A FAO denuncia: 2 bilhões e 400 milhões de pessoas no mundo, vivem (?) na miséria ou na miséria extrema. Serra, Alckmin e Aécio não conseguem se alimentar, eleitoralmente, com o “café com leite” político. Os controvertidos bens de Duda Mendonça. Segundo Valério, ‘Lula sabia de tudo’. Ele quer ou não quer a delação premiada? E tem bala na agulha?

Helio Fernandes

O relator da Ação 470 e agora presidente do Supremo tem se recusado a liberar os bens do publicitário Duda Mendonça. Sua situação é no mínimo estranha, e de muitas maneiras, inexplicável. Confessou que recebeu mais de 10 milhões no exterior, não caracterizaram como evasão ou lavagem de dinheiro.

Agora aparece Roberto Gurgel, procurador-geral quase em fim de mandato (não participará da decisão, o que fará seu substituto?), e favorece o publicitário. Garante: “Duda Mendonça e sua sócia não sabiam da origem do dinheiro”. Quanta ingenuidade. Do publicitário ou do procurador-geral?

OS DESCAMINHOS E DESENCONTROS
DE MARCOS VALÉRIO NO MENSALÃO

É difícil acompanhá-lo em linha reta. Foi o “inventor” dessa movimentação de dinheiro eleitoral, envolvendo governos, políticos, partidos. Favorecido duplamente pelo esdrúxulo sistema presidencialista-pluripartidário.

A partir do julgamento do mensalão, começou a da voltas e reviravoltas. Condenado a 40 anos (a primeira grande surpresa do julgamento), passou a ser a figura mais controvertida. Não era nem nunca foi o mais importante, mas era o mais visível e certamente o mais vulnerável.

Antes da condenação, aparentemente tranquilo, deu uma boa entrevista ao jornalista Ricardo Noblat. Explicou que havia disposto tudo para proteger a mulher, “não acredito em condenação, mas quero que tudo fique bem disposto e ordenado”.

NÃO PARECIA DELATOR

A entrevista teve repercussão, foi examinada pela alta cúpula do PT, conclusões conflitantes. Alguns confiavam inteiramente nele, outros tinham dúvidas e mais dúvidas. Quando foi o primeiro a ser condenado, e pegando logo 40 anos, os que confiavam perderam a confiança, os que tinham dúvidas mudaram para certeza.

BOATOS, REVELAÇÕES, DEPOIMENTOS

O julgamento foi se complicando, ao mesmo tempo ganhando repercussão histórica, surgiram rumores e sussurros a respeito da “acusações” de Valério a Lula. “Ele sabia de tudo”, foi o mínimo que divulgaram. O procurador-geral confirmou depoimentos dele, mas comentou: “Nenhuma importância”.

DELAÇÃO PREMIADA

Segundo quase todos, seria o objetivo de Valério. Nenhuma surpresa, por que alguém falaria a não ser em troca de vantagens? Por outro lado, surgiram rumores alarmantes e nada agradáveis para Valério.

Agora, de surpresa em surpresa, a afirmação: “Não aceito DELAÇÃO PREMIADA”. Seria a volta ao ninho antigo? Mas também, para ser LEVADA em consideração, o final da frase: “Só aceitaria se fosse para ser ABSOLVIDO DE TODAS AS ACUSAÇÕES E CONDENAÇÕES”. Chegamos ao final do túnel?Ou ainda haverá espaço vazio?

SERRA QUER VOLTAR COMO PERSONAGEM

Há 13 dias escrevi aqui que o ex-governador, já duas vezes presidenciável (derrotado em ambas), não estava fora do jogo. E disse também que Aécio tinha dificuldade em conversar com Serra pelo fato de não ter, política ou eleitoralmente, nada a oferecer a ele.

Informei que Serra não se pronunciaria até 2014, “mas sabia que tinha um caminho, a disputa pelo Senado”. Agora isso está sendo “descoberto” timidamente, e também sem muita certeza. Mas é o que deve acontecer. Embora exista apenas uma vaga, será de Serra.

