A Igreja Católica e o Poder

Roberto Nascimento

A Igreja Católica vem perdendo terreno e fiéis progressivamente para as Igrejas Evangélicas, principalmente pelo arraigado conservadorismo da cúpula da Santa Sé. A Igreja está presa ao passado, ao mais puro obscurantismo aos seus dogmas infalíveis.

Os cardeais e bispos se escondem naquelas vestimentas terríveis como se fossem figuras acima dos outros seres e fingem humildade que lhes faltam e muito. Parecem donos da verdade, “os escolhidos de Deus”, contra todos os avanços da humanidade, como as células tronco, o aborto, a camisinha, só para ficar nesses três.

Não podemos esquecer o horror da Santa Inquisição praticado pela Igreja Católica, a perseguição contra os sábios da humanidade e a tortura praticada contra Galileu Galilei, que teve a ousadia de afirmar que a Terra era redonda, assim como a tortura responsável pela morte de Giordano Bruno e tantas mulheres anônimas que morreram queimadas por terem sido alcunhadas de feiticeiras por padres carrascos.

Nos tempos modernos, tivemos a perseguição dos conservadores, que são a maioria no Vaticano, contra os padres e bispos da Teologia da Libertação. Está claro que a Igreja comunga na esfera do Poder, trata-se de um Estado, o Vaticano, e como Estado não pode contrariar o sistema que domina o mundo cristão e laico. Até os “comunistas” brasileiros, que não são muito bons na arte de pensar, perceberam isso claramente, se tornando mais conservadores do que os que realmente o são.

No tocante a escolha do Papa Bergoglio, acredito que Bento XVI foi o mentor maior da escolha, indiscutivelmente com credenciais menores do que o renunciante, que podemos chamar de intelectual da Igreja conservadora. O Papa, que saiu por vontade própria ou não, era considerado um doutrinador ríspido quando comandava a Sagrada Congregação para a Doutrina e a Fé e foi o responsável pela punição de sacerdotes que se desviavam dos rumos conservadores da Instituição Católica.

Façam o que for necessário, que não adiantará nada, a Igreja continuará a perder fiéis até seu poder diminuir determinando o fim da era dos Papas. É só andar nas ruas e observar o avanço dos templos evangélicos, cada vez mais suntuosos e parecidos com estruturas romanas. Enquanto isso o povo vai ficando mais pobre e indefeso sem ninguém para guiá-los rumo ao progresso e ao conhecimento.

E o que importa sempre é a alma, o espírito que se sobrepõe aos anseios de uma vida melhor, desejada por todos os seres humanos.

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