A distribuição de renda da ditadura e de Dona Dilma. O trem-bala, mais uma vez adiado a pedido da Siemens, a mesma do CARTELÃO. A Petrobras não aguenta vender combustível pela metade do preço. A decepção do voto de estreia do ministro Barroso.


Helio Fernandes

Esta ligação do Rio a São Paulo pelo chamado trem-bala entrará na História, pelo número de atrasos que vem sofrendo. Agora, o terceiro. Começou com 8 bilhões, o governo fala em 35 BI, mas especialistas que conhecem o assunto dizem: “Se sair, custará no mínimo 54 BI”. E funcionará, talvez, em 2020.

Esse trem-bala não chega a ser um desperdício, mas não se inclui, de maneira alguma, numa lista de prioridades.

Depois de tudo o que puder ou tiver que ser investigado em metrôs e trens, para satisfazer as exigências e necessidades da população, então será possível até voltar a se pensar, falar e até construir esse trem.

Não citei os ônibus, pois com a construção de mais metrôs e trens (excluído esse “bala), eles serão devolvidos à sua verdadeira e importante finalidade: em vez de “cobrirem” toda a cidade, transportarão passageiros paras as estações do verdadeiro transportador, trem e metrô.

Para terminar: adiar a construção desse trem-bala por um ano, a pedido da Siemens, inacreditável. A mesma Siemens envolvidíssima no CARTELÃO de São Paulo, de outros estados e de 55 países. O que está havendo no governo Dilma e no seu suicídio político? Pois no eleitoral, já está morta e enterrada.

PETROBRAS E COMBUSTÍVEIS

Há anos a empresa vem perdendo dinheiro e prestígio com a obrigação de cumprir ordens. Do governo e de ministros de Minas e Energia. Estes, servos, submissos e subservientes como Lobão. Enchem de incentivos as montadoras (todas com uma parte multinacional) e sobrecarregam a Petrobras de prejuízos.

Eles cada vez aumentam mais, precisamente por causa de uma variante-consequente. A Petrobras IMPORTA COMBUSTIVEL por preço alto, e é obrigada a repassá-lo por preço muito mais baixo para os revendedores. Agora, não podendo mais bancar os prejuízos, “apela para o governo”, quer pelo menos “empatar” o preço de compra no exterior com o da venda aqui, no interior.

Para ganhar tempo, criminosamente, Dona Dilma manda esse Lobão examinar. Por que examinar se ele não tem competência para saber e autonomia para decidir?

Enquanto isso, com os INCENTIVOS, as montadoras, usando a nave-mãe Anfavea, anunciam: “Fabricamos 240 mil carros, licenciamos tudo”. Quer dizer, engarrafam o trânsito no país todo, aumentam os lucros já fabulosos, sobem os prejuízos da Petrobras.

Há mais de 30 anos, defendia no jornal impresso que a Petrobras não podia ter acionistas, devia pertencer toda à União. Sofrendo contestação dos governos, que perguntavam: “O que fazer com os acionistas?”.

Eu respondia: “Comprem todas as ações negociadas em bolsa”.

Agora é o repórter que pergunta: O que fazer com os acionistas que acumulam prejuízos? Podiam pelo menos cortar os INCENTIVOS das montadoras e transferi-los para a empresa.

SUCESSÃO DE 2014

Adriano Magalhães, gostei da tua nota, “Lula vai jogar pesado para que Eduardo Campos desista de ser presidenciável e apoie a candidatura Dilma”.

Ninguém precisa insistir com o governador de Pernambuco para desistir de disputar a presidência em 2014. Embora não tenham muita credibilidade, as pesquisas mostram que Campos, no máximo, no máximo, chega a 5 por cento.

Quanto a apoiar Dona Dilma, é ficção demasiada. Em relação a marco-abril de 2014, Campos só tem uma certeza, nascerá seu quinto filho. A confirmação da candidatura e a obrigatória desincompatibilização, nem com cesariana.

