A língua portuguesa é tão difícil que todo mundo erra

Antonio Rocha

Você sabia que são muito poucas as pessoas que realmente conhecem a nossa Língua Portuguesa? Portanto, quando errar em algo, não se preocupe, vá ao dicionário e tire a dúvida.

Mesmo consagrados escritores não têm o domínio completo sobre o nosso idioma. Não se espante. Por exemplo, o famoso gramático Domingos Paschoal Cegalla, catedrático na área, que já vendeu milhares de livros sobre a forma de falar correta, escreveu um importante livro a respeito do assunto com o seguinte título: “Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa”, editora L&PM/Lexicon, 2007.

Veja o que ele diz logo na apresentação: “Os idiomas dos povos civilizados são sistemas de signos vocais e significativos extremante complexos. E o nosso não faz exceção à regra.Ninguém pode gabar-se de o dominar completamente, sobretudo neste estado de ebulição em que hoje se encontra. Quem de nós, vez ou outra, não hesita diante da grafia ou da flexão de um vocábulo, da correta pronúncia de uma palavra, ou não é assaltado por dúvidas sobre concordância e regência verbal? E não raro, o tempo é escasso, e a tarefa urgente não nos permite compulsar gramáticas, que aliás, em muitos casos, permanecem mudas às nossa indagações”.

Ora, se até Domingos Paschoal Cegalla, um dos mais conceituados gramáticos do Brasil tinha dificuldades… fique tranquilo(a). E vamos continuar aprendendo.

Escrevi “tinha dificuldades” porque no primeiro semestre deste ano,  o grande mestre faleceu, aos 92 anos. E assim fica a nossa singela homenagem a esse excepcional ser humano, que chegou ao topo da carreira “Livre Docente”.

Lembrando que o próximo dia 15 de outubro é o “Dia do Professor”. Parabéns, portanto, a todos os colegas professores.

 

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14 thoughts on “A língua portuguesa é tão difícil que todo mundo erra

  1. Infelizmente os professores não recebem a menor consideração da organização criminosa no poder e quando se rebelam contra a destruição do ensino público são reprimidos pela polícia que age sob a desculpa cretina dos nazistas, ao dizer “cumprir ordens” de meros tiranetes.

  2. Antonio, nossa lingua é uma das mais belas. Acontece que nossos professores na maioria das vezes aprendem primeiro a língua inglesa e desaprendem a pronúncia certa de muitas palavras e passam aos estudantes que assimilam como se fora normal.Exemplo: Pronunciar noventa 90= NOVENTA(certo). A maioria dos professores mais novos pronunciam NOVEINTA (errado).

    • Só os palhaços do Rio de Janeiro…já protestei contra a pronúncia de Goiás, cruz, nascer, Petrobrás, SUS etc etc, pronunciado como se possuísse um ‘i’antes do ‘s’ e um ‘ x ‘ ao final. É pavoroso: Goiáish,
      Petrobráish, naiscer, súish, etc.Terrível!

  3. Freire Junior, o que vocês devem e deixar de servir “como massa de manobra do PSOL”. Vocês podem protestar, mas, não podem se deixar escravizarem por fanatismo ideológico. Se querem derrotar Cabral tudo bem, vamos derrotá-lo nas urnas. Esse negócio de quebra-quebra e tentar desmoralizar a polícia não é prática democrática. Mais parece nazi-fascismo. Você não fala em melhoria salarial. Fala em Cabral. Vocês perderam a eleição e não se conformaram. NESSE BOLG SOMOS TODOS EXPERIENTES E SABEMOS O QUE VOCÊS QUEREM. Vocês conseguram fazer que o ídolo de vocês comece a ser conhecido como MARCELO FROUXO. pediu 18 PMs para fazer sua segurança. Vai ser frouxo assim lá Conchinchina.

  4. E a língua brasileira? Por que tem que ser chamada de portuguesa?
    Na língua portuguesa eles perguntam, “como vão os putos?”, ou “como vão os miúdos?”, quando querem notícias das crianças. Nada a ver com a língua brasileira.
    Fui a Arraiolos e procurei comprar um tapete. A dona da loja fechou a cara quando eu disse que já havia encontrado um igual e mais barato “ali perto, na casa daquelas mulheres”. Ela interpretou como se eu tivesse dito “na casa daquelas putas”.
    O idioma brasileiro é uma coisa. O português, outra bem diferente.

  5. “A última flor do Lácio”. A nossa língua é uma beleza, magnífica e indomada. Pena que não se tenha até hoje chegado a um consenso. As gramáticas, com raríssimas exceções, ajudam aos estudantes brasileiro, mas trazem mais dúvidas que soluções.

  6. A humanidade anda à passos de cágado, e a contribuição da palavra escrita demorou muito a ser difundida, a ter valor. Os primeiros registros escritos dos fenícios, que deu origem a todas as línguas atuais, inicialmente só servia para registrar operações contábeis, demorou 1000 anos, muito tempo, para ser utilizado para exteriorizar emoções, para registrar a subjetividade humana.
    Não sou apegado às regras da Língua, pois são convenções, arbitrárias. Mentes brilhantes como Heracleitos, nunca deu valor a pontuação dos seus textos, nunca usou qualquer pontuação, e as suas palavras ainda ardem como uma chama. Pio Baroja, estupendo escritor espanhol dizia que as regras gramaticais não deveria ser uma prisão, para a livre expressão.
    Existe muita viadagem, frescura, em volta deste tema. É preciso, antes de tudo, viver, ter grande dimensão humana, o estilo, o fraseado, é decorrência.

