A estratégia de Lula era usar os ‘padrinhos’ dos ministros do Supremo

Marcelo Mafra

Parece bastante simples analisar o comportamento de Lula, de modo a se conseguir identificar uma estratégia de atuação. Lembremo-nos de que o próprio ministro Ayres Brito, presidente do Supremo Tribunal Federal, confirmou que Lula lhe disse recentemente que gostaria de se reunir com ele e seu “padrinho” de indicação para o STF, o jurista Celso Antonio Bandeira de Mello, para tomarem um vinho.

De modo semelhante, na conversa divulgada pela mídia com Gilmar Mendes, também aparece a tentativa de se usar o “padrinho” da indicação da ministra Carmen Lúcia, que foi o ex-ministro Sepúlvede Pertence, ainda que este talvez não tivesse sido contactado até aquele momento. Parece que a estratégia de como agir estava clara.

E, agora, recordemos: quem foi o “padrinho” da indicação de Gilmar para o Supremo, quando Fernando Henrique Cardoso era presidente ? Não foi exatamente o ex-ministro Nelson Jobim ?

Logo, ficou evidente que a estratégia de Lula seria a de tentar influir em relação a esses ministros do STF usando os seus respectivos “padrinhos indicadores”. Porém, a primeira tentativa direta com um desses padrinhos e seu respectivo indicado acabou sendo revelada publicamente, o que estragou tudo. Então, o “primeiro vinho” virou uma grande ressaca.

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