A luta pelos direitos trabalhistas não pode parar

Miguel Torres

A globalização econômica, responsável pela expansão de empresas multinacionais, dos mercados financeiros e da produção de um país para outro, exige do movimento sindical um grande esforço para fazer suas ações terem um maior alcance em defesa dos direitos trabalhistas e sociais da classe trabalhadora mundial.

É fundamental, então, acelerar o intercâmbio de informações e experiências entre os dirigentes e trabalhadores dos diferentes países. A experiência mais recente neste sentido tem sido com o Sindicato Metalúrgico do Setor Automobilístico dos Estados Unidos, o UAW (United Auto Workers), contra as práticas antissindicais adotadas pela Nissan, na unidade de Canton, Mississipi, que tenta impedir que os trabalhadores tenham uma representatividade sindical em defesa de seus direitos.

Os trabalhadores norte-americanos e os dirigentes do UAW vieram ao Brasil em busca de apoio à luta, com a expressiva presença do ator e ativista social Danny Glover. Nós, da Força Sindical, retribuímos a visita e fomos aos Estados Unidos intensificar a campanha de solidariedade. Nos encontramos com líderes sindicais, políticos, comunitários, religiosos e estudantis, debatemos novas ações conjuntas e conhecemos de perto como vivem os trabalhadores da Nissan.

REDES SINDICAIS

Na Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, temos debatido muito como as redes sindicais podem ser utilizadas para fortalecer a ação sindical dos trabalhadores de uma mesma empresa multinacional – ou transnacional – nas diversas plantas desta empresa ao redor do mundo, em defesa de melhores condições de vida e de trabalho.

Em nível nacional, além das importantes campanhas salariais em andamento na base metalúrgica e de outras categorias, por aumento real e redução da jornada de trabalho, o movimento sindical brasileiro enfrenta enormes desafios para fazer avançar a pauta trabalhista, principalmente em razão da falta de diálogo do governo federal e da forte presença dos setores conservadores nas decisões políticas do País.

Uma luta que está exigindo muita disposição é contra o Projeto de Lei 4.330, que amplia a terceirização e precariza as relações de trabalho no Brasil.

Com uma marcante presença em Brasília, estamos tentando de todos os modos, com protestos, debates e distribuição de jornais sindicais, pressionar contra a retirada de direitos trabalhistas e em defesa da representatividade sindical que, ao longo dos anos, foram conquistados com sacrifício, luta, suor e organização.

Vamos, unidos, intensificar a luta em defesa da classe trabalhadora brasileira e mundial. Esta missão sindical é imprescindível para a conquista de uma vida digna e melhor para todos!

Miguel Torres é presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e vice-presidente da Força Sindical

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *