A Justiça no Brasil, inalcançável como fim

Charge do Alpino, reproduzida do Yahoo

Carlos Chagas

Tem sido assim através dos tempos: Cícero condena, Catilina é condenado. Rodrigo Janot pede a prisão, Teori Zavaski absolve Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney. Do lado de fora, patrícios e plebeus não entendem por que Eduardo Cunha recebeu cinco dias para provar sua inocência, depois de considerado culpado por seus julgadores.

A Justiça oscila entre os fundamentos do crime.  A sociedade se divide diante deles tanto quanto os encarregados de julgá-los. Em cada cabeça uma sentença. Inocentes e culpados nivelam-se de acordo com  a opinião dos que interpretam suas ações.

Haveria alternativa para substituir a dicotomia? Para aplicar os mesmos princípios em todos os julgamentos?

Enquanto não for encontrada uma solução equânime e uniforme (mas impossível e inviável porque todos os crimes diferem entre si em ações e motivações), haverá que conviver entre Cícero e Catilina, apesar  das múltiplas  razões  de Rodrigo Janot e Teori Zavaski.

Em suma, emerge uma evidência: a Justiça é inalcançável como fim. Mas haverá alternativa?

DIVISÃO IMPOSSÍVEL – Enquanto o governo Michel Temer continuar respirando sua interinidade, nada de concreto será produzido, apesar da boa vontade de alguns e da ilusão de outros. Dos conciliábulos do palácio do Planalto têm surgido propostas as mais inverossímeis, como a de que, para marcar sua presença na História, a atual administração deveria promover ampla redivisão territorial.

Estados de tamanho descomunal parecem proibidos de se desenvolver, assim como as pequenas unidades são inviabilizadas pela ínfima dimensão. Seria uma questão a ponderar, mas jamais agora, seja pelas imensas despesas a exigir, seja pela reação despertada em suas populações. No futuro, quem sabe…

One thought on “A Justiça no Brasil, inalcançável como fim

  1. O STF puxou o fio do novelo e instituiu o caos jurídico no país. Interferiu em poderes qie seriam por zelo e lei indepedentes.
    Agora somos obrigados a sangrar junto com um governo que deveria há muito ter sido destituído. E tomem quarentenas, recursos em prol de Dilma, despesas milionárias para suprir as mordomias da “ex possível futura presidenta”.
    Sem contar o caos instalado.
    Tenho vergonha do STF.

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