A INDECISÃO ATINGE O PSDB

As pesquisas tumultuam também, interna e externamente, o PSDB. Principalmente o de São Paulo, no Poder desde 1994, com a chapa Covas-Alckmin, repetida em 1998. Agora, acusadíssima no CARTELÃO da Siemens, a cúpula não sabe o que fazer, imita Lula: “Eu não sabia de nada”.

Parece absurdo, mas é a realidade: o PSDB, se puder escolher, lutará para manter o governo de São Paulo, deixando a Presidência da República para 2018.

Já tentaram essa Presidência três vezes, duas com Serra e uma com Alckmin. A quarta, preferem que seja com Alckmin em 2018. E não com Aécio em 2014. Sabem que ele não ganha, as pesquisas só fazem aumentar essa “certeza”. O candidato de Minas não sai do lugar. Por isso, fizeram Aécio presidente do partido, mas não acreditavam nele como presidenciável.

Alckmin não se manifesta a favor de Aécio nem se desliga de Serra. Sabe que este é vital para a sua reeleição agora e possível candidatura presidencial em 2018. Alckmin não abandona seu projeto, mas tem que continuar mais 4 anos como governador. E a omissão de Serra facilitaria (facilitará) qualquer “poste” fixado pelo ex-presidente Lula.

TODOS FORAM ATINGIDOS PELO POVO NAS RUAS

Dona Dilma, que tinha tudo para não acreditar muito no futuro, cometeu tantos erros e apreciações, que caiu na pesquisa de 67 pontos para 30. É muito. Agora, “recuperou” 6 pontos na mesma pesquisa. É pouco. Mas ela e os correligionários (?) fizeram uma festa.

Nessa festa, deviam estar todos vestidos “à caipira”, pois melhoraram apenas no Nordeste. E não por simpatia ou admiração, e sim por causa do “bolsa-família”. De cada 10 famílias dessa região, pelo menos 5 vivem desse auxílio do governo.

Pode ser até que o auxílio, que vai de 700 a mil reais por mês, tenha efeitos danosos e colaterais, talvez a longo prazo. Mas imaginem, antes desse “bolsa-família”, quem “vivia” sem nada, agora “vive com essa fortuna”. Mesmo que tenham que manter seis pessoas da mesma família. Melhoraram, sem dúvida, qualquer que seja a análise ou a correção do analista.

O CRESCIMENTO E A DISTRIBUIÇÃO DO BOLO  

Traumatizados pela delinqüência verbal do ministro Delfim Neto, os generais bradaram: “Assim que o bolo crescer, vamos distribuí-lo”. Como não cresceu, não houve distribuição. O ministro, que pretendia ser “governador” de São Paulo, foi preterido, teve que “aceitar” ser embaixador na França. Prêmio imerecido e com duas casas completas. Uma na margem esquerda, outra na direita.

Os generais, desesperados, exageraram no regime autoritário, arbitrário a atrabiliário, claro, desembestando na tortura e no aumento da pobreza do povo e do enriquecimento dos ricos. Nenhuma novidade na História republicana.

DONA DILMA FEZ O CONTRÁRIO

Sem que isso represente elogio ou coabitação de ideias, prefiro este modelo, mesmo porque o outro, da ditadura, não existiu. Dona Dilma gastou 25 bilhões, um total mínimo. E nem quero compará-lo com o desperdício colossal do pagamento da “dívida“ que não existe, mas com outras formas de destruição dos recursos do cidadão-contribuinte-eleitor.

QUE DECEPÇÃO, MINISTRO BARROSO,
PREFIRO, SEM DÚVIDA, O ADVOGADO

Que coletânea de “lugar-comum”, ministro. E usando um jargão mais vulgar, 12 minutos “chovendo no molhado”. O senhor tentou inventar a pólvora, mas não ganhará o Prêmio Nobel: “O Brasil precisa com urgência de uma REFORMA POLÍTICA, todos os males surgem daí.”

Ah! Ministro, o senhor cometeu crime contra a memória nacional, todos já disseram isso. Para sorte do senhor, o Supremo não pode julgá-lo. A favor do senhor, só o fato de permitir citar Rui Barbosa: “até as pedras da rua sabiam disso”.