  7. Solon tens uma cultura tão apurada que é uma temeridade querer debater com você em qualquer terreno. Nossa lingua na verdade deveria ser chamada de neoportuguêsa. Se entendemos como neolatinas as línguas geradas pelo latin. Português, francês, italiano, espanhol, catalão, provençal etc. Porque não poderiamos considerar neoportuguêsas as linguas faladas no Brasil, Angola, Moçambique, Guiné etc. Peço que desenvolvas essa minha abordagem porque não estou seguro.

  8. Estamos esquecendo que existem as gírias em qualquer idioma, afora os dialetos, também não mencionados. A mesma palavra quando pronunciada com outro sotaque pode ter outra compreensão. O português de Portugal, Angola e Moçambique, Brasil, Macau e Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial e Cabo Verde, certamente falarão a mesma palavra de forma diferente, e interpretarão expressões que para nós, os brasileiros, significam elogios e, no entanto, para outros, ofensas.
    O nosso País, por exemplo, em algumas regiões o povo “chia” ao pronunciar o “s”;
    O “r” falado no Rio é diferente de outros Estados;
    O paranaense enfativa as palavras terminadas em “de” e “te”;
    O mineiro diminui as palavras, o goiano se utiliza do apócope, “ocê”;
    No Rio Grande, temos vários tipos de sotaque, a começar com a região serrana italiana, os vales com a alemã, a fronteira com o espanhol, a campanha com o “gauchês”, Porto Alegre com sua característica, mas todos usando o “chê” e “bah”, como forma de tratamento e admiração.
    A gíria do paulistano difere da gíria do carioca da gema;
    A moda de falar do soteropolitano é outra em comparação aos manauáras;
    O sotaque do catarinense se assemelha ao do Rio, mas é desigual ao maranhense.
    Cada país tem a sua maneira de se comunicar, mesmo o inglês britãnico com o americano, australiano, o espanhol de Espanha e do México, Argentina, Equador, Costa Rica, tem diferenças entre si.
    Na Espanha existem dialetos; italiano(napolitano, calabrês, siciliano), chinês, russo, alemão, e no próprio idioma eslavo (Sérvia, Montenegro, Iugoslávia, Macedônia, Bóznia…) o mais difícil de se entender.
    Então, mais acredito que para simplificar, denominar o idioma de cada país, simplesmente.
    No Brasil, brasileiro; em Portugal, o português; em Angola, o angolano, e assim por diante, e debitar à semelhança com o português, no caso.
    Finalizando, uma das comprovações desta união territorial imensa que o Brasil possui e mesmo tendo dimensões continentais, falamos do mesmo jeito do Norte ao Sul e do Oeste ao Leste, salvo expressões populares e sotaques, mas todos nós nos entendemos e muito bem!
    Quanto à preservação do idioma, deve ser mantido, sob pena de a cada década não mais nos entendermos diante dos neologismos, modismos, estrangeirismos, havendo um modo de se escrever para todos, indistintamente ou, então, começarmos a nos acostumar com os dialetos, que seria problemático.
    Por outro lado, o ser humano desenvolveu os idiomas por quê?
    Evidente que foi para facilitar a comunicação, mas havia uma intenção sub-reptícia neste desenvolvimento.
    O filme, A Sociedade dos Poetas Mortos, abordou este aspecto com rara felicidade, ao afirmar que os idiomas foram se aprimorando e alargando seus verbetes para se conquistar a mulher amada, e diferenciar o letrado, o estudioso, o poeta, dos homens comuns, dos rudes, dos guerreiros, haja vista haver entre elas quem gostasse de palavras amáveis, carinhosas, de cultura, dos contadores de histórias.
    Ora, se o homem pudesse adicionar à sua valentia a variedade de palavras e expressões, a mulher seria facilmente conquistada, mas a vantagem estaria sempre para os que melhor se comunicassem.
    E, o nosso idioma, tem palavras que identificam sentimentos que muitos não as têm, contribuindo para que possamos nos enaltecer diante da musa inspiradora!
    Falar e escrever bem é obrigação nossa, e não ser atribuída à bagagem cultural, à intelectualidade, tão somente, mas ensinar a população o nosso idioma com as suas regras, expressões, acentuação, ortografia originais e não alterados por conta da comunicação apenas, como se pretende fazer no Ensino Fundamental e aceitar os erros como normais.
    Errado, a meu ver, justamente porque seria uma das formas mais combatidas e criticáveis de se perder a identidade popular, o idioma, a nossa união federativa, territorial, soberana.
    Quem não se preocupa com este detalhe fundamental de uma Nação, na verdade quer vê-la subjugada por outros valores que não os nossos, e que devem ser proibidas quaisquer tentativas neste sentido, de mudarmos a escrita da nossa linguagem, de alterá-la por conta de se aceitar os modismos e facilitar o desentendimento por conta de invasões e implementações de cunho ideológico, a subversão do nosso entendimento e características maiores, o mesmo idioma em um País gigantesco!

  9. Só os palhaços do Rio de Janeiro…já protestei contra a pronúncia de Goiás, cruz, nascer, Petrobrás, SUS etc etc, pronunciado como se possuísse um ‘i’antes do ‘s’ e um ‘ x ‘ ao final. É pavoroso: Goiáish,
    Petrobráish, naiscer, súish, etc.Terrível!

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