A melhor forma de honrar os 56 mil mortos é transformar o Brasil num país menos desigual

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Pandemia mostra a importância de aprimorar o SUS

Deu no Estadão

O Brasil ultrapassou a desoladora marca dos 56 mil mortos por covid-19. Em todas as regiões do País, choram dezenas de milhares de pais, mães, filhos, avôs, avós, netos e amigos que perderam gente amada e nem sequer puderam confortar uns aos outros com um simples abraço.

A subtração repentina dos ritos funerários, fundamentais para a construção de um sentido para a morte, é uma faceta particularmente cruel dessa doença, tanto mais perversa porque a esmagadora maioria das vítimas passou suas últimas horas de vida sem o acalento de seus familiares.

UM PAÍS TRISTE – Por empatia ou compaixão, milhões de brasileiros que tiveram a sorte de não perder um ente querido para o novo coronavírus tampouco vivem dias de paz. A maior tragédia nacional em mais de um século fez do luto uma experiência coletiva e impessoal. Hoje, o Brasil é um país triste.

Mas, por mais severas que sejam, quase todas as perdas ocasionadas pela pandemia poderão ser superadas mais cedo ou mais tarde, com maior ou menor grau de dificuldade. As eventuais transformações da sociedade na direção do que se convencionou chamar de “novo normal”, que tanto tem ocupado filósofos, psicólogos, sociólogos e economistas no momento, serão assimiladas no tempo adequado para cada indivíduo.

Empresas quebradas poderão, eventualmente, ser reerguidas. Outras tantas serão criadas pelas necessidades impostas por um evento dessa magnitude. Em breve, aviões voltarão a riscar os céus no mundo inteiro. Empregos serão recuperados. Aulas serão retomadas. O comércio já está em franco processo de reabertura, em que pese a impertinência, para dizer o mínimo, de uma medida como essa no atual estágio da pandemia no País.

AS LIÇÕES CORRETAS – Mas nada haverá de apagar da memória nacional o fato de que, em apenas três meses de 2020, mais de 56 mil brasileiros morreram em decorrência da covid-19, centenas deles profissionais da área de saúde que atuavam na linha de frente do combate a essa nova e perigosa ameaça sanitária com a bravura e dedicação que os distinguem. De uma hora para outra, mais de 55 mil histórias de vida se tornaram impossibilidades antes que fosse possível assimilar em toda a sua inteireza o que uma tragédia como essa representará para o País no futuro.

Para quem sofre a dor da perda de um familiar, não há diferença essencial entre uma morte e mais de 50 mil. No entanto, o triste marco haverá de nos servir, aumentando a coesão da Nação, caso tiremos as lições corretas dessa tragédia e as transformemos em ação política concreta. Do contrário, restarão apenas o assombro, a dor e a indignação.

A sociedade deve aumentar significativamente o grau de exigência na escolha de seus governantes. Há bons e maus exemplos de políticas públicas adotadas pelas três esferas de governo durante a pandemia, mas houve aqueles que se revelaram líderes indignos da designação, aquém da altura de suas responsabilidades na condução de seus governados nesta hora grave, a começar pelo presidente da República. Jair Bolsonaro entrará para a história como o presidente que desdenhou da gravidade da pandemia, fez pouco-caso das aflições dos brasileiros e apequenou o Ministério da Saúde no curso de uma emergência sanitária.

DESIGUALDADE E SUS – É certo que a pandemia atingiu todos os brasileiros, mas uns foram muito mais afetados do que outros. Passa da hora de a Nação olhar para seus milhões de desvalidos e lutar para reduzir a brutal concentração de renda que há séculos obsta o desenvolvimento humano no País.

Por fim, mas não menos importante, é preciso cuidar melhor do Sistema Único de Saúde (SUS). Não fosse o SUS, o País estaria pranteando não 56 mil, mas um número incalculável de mortos. O SUS é um avanço civilizatório que tirou a saúde da lógica de mercado ou do mero assistencialismo e a alçou à categoria de direito universal. A pandemia só evidenciou sua importância, como se isto fosse necessário, e a necessidade de mais investimentos.