Outra descoberta: “O mensalão não é o maior escândalo nacional”. E quem disse que era? E aí Vossa Excelência (quase não usei esse tratamento, achei que o senhor não iria gostar) comparou com outros sem qualquer expressão, como caso dos “anões”.

Mas onde o senhor ficou completamente descoberto foi na análise sobre os custos da campanha e o que ganham os deputados (devia dizer parlamentares, a situação dos senadores é igual).

Querendo demonstrar a LEGITIMIDADE desses parlamentares, Vossa Excelência comparou quanto gastam na campanha (4 milhões) e quanto recebem “em quatro anos de mandato”, menos de 1 milhão, segundo o senhor. Novo crime cometido, agora contra o senhor mesmo e contra a autenticidade.

1 milhão os parlamentares recebem num trimestre. Portanto, em 1 ano, 4 milhões, que é o que o senhor supõe que eles gastam,não pagam nada nas campanhas, tudo é “doação”.

Ministro, faça uma concessão a si mesmo: peça ao ministro-presidente para cancelar sua fala de 12 minutos, inútil, inócua, incoerente com seu passado de grande advogado.

A sessão do Supremo não era importante, continuou desimportante com a estréia do novo ministro. Mas valeu pelo fato do impetrante Carlos Alberto Qualia ter sido ABSOLVIDO do crime de lavagem de dinheiro. Como o presidente-relator declarou, “vou julgar um a um os recursos dos 11 condenados pelo mesmo crime”, pode haver outras absolvições.

O que só era esperado no exame dos já famosos  EMBARGADOS INFRINGENTES, que assim ganharam maior relevância. Mas não neste mês de agosto.

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PS – A Suíça ganhou do Brasil. Em se tratando desse país, 1 a 0 é goleada. A Suíça fica sempre isolada. Não participou das duas guerras mundiais, foi considerada “não beligerante”. Organizou a Copa de 1954, eliminada na primeira fase.

PS2 – Agora ganha do Brasil. O treinador em silêncio, sem uma palavra ou um gesto. Quando o Brasil ganhou a Copa das Confederações, em homenagem aos jogadores, o povo gritou: “O Campeão voltou”.

PS3 – Agora, em “desomenagem” ao arrogante e pretensioso técnico, podermos retumbar com o mesmo “desentusiamo”: “O Felipão voltou”.

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19 thoughts on “A distribuição de renda da ditadura e de Dona Dilma. O trem-bala, mais uma vez adiado a pedido da Siemens, a mesma do CARTELÃO. A Petrobras não aguenta vender combustível pela metade do preço. A decepção do voto de estreia do ministro Barroso.

  1. Com muita precisão o jornalista Hélio Fernandes descreve o novo ministro do STF. Visão perfeita e privilegiada de quem conhece, como poucos, as entranhas do Supremo.
    O ministro Barroso fez um fraco libelo de defesa dos mensaleiros, deferia solicitar ao alfaiate da Corte, uma capa vermelha. Com Toffolli, Lewndowisck, Zavasck e mais duas ou três excelências, Barroso se sentirá na casa de companheiros.

  2. Inutil, inocuo e incoerentemente afirmam que o vinho fica melhor quando mais velho. Ao contrario, envelhecido azeda e vira vinagre. Este reporter, como D. Helder Camara, renova-se a cada dia vivido.

  3. A expansão monetária do FED está aumentando o valor do petróleo, a maioria das vezes que houve uma desvalorização do Real em relação ao Dollar o barril de petróleo se desvalorizava em Dólar também, havendo uma compensação e até mesmo Lucro para a Petrobras pois a desvalorização do petróleo sobrepujava a valorização do Real, como foi na crise subprime em 2008 onde a Petrobras obteve lucro.

