A melhor maneira de não se resolver nada é convocar uma reunião

Depois da decisão do TCU, a reunião ministerial. Para quê? Para nada…

Pedro do Coutto

Esta frase atravessa a névoa do tempo, tem dezenas de autores, o que torna impossível identificá-los, nasceu no espaço político e está cada vez mais atual, principalmente no Brasil. A turma infindável, adepta do talking about, pratica com perfeição o esporte de reunir. Nesse plano se resolve tudo (falar sobre assuntos diversos é fácil), executar as soluções é que é o problema. Para comprovar essa colocação basta assistir a debates sobre economia na televisão. Limitam-se a desenvolver teorias. São adversários da prática.

Aliás a teoria na prática é outra coisa, como dizia – seu autor eu me lembro – o senador Benedito Valadares, que, entre seus méritos, teve o de nomear Juscelino Kubitschek prefeito de Belo Horizonte, por volta de 1940, durante a ditadura de Getúlio Vargas. Valadares era governador interventor de Minas Gerais. A ditadura da época durou de 1937 a 29 de outubro de 1945, quando o ditador foi derrubado pela redemocratização do país.

Mas estou me afastando do assunto, do ponto central. Falei da inutilidade da grande maioria das reuniões. A reunião ministerial convocada pela presidente Dilma Rousseff, na tarde de quinta-feira, no Palácio do Planalto, destacada no dia seguinte pela reportagem de Valdo Cruz, Gustavo Uribe, Marina Dias e Isabel Versiani, na Folha de São Paulo, edição de 9, é um exemplo marcante.

UM VAZIO DE IDEIAS

Realizada para analisar os reflexos da decisão do TCU sobre as contas públicas de 2014, resultou em absolutamente nada. O desfecho caracterizou a presença do óbvio ululante. Pois o que aconteceu no Palácio do Planalto foi exatamente isso: um vazio de ideias e nada mais além das repetições que assinalam os movimentos do poder político. Depois de horas, produziu-se um tratado vazio de qualquer conteúdo concreto, e de interesse coletivo.

Por exemplo: o ministro Ricardo Berzoini, chefe da Secretaria de Governo, reclamou do não cumprimento, pelo Planalto, dos acordos firmados nos bastidores para assegurar o apoio de parlamentares que integram a  agora diluída base aliada no Congresso. O vice Michel Temer disse que apoiava a manifestação de Berzoini, acentuando que foram fatos assim que o levaram a se afastar do ministério sem pasta criado de fato para desenvolve a articulação política do Executivo no Legislativo.

Quer dizer: troca de nomeações por votos no Congresso. Algo mais grotesco do que ridículo, no fundo da questão. Impressionante a presença de tão baixo nível nas articulações, e dos articuladores. Assim é impossível, não se vai a lugar algum. Francamente, é demais.

CANETA MÁGICA

Nenhuma matéria efetivamente importante foi alvo de qualquer análise ou debate mais sério. Se a caneta mágica da presidência tivesse o poder de por si só resolver todos os desafios e remover os obstáculos com os quais se defronta o país, o governo não teria razões de se preocupar com seu destino, com o desfecho da atual crise brasileira.

Suas razões (as da crise) são mais profundas. O problema essencial vem da falta de sintonia de Dilma Rousseff com a população, portanto com a consciência pública. Porque, na verdade, ninguém consegue governar sem a opinião pública. Esta, como o Datafolha e o Ibope vêm revelando, rejeita maciçamente a administração federal.

Sem pelo menos reduzir fortemente esse quadro de indisposição coletiva, a atual presidente não conseguirá livrar-se do maremoto, fruto da incompetência, e estabilizar sua viagem até a sucessão de 2018. Três anos passam depressa, porém na política são uma eternidade. Tudo é relativo. Como aliás, os impulsos humanos confirmam. Só Deus é absoluto.

12 thoughts on “ A melhor maneira de não se resolver nada é convocar uma reunião

  1. O secretário da Agricultura de São Paulo e deputado federal licenciado pelo PPS, Arnaldo Jardim, disse, nesta quinta-feira, no seminário “Saídas para Crise”, que os brasileiros estão desesperançosos diante da incompetência do governo para encontrar saídas para a crise instalada no país, que não é apenas econômica e política, mas também de perda de valores.

