A crise dos países europeus está longe de acabar.

Roberto Nascimento

O continente europeu sangra à medida que outras potências atingem o crescimento de até 10% ao ano, casos da Índia e da China. Na física como também na economia (contexto das nações) um corpo não ocupa o mesmo lugar no espaço, ao mesmo tempo. Quando um sai do fundo do poço, outro entra para ocupar o buraco.

De nada adiantou unificar a moeda, o chamado bloco do Euro criado há 10 anos. Apenas adiou a morte anunciada, a perda do poder conquistado com as invasões, o colonialismo praticado na África, na Ásia, e na Américas, na Oceania. Os países foram conquistando a liberdade e os europeus deixaram o luxo e a luxúria para trás.

A opulência e o nariz em pé, a soberba e a certeza de uma raça superior se transformaram em um tiro no pé. Os europeus não se prepararam para os novos tempos e a globalização devorou suas economias.

Não há outra saída a não ser invadir novamente suas ex-colônias em busca de emprego e uma melhor qualidade de vida e quem sabe mandar o produto do trabalho de volta para suas famílias que não poderão na totalidade migrar para qualquer eldorado que queira recebê-los.

Na Grécia, milhares de funcionários públicos serão demitidos. Além dos países em crise aguda, tais como a Espanha, a Itália e Portugal, no ano passado o primeiro-ministro inglês anunciou a demissão de 500 mil empregados do governo. Curiosamente trata-se de países que exploraram, espoliaram e dividiram centenas de nações no período colonial.

A Alemanha, um oásis de prosperidade em meio ao deserto econômico, periga ser arrastada ao bloco dos endividados. Quem está próximo do buraco tem chances de mergulhar nele e não é por causa da gravidade.

Nós, do lado de cá do Equador, precisamos tomar cuidado, pois se a crise se agravar não haverá outra saída a não ser a guerra, a única saída para os incompetentes e governantes corruptos. E quem viver verá um novo espetáculo no cenário mundial, que fará a alegria dos futuros historiadores.

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