A estória triste do Assum preto, na composição de Gonzaga e Humberto Teixeira

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Teixeira e Gonzaga, grandes amigos e parceiros

Paulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, compositor e poeta cearense Humberto Cavalcanti Teixeira (1915-1979), na letra de “Assum Preto”,  descreve a beleza de uma paisagem bucólica, comum no sertão após as chuvas, pois quando há estação chuvosa na região pode-se ver o reverdecimento da mata e isto traz alegria e esperança para o sertanejo. No entanto, a beleza do sol de abril e das flores não pode ser apreciada por um pássaro assum preto, porque não a vê, já que é cego. Contudo, a beleza é expressada através de um canto doloroso, uma forma de superar sua sina, porque furaram-lhe os olhos. O baião “Assum Preto” foi gravado, primeiramente, por Luiz Gonzaga, em 1950, pela RCA Victor.

ASSUM PRETO
Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

Tudo em volta é só beleza
Sol de Abril e a mata em flor
Mas Assum Preto, cego dos olhos
Não vendo a luz, ai, canta de dor…
Tarvez por ignorância
Ou maldade das piores
Furaram os olhos do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantar melhor…
Assum Preto vive solto
Mas não pode voar
Mil vezes a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse olhar…
Assum Preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaram o meu amor
Que era a luz, ai, dos olhos meus.

2 thoughts on “A estória triste do Assum preto, na composição de Gonzaga e Humberto Teixeira

  1. ASSUM PRETO (nada a ver com o Paulo Preto dos tucano$), me lembra o povo brasileiro, que a plutocracia putrefata com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia, protagonizada pelo golpismo ditatorial, o partidarismo eleitoral e seus tentáculos, velhaco$, a primeira e segunda vias do velho sistema político podre, o tornou cego e surdo, de ignorância, ódio e raiva, até de si mesmo, para não enxergar a beleza da Democracia Direta, com Meritocracia, e nem ouvir cantos de pássaros da liberdade, como, p.ex., “Massa Falida” na voz de Dalvan e “Disputa de Poder, na voz de Simone, a Terceira Via de Verdade, alicerçada na paz, no amor, no perdão, na conciliação, na união e na mobilização pela Mega-Solução para o nosso Brasilzão livre da nefasta guerra tribal, primitiva, permanente e insana, por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, com os seus contendores já em estado de surto psicótico, face aos quais não passamos de vítimas, reféns, súdito e escravos dos seus delírios por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, à moda todos os bônus para ele$ e o resto que se dane com os ônus.

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