Se isso acontecer (enormes possibilidades), Serra voltará ao Senado com 72 anos, muita saúde e enorme vontade de continuar participando, atuando, desejando. Fora da candidatura ao Senado, nada mais seduz Serra. A não ser, claro, a terceira candidatura a presidente. Agora? Fora do PSDB, consegue legenda, mas não ganha.

ALCKMIN APAVORADO COM A SOMBRA DE LULA

Já o governador só pensa (?) na reeleição. Por isso mantém o silêncio, se refugia no esconderijo da “campanha começou muito cedo”. Todos dizem a mesma coisa. Alckmin tem muito a oferecer a Aécio, a recíproca não é verdadeira.

Mas Alckmin tem outro problema, que por enquanto pode ser equacionado mas não resolvido. Se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Não é um nome ou uma possibilidade, é um fantasma ou assombração. Que será desvendado só depois que Lula decidir suas esperanças nacionais. Isso demora.

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PS – A FAO informa oficialmente: “1 bilhão e 400 milhões de pessoas vivem com 2 reais e 50 centavos”. (Todas as moedas já convertidas em reais). Depois, também oficialmente: “1 bilhão de pessoas não recebem nada, porque, nos mais diversos países, estão desempregadas”.

PS2 – Comentários e dados do repórter. A população do mundo está chegando a 7 bilhões e 200 milhões de pessoas. Portanto, de cada 3 pessoas, uma vive na miséria ou na extrema miséria. Fora desse índice assustador, apenas duas (4 bilhões e 800 milhões, se dividem nas mais diversas categorias.

PS3 – Complementação da FAO, que nem deveria ser levada em consideração: “De cada três pessoas da população mundial, uma está SUBNUTRIDA”. Disparate, inutilidade, desperdício de tempo. Mais de 1 bilhão que não recebe nada, não está subnutrido, e sim praticamente morrendo de fome.

PS4 – Os outros 1 bilhão e 400 milhões, que são obrigados a VIVER (?) com 2 reais e 50 centavos por dia, também não estão subnutridos e sim perplexos: o que poderão fazer com isso: morar, se transportar e ainda se alimentar? É o chamado crime repetido por dois terços da humanidade contra o outro terço que não pode fazer nada.

PS5 – Em suma: a FAO faz a denúncia, nenhuma providência. Dois BILHÕES E 400 MILHÕES que não vivem, não convivem, não sobrevivem.

PS6 – A Revista Piauí, número 81, quase 7 anos de existência, publica um ensaio fotográfico de 9 páginas, da fotógrafa Ana Carolina Fernandes. Sobre travestis da Lapa, mas de 2 anos de trabalho.

PS7 – Extraordinária e compenetrada, teve o trabalho valorizado pelo texto, pela diagramação e pelo profissionalismo da fotografa. Ela mesmo diz: “Desde o início procurei evitar o olhar moralista, mas o apelo do drama social moldura em que o universo dos travestis costuma ser encerrado.

PS8 – E esclarece: “Eu não queria dar voz aos travestis, mas sim dar um corpo a eles”. Conseguiu, de forma impressionante. Imperdível.

PS9 – Dona Dilma marcou a presença do senador Eunicio, no encontro com os presidentes do Senado e da Câmara. Renan mandou pedir que os convidados fossem só ele e Henrique Eduardo Alves. Dona Dilma, que dizem autoritária, concordou.  

PS10 – No Senado, entre intimíssimos, Renan se explicou: “O Eunicio é muito ambicioso como político e não confiável como amigo”. Eunicio soube, vai esperar. É candidato ao governo do Ceará, não vai brigar agora.

