A grande dúvida na campanha eleitoral é uso da internet e das redes sociais

Ilustração sem assinatura, reproduzida do blogs.ne10.uol.com.br

Pedro do Coutto

Com a resolução do Tribunal Superior Eleitoral limitando os gastos dos candidatos a prefeito e vereador na campanha eleitoral – reportagem de Rodrigo Burgarelli, O Estado de São Paulo, edição de quinta-feira -, a campanha vai se limitar às apresentações dos candidatos nos horários gratuitos da televisão e do rádio. Isso porque, em primeiro lugar os custos da propaganda este ano não podem ultrapassar o limite de 70% dos registrados nas eleições municipais de 2012. Isso de um lado. De outro, foi fixado também um teto para as despesas dos que disputam o cargo de vereador na base, para o Rio de Janeiro, de R$ 6,4 por eleitor. Quanto a candidato a prefeito na cidade do Rio de Janeiro, o TSE fixou a despesa máxima em 19,8 milhões no primeiro turno e 5,9 milhões no segundo turno.

Em face do grande número de candidatos ao Palácio da Cidade o segundo turno encontra-se previamente assegurado. Além disso, vale ressaltar que as doações por parte de empresas foram proibidas por decisão do Supremo Tribunal Federal. Assim só podem ser feitas doações por pessoas físicas, mas mesmo assim até o limite de 10% da renda anual apresentada pelo doador.

Um ponto a ser esclarecido, uma vez que em torno dele existem dúvidas, é a realização de propaganda eleitoral pela internet. Uma das dúvidas é a forma de apresentação de cada mensagem ou da disposição individual de cada um em defender o voto do candidato preferido. Trata-se a meu ver da diferença entre o uso de publicidade comercial pela telas dos computadores e a vontade individual de cada um de nós em declarar o voto nos candidatos preferidos. Estabelecida esta distinção, acho constituir um direito que cada eleitor tem de se manifestar em favor deste ou daquele.

E AS REDES SOCIAIS? – A comunicação jornalística diferencia-se amplamente da comunicação comercial. O Tribunal Superior Eleitoral deverá concluir sua resolução distinguindo uma coisa da outra. De qualquer forma as redes sociais constituem um livre direito de exposição de ideias.

A campanha eleitoral teve seu tempo reduzido a partir da eleição deste ano. Começa nas ruas a partir de 16 de agosto e no rádio e na TV a partir de 26. Dessa forma teremos uma campanha nos meios de comunicação, ocupando horários gratuitos de pouco mais de 30 dias, espaço de tempo entre 26 de agosto e 1º de outubro. As eleições realizam-se a 2 de outubro. Anteriormente os horários gratuitos abrangiam 45 dias.

Um ponto também a esclarecer, no que se refere ao custo geral por candidato, é o relativo às despesas com as mensagens radiofônicas e televisivas. Estes custos nada têm a ver com os horários gratuitos. Os horários são gratuitos, mas os espaços neles inseridos exigem despesas de produção.

A FORÇA DA PROPAGANDA – Como o desfecho do pleito vai depender de como os candidatos vão se desempenhar nesses horários em muitas situações o êxito de cada um vai depender da forma com que se apresentar e o conteúdo que expuser quanto as suas ideias e programas.

Os candidatos, dentro de tal sistema seletivo, não deverão repetir, penso eu, atuações que se desenrolaram no passado, repetitivas e que se mostrem incapazes de motivar o caminho das urnas. É possível que sejam tentadas formas interativas de comunicação e, neste ponto, a internet poderá se tornar fundamental motivando a participação dos eleitores junto aos candidatos.

Não é difícil esse caminho. Difícil é fazer por conquistar a confiança e o entusiasmo do eleitorado, fortemente atingido por uma sensação de falta de esperança no que surgirá pela frente no país. Porém, seja como for, as urnas são o único caminho democrático à disposição de todos nós.

Votar em branco ou anular o voto não resolve nada. Pelo contrário: só contribui para manter exatamente aqueles que os eleitores e eleitoras desejam substituir e afastar da política, seja ela no estado do Rio de Janeiro ou em qualquer outra cidade do país.

4 thoughts on “A grande dúvida na campanha eleitoral é uso da internet e das redes sociais

  1. Caro Couto, ótimo artigo, os 2 últimos parágrafos mostram a desesperança do Cidadão -eleitor- consciente do valor do VOTO (mesmo anti-democrático por ser obrigatório, razão da corrupção) como arma pacifica de mudança.
    Mesmo com 87 anos, sempre votei e vou votar, após análise da personalidade do candidato, para me representar, infelizmente, após ditadura/64, ao menos não me sinto traido, pois, no legislativo, não foram eleitos, votei no Lula, no 1ª mandato, com a Esperança de fazer um “GOVERNO DO POVO PARA O POVO”, traiu o eleitor o eleitor trabalhador, e jogou o BRASIL neste OCEANO DE LAMA.
    Ainda tenho Esperança, de ver nesta eleição, a renovação total nos municípios, e em 2018, repetir a “dose”.
    Os legislativos corruptos, hipócritas, precisam de renovação, iniciando pelo alto custo ao CIDADÃO QUE RALA PELO PÃO DE CADA DIA.
    HONREMOS NOSSO VOTO E CONSCIÊNCIA, OU A CORJA CONTINUARÁ COM FORO PRIVILEGIADO, ALTOS SALÁRIOS E MORDOMIAS E PRESCRIÇÃO DO ROUBO DO COFRE PÚBLICO. SANEAR O BRASIL, DEPENDE DO VOTO CONSCIENTE.
    QUE DEUS ILUMINE O ELEITOR PARA QUE A MORAL ADMINISTRATIVA RENASÇA!!
    A grande LEI, a cada um segundo suas obras, e pagarás até o último ceitil, JESUS O CRISTO será aplicada além túmulo, somos ALMAS ETERNAS.
    Infelizmente as seitas religiosas, materializaram os ensinos e exemplo do MESTRE JESUS, resultado, a HUMANIDADE SE AUTO DESTRÓI!.

  2. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO destaca neste excelente Artigo, as Medidas Saneadoras baixadas pelo TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL para a Campanha Política às Eleições Municipais próximas.
    Com a redução drástica das Doações e Limites impostos para Despesas dos Candidatos, tenderão a INTERNET e as REDES SOCIAIS a assumir importante papel na divulgação das Idéias dos Candidatos buscando VOTOS.
    Os tradicionais Cabos Eleitorais terão sua influência reduzida.
    Deveremos ter mais Debates sobre os Problemas Municipais, e OPINIÕES circulando exponencialmente na INTERNET.
    Sem dúvida resultará numa REPRESENTAÇÃO mais completa da VONTADE POPULAR.

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