A fatura do negacionismo já chegou e o Brasil pode ficar sem vacinas, por mero descaso

Mundo passa de 40 milhões de vacinas contra Covid aplicadas; Brasil aparece pela 1ª vez em ranking | Mundo | G1

No Brasil, plano de vacinação é boicotado pelo próprio governo

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Foram muitos os avisos, de todas as vertentes políticas, mas o presidente Jair Bolsonaro sempre bateu no peito e manteve firme a sua estratégia destrutiva para o país. Agora, a fatura chegou. Por todos os erros que o governo cometeu, o Brasil pode ficar sem vacina e mais gente mais morrer por causa da covid-19.

Com seu negacionismo extremista, Bolsonaro nunca reconheceu a gravidade da pandemia do novo coronavírus. Desde o primeiro momento, desdenhou da ciência e desqualificou todos os estudos no sentido de combater a covid-19 e estancar as mortes no país — já são mais de 210 mil vidas perdidas no país.

CONTRA O BUTANTAN – Quando se falou da possibilidade de o país desenvolver uma vacina, o presidente colocou a sua manada de seguidores para massacrar a proposta do Instituto Butantan de desenvolver um imunizante em parceria com a chinesa Sinovac.

Fez o que pode para difundir a ideia de que nenhuma vacina era confiável, sobretudo, a CoronaVac, simplesmente porque o Butantan é ligado ao governo de São Paulo, comandado por seu inimigo político, João Doria.

ATAQUES À CHINA – Mais: atacou o quanto pode a China, que, na visão de Bolsonaro, “criou o novo coronavírus para controlar o mundo”. Seus filhos e apoiadores, incluindo o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, dinamitaram todas as pontes diplomáticas com os chineses.

Bolsonaro acreditou que, ao comprar toneladas de cloroquina da Índia, tinha construído uma relação profunda com aquele país. Mas se esqueceu de que parceria é tudo, e jogou contra os indianos na Organização Mundial do Comércio (OMC), onde a Índia defende a quebra de patentes de medicamentos para combater a covid-19. Mas o Brasil ficou do lado dos países desenvolvidos, contrários à proposta.

Agora, o Brasil não consegue trazer vacinas da Índia nem insumos (Ingrediente Farmacêutico Ativo, da China). O país perdeu a capacidade do diálogo. A Índia só vai mandar 2 milhões de vacinas, que atendem a menos de 0,5% da população brasileira.

UM GRANDE IMPASSE – De que adiantará a vacinação que começou agora, com quase 6 milhões de doses da CoronaVac, se não há perspectivas de chegada imediata de mais imunizantes ou da produção por aqui?

O presidente da República nunca pensou em salvar vidas. Para ele, só há um objetivo: manter-se no poder e transformar o Brasil em um país dominado por racistas, misóginos, homofóbicos e, acima de tudo, armados. Um país de milicianos.

Não acreditem em mudança do presidente até 2022, quando ele tentará a reeleição. Bolsonaro é o que há de pior em termos de ser humano. Triste ver que milhões de pessoas ainda acreditam em uma pessoa que só está preocupado com seus próprios interesses.

11 thoughts on “A fatura do negacionismo já chegou e o Brasil pode ficar sem vacinas, por mero descaso

  1. Chantagem Chinesa
    Fomos surpreendidos esta semana com a notícia de que insumos para a produção de vacinas estavam retidos na China. Especulou-se sobre os motivos, alguns falaram em problemas políticos com o governo Bolsonaro, outros em interesses comerciais, já que outros países poderiam pagar mais para “furar a fila” e obter antes de nós esses insumos.

    Em uma entrevista, perguntei ao assessor internacional da Presidência, Filipe G. Martins, justamente sobre a situação com a China, e ele respondeu que era uma polêmica fabricada, que a China está encontrando dificuldades internas para atender a toda a demanda. O embaixador brasileiro no país esteve reunido com o chanceler e escutou dele que não havia nenhum obstáculo político segurando o envio do material.

