A grande dúvida: a juíza assassinada em Niterói dispensou ou não a segurança que o Tribunal oferecia?

Carlos Newton

O presidente da Associação dos Magistrados do Rio, Antônio Siqueira, disse que a juíza Patrícia Lourival Acioli, assassinada em Niterói, na região metropolitana do Rio, dispensou a segurança oferecida pelo Tribunal de Justiça, de que desfrutava desde 2002.

Siqueira afirmou que a juíza, ao dispensar em 2007 a segurança oferecida pelo tribunal, explicou que seu companheiro era policial e que ele se encarregaria de sua segurança. Para Siqueira, não houve falha do tribunal em fornecer proteção à magistrada.

Mas os parentes da juíza contestaram a versão de que a magistrada teria pedido dispensa de escolta de segurança. Segundo os familiares, Patrícia continuava recebendo ameaças e as relatava por meio de ofício ao TJ Tribunal de Justiça do Rio.

“Ela tinha solicitado escolta e o pedido tinha sido negado. Houve negligência na segurança dela”, afirmou a médica Mônica Lourival, prima da juíza. E outro parente bastante próximo de Patrícia que não quis se identificar disse desconhecer a informação de que a juíza havia dispensado a segurança particular.

“Quando recebia essas ameaças, ela simplesmente expedia ofício e enviava ao tribunal, informando tudo aquilo que acontecia, e cobrando as providências que eles entendessem cabíveis”, disse.

Na cerimônia de sepultamento, ontem, ex-marido da juíza, Wilson Junior, que é advogado, fez um discurso emocionado, no qual pediu que o assassinato da juíza não fique impune e não vire estatística. “Se ela está morta hoje, em algum momento o Estado falhou”, declarou.

E agora, em quem acreditar?

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