A importância dos livros, na visão poética de Edney Vasconcelos

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O médico e poeta carioca Edney Vasconcelos escreveu um poema inspirado na importância que os livros têm para a qualidade de vida. E pede que os “Livros” jamais o abandonem.

LIVROS
Edney Vasconcelos

Livros
Não saiam de mim
Me consomem
Toma meu tempo
Deixa eu amanhecer com você…
E outro dia e outra noite

Livro
Não desencosta de mim
Fica em minha cabeceira
Em minha mente e em meus sonhos

Livro, Amor, Vida
Não se livram de mim

                   (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

3 thoughts on “A importância dos livros, na visão poética de Edney Vasconcelos

  1. O primo da minha mãe, meu padrinho de casório, o mesmo que entrava pela madrugada lendo e dando risadas com meu irmão na copa lá de casa, comprava tantos livros e discos que a mulher dele ficava incomodada.

    O que ele fazia? Combinava com o porteiro e deixava tudo na caixa do gás. Depois ia aos poucos subindo o material pra casa.

    Saudade dele.

  2. LIVRO…

    A palavra me trouxe à lembrança uma cena que vi no final mês passado, no interior do Brasil:

    -Uma menina de um ano e quatro meses que tinha o seu próprio smartphone e que o mantinha na orelha da hora em que acordava até a hora em que ia dormir. Durante todo esse tempo, só ouvia forró e sertanejo do tipo “safadão”.

    A mãe era uma adolescente que fora obrigada a se casar com o outro adolescente para não se tornar uma mãe-solteira “perdida”. Ambos analfabetos funcionais e desempregados, vivem em um casebre que construíram no lote da mãe do marido, uma viúva com cinco filhos, também analfabeta, que só se mantém viva por causa de uma minguada aposentadoria; se antes já era obrigada a dividir o parco salário com os filhos, agora também será responsável por alimentar também o filho “casado”, a nora e a neta!
    Nunca conseguiu fazer ligadura das trompas. Bem que tentou, mas sempre foi impedida pela burocracia oficial ou pela inexistência de algum hospital público disponível para tal procedimento, além da má vontade dos governantes locais em diminuir a quantidade de miseráveis e/ou perder a moeda de troca (laqueadura) e os votos dos excluídos. Para esses parasitas dos miseráveis, o fim da miséria significaria a ruptura do cabresto e a liberdade do muar para pastar onde bem quiser!

    A mãe da menina, toda orgulhosa da filha, mostrava que ela já conseguia manusear o aparelho e colocar, sozinha, as músicas do grupo que ela mais gostava: As Vingadoras!!!

    Mas o que chamou mesmo a minha atenção foi o fato da menina, enquanto ouvia as músicas de As Vingadoras, sentada na terra, usava como papel de rascunho (e, provavelmente, a mãe usara parte das páginas como iniciador de fogo do fogão de lenha) o livro SERÕES DE DONA BENTA…

    Duvido que a mãe já tenha ouvido falar do tal Monteiro Lobato ou que tenha tentado ler uma linha do livro para a criança…

    -Tanto conhecimento ao lado de tanta ignorância!
    -Tanta tecnologia ao lado de tanto atraso!

    O Brasil, infelizmente, é isso.

    Abraços.

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