    Não se sabe onde está a verdade, mas o fato é que o Brasil parece ter acordado para o risco de depender de um regime como o chinês. E isso é positivo. Afinal, a China, dominada há décadas pelo Partido Comunista Chinês, representa hoje a maior ameaça ao mundo livre ocidental, e cada vez mais gente se dá conta disso, especialmente após a pandemia que se originou em Wuhan.

    Como membros do governo Bolsonaro, como o chanceler Ernesto Araújo, e também um filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, costumam adotar um discurso duro contra as pretensões chinesas, a oposição encontrou no episódio mais um pretexto para desgastar o governo. Não teríamos nossas vacinas por culpa da desnecessária beligerância dos bolsonaristas, que se recusam a adotar uma linha mais pragmática e amena com nosso maior parceiro comercial.

    Querem, além de atacar Bolsonaro, uma linha de subserviência perante o regime chinês. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, resolveu bancar o salvador da pátria e, já de saída do cargo, achou adequado marcar uma reunião virtual com o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming. Maia, então, “tranquilizou” o país ao dizer que o embaixador garantiu não haver nenhum obstáculo político, mas sim técnico, na demora para o envio dos insumos. Agora podemos dormir tranquilos!

    Maia atua como uma espécie de despachante da ditadura chinesa. Quando o mesmo embaixador enviou cartas a deputados brasileiros “pedindo” que não reconhecessem o resultado das eleições em Taiwan, Maia nada disse sobre esse absurdo. Quando o embaixador trocou farpas com Eduardo Bolsonaro, Maia achou adequado sair em defesa do embaixador, não do deputado mais votado em 2018, que tem todo o direito de criticar o regime chinês.

    O empresário e ex-secretário de Desestatização Salim Mattar desabafou: “Democracia jabuticaba brasileira. Onde já se viu presidente da Câmara negociar insumos para a saúde? Muito triste isso!”. Podemos apenas imaginar se fosse o contrário, se o Poder Executivo estivesse se intrometendo numa função que cabe ao Legislativo. Qual seria a reação da imprensa, ou do próprio Maia? Mas Maia não liga para esses “detalhes”, pois ele é o grande estadista iluminado lutando contra o obscurantismo tosco de Bolsonaro – ou ao menos nisso ele finge acreditar quando tenta enganar os demais.

    A China é nosso maior parceiro comercial, fato. É preciso adotar uma boa dose de pragmatismo, sem dúvida. Nosso agronegócio depende disso, certamente. Mas isso não pode significar subserviência ao regime chinês ou falta de clareza moral sobre os riscos que ele representa. E vários países ocidentais já perceberam isso, subindo o tom contra a China e pensando em estratégias para reduzir a dependência. A postura mais agressiva do regime desde que Xi Jinping chegou ao poder tem produzido uma reação geral, ampliada após a covid-19.

    É o que mostra a chinesa naturalizada americana Helen Raleigh, no livro Backlash: How China’s Aggression Has Backfired. Raleigh é uma financista que nasceu na China e obteve cidadania norte-americana. Ela escreve para veículos conservadores e é autora do livro Confucio Never Said, um esforço para tirar da sonolência os norte-americanos que passaram a flertar com o socialismo. No livro, ela conta a história de sua família, torcendo para que as dificuldades vividas na China e a sobrevivência precária sob o regime socialista, reveladas na obra, convençam os norte-americanos de que devem abandonar qualquer tentativa de importar essa ideologia maligna para seu país.

    No livro novo, Raleigh traz à tona o intuito imperialista da China. Desde que Xi Jinping assumiu o PCC, o regime tem intensificado a opressão doméstica e também reforçado com muito mais virulência sua agenda de influência externa, o que envolve intimidação, chantagem ou ameaça, quando não é possível simplesmente comprar apoio. A atuação do embaixador chinês antes de assumir seu cargo no Brasil atesta bem isso: ele adotou métodos nefastos durante sua permanência na Argentina. E assim tem sido em quase todas as embaixadas mundo afora.