    O evento foi promovido pela Fundação Astrojildo Pereira e pelo partido.

    ”O atual modelo está falido do ponto de vista da economia. O que precisamos debater agora são quais os princípios vão nos orientar para que o Brasil possa voltar a trilhar o caminho do desenvolvimento”, afirmou, ao enfatizar que essas perguntas deveriam ser feitas pelo governo.

    Arnaldo Jardim criticou a postura adotada pelos governos do PT na política internacional, sobretudo na área do comércio. O dirigente julgou errática a busca de um mercado regional, sobretudo com os países bolivarianos, como a Venezuela, ao invés de ampliar as negociações para outros mais competitivos.

    “Essa política iniciada no governo Lula e retomada na gestão Dilma nos deixa pouca opção para alavancar parcerias importantes”, avaliou o parlamentar.

    Na avaliação de Arnaldo Jardim, a convicção é de que a sociedade exige que o país encontre o caminho da estabilidade econômica, sem deixar de fazer as reformas necessárias, sobretudo no campo da política.

    No final de sua fala, o secretário de Agricultura, destacou o papel desempenhado pelo PPS na busca de saídas para o Brasil.

  2. Críticas à condução da política econômica nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, além propostas de caminhos para o Brasil retomar o desenvolvimento, deram o tom das palestras e debates do seminário “Saídas para a crise”, realizado nesta quinta-feira (08) na Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento, organizado pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e o PPS, reuniu economistas, parlamentares e dirigentes partidários do PPS, PSDB, PSB, DEM, SDD, PV e PSC.

    Como palestrantes, os economistas Marcos Lisboa, Felipe Salto e Ricardo Paes de Barros fizeram um panorama geral da situação econômica do país, apontando as causas que levaram a crise e possíveis caminhos que o país pode trilhar.

    Já o tom político foi dado pelo secretário de Agricultura de São Paulo e deputado federal licenciado, Arnaldo Jardim (PPS-SP); pelo prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS); pelo diretor da FAP Juarez Amorim; e pelos presidentes nacionais do PSDB, senador Aécio Neves; do PSB, Carlos Siqueira; do PSC, Pastor Everaldo, e do PV, José Luiz da França Penna.

    Também prestigiaram o evento os líderes Rubens Bueno (PPS-PR), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Mendonça Filho (DEM-PE), Arthur Maia (SDD-BA) e o líder do PPS no Senado, José Medeiros (PPS-MT), além dos vice-líderes do PPS Carmen Zanotto (SC) e Arnaldo Jordy (PA) e o vice-líder da Minoria Raul Jungmann (PPS-PE). Outros parlamentares, militantes e dirigentes dos partidos também prestigiaram o evento que lotou um dos plenários do anexo II da Câmara.

    CONFIRA ABAIXO A COBERTURA DO SEMINÁRIO:

  3. O professor Ricardo Paes de Barros, pós doutor em economia pela Universidade de Chicago, disse, no seminário “Saídas para a crise”, promovido pela FAP e pelo PPS nesta quinta-feira (08), que um governo organizado poderia lidar com a crise sem que ela prejudicasse os mais pobres.

    O economista lembrou que, em vez disso, o país tem um governo que perdeu o controle do orçamento. Ao falar de políticas sociais, ele disse que para que elas sejam sustentáveis é preciso que seus gastos sejam compatíveis com a receita. “Nenhuma política social, por melhor que ela seja, que desequilibre gastos e receita, vai ser sustentável”. Paes de Barros é especialista em políticas públicas e foi um dos fundadores dos programas de combate à pobreza do governo Fernando Henrique Cardoso.

    A crise atingiu em cheio as pessoas mais pobres, ressaltou o economista, pois todos agora estão no mesmo barco, depois das políticas inclusivas implantadas desde o início do milênio. Paes de Barros comparou essa inclusão à colocação de mais vagões nos trilhos da economia. “Agora, a locomotiva parou. Do que adianta ter colocado mais gente nos vagões e todos eles no mesmo trilho se a locomotiva está parada?”