 

 

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14 thoughts on “A FAO denuncia: 2 bilhões e 400 milhões de pessoas no mundo, vivem (?) na miséria ou na miséria extrema. Serra, Alckmin e Aécio não conseguem se alimentar, eleitoralmente, com o “café com leite” político. Os controvertidos bens de Duda Mendonça. Segundo Valério, ‘Lula sabia de tudo’. Ele quer ou não quer a delação premiada? E tem bala na agulha?

  1. A IRA é perfeitamente perdoável, principalmente, tratando-se e tendo como vítima, um Homem da Estatura Moral, Cultural e Intelectual como o GENERAL AURÉLIO DE LYRA TA-
    VARES, Paraibano de João Pessoa. Claro que Ele perdoou.

    Fluente em 11(onze) idiomas, autor de várias Obras Literárias, Membro da Academia
    Brasileira de Letras, Embaixador e, principalmente, autor da CANÇÃO DA ENGENHARIA –
    A ARMA AZUL TURQUEZA – uma das mais bonitas canções entuadas pelo Exército Brasíleiro,
    sem falar nos cargos exercidos.

    Claro, o General o perdoou.

  2. N E G O C I A L – É a palavra-chave.

    ELES só se preocupam com as sucessões, em todos os níveis.

    BANDIDOS,ÍNDIGENAS, MST atacam e chegam até matar proprietários e a palavra-cha-
    ve é NEGOCIAL. Durma-se com um barulho desse.

    AÍ VEM A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: O DIREITO A PROPRIEDADE está em risco no
    Brasil?

  3. Circula na internet um vídeo mostrando o Lula, Zé Dirceu, Duda Mendonça, Gilberto Carvalho e Guido Mantega em que eles discutem algumas estratégias de campanha e o Zé Dirceu pergunta quem era o pessoal que estava filmando. O Duda responde que é do João Sales e o Gilberto Carvalho afirma que são de confiança, mas o Zé Dirceu fala que não existe confiança absoluta. E continua… se soubessem o que eu sei, o que eu tenho, você (Gilberto Carvalho) não diria isto de confiança.

    O impressionante é o Lula saindo de fininho da sala de reunião.

    É conto da carochinha, o Lula não saber de nada…

  4. Um gigantesco perigo

    Lugar de ladrão e de corrupto é na cadeia, principalmente os grandes e poderosos. Assim deveria ser para todos aqueles cometessem semelhantes crimes. Mas não é. E todo mundo sabe diss. Desde que o Brasil foi descoberto, assim tem sido. Grande parte dos maiores corruptos e ladrões de algum modo possuem grande poder. Por isso mesmo, a quase totalidade dessa turma acaba ficando livre e com toda a grana roubada. Mais, eleitos e reeleitos.

    Apesar dessa indiscutível verdade, tem muita gente boa que ainda não percebeu que o julgamento mensalão não visa mandar ladrão para cadeia, visa sim, destruir Lula/PT e Dilma/PT, responsáveis por uma política econômica e social nacionalista, que apesar de todos os entraves pertinentes a democracia capitalista, está dando certo. Está conseguindo manter a economia brasileira bem longe do desmantelamento do primeiro mundo que desde 2008 corre livre, fazendo milhares de falências e desempregados, semelhante aos trágicos tempos FHC/PSDB, que pelo visto já esquecemos tudo.
    Acorda, Brasil

  5. o médico gaúcho Milton Pires faz uma magistral definição do papel do Partido dos Trabalhadores:

    “É necessário, de uma vez por todas, que o Brasil compreenda que o PT não é, e jamais vai ser, um partido como outro qualquer. Ele é um movimento revolucionário sem qualquer tipo de escrúpulo em termos de aliança – coisa comum entre os partidos brasileiros – mas com uma grande diferença em relação aos demais: não existe, no discurso petista, lugar para termos como bom ou mal nem tampouco certo ou errado”.