    A relação entre China e Estados Unidos vem se deteriorando bastante diante de nossos olhos, e Trump adotou uma linha mais dura contra o avanço chinês. Vivemos uma Guerra Fria 2.0, com a China no lugar dos soviéticos. O enriquecimento chinês por meio de um capitalismo de Estado agressivo não deve gerar confusão acerca de seu modelo político, que segue sendo o comunismo. Basta ver como bilionários que ousam questionar o regime são tratados no país para se ter ideia de que uma coisa é a conta bancária recheada, e outra, bem diferente, é ter liberdade de fato.

    Para Raleigh, o PCC tem um plano abrangente para sua dominância global e o estabelecimento de uma nova ordem mundial. O Ocidente só acordou para essa ambição chinesa recentemente, e está adotando respostas inconsistentes e incoerentes. O primeiro passo para consertar os rumos é admitir a ameaça; o segundo é adotar uma postura de clareza moral, ou seja, ter em mente que praticar comércio com empresas chinesas é algo desejável, mas que há muito mais em jogo aqui, e que nossas liberdades e nossa própria democracia não estão à venda.

    A China não brinca em serviço quando o assunto é o controle da hegemonia internacional. Com todos os seus defeitos, os Estados Unidos ainda representam a liderança do mundo livre, contra essa pretensão globalista encabeçada pelos chineses. Defender a soberania nacional se faz necessário. Enfrentar com inteligência o dragão chinês será o grande desafio nos próximos anos. E todo o cuidado é pouco, pois não vai faltar político e jornalista pregando que devemos abrir as pernas e fazer o que a China mandar, em nome do tal pragmatismo e dos interesses comerciais.

    No que depender dessa turma, o Brasil será uma província chinesa. Os envolvidos no projeto podem até ficar ricos, mesmo bilionários. Mas cabe lembrar do destino de outros bilionários chineses: uma vez feito o pacto com o Diabo, ele é eterno. Quem paga uma vez ao chantagista nunca mais se livra dele.
    R.Constantino

    • Ô Zé Mané, ops Roberto, um texto tão grande para tentar justificar injustificável, subestimar a inteligência dos leitores da TI. Não perca tempo com isso não.

      • Se ele escrevesse uma Bíblia inteira assim esqueceria o fundamental: 215 mil brasileiros já morreram por Covid19, 50 países já estão vacinando e nós, patinando, e estamos isolados no mundo das vacinas: o governo brasileiro brigou com os três principais fabricantes: China, Índia e EUA. Ele escreva o quê escrever não conseguirá alterar a realidade: vivemos o maior inferno astral já vivido pelo Brasil desde 1500.

  2. Qualquer analfabeto entende que, se lhe botarem pra forra de casa, você tem que arranjar outro lugar para viver. De que estou falando? Do desmatamento em escala mundial, forçando os animais selvagens a invadirem as cidades, transmitindo doenças antes puramente selvagens para o gênero humano. Qual a causa disso ? A reprodução humana desenfreada. Quanto mais gente, mais espaço, mais comida, mais empregos e mais lugar são necessários. Como contornar esse problema? Com o CONTROLE DE NATALIDADE !!! O planeta Terra NÃO tem capacidade para sustentar tanta gente. A população global tem que ser reduzida em, pelo menos, dois terços. Quando os homens não entendem isso, a natureza intervém e resolve o problema ao seu modo.

  3. A cada dia que passa fica mais e mais evidente de que tanto o Pinóquio como o bando de lacaios que o serve, precisam ser urgentemente impichados. Agora o Pinóquio reclama de que o preço das vacinas ficou caro, mas também pudera, quando o CEO da Pfizer ofereceu a vacina ao governo brasileiro ele não deu a mínima importância. Em dezembro veio com alegações absurdas perfeitamente aceitas pelo Reino Unido e outro países. Bravatas e marmelada na hora da morte não resolvem nada. Esta coisa de dizer que ficamos no “fim” da fila tem explicação, como vender para quem não fez o pedido de compra?

