A farsa e a tragdia de Janio Quadros

Est hoje, no Globo h 50 anos, impossvel deixar de ler e meditar. Nesse dia, por fora da avalanche verbal que era Carlos Lacerda, Janio Quadros foi escolhido candidato a presidente da Repblica pela UDN. Seu adversrio interno, era o prprio presidente da UDN, Juracy Magalhes.

Jnio ento discursou agradecendo, e disse o seguinte: No creio nas vantagens do ilcito. No creio nas concesses demaggicas. No creio na mentira das promessas. No creio nos sufrgios da fraude. No creio nos desmaios da autoridade.

Isso tudo foi negativo, (pretendendo ser afirmativo) passou ento ao que considerava positivo. (Mas era apenas demaggico).

Creio, sim, no imprio da Constituio. Creio na nobreza da magistratura suprema. Creio na sentena dos tribunais. Creio na autenticidade das casas legislativas.

Jnio era to falsificado, que o CREIO e o NO CREIO, duraram apenas 7 meses. Jogou o pas na confuso total, e na ditadura de 1964, da qual inegavelmente, foi o grande patrocinador.

Hoje, 50 anos depois, CRER ou no CRER no tem a menor importncia, depois dos 21 anos do CR ou MORRE. Isso tudo deve constar da folha corrida de um homem, Jnio Quadros, que em 13 anos, foi de vereador a presidente da Repblica. (Suplente do vereador Franco Montoro em 19 de janeiro de 1947, a presidente da Repblica em 3 de outubro de 1960. Queria mais, no conseguiu, j tinha tudo).

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.