  6. LUTO SELETIVO
    Dillma ficou preocupada com a morte de um ‘índio” em uma reintegração de posse no Mato Grosso do Sul. Até convocou uma reunião no Planalto para tratar da questão. Dillma nunca marca reunião quando um universitário tem seus miolos estourados ou quando dentistas são queimados vivos. É que estudantes e dentistas, ainda mais de classe média, ao contrário dos “índios”, não tem pedigree ideológico. É o que se chama de luto seletivo. (Guilherme Malacossi)

  7. Em nome do “equilíbrio” econômico bilhões passam fome. Em nome do deus-Mercado nada é feito para se alterar tal situação. Pelo contrário, as forças reacionárias do planeta, aqui e alhures, não deixam escapar oportunidade para arregimentar tudo quanto é bedel para defender os seus interesses espúrios. Tais bedéis, “educados” pelos mantras infames de “soldado não pensa…” enxergam terrorismo e comunismo em tudo quanto é lugar e aí, literalmente, mijam em prisioneiros indefesos – lá fora! -, enquanto tergiversam sobre a tortura institucionalizada pela Ditadura milico-servil local.

    Pessoas como Hélio fazem da Palavra o instrumento de denúncia e tentativa de transformação social. Pessoas como Millôr utilizaram a concisão, a sátira, a Arte – como instrumentos de denúncia e tentativa de transformação. Em todo tempo e lugar quem estava/está encastelado no ilusório Poder jamais aceitou/aceita tais pessoas e para combatê-las lançam mão de tudo quanto é bedel.

    Contra o argumento da força, a força da argumentação – seja satírica ou não -, é um “pé no saco” de quem raciocina da cintura pra baixo.

  8. Contardo Calligaris (Folha de São Paulo)

    Anarquistas, neoliberais e Foucault

    Neoliberais e anarquistas têm uma paixão comum: para ambos, a liberdade do indivíduo é o valor supremo

    Por definição, os anarquistas não gostam de pertencer a coletividades, comunidades e grupos. Eles têm em comum uma antipatia (se não um ódio) pelos poderes instituídos, do Estado às igrejas, passando pelas torcidas, os partidos, os clubes etc. Fora esse sentimento comum, eles preferem pensar cada um por conta própria.

    Mas, embora haja mil maneiras de ser anarquista, existe uma grande distinção que talvez seja legítima.

    Há os anarquistas clássicos, que a esquerda gosta de incluir em suas fileiras. Grosso modo, eles acham que o fim do Estado e de todas as igrejas (por exemplo) criará uma nova sociedade de homens livres e pares. Tradicionalmente, esses anarquistas, por serem alérgicos ao poder dos partidos e dos Estados pretensamente “revolucionários”, foram usados e, no fim, massacrados por seus supostos “companheiros” comunistas e socialistas (como aconteceu na guerra da Espanha).

    E há os anarquistas que são hoje chamados de anarco-capitalistas, que a direita gosta de incorporar. Os anarco-capitalistas não sonham com uma sociedade radicalmente nova, eles apostam que a economia de mercado seja capaz de se contrapor ao Estado e aos poderes instituídos, de forma a substituí-los e torná-los desnecessários.

    O que se ganharia com isso? Os anarco-capitalistas acham que, em matéria de liberdade, ser consumidor é um jeito relativamente pouco custoso de ser cidadão. Isso, sobretudo nas últimas décadas, em que o consumo tende a não ser massificado. Ou seja, a ideia anarco-capitalista é que, se deixássemos o mercado regrar nossa sociedade, nossa vida seria menos controlada e regrada do que ela é agora, pelo Estado e outros poderes.

    Pergunta: sem o Estado, quem nos protegeria contra os abusos do mercado? É bom não esquecer que os anarquistas, em tese, se protegem sozinhos: se você não gosta de delegar poder a uma instituição, seja ela qual for, deve estar disposto a fazer polícia e justiça com suas mãos (é por isso, aliás, que o movimento libertário dos EUA sempre será fortemente favorável à livre circulação das armas).

    Fato curioso, há uma similitude entre os anarco-capitalistas e os neoliberais. Mas é melhor explicar um pouco, porque (sobretudo se formos “progressistas”) nossa visão dos neoliberais é distorcida.