  4. Todo mundo trata a Ciência como se ela fosse inerrante e suas conclusões indiscutíveis. Seguem-na servilmente, mesmo quando suas determinações são absurdas. Tudo o que vem ornamentado com a vestimenta científica torna-se autoridade imediatamente. E as pessoas, mesmo sem ter o mínimo conhecimento sobre o assunto, passam a defender o que a Ciência diz, como se dela pertencesse a última palavra sobre todas as matérias.
    O mundo tornou-se servo da Ciência, tratando-a como uma deusa. E todos estão prontos para sacrificar suas próprias inteligências e bom senso em favor das determinações saídas dos gélidos laboratórios dos cientistas. A Ciência tornou-se uma religião e aqueles que levantam quaisquer dúvidas em relação a ela são chamados de hereges.
    Além do que, há a questão moral. Longe de ser um exemplo, a comunidade científica já se mostrou, muitas vezes, como uma verdadeira praga para o mundo. Em diversos momentos da história, foi ela quem forneceu os fundamentos para as maiores atrocidades que este planeta já conheceu. As políticas nazistas diziam seguir evidências científicas; o próprio marxismo sempre se disse científico; a bomba atômica foi uma conquista científica; eugenistas e abortistas orgulham-se até hoje de ser científicos.
    Isso não significa que a Ciência é um mal em si mesma. A Ciência pode ser (como tem sido) algo extremamente útil para a sociedade. Mas isso não esconde o fato de que ela também pode ser uma calamidade. Tudo depende das mentes que trabalham nela.
    Seguir cegamente a Ciência é tão inocente quanto seguir cegamente qualquer ser humano. Afinal, cada ciência é aquilo que o ser humano que a manipula deseja que ela seja. Por isso, ao nos depararmos com determinações científicas, não devemos fechar nossos olhos para as pessoas que se encontram por detrás delas. Dependendo de quem sejam, ainda que não saibamos nada sobre a Ciência em si, podemos entender bem para quais fins ela está sendo usada.
    Já os políticos são burocratas da pior espécie. Porque além de não assumirem responsabilidade por nada, estão sempre buscando satisfazer seus próprios interesses. E se nós observarmos a formatação atual da crise que se instalou, constataremos que ela é perfeita para os políticos: eles podem tomar a decisão que for, pois estarão amparados pela proteção do conhecimento científico que nem eles, nem a quase totalidade dos afetados por elas, possuem.
    O que eu quero dizer é que a ciência sempre foi um ótimo refúgio para os burocratas. Sobre ela eles sempre puderam lançar a responsabilidade oriunda de suas decisões, sem precisar arcar com os custos delas. Os comunistas fizeram isso, os nazistas fizeram isso, os eugenistas fazem isso, os abortistas fazem isso e tantos outros exemplos que poderiam ser listados aqui.
    Usam a ciência como refúgio, tanto para livrar seus próprios rabos, como para atingir seus objetivos de poder mais mesquinhos.
    Não pensem que esses políticos acreditam no que a ciência diz. Eles apenas vão usá-la para se proteger. Se, ainda, puderem tirar vantagem da situação, melhor para eles.

  5. O Adélio Bispo de Oliveira cometeu um crime ao esfaquear o então candidato a presidente. Ato Inaceitável e repugnante que provocou a solidariedade de muitos brasileiros á vitima.
    Para o Adélio há uma justificativa: ele é um doente mental, segundo o que se apurou. Entretanto o presidente, pela sua irresponsabilidade em face da ameaça evidente da pandemia da covid-19, deixou que morressem milhares de pessoas. E há fatos registrados que comprovam o seu descaso: considerar a covid-19 um resfriadinho e indicar tratamento precoce com medicamentos não recomendados pela comunidade científica (até vermífugos foram cogitados pelo seu ministro astronauta!).
    Quando uma mula empaca, é porque lhe discernimento, mas um presidente empacar numa posição sem nenhuma razão plausível, compromete os supostamente racionais homo sapiens. Por isso ele deveris ser impeached, ou desprezado pelo povo, ou processado pela devida autoridade.

  6. Descaso total com vacinas, Doria ( Psdb ), tomou a frente forçando o Bolsonaro a correr atras, coisa que Bolso não fez, temos agora no Brasil a Butatan e a Astrazeneca – graças a Deus.

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