    O economista afirmou que o Brasil precisa voltar a ter um equilíbrio orçamentário. “Para isso, é preciso, acima de tudo, ter um plano de longo prazo: como ele vai pagar a dívida dele, como vai reestruturar os gastos, reestruturar a receita, etc.”

    O gasto do governo federal, disse Ricardo Paes de Barros, segue uma linha exponencial. “O governo brasileiro está raciocinando de uma maneira de que ele vai gastar o PIB inteiro. Quem produzir vai ficar com o quê?”

  4. O economista Felipe Salto, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), disse no seminário “Saídas para a Crise”, promovido pela FAP e pelo PPS, que o governo precisar ter um controle maior da gestão pública e aumentar a eficiência nos contratos do setor público para o País superar a crise.

    “Enquanto não se encontrar uma solução para a crise política dificilmente a crise econômica vai ser também resolvida porque ela depende de ações do governo, do Banco Central e do Tesouro”, afirmou, ao salientar que o ajuste fiscal é o primeiro passo para a recuperação da economia.

    Para ele, o aumento da carga tributária não é solução para tirar o País da crise. “A carga tributária no Brasil, de 38% do PIB, já é excessivamente elevada. Claro que o aumento de impostos pode ser uma parte da composição do ajuste, mas o governo precisa fazer a lição de casa do lado dos gastos públicos, porque a sociedade não aceita mais saídas que passem unicamente pela retirada do dinheiro do bolso dos trabalhadores e dos empresários, ou seja, por recriação da CPMF e aumento de outros impostos”, disse.

    O economista afirmou ainda que chegou o momento de o governo revisar a as políticas cambial e de juros e também adotar medidas de gestão para melhorar o gasto primário e sanear as contas públicas, o que ele considera crucial para alavancar o investimento.

    “Sem isso, não há possibilidade de as empresas retomarem a confiança, olharem para o governo de novo com mais confiança e aí tomarem as decisões de investimento que são decisões arriscadas. Nenhuma empresa vai voltar a investir enquanto essa tarefa inicial não for cumprida”, afirmou.

  5. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, disse nesta quinta-feira, na abertura do seminário “Saídas para a Crise”, que a presidente Dilma Rousseff não tem condições de tirar o País do “atoleiro” e que chegou a hora das forças políticas que se opõem ao atual governo se prepararem para superar esse momento delicado na economia e na política. Ele também criticou a política econômica “pautada em medidas erráticas, equivocadas e irresponsáveis” que arrastaram o País para uma das maiores crises do período Republicano.

    “Já sou um homem de 60 anos e não conheço crise igual no período Republicano”, afirmou. Segundo Siqueira, a crise tem “várias facetas” que estão se aprofundando a cada dia em decorrência da “natureza autoritária e exclusivista” da “força política” que conduz o País, incapaz na sua visão de fazer a autocritica ou de rever posicionamentos de “forma pacífica”.

    “Caminhamos para um processo muito duro e temos que nos preparar para isso, porque não posso acreditar em uma força política que nos últimos 30 anos de democracia jamais soube compreender os momentos cruciais que enfrentamos no País”, disse, ao citar a rejeição do PT em participar do colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves no período de transição para a democracia; o fato de o partido não assinar a Constituição de 1988; de não apoiar o Plano Real e o governo Itamar Franco depois do impeachment de Collor e de não respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Para o dirigente do PSB, a decisão de ontem do TCU de reprovar unanimemente as contas do governo Dilma de 2014 é prova cabal de que houve uma atitude de “desgoverno fiscal”. “São por essas razões que não acredito que ela [a presidente Dilma] tenha condições de tirar o País da crise”, afirmou.

    Siqueira disse que diante do quadro de crise política e econômica chegou a hora das forças políticas que se opõem ao atual governo se prepararem para “tirar o País do atoleiro”, pensando e elaborando medidas de médio e longo prazo que o governo do PT não consegui implementar nos quase 13 anos no poder.