    Os liberais clássicos, tipo Adam Smith, querem preservar a liberdade do mercado dentro de qualquer sistema político.

    Para os neoliberais de hoje, o mercado poderia (ou deveria) substituir qualquer sistema de governo a ponto de torná-lo desnecessário.

    Há duas maneiras de entender essa ideia. Uma consiste em pensar que os neoliberais querem nos entregar de mãos atadas às grandes corporações e à sedução de sua propaganda. A outra consiste em pensar que os neoliberais são extremamente próximos dos anarco-capitalistas: querem que o mercado nos liberte, ou melhor, imaginam que o mercado seja a forma de organização social mínima, a que controla menos a nossa vida.

    Para quem se deu a pena de ler Friedrich Hayek (que talvez seja o maior pensador do neoliberalismo –vários livros em português, publicados pelo Instituto Ludwig Von Mises), a resposta que faz mais sentido é a segunda.

    Ou seja, há uma séria proximidade entre neoliberais e anarco-capitalistas. Essa proximidade consiste numa paixão comum pela liberdade do indivíduo como valor que não pode nem deve ser alienado em favor de entidade coletiva alguma.

    Um sociólogo francês, Geoffroy de Lagasnerie, tenta há tempos defender uma leitura atenta dos autores neoliberais (para ter uma ideia da polêmica, um artigo dele de 2011, no “Le Monde”, http://migre.me/eSa0S).

    Em 2012, De Lagasnerie publicou um livro crucial sobre Michel Foucault, que acaba de ser traduzido, “A Última Lição de Michel Foucault” (Três Estrelas).

    O livro mostra o irrefutável: em seu último seminário (“O Nascimento da Biopolítica”, Martins Fontes), Foucault (um ícone da esquerda) leu, apresentou e (pasme) levou a sério os pensadores neoliberais (Hayek, em particular). E não foi uma loucura de última hora. Ao contrário, o interesse de Foucault pelos neoliberais não deveria nos escandalizar.

    Aliás, qual seria o escândalo? Aparentemente, a ideia de que, para o bem ou para o mal, o neoliberalismo é também uma grandiosa defesa da diversidade e da liberdade do indivíduo –fato que não podia deixar indiferente o maior pensador anarquista do século 20, Michel Foucault.

  9. Hélio, Serra, que todo o ano de 1963 e os três primeiros mêses de 1964 esteve uma vêz por semana com Brizola quando era presidente da UNE. Só voltou a vê-lo 40 anos depois em 2004, sete mêses antes de sua morte. Serra, Arthur Virgílio, Bornhausen estiveram visitando Brizola em seu apartamento em Copacabana. Buscavam apoio para Cesar Maia, Brizola tratou-os com deferência. Já no final da conversa diz Brizola: Não posso apoiar Cesar Maia que manda sua polícia bater nos camelôs. Despediram-se; sete mêses depois Brizola faleceu.

  10. Hélio, Serra, que todo o ano de 1963 e os três primeiros mêses de 1964 esteve uma vêz por semana com Brizola quando era presidente da UNE. Só voltou a vê-lo 40 anos depois em 2004, sete mêses antes de sua morte. Serra, Arthur Virgílio, Bornhausen estiveram visitando Brizola em seu apartamento em Copacabana. Buscavam apoio para Cesar Maia, Brizola tratou-os com deferência. Já no final da conversa diz Brizola: Não posso apoiar Cesar Maia que manda sua polícia bater nos camelôs. Despediram-se; sete mêses depois Brizola faleceu.

  11. Lulla quer mesmo é ser candidato a presidente. Se o câncer deixar. Será seu quarto mandato. Já fez acerto com Valério e Roberto Jefferson. Agora ninguém poderá falar nada delle. STF aparelhado, TSE nas mãos de PToffoli. Urnas eletrônicas. Não tem prá ninguém!!!Prá acabar com os sonhos da Dillma, já mandou as “pesquisas” de popularidade da presidANTA desabarem….e disse, lá no Perú, que quem manda é Elle, Lulla…..Ou “seje”, só o Espirito Santo pode salvar o Brasil….

