A estranha e esquisita posição dos EUA, em relação a Mubarak

Helio Fernandes

Desde o início deixei bem claro (a mesma coisa dita aqui, por muitos comentaristas) que os EUA, no caso da crise do Egito, estavam tergiversando, que palavra. O presidente dos EUA e o do Egito, não se aproximavam apenas no nome, Barak e Mubarak, mas também nos interesses colossais.

A revolta das ruas, logo, logo esbarrou no poderio dos EUA. Na verdade, “ficaram sem definição”, ou tomaram várias, não definidas. No linguajar popular, não há outro jeito de dizer: “Estou em cima do muro”. Com toda a potência não têm coragem de firmarem uma convicção?

Quem está em situação dificílima é a secretária de Estado, Hillary Clinton, precisa “adivinhar” o que fazer. O presidente Obama liga para ela várias vezes por dia, usando um celular acima de qualquer gravação ou localização. Isso resolve? É evidente que não.

O Egito e a Tunísia, arrastam muitos outros países, o que fazer? Essas ditaduras (as abertas ou as encobertas), sem a “proteção e financiamento”, não existiriam. Só o dólar falso americano, “generosamente” despendido, distribuído desperdiçado.

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PS– Pela forma como as coisas estão caminhando e sendo encaminhadas, quem pagará toda a conta será o povo. Não é sempre assim?

PS2 – Desta vez podia ser diferente. Mas o que os EUA estão propondo é inaceitável. E mais do que isso: dar o Poder ao vice que sempre esteve com Mubarak, e “transferir” a eleição para setembro, é vergonhoso. Mubarak tem que perder o Poder, a liberdade e a fortuna acumulada com roubalheira. Fora disso, quem se oferece para outra solução?

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