defesa, nem dos corruptos e/ou entreguistas, que pegos, sempre tiveram uma bala reservada para o safado (a ser paga pela família do condenado, claro).

Governar assim é muito fácil e altamente produtivo. Não podia ser diferente. Bastar ver os esplendorosos resultados econômicos, científicos, tecnológicos e militares, alcançados pela China em poucas décadas. Desde o início dos anos 80 que a China tem apresentado seguidos crescimentos econômicos, a mais de 9 % ao ano. Algumas vezes, ultrapassando a 11% . Agora mesmo, em plena crise econômica mundial, o seu crescimento econômico não ficou abaixo de 8% ao ano.

Quero ver é governar numa estrutura democrática capitalista, de nação emergente, que tradicionalmente pouco investe em educação, saúde, ciência e tecnologia. Que não dispõe do formidável poder das armas nucleares, para segurança, respeito e maior influência na política externa. E que possui uma massa muito grande de políticos corruptos e entreguistas.

Além desses evidentes entraves, temos ainda inúmeros outros, que, somados, decisivamente contribuem para emperrar o desenvolvimento de nosso Brasil. Governar nessas condições é gestão quase impossível, complicada e de baixo rendimento.

Vejamos a crítica questão dos impostos, reconhecidamente como sendo um dos mais altos do planeta, com baixo retorno para o povo e para o Brasil. Em todas oportunidades, as nossas elites mostram-se revoltadas contra a exorbitância dos impostos cobrados. Mas acho que essa revolta não é só por conta dos altos impostos, porque, afinal, grande parte dessa riqueza, acaba indo parar nos cofres dessas abastadas elites. Na verdade, essa revolta tem base na velha e conhecida sonegação, que a cada dia vai ficando mais complicada e difícil, devido às novas tecnologias adotadas pela Receita.

Daí, a grande grita das elites, antevendo o fim da sonegação e do famoso caixa 2. Provavelmente, a sonegação ainda é muito grande, evidenciada no recente constante aumento da arrecadação de impostos, ano após ano, sem o correspondente crescimento econômico que possa justificar. Portanto, essa gritaria toda não é pensando em fazer um Brasil mais justo, forte e desenvolvido. Triste e lamentável.

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