A decadência da Educação no Brasil e o abandono dos CIEPs de Brizola e Darcy Ribeiro

Francisco Bendl

Brizola notabilizou-se na década de 50 no Rio Grande do Sul, época que a maioria absoluta dos comentaristas da Tribuna era um bando de guris ou de gurias. Alcançou fama nacional depois da Campanha da Legalidade, em 1961, ao enfrentar os opositores que não queriam que Jango assumisse a presidência vindo de uma viagem da China, após a renúncia de Jânio Quadros.

CIEP, uma ideia genial

Com o regime militar em andamento e cassado pela ditadura, Brizola vai para o exílio. Retorna com o advento da Lei de Anistia (ampla, geral e irrestrita), de modo a dar continuidade ao seu PTB. Em função de manobras de bastidores, perde o PTB para a senhora Ivete Vargas, e cria o PDT.

O gaúcho fixa residência e domicílio eleitoral no Rio de Janeiro na década de 80. Portanto, os gaúchos deixaram de ter seu líder e autor da construção de mais de mil escolas quando governador de seu Estado, e ele se transferiu para outras “plagas”, para adotar o seu plano e obsessão com a Educação para outros rincões do Brasil.

UM DEMOCRATA

Assim, Brizola sempre foi um democrata, jamais com vontade de ser ditador ou de controlar a imprensa, mas um nacionalista convicto, diferente de seu contemporâneo Fidel e de Chávez, que sequer o conheceu.

Brizola sofreu a condição de ter sido injustiçado pelo povo brasileiro, que o renegou nas urnas, inclusive no Rio de Janeiro, Estado em que tantas obras ergueu e concretizou, inclusive seu grande objetivo em parceria com Darcy Ribeiro, os Centros Integrados de Educação Pública – CIEPs.

De fato, muitos dos frequentadores deste Blog incomparável que hoje enaltecem Brizola não poderiam ter votado nele, dadas as circunstâncias de tempo e de região, a não ser quando candidato à presidência e com fragorosa derrota, lamentavelmente, haja vista que os cariocas não souberam dar o devido valor ao empreendimento tão importante e salutar para a educação e ensino das crianças.

ESCOLAS PAGAS

É inegável a contribuição das escolas católicas ao ensino brasileiro, porém são pagas! E continua assim este sistema, de colégios particulares notadamente católicos ou cristãos, a oferecerem um ensino melhor que o público, tornando-se a Educação em fontes de altos ganhos e lucratividade, justamente uma das responsabilidades de nossos governantes que deveria ser destinada ao povo.

Aliás, nesta questão do ensino particular, com exceção das absurdas mensalidades que por si só já selecionam as vagas existentes, permitindo que somente as elites possam se beneficiar, não existem reclamações quanto às instalações, greves dos professores, qualidade dos conteúdos e colégios oferecendo o melhor em tecnologia para seus alunos privilegiados.

Esta é a diferença fundamental para o ensino público, e que não deveria existir porque a Educação não poderia ter se transformado em indústria, como aconteceu, contribuindo para a riqueza e poder da Igreja e de outras religiões que também detém consigo a educação de seus fiéis!

O revoltante é esta diferença abissal entre o privado e público, como se os contribuintes brasileiros não pagassem vultosos impostos para esta finalidade, a Educação, que é má administrada pelos governantes. Não se preocupam com ela como deveriam, porque são irresponsáveis, incompetentes, incapazes e sem visão de futuro!

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