  12. Certas obsessões impedem que se vislumbre o futuro, agravando sobremaneira a passividade que se vive o presente diante da omissão em impedir que o passado continue cometendo seus erros atualmente.
    Culpar sempre o mesmo acusado pelos males nacionais e do mundo, antes, durante e depois, demonstra limite mental, haja vista desconsiderar fatores que denominamos de enganos.

    Manchete da Tribuna da Imprensa em 2 de abril de 1964:

    Escorraçado

    “Escorraçado, amordaçado e acovardado,
    deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o senhor João
    Belchior Marques Goulart, infame líder dos
    comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a
    história brasileira já registrou, o senhor João Goulart passa outra vez à
    história, agora também como um dos grandes covardes que ela já
    conheceu.”

    Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro – 2 de abril de 1964

    Certamente Hélio Fernandes se enganara ao publicar esta manchete, antes que iniciasse a ser censurado e posteriormente sofresse o atentado à sede do jornal, destruindo suas instalações.
    Por acaso o ilustre jornalista perdeu a sua credibilidade conosco?
    Deixou de ser honesto consigo mesmo e com seus leitores?
    Não foi mais verdadeiro em suas notícias porque aplaudiu a queda de João Goulart?
    Ao contrário. Assim como todos nós, Hélio se deixou levar pelo acontecimento extraordinário, a queda de um presidente. Além da gravidade do fato, os episódios que antecederam o golpe militar, mostrando um Brasil sem comando, à mercê de aproveitadores e de regimes que nada tinham de democráticos.
    Esta fixação contra os que argumentam e apresentam a realidade brasileira na década de sessenta, contraria os radicais e ocasiona a perda da consistência de rótulos que tentam aderir às pessoas que os contestam.
    Hélio, por acaso, “tergiversou” sobre a tortura institucionalizada com esta manchete?
    Hélio tinha consigo e concordava que, “soldado não pensa…” e enxergava comunismo e terrorismo em todos os lugares?!
    Os “donos da verdade” precisam ter cuidado com suas contradições, haja vista que não admitem que se enganam, que erram, que interpretam diferente certas circunstãncias.
    Hélio foi ludibriado por aqueles que salvaram o Brasil de um regime ditatorial de esquerda, mas adotaram posteriormente o mesmo comportamento violento de movimentos que haviam alcançado sucesso fora do País, a tortura.
    E tanto faz se institucionalizada ou não. A questão é que jamais deveria ter sido utilizada por quem quer que fosse. Este o meu conceito a respeito deste flagelo, desta que, a meu ver, é a mais repugnante forma de humilhação e sofrimento ao ser humano!
    O meu abraço ao Hélio Fernandes, um ser humano como qualquer outro, que acerta, erra, se engana, corrige-se, teima, possui suas convicções, valores e princípios, mas não deixa de ser ao mesmo tempo um brilhante jornalista e testemunha ocular da nossa História, mesmo que um dia tenha exaltado o momento que passou a combater posteriormente.

  13. 2 bilhões e 400 milhões de pessoas no mundo, vivem na miséria ou na miséria extrema ??? Chute…só chute….onde essa FAO tira esses números? A FAO é ligada à maior ONG do mundo, a ONU, e vive da miséria (assim como milhares de ONGs picaretas). Quanto mais miséria melhor…Por isso tendem a exagerar os números…É igual ao “governo” do PT. Uma hora, faz propaganda dizendo que acabou com a miséria no país (daí ganha votos dos ignorantes). Outra hora diz que está lançando uma novo e sensacional e revolucionário “prano”para acabar com a miséria “neçe paiz” (daí ganha mais votos e alguns milhões são desviados a título de acabar com a miséria…)

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