A conhecida exploração dos trabalhadores no sistema capitalista

Welinton Naveira e Silva

No sistema capitalista, não há alternativa para o trabalhador escapar de pagar a conta, seja em tempos de boa economia ou em tempos de crise. Se a economia vai bem, quem trabalha fica com muito pouco da riqueza que produz, pois que esta é acumulada em mãos dos ricos e poderosos, sob os mais diversos artifícios, inclusive, o chamado lucro.

Nos períodos de crescimento econômico, as elites costumam pedir paciência para a classe trabalhadora, prometendo que em futuro próximo suas prioridades serão atendidas, educação, saúde, habitação, saneamento, transporte de massa, etc. A cada período de eleição democrática, milhares de promessas são repetidas e renovadas, como de sempre. E o povo acredita.

E nos períodos de grande crise econômica, como essa de agora correndo mundão, o Estado passa a destinar pesados recursos do trabalhador para socorrer as elites através de favorecidos empréstimos para bancos e grandes empresas, incentivos fiscais e outros mais, procurando por todos os meios reerguer as estruturas econômicas e produtivas, pertencentes aos ricos e poderosos.

Além desses conhecidos expedientes (só na grande crise de 2008, o Estado, no mundo todo, teria gasto mais de US$ 17 trilhões para salvar o mundo capitalista), muitas das vezes as elites aproveitam a oportunidade para privatizações de riquíssimas estatais, a preços de bananas, construídas com o árduo trabalho e sacrifícios do povo.

Não bastasse tudo isso, a conhecida demissão em massa é calamidade garantida, com milhares de trabalhadores sendo postos no olho da rua, sem dó nem qualquer contemplação. Esta é a realidade.

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