    Hoje temos uma situação controversa, uma valorização do Petróleo seguido de uma desvalorização do Real impactando o balanço da Petrobras, o galão da gasolina no Estados Unidos está quatro dólares e ainda sim o governo americano diz que não há inflação, na verdade as medidas de estímulo monetário dos países para saírem da crise financeira está distorcendo o mercado de commodities e de capitais, o Petróleo caro com consumo baixo, Taxa GOFO do ouro negativa sinalizando falta de ouro físico, com o ouro se desvalorizando, Bolsa do USA batendo recorde sem que os lucros das empresas subam, o mundo está ao avesso.

  4. O Governo usa muito a Petrobras para combater a Inflação, incentivar a Indústria, enfim para ajudar de todos os modos a Economia do Brasil como um todo. Assim, a Petrobras está pressionada na sua capacidade de gerar Lucro e Investimento, numa hora que mais precisa dos dois. Por último o Câmbio, ( alta do US$ Dólar), aumenta proporcionalmente o rombo no subsídio via Petrobras, dos Combustíveis, hoje na ordem de 20%. A melhor das alternativas é subir logo o preço dos combustíveis em pelo menos 10%. E logo depois das Eleições alinhar os preços ao nível internacional. Sempre que se sair muito fora desses parâmetros é problema triplo alí na frente. Brilhante a análise do Sr. Hélio Fernandes. Muito bom o Comentário do Sr. Prentice Franco acima, com a expansão monetária do FED, a Economia Americana acaba ficando “de cabeça para baixo”, mas evita um novo Fascismo-Nazismo, e mesmo uma terceira Guerra Mundial, que foi o que aconteceu na última grande crise de 1929, quando o FED não fez o que está fazendo agora. Hitler nunca teria chegado ao Poder se não fosse os 30% de Desempregados e 50% de sub-Empregados, em Dez 1932. Abrs.

  5. Sobre a retomada do julgamento do processo do mensalão. No tocante à formação de quadrilha, o processo, meses atrás, foi demembrado para que um dos réus ( de nome Qualea,ou Qualia), que com três outros tinha sido acusado de formar quadrilha, fosse julgado por juiz singular de primeira instância, enquanto que os demais foram absolvidos pelo STF. Evidentemente, pela plasmada contradição, o advogado do réu remanescente deu entrada com os Embargos Declaratórios,com pedido para que seu cliente também fosse absolvido,junto com os três outros, pela impossibilidade de existir quadrilha formada apenas por uma pessoa. O ministro Barbosa recusou os embargos e manteve Qualia na posição de réu para ser julgado por juiz singular. Em seguida, Barroso desconsiderava os embargos mas concedia Habeas Corpus de ofício, para que a ação penal não prosseguisse contra Qualia perante o juiz singular. Já Marco Aurélio Mello acolheu os embargos declaratórios por reconhecer a existência de contradição e desfazê-la, também absolvendo Qualia, uma vez que os outros três réus tinham sido absolvidos.
    Isolado e vencido, Joaquim Barbosa, então, modificou seu voto: concordou com os demais ministros, pois todos também absolviam Qualia. Barbosa, porém,empregou terminologia nova para tal situação. Embora o verbo corretamente adequado para alterar seu voto fosse o verbo RECONSIDERAR, que significa “modificar resolução tomada, arrepender-se” (Aurélio, Dicionário da Língua Portuguesa) e de emprego usual na processualística jurídica e no vocabulário forense,como são os pedidos de reconsideração,Joaquim Barbosa empregou outro verbo, o AJUSTAR.
    Perdão, senhor Ministro, mas quem, num primeiro momento, votou e decidiu de um modo, de uma forma e, em seguida, vota novamente em sentido completamente oposto ao voto anterior, não ajusta, mas reconsidera seu voto, sua decisão. Se assim não for, os pedidos de reconsideração que os advogados formulam a juízes, em autos de processo e a respeito dos quais a jurisprudência aceita e menciona, passarão, doravante, a ser chamados de pedidos de reajustamento, que é inédito. Sabe-se que pedido de reconsideração não é recurso e, quando formulado, nem interrompe o prazo para o recurso adequado. Pedido de reajustamento, no entanto, não é da praxe nem da liturgia forense ou mesmo da processualística jurisprudencial. O tempo de uma pena privativa de liberdade pode ser reajustada, para mais ou para menos, sem que a pena desapareça. Também uma pena civil financeira reparatória de dano pode ser reajustada, para valor maior ou menor, sem que a obrigação de pagar deixe de existir. Já a pena em si (seja criminal ou civil), quando deixa de existir (como foi o caso de Qualia), ela não foi reajustada, mas integralmente modificada, da condenação para a absolvição. Ou seja, RECONSIDERADA.
    JORGE BÉJA