    “Esse é um dos governos mais longos da República, só superado pelo governo Vargas, que não fez uma única medida estrutural ou sequer tentou”, comparou, ao criticar ainda o fato do governo do PT gastar bilhões de reais para se proclamar “dono das políticas sociais”.

    O socialista acentuou que as principais conquistas sociais brasileiras foram consignadas na Constituição Cidadã que o PT se recusou assinar. “As outras [conquistas], que foram criadas nos últimos anos, são políticas assistencialistas de apascentamento da pobreza que não podemos reconhecer como políticas sociais de Estado”, criticou.

  6. “A maior das crises não é a ética, política, administrativa nem econômica, é a crise de liderança. O Brasil é uma nau à deriva”. A avaliação foi feita pelo prefeito de Vitória, Luciano Rezende, durante o seminário “Saídas para a Crise” promovido nesta quinta-feira, em Brasília, pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) e pelo PPS. Ele disse ainda que a crise econômica tem forte impacto sobre os municípios e que não vê melhoria neste cenário em 2016.

    “As pessoas que poderiam estar pilotando o processo [de crescimento da economia brasileira] não conseguem liderar esse País”, disse Rezende, ao referir-se as dificuldades cada vez maiores do governo da presidente Dilma Rousseff de superar a crise econômica e política que o país atravessa.

    Segundo ele, os efeitos dos desarranjos têm um “rebatimento enorme” na economia dos municípios. “Os recursos do governo federal não estão vindo mais. Em Vitória, por exemplo, faz três anos que não recebemos os recursos do PAS [Programa de Avaliação Seriada] da educação; os recursos para a erradicação do trabalho infantil não vem desde janeiro e os para amostras de doenças, como leishmaniose, também não vem mais para o Estado [do Espírito Santo]. Então, a gente começa a governar com recursos próprios e essa situação está levando os municípios ao limite de suas capacidades”, afirmou.

    Rezende salientou que os quatros ajustes já realizados pela prefeitura de Vitória desde que ele assumiu o mandato – renegociação de contratos e corte de comissionados, dentre outros – já não são mais suficientes porque a crise está se agravando com a queda de receita, enquanto que o custeio da máquina tem se mantido.

    “Nos municípios vamos ter de trabalhar [políticas sociais] para proteger quem mais precisa. Assim na saúde e na educação também”, disse, ao citar que o restaurante popular de Vitória é o único no estado que não fechou definitivamente.

    Para o prefeito, os municípios terão de lidar com essa situação mapeando e localizando “onde está o interesse público maior” para a aplicação dos recursos disponíveis.

    “Infelizmente não vislumbro em um período curto a reversão dessa crise que assola os municípios. Independentemente de qual seja o cenário, 2016 deve ser pior que esse ano”, previu.

  7. O economista Marcos Lisboa, diretor-presidente do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) disse, durante seminário promovido pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) nesta quinta-feira, em Brasília, que “ajustes com base no aumento de receitas, como criação ou aumento de impostos, prolongam a recessão”. Segundo ele, essa é uma evidência internacional.

    Para Lisboa, “aumento de receita que aumente ainda mais a distorção da economia brasileira prejudica o ambiente de negócios e a produtividade”. Recriar a CPMF, conforme propõe o governo, disse o economista, “apenas tapa um buraco por um ano ou um ano e meio”. Ao final deste período, deputados e senadores vão estar discutindo um novo aumento de impostos. “Ou antes”, previu.

    No entender de Marcos Lisboa, o Brasil deve enfrentar o problema estrutural do crescimento da despesa acima da receita. “E invariavelmente vai passar por rever as vinculações, garantir que as despesas aumentem com o crescimento de longo prazo do PIB não com o PIB de ontem”, ponderou. O economista advertiu que não se pode criar despesas com base em um PIB excepcional porque elas não terão como se sustentar quando a renda cair.