A melhor forma de honrar a memória dos mais de 50 mil mortos em decorrência da covid-19 é transformar o Brasil em um país menos desigual e mais fraterno. Em suma, um lugar melhor para viver.

(editorial enviado por José Carlos Werneck)

4 thoughts on “A melhor forma de honrar os 56 mil mortos é transformar o Brasil num país menos desigual

  1. Muito me admira o Sr. Articulista … nos prendar com um artigo fraco , sem sentido e totalmente inócuo.

    Fico a pensar como pessoas com uma certa idade e sendo um “lagarto velho” nos temas vigentes fica olhando para o jabuti na arvore.
    Essa gripe tão endeusada pelas “supostas” mortes que causou é um jabuti na arvore , e muitos foram enganados e ainda estão sendo manipulados com este “assombroso” numero de óbitos …. e contaminados tudo mistificação , tudo manipulação..em outras palavras TUDO mentira. O artigo é muito fraco, e termina por “torcer” que este “óbitos” possam tornar nossa sociedade “menos” desigual …HA..HA..HA..HA..
    ( Royalties para o Decano HF)..

    Prezado Articulista com os devidos respeitos , creio que o nobre amigo se leu de forma analitica nossa formação social como nação não escreveria o que escreveu..Somos uma sociedade projetada para dar Errado, a começar pela formação social dos seus cidadãos e isso vem de longe … e acentuou com a tal “libertação dos escravos” e a adoção do sistema canalha republicano…neste sistema foi colocado a cereja do bolo de nossa ruina social e economica (ao meu ver um projeto para dar errado sempre).

    E não vou adentrar nos porões deste demoniaco e canalha sistema republicano democratico..uma verdadeira armadilha …o resultado deste sistema sabemos onde chegou… podridão total nos tres pilares: Legislativo , executivo e judiciário..combinado com um povo formado nos moldes de uma religião corrupta e mentirosa no seu cerne principal ..resultado ? Nem vou perder tempo de escrever..mas vou sintetizar em um pequeno trecho que um amigo nosso aqui da TI ..escreveu em seu comentário … ” Não se pode esperar muita cousa de uma nação (seu sistema tripartite) quando vemos estarrecidos nossa ” corte suprema ” gastando milhões de reais em uma licitação para comprar caviar, lagostas , vinhos importados,etc..etc.. Enquanto nossas crianças nas escolas públicas tem (e quando tem ) biscoitos e ki suco para beberem ” .. ( Francisco Bendl com adendos ).

    Nosso amigo FB ..foi no ponto..como gosto de dizer no figado… sintetizando de forma magistral e em poucas palavras a onde chegou este canalha e maldito sistema republicano (com seus poderes podres ). Observem suas instalações santuosas verdadeiros palacetes ..verdadeiros sepulcros caiados …bonitos e lindos por fora mas por dentro cheios de podridão … E não é isso que nós vemos ao longo de toda história “repúblicana democratica” ?

    Profundamente lamentável este artigo…Tomou como base um caminho errado e fundamentado na mentira…não podia dar em algum proveito .

    YAH SEJA LOUVADO SEMPRE

  2. O que o Brasil e o mundo deveriam experimentar, como medida saneadora, se é que ainda nos resta tempo hábil, seria pôr em prática, as teorias preconizadas por Thomas Malthus e Geremy Rifkin.
    Essa coisa de transferir (sequestrar) renda de pessoas produtivas para as imprestáveis constitui-se uma tremenda injustiça, além de estimular o parasitismo.
    Pronto! Está aberta a discussão para Eugênia, Bio-despovoamento, castração como controle populacional, vidas inúteis……..

