A grande questão do escândalo Cachoeira é de ordem ética e moral.

Roberto Nascimento

Não se pode debater o caso Cachoeira querendo proteger um lado ou outro da questão, como se estivéssemos em um ringue ou num estádio torcendo por um clube do nosso coração.

A vida brasileira atingiu um estágio perturbador, perigoso e que pode se tornar incontrolável. É óbvio que a grande questão do escândalo Cachoeira é de ordem ética e moral.

Um homem público, Luiz Fernando Pezão, (vice-governador e ex-secretário de Obras) deu entrevista a um jornalista se defendendo sob a alegação de que é amigo de todos os empreiteiros. Incrível, fantástico e extraordinário.

As obras públicas, os fatos estão vindo a tona diariamente, deixaram de ser caso de polícia e viraram caso de sobrevivência nacional.

Enquanto os comentaristas defendem A ou B, até apaixonadamente, esse dinheiro desviado por tudo quanto é ralo público deixa de regar a educação e a saúde, áreas fundamentais para criarmos uma nação mais justa e equilibrada.

Essa é uma tarefa que precisamos cumprir, para que a nação não
pereça como ocorreu com a União Soviética, que foi retalhada em vários pedaços e antes potência mundial, agora a Rússia faz parte dos BRICS.

A continuar o status quo atual caminharemos para a dissolução nacional. Já há a guerra dos portos, a briga pelos royalties e outras demandas fiscais e irracionais referentes às transferências de recursos da União para os Estados.

Será que ao olhar seus filhos, sua esposa e se tiver netos, você poderá sonhar com uma vida melhor para eles. Nos seus sonhos mais lindos será que um anjo virá e dirá que combateu o bom combate em prol da honestidade, que lutou para que os ladrões apodreçam nas cadeias sujas e imundas de norte a sul do Brasil?

Ou então, teria um pesadelo vendo que tudo é assim mesmo e que não tem jeito de acabar com a corrupção desenfreada, que ou se junta a eles os corruptos ou não sobrará nenhuma herança para seus familiares?

Ninguém aguenta mais tantos governantes estúpidos, arrogantes, senhores de si, enquanto o chão em suas voltas está manchado de sangue, o sangue do trabalho nacional escorrendo pelos esgotos e o povo pobre morrendo de doenças simples por falta de atendimento médico nos hospitais.

E as crianças maltrapilhas pedindo um dinheirinho nos sinais de trânsito ou então dormindo nas marquises das Candelárias das grandes cidades, sem um mínimo de dignidade, de esperança e também sem poderem sonhar, porque precisam ficar alertas, senão podem atear fogo nos seus corpos.

Pensem nisso.

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