  6. A Petrobrás possui monopólio em quase todos os setores do ramo de combustíveis no Brasil com isso, é inadmissível que uma empresa desse porte tenha um endividamento tão alto, ainda mais vendendo um dos combustíveis mais caros do mundo a população, não deixando passar, é claro, a má qualidade da gasolina. Muitos dos problemas econômicos do brasileiro são causados por essa empresa e a ausência de concorrência no setor por conta do monopólio quase que total. A melhor coisa a se fazer é abrir o mercado para esse setor obrigando a Petrobrás a conquistar, como qualquer empresa, consumidores por meio de melhores preços e qualidade dos produtos. Hélio Fernandes ligou de modo errado os prejuízos da empresa com a expansão do comércio de veículos, prejuízo? ou será maiores vendas e consequentemente lucros? Acho que ele está por fora desse assunto e sua pena acaba servindo apenas como desculpa.

  7. Povo meu! Não desistiremos! Uma mudança, mesmo que ainda pequena, já é perceptível.

    Quem acha que os protestos acabaram são os que apenas se guiam pelo PIG, que inclusive já está mudando sua “linha editorial” devido à pressão das ruas.

    O que aconteceu no Egito vai ser noticiado de forma extrema, para que o medo nos faça parar… Mas não fará!

    Ainda sonho com um Brasil melhor!

  8. PARA UM BRASIL MELHOR, TEM QUE MUDAR TUDO! TODAS AS
    LEIS DE FHC PARA CÁ, NÃO TÊM VALIDADE. POR CAUSA DOS
    MENSALÕES E LEI COMPRADA NÃO TEM VALOR.

    A ESTRÉIA DESSE SENHOR, TAMBÉM NÃO ME SURPREENDE.

    O QUE NÓS QUERÍAMOS DA PETROBRÁS? HOJE ADMINISTRADA
    POR 02 PARTIDOS POLÍTICOS! O SUCESSO? NEVER! ESSA EMPRE-SA SÓ VIVE DE ESCÂNDALOS! E ASSIM É, NA GRANDE MAIORIA, TUDO QUE É ADM POR POLÍTICO.

    SEMPRE TENHO DITO QUE NO BRASIL, O VOTO É A MALDIÇÃO
    DO ESTADO BRASILEIRO. NADA CONTRA O VOTO. MAS, A QUALI-
    DADE DELE. VOTO TEM QUE SER CONSCIENTE!
    A REELEIÇÃO, PIOR AINDA, ENCURRÁ-LA OS POLÍTICOS QUE SÓ PENSAM EM SE MANTER NOS CARGOS E O POVO BRASILEIRO PAGANDO O PATO! É MOLE?

    ENFIM, NÓS ESTAMOS CONSUMINDO TUDO PRODUZIDO PELA
    DITA-BRANDA. O RESTO É RESTO. DE LÁ PARA CÁ NINGUÉM FEZ
    MAIS NADA, A NÃO SER ATOLAR O BRASIL E HOJE ESTAMOS NUMA
    FRANCA DESINDUSTRIALIZAÇÃO DO PAÍS COMO DESEJA A OLIGAR-QUIA FINANCEIRA TRANSNACIONAL.

