A mãe das reformas

Sylo Costa

Desde a promulgação da Constituição de 1988, a palavra “reforma” é a mais frequente nos assuntos importantes da política. No meu entendimento, deveria haver “reformas”, no plural, em todos os setores da vida brasileira, mas sei que essa abrangência é tão difícil quanto o parto da montanha… A mãe das reformas seria um misto de reforma política e do Judiciário. As demais viriam como consequência natural.

Muita gente, sei, priorizaria a reforma tributária ou a da educação. E a da saúde? E a da previdência? Não sei, mesmo, qual a mais importante. Talvez a da mentalidade. Mas essa viria em decorrência das outras. Já pensou fazer o povo entender que, antes de ganhar o peixe, melhor é aprender a pescar?

Com tempo, eu poderia falar sobre todas as reformas, porque falar é fácil… Sobre a mãe das reformas, em parto duplo, eu diria, quanto à política, que é preciso acabar com a proliferação de partidos (a sociedade se dará por satisfeita com umas cinco ou seis legendas), com candidatos avulsos e com financiamento público. Além disso, proibir coligações em eleições parlamentares e o voto do analfabeto (até como incentivo à alfabetização).

Também penso que se deveria instituir integralmente a ficha limpa, exigindo até exame de fezes negativo; o voto facultativo; e a prestação de contas de toda contribuição particular. O voto secreto deveria ser mantido, uma vez que os defeitos são dos eleitores, não dos candidatos, que podemos consertar desde que não sejam permitidas tantas reeleições.

“PERFEIÇÃO”

Enfim, é preciso parar de aperfeiçoar o processo eleitoral para não gerar desconfianças, afinal, se o nosso é tão perfeito, por que nenhum outro país o adota? Eu não acredito na burrice do mundo. O exercício da política deve ser, antes de tudo, disposição para servir.

No âmbito do Judiciário, a primeira mudança deveria ser feita no direito processual. Não podemos mais viver com a procrastinação da aplicação das leis, por utilização dos mais variados recursos, como no caso do mensalão. Veja que coisa: condenados os réus do mensalão, a discussão passou a ser se “os condenados vão ou não para a cadeia”. Só falta mesmo encarcerá-los no Copacabana Palace…

Faz-se necessário acabar com essa excrescência do foro privilegiado: afinal, somos ou não todos iguais perante a lei? Que coisa mais chata e mentirosa! Essa excrescência é a única responsável pelo escândalo do mensalão estar tomando o tempo e a atenção do país, que vai deixando passar em branco o ex-Luiz, Rosemary, Pimentel e suas consultorias-fantasma de R$ 30 milhões, assim como foram para as calendas as consultorias paloccianas. Os caras pintam e bordam, alguns são cassados, e fica só por isso. Outros, que não têm mandatos, vão ser ministros de Estado.

Precisamos também reformar com urgência a maneira de prover os tribunais, principalmente os superiores. Em relação ao Supremo, então, com três ou quatro exceções, urge começar do zero. (transcrito de O Tempo)

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One thought on “A mãe das reformas

  1. O problema de Obama, FHC e Lula, as três lideranças políticas mais expressivas do nosso tempo, é o mesmo: vieram apenas para acenar com mudanças, porém sem Projetos Alternativos e sem coragem para mudar de fato a realidade dos modellos corrompidos dos seus respectivos países e do mundo, pelos quais foram tb absorvidos, dominados, cooptados e cabresteados, de modo que tb com eles na liderança tudo não passou de apenas mais palanquismo vazio, “ esqueçam o que escrevi”, “era tudo bravata de campanha” e tome mais e mais 171 eleitoral, ou gollpismo-ditatorial. O fato é que todos (FHC, Lula e Obama) , assim como a própria ditadura militar (que fez o que quis no Brasil durante 21 anos), fracassaram ante a necessidade das mudanças estruturais profundas do Estado e da Política, bastando lembrar que o modello partidário-eleitoral norte-americano é o mais viciado e mercenário do mundo, face ao qual a força do dinheiro deita e rola, põe e dispõe. Daí a espionagem desesperada de Obama, politicamente superado, morrendo de medo do Brasil onde já é conhecido o Projeto Novo e Alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral (RPL-PNBC-ME), mais avançado do Planeta, que, na verdade, significa “ O PULO DE LEÂO DO BRASIL”, adiante do EUA, Europa e CIA, certos de que com o HMM-RPL-PNBC-ME o Brasil pode mais, muito mais, porque evoluir é preciso. Obama espionou e copiou até o nosso “ O MMelhor está por vir”.

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