A luta do Atlético mineiro continua

Charge do Dia

Chico Maia (O Tempo)

O Olimpia é um time perigoso em qualquer circunstância e não foi à toa que chegou a sete finais de Libertadores, vencendo três, todas fora de casa.

A primeira delas, verdadeira façanha, em La Bombonera, do Boca Juniors, ao empatar por 0 a 0 no jogo da volta. Na ida, em Assunção, fez 2 a 0, contando com um peru histórico do lendário Hugo Gatti; lance repetido à exaustão pelas TVs paraguaias durante esses dias. Em 1990, outra conquista fora de casa: venceu o Barcelona do Equador, em Assunção, por 2 a 0, e buscou um 1 a 1, na volta, em Gauiaquil. Em 2002, apesar de o adversário não tinha a tradição dos anteriores, mas a missão foi tão difícil quanto, já que, perdeu em Assunção, por 1 a 0, e começou perdendo em São Caetano, para o dono da casa, na volta. Virou para 2 a 1 e ganhou nos pênaltis.

Também deixou escapar três, ao empatar em casa com o Peñarol, em 1969, e perder em Montevidéu, 1 a 0. Em 1989, para o Atlético Nacional, da Colômbia, venceu por 2 a 0, em casa, perdendo pelo mesmo placar em Bogotá, sendo derrotado nos pênaltis, por 5 a 4.

A perda “menos difícil” foi em 1991, para o Colo-Colo, depois de um 0 a 0 em Assunção e derrota por 3 a 0, na capital chilena.

Mudança. A tranquilidade durante o dia e para se chegar ao Defensores del Chaco foram impressionantes. Sem problemas de trânsito, polícia e segurança privada procurando facilitar a vida de todos, com atenção especial aos brasileiros, e boas posições para a imprensa e torcida do Atlético dentro do estádio. Para uma final de Libertadores, em Assunção, situação inusitada.

Outros tempos. Certamente a mudança de comportamento foi em função das punições que os paraguaios receberam em 2008 e 2011, também na Libertadores. Respectivamente em jogos com o Cruzeiro e com o Santos. A Raposa vencia o Cerro Porteño por 3 a 2, quando, aos 24 min do segundo tempo, começou uma chuva de pedras no gramado, obrigando o árbitro a acabar com a partida.

Regulamento. Para quem ainda tem dúvidas, o regulamento na final da Libertadores é diferente das fases eliminatórias anteriores, quando gols na casa do adversário serviam par desempate. Agora, em caso de igualdade no saldo de gols nas duas partidas, há prorrogação de 30 minutos e pênaltis.

Organização. A diferença da competência das associações dirigentes dos principais continentes do futebol mundial é inacreditável. Enquanto a UEFA trata a final da Champions League como uma Copa do Mundo, a própria Conmebol avacalha e desvaloriza a Libertadores, ao marcar para o mesmo dia a final da Recopa Sul-americana. E a CBF marca jogos da Copa do Brasil.

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