A incontida loucura da corrupção brasileira

Welinton Naveira e Silva

Astronômico é o montante de recursos extraviados dos cofres públicos pelos corruptos e entreguistas, sob variadas formas – leis fajutas, recursos, artifícios, manobras, licitações fraudulentas, favorecimentos, superfaturamento, propinas, obras e compras desnecessárias, fiscalização “vista-grossa”, desperdícios, modelo econômico entreguista privilegiando banqueiros com os mais altos juros do Planeta, escandalosas remessas de lucros e mais outras inúmeras perdas.

Tudo isso, contando com políticos corruptos e ativa participação da iniciativa privada, além das várias máfias oriundas dos antigos serviços de informação da ditadura militar, confortavelmente infiltradas em empresas públicas e privadas.

E para piorar, por baixo, estima-se que 60% do povo, se lhes for dado a oportunidade de roubar (principalmente, se achar que não será pego), entendem que o melhor é roubar, e sem o menor constrangimento. Tudo isso resulta numa monumental tragédia, e a gente ainda não se deu conta da perda que isso significa para o nosso Brasil.

Focalizando somente esses últimos 60 anos de roubalheiras dos cofres públicos, é bem possível que a totalidade astronômica de grana surrupiada do Estado, corrigida a juros de mercado, objetivando trazer tudo para valores atuais, possivelmente passaria dos R$ 40 trilhões.

Só nos leilões de privatizações FHC/PSDB das riquíssimas empresas estatais brasileiras, o real montante subtraído do Estado, a valores de hoje, é provável que passe dos R$ 10 trilhões.

Resumindo, se esses siderais recursos que pertenciam aos cofres públicos tivessem sido devidamente aplicados em educação, saúde, ciência, tecnologia, transporte de massa, habitação popular, saneamento, meio ambiente, defesa e tecnologia militar, o Brasil já estaria chegado a nível de primeiro mundo e de grande potência mundial. Sem dúvida alguma. A escolha continua sendo nossa. Acorda, Brasil!

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