  3. É isso ai, não podemos deixar por menos tanto desaforo contra o povo brasileiro. BOM DOMINGO a todos e todas, é o que lhes deseja a Terceira Via de Verdade, com Democracia Direta e Meritocracia, a serem conquistadas, pela glória a Deus nas alturas e pela paz na terra aos homens e mulheres de boa-fé, boa vontade e bons propósitos. História boa é história contada por inteiro, com a verdade posta na mesa por inteiro e não apenas pela metade, trechos, ou excertos, que convém apenas a uma das partes. Voltemos então à vaca fria da guerra tribal, primitiva, permanente e insana, por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, à moda todos os bônus para ele$ e o resto que se dane com os ônus, que ai está há 130 anos, protagonizada pelo militarismo e o partidarismo, polítiqueiro$, e seus tentáculos, velhaco$, sob o teto da república 171, proclamada pelos me$mo$, que se acham seus sócios-proprietários majoritários, e da qual não abrem mão mas nem no pau, Juvenal, controlando a ferro e fogo as únicas duas vias de acesso ao poder (militarismo e partidarismo), sem deixar brotar nada de novo de verdade ao redor, não obstante a dita-cuja, dele$, já transpirando decadência terminal por todos os seus poros, face ao sistema político apodrecido dos me$mo$, com prazo de validade vencido há muito tempo, guerra essa, entre os me$mo$, travestida de democracia só para enganar a tola freguesia, mas que, na verdade, na prática, trata-se de uma plutocracia putrefata com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia, tocada à base de golpes e eleições turbinadas a fake news, mentiras e enganações, regada a esquemas e muito dinheiro, achacado do erário, que deveria ser de todos, guerra essa na qual estamos todos embarcados de gaiatos no navio dos me$mo$, há 130 anos, na qual fazemos o papel de bucha de canhão, à moda vítimas, reféns, súditos e escravos, ainda que fantasiados de cidadãos e cidadãs, ultimamente patrulhados por três exércitos que estão exercendo a hegemonia política da época, no âmbito da dita-cuja, a saber: o bolsonarismo (formado basicamente pelo militarismo, o crentismo, o milicianismo e afin$, tão mercenários quanto fanáticos), polarizado com o lulopetismo (formado pelo sindicalismo, CUT-MST-MTST-UNE, e afin$ ), com o demotucanismo ( formando pelo que se dominou chamar de “elite cheiroso”, mercenários e afin$, apaixonados por tetas no erário, habituados a mamar à beça em governos, qualquer governo, de direita, de esquerda ou de centro), sendo essa, pois, as três versões ( direita, esquerda e centro), do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos, velhaco$, as únicas duas vias do sistema apodrecido, sendo esse o pesadelo que, à velha moda “quanto pior, melhor”, inerente a ele$, está nos conduzindo rumo à Brazuela, podendo chegar até o Haitibras, contra o domínio absoluto dos quais temos apenas a Terceira Via de Verdade, há 20 anos na estrada, a Democracia Direta com Meritocracia, formada pela RPL-PNBC-DD-ME, o projeto novo e alternativo de política e de nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, que saiu às rua do Brasil em Junho de 2013, rugindo firme, forte, alto e em bom som: “sem partidos, sem golpes, sem violência, sem corrupção, vocês não nos representam”. Terceira Via essa que, eleitoralmente, restou barrada nas hostes do PSOL, nas eleições de 2014 e 2018, oportunidades em que o partido optou por fazer o papel de puxadinho do PT e linha auxiliar do lulopetismo, em detrimento do advento do possível Novo Brasil de Verdade, que continua na área, de olho no lance, com o Bicho pronto para pegar de jeito os lobos, hienas, raposas, e afin$ do sistema político apodrecido, e, por conseguinte, mudar o jeito de fazer política neste país, bem como o discurso e o percurso, para fazer do Brasil uma possível Nova Europa, ao invés da Brazuela ou do Haitibras que é para onde a velha política está levando o Brasil, e só os completamente alienados não estão enxergando isso. https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/06/dissimulada-ditadura-militar-criou-miragem-de-separacao-de-poderes.shtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compfb&fbclid=IwAR0LVyZVua1G9qI-s6nnoJkS-BNOb2rYsBJwr75O7GtYhPzBDPHVe_V

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