  9. Amigo Hélio Fernandes, Sou José Carlos Cataldi – ex-CBN e ex-Rede Brasil. Hoje moro longe, Pindamonhangaba, mas continuo acompanhando a brava Tribuna da Imprensa, por seu conteúdo, seriedade e credibilidade. Pena que hoje, uma opinião tão lucida e importante, manifestada pelo Notável Jurista Jorge Beja não tenha merecido espaço de um Artigo, com “A”, mas, tão somente publicada como mero comentário. O judiciário brasileiro, com “j” minúsculo é realmente o escárnio que ele denuncia. Falta aos Príncipes do Notório Saber a competência necessária para colocar o País nos eixos. Respeitoso e saudoso abraço. José Carlos Cataldi – OAB/RJ – 33033 – e também Jornalista.

  10. O comentário pontual sobre o LRBarroso está perfeito. Decepcionante, é a palavra que melhor descreve essa estreia.

    Cataldi, sou seu fã. Lembro-me do seu ótimo programa na TVE, sempre procurando conciliar consumidores e fornecedores. Por que os bons programas somem? Na época, eu estudava direito e o seu programa muito me alimentou o prazer do estudo do Direito do Consumidor, onde também milito. Que pena que você sumiu daqui do Rio. Apareça, ainda que seja somente por aqui. Um forte abraço, meu irmão.

  11. – Temos uma das gasolinas mais caras do mundo. Na Venezuela, custa 05 centavos de dolar. A nossa Petrobras, nunca lucrou tanto. Como dizer que uma empresa com lucros superior a 20 bilhoes de lucro, poder dar prejuizo. Claro se a gasolina for para 5 ou 6 reias, como sugere o nosso tambem, HF,
    o lucro, dobraria, seria otimo para os tais acionistas. Por dezenas de anos, a petrobras, por ocasiao de uma pequenissima variaçao do dolar ou do barril por la, aqui eles aumentavam, ate 10 vezes mais. O governo petista, tem segurado os preços nos ultimos 11 anos, (isso é louvavel). HF, acerta em cheio quando afirma que, a Uniao, deveria comprar todas as açoes em bolsa e eu acrescento, fechar o capital. Grande parte dos acionistas, adquiriram estas açoes quando o grupo do fhc, promoveu artificalmente, uma desvalorizaçao das açoes para beneficiar grandes bancos, amigos e trasnferir o nosso patrimonio, principalmente para bancos estrangeiros, que hoje pressionam por aumento de preços. Ora, o que se importa hoje, é insignificante, em relaçao ao total. Ainda podemos segurar os preços ai por uns 10 anos. Quem quiser ter lucro facil, que venda suas açoes e va trabalhar. Para os desmemoriados, os preços da gasolina em dezembro de 2002, eram em muitos lugares, ate mais caros que os praticados hoje. (Na epoca, em media 2,60 reais), o salario minimo era de 200 reais.

  12. Oigres Martinelli, seu comentário saudoso a meu respeito, merece de mim recíproca saudade. Fui embora do Rio porque a TVE me fez proposta desonesta, de abrir uma pessoa jurídica para continuar trabalhando. Entrei na Justiça do Trabalho e ganhei. A Radiobrás me demitiu porque eu repercutia a morte de Brizola. Fui retirado do ar pela direção. Acabo de ganhar, também. Mas, antes disso, passei o pão que o diabo amassou no Rio de Janeiro, desempregado… Hoje estou aposentado e anistiado politicamente. Pasmem vocês, o Estado Brasileiro acaba de me formalizar pedido de desculpas. Moro aqui em Pindamonhangaba, a Terra do Geraldinho dos Trilhos, Amigo do Sérgio Cabrito… Terei prazer em recebe-los… Saudade também de todos.