    “O Brasil vive hoje a conjunção duas crise, uma estrutural, de longo prazo, e outra que são as consequências das escolhas de política econômica adotada desde a crise de 2009”, afirmou Lisboa. O crescimento do gasto público acima da receita expressa o quadro da primeira. “A despesa pública no Brasil há 25 anos cresce mais do que a renda nacional. Durante muito tempo isso foi compensado pelo aumento da carga tributária, que passou de 25% do PIB para 35% do PIB mais recentemente”, explicou. Segundo ele, mesmo nos períodos em que a carga tributária parou de aumentar, o gasto público continuou crescendo.

    Além da crise estrutural, disse Lisboa, há as escolhas dos últimos seis anos. “Aí, a culpa não é só do governo”, apontou. Segundo o economista, a partir da crise de 2008/2009, o país optou por um conjunto de políticas econômicas “que foi aplaudido em praça pública”.

    “O diagnóstico era simples: fechar a economia, proteger a produção local, desvalorizar o câmbio, colocá-lo mais para cima, reduzir juros, conceder privilégios, estímulos e incentivos à produção nacional – crédito subsidiado, desonerações tributárias, aumento de tarifas, aumento de proteção contra concorrentes estrangeiros”. Foi esta a agenda que o Brasil viveu após a crise econômica global.

    “O crédito subsidiado do BNDES aumentou em cerca de R$ 450 bilhões, o custo que vamos pagar disto nos próximos anos é de R$ 184 bilhões que ainda resta”, informou. Segundo ele, o BNDES empresta a taxas entre 0,5% e 4,5%, num país em que a inflação é de 7%. “O governo capta a 14%, 14,25% para o BNDES emprestar a 3,5%, 4,5%. Esses 10% são uma transferência do setor público para o setor privado”, sentenciou. Pior é que a concessão de benefícios foi feita a grupos selecionados, não a todos.

    Segundo Lisboa, existe a ilusão de que a sociedade não está pagando a conta, o que não é verdade. A esperança, disse, era de que tomando essas medidas o país iria se desenvolver. “Com esse resgate do velho nacional-desenvolvimentismo dos anos 50 e do período Geisel, que essa velha agenda iria permitir o crescimento acelerado do Brasil. Essa foi a aposta do governo Geisel também”, lembrou.

    Márcio Lisboa disse que o Brasil ficou velho antes de ficar rico. “Desperdiçamos nosso bond demográfico. Acabou. Estamos no pico da quantidade de pessoas trabalhando. A partir da próxima década, um número menor de pessoas estará trabalhando e a partir da década seguinte vai encolher mais”. De acordo com o economista, atualmente, os idosos crescem quatro vezes mais rápido que os adultos no país. “Menos gente trabalhando para mais gente se aposentando ou na escola. Isso é mais gasto tributário”, avaliou.

  8. O presidente da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), Juarez Amorim, disse no encerramento do seminário “Saídas para a Crise” realizado nesta quinta-feira, em Brasília, que o evento terá etapas regionalizadas.

    “Vamos replicar esse debate de hoje nos principais estados. O próximo, no dia 5 de novembro, será no Rio de Janeiro com enfoque regional. Em São Paulo, o seminário terá como foco o desafio da indústria brasileira [com data ainda não definida]. Minas Gerais e Brasília também vão receber uma etapa regional do Saídas para a Crise”, adiantou o dirigente da FAP.

    Amorim disse que o seminário de hoje foi o início do processo de um processo de elaboração de conceitos que a Fundação vai oferecer ao PPS e a sociedade brasileira.

    Documento

    O dirigente informou ainda que a FAP irá elaborar um “documento síntese” das palestras e dos debates desta primeira fase do seminário, tarefa a ser desenvolvida pelos dirigentes Caetano Araújo e Augusto Rodrigues.

  9. Bem, deve ter sido mais uma reunião para falar da mandioca e do vento. Talvez, apareça alguma coisa nova sobre como plantar banana na lua ou algo como engarrafar as ondas do mar para transportar para o sertão. Com a Dillma tudo é possível.

  10. Sr. Pedro do Coutto, o título do artigo traduz, em outras palavras, a lição de Benedito Valadares: “Reunião só depois do assunto resolvido”. Atenciosamente.

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