A lua branca que iluminava a arte de Chiquinha Gonzaga

A regente, pianista e compositora carioca Francisca Hedwiges de Lima Neves Gonzaga (1847-1935) invoca a verdade que a Lua Branca concede abrigo ao amor, para substituir o sofrimento que uma perda acarretou. A modinha Lua Branca faz parte do LP Ternas e Eternas Serestas lançado, em 1980, pela Atlantic/Wea.

LUA BRANCA
Chiquinha Gonzaga

Ó, lua branca de fulgor e desencanto
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
Vem tirar dos olhos meus o pranto
Ai, vem matar essa paixão que anda comigo
Ai, por quem és, desce do céu, ó, lua branca
Essa amargura do meu peito, ó, vem, arranca
Dá-me o luar de tua compaixão
Ó, vem, por Deus, iluminar meu coração
E quantas vezes lá no céu me aparecias
A brilhar em noite calma e constelada
E em tua luz então me surpreendias
Ajoelhado junto aos pés da minha amada
E ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo
Ela partiu, me abandonou assim
Ó, lua branca, por quem és, tem dó de mim

       (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

One thought on “A lua branca que iluminava a arte de Chiquinha Gonzaga

  1. 1) Gosto muito dos clássicos, dos antigos eternos. Chiquinha Gonzaga é uma delas, conversando com a Lua.

    2) Licença: em 30 de junho de 1906 nascia em Alegrete, RS, o poeta, escritor, jornalista, tradutor cronista Mário Quintana, autor de 40 livros em prosa e verso. Traduziu para a nossa língua Proust e Virgínia Woolf.

    3) Fonte: BN, Agenda, 1993.

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