  13. Prezado Carlos Newton, estou felicíssimo por você conhecer o Cataldi, meu amigo há mais de 40 anos. Ontem, o desembargador Luis Zweiter e eu fomos depor como testemunha de defesa de Cataldi numa Vara Federal do Rio. O desembargador dispensou a prerrogativa de ser ouvido pela juíza federal no gabinete dele e ele próprio compareceu à Vara Federal. Tudo pelo Cataldi, que me relatou a perseguição que sofre em Pindamonganhaba, não bastasse a que lhe impôs a ditadura. Ele e eu começamos repórteres da Rádio Nacional. Depois fomos a redator. Em seguida, Cataldi continuou jornalista e eu fui ser advogado da emissora. Quando Cataldi se formou, foi estagiar no meu escritório.
    Cataldi, por dois mandatos, foi Membro do Conselho Federal da OAB e presidente da Comissão de Direitos Humanos da mesma OAB. E nessa condição, em missão oficial, foi aos Estados Unidos e à Casa Branca, onde o presidente Bill Clinton o recebeu. Foi a Israel intermidiar a libertação da palestino-brasileira Lâmia, que estava presa e conseguiu sua libertação. Foi a Cuba e Fidel Castro o recebeu. Cataldi tem longa e bela trajetória de vida. Tem relevantíssimos serviços prestados à advocacia brasileira e ao Brasil. José Carlos Santos Cataldi é um grande brasileiro.
    JORGE BÉJA

  14. “Pois é” como diria uma boa pessoa do sexo feminino que de vez em quando aparece por aqui.
    Se o Brasil tivesse uma economia livre, nós já estaríamos auto-suficiente há décadas em petróleo.
    Quem não se lembra da patriotice de que seríamos a bomba de etanol do planeta?
    “Pois é” , de novo, como diria ela, os EUA sem mais nem menos produz muito mais que nós e ainda o extrai do milho, que os nossos patriotas da vida, para tristeza dos desempregados, diziam que não prestava, etc e tal.
    E pior, os EUA exportam etanol para nós.

    E a COBRA (computadores brasileiros), se meteu em que mato?

    Acorda Brasil.

  15. E agora com o gás de xisto lá nos EUA, que custa menos da metade do preço?
    Como sempre o “asneira” já disparou baterias dizendo que seu custo é caro.
    Esse país não tem jeito. Pelo menos com essa gente como o “asneira”, não.

  16. Prezado Hélio Fernandes: quando estabeleço diálogo com o bravo jornalista, vem-me à lembrança nosso amigo comum Francisco Alexandria, que me afirmou repetidas vezes tê-lo como mestre inspirador das lutas que, na Bahia, enfrentou sem o apoio dos líderes partidários que muito o invejavam.
    Caro Hélio: desde os tempos da ditadura, quando eu começava, na profissão jurídica, no interior da Bahia, que não torço pela seleção brasileira de futebol. Não me esqueço que, no dia dos jogos, com a população alvoroçada das cidades em que vivi, eu era o único a não demonstrar entusiasmo.
    Ainda criança, comecei a gostar de futebol e me tornei flamenguista ardoroso. Isso no tempo em que o futebol era movido a paixão. Há muito, não sou o mesmo entusiasta torcedor de antes. A partir de quando o nosso Flamengo começou a ser extorquido por larápios de altíssima periculosidade. Nada de mal acontece com esses infames predadores. A maioria desses beneficiários de atos ilícitos desfruta, com tranquilidade, das benesses proporcionadas pelo uso da res furtiva, quando deveriam estar expostos à execração pública e enredados nas malhas da Polícia, do Ministério Público e do Judiciário.
    Quanto à seleção, para a qual não torço desde que fora usada como propaganda do regime ditatorial, agora o faço muito menos com o admirador de Pinochet como preparador técnico!
    Caro Hélio: há poucos dias escrevi no site desta Tribuna da Imprensa sobre alguns advogados baianos. Entre os por mim retratados, embora superficialmente, figurou a saudosa Dra. Ronilda Noblat. Nunca me esqueci que, há uns quatro anos, ao dirigir-lhe correspondência eletrônica, comunicando-lhe a morte da imortal defensora de presos políticos na Bahia, o jornalista Hélio Fernandes surpreendeu-me ao discorrer sobre Dra. Noblat, demonstrando conhecer o exemplo de vida profissional da intrépida advogada baiana.

  17. Esse trem-bala é tão caro que dá para fazer uma enorme malha ferroviária no Brasil, com o dinheiro! E ainda investir em metrô! Eu gostaria tanto de viajar de trem aqui do Rio para outros estados…. E esse trem-bala só vai fazer Rio-São Paulo….

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