A morte de Fidel Castro (ou a morte de uma utopia)

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Luiz Eça
Site Olhar o Mundo

Em Cuba, apesar de a maioria da população viver em condições modestas e poucos contarem com bens como automóveis, computadores, celulares e viagens de turismo, ninguém vive em condições de pobreza extrema. Todos têm acesso a um sistema de saúde modelar. Nos governos anteriores ao revolucionário, a mortalidade infantil era de 60 em cada mil nascimentos – agora mal chega a 4,2.

A expectativa de vida, que antes era de 60 anos para os homens e 65 para mulheres, aumentou em cerca de 15 anos. Em 2012 essa expectativa de vida era maior do que a dos EUA. Dado que demonstra alta qualidade de vida, com bons níveis de saúde e de alimentação.

Em 1958, o país tinha um médico a cada mil habitantes. Hoje são 7,7. Eles cuidam não só de pacientes no país, como também de outros países, inclusive no Brasil e na Venezuela (lá existem 25 mil médicos cubanos).

OUTRAS REALIDADES – Em 2010, o governo de Havana enviou 1.200 médicos para enfrentar a cólera no Haiti, depois de um terremoto devastador, enquanto o Ocidente hesitava. Cuba também liderou os esforços internacionais no combate ao vírus Ebola, que se espalhava pela África Ocidental.

A discriminação no trabalho feminino, típica dos países latino-americanos, acabou em Cuba. Atualmente, as mulheres representam cerca de 65% da população empregada em funções técnicas.

Antes de Fidel, 44% da população do campo nunca estudara numa escola, agora não há analfabetos em Cuba (dado da Unesco). E os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, definidos pela ONU em 2000, ficaram muito perto de serem atingidos, já em 2015.

FESTEJANDO A MORTE – Nada disso importa para os exilados que festejaram a morte de Fidel Castro, cantando e dançando, num verdadeiro carnaval que lembrava as noites coloridas de Havana. Alguns se sentiam vingados das perseguições e violências que sofreram por terem se revoltado pela adesão castrista ao comunismo, depois de participarem das lutas heroicas da Sierra Maestra.

A imensa maioria celebrava a felicidade de curtir a morte do líder da revolução que lhes tirara os cassinos, os carros de luxo, os bons negócios, a vida privilegiada ou as chances de um dia chegar lá naquele país que fora seu.

Enquanto cubanos em Miami cantavam e dançavam, em Havana outros cubanos estavam de luto.  Centenas de milhares deles, talvez um milhão, formavam gigantescas filas, esperando sua vez de dar adeus a Fidel Castro.

Enquanto os exilados perderam, eles tiveram muito a ganhar com a revolução, simbolizada por seu líder.

O SONHO ACABOU? – Mas as reformas que possibilitaram esses benefícios correriam sérios riscos não fosse o apoio econômico soviético. Com a queda da União Soviética, esse apoio acabou e Cuba entrou num duro período de crise.

Foi quando, no início do século 21, o regime chavista da Venezuela prestou uma colaboração fundamental, vendendo 100 mil toneladas de petróleo por ano – metade de todo o consumo cubano – a preços muito inferiores aos do mercado.

Mesmo assim era visível a incapacidade do regime socialista, especialmente pelo embargo norte-americano, conseguir vencer os desafios dos tempos modernos.

O governo de Havana sentiu a necessidade de uma abertura à iniciativa privada. Muitas áreas de terra de propriedade estatal foram entregues aos camponeses para que as explorassem em benefício próprio.

Essa mesma política foi expandida, permitindo (e mesmo apoiando) a criação de pequenas empresas privadas, industriais e comerciais.

IGUAL À CHINA – Em 2006, quando doença grave obrigou o chefe do governo a renunciar, já parecia fatal uma transformação da economia cubana, para muitos algo semelhante ao que acontece na China.

Fidel Castro já tinha visualizado o fim da sua utopia, no seu discurso de despedida ao citar versos de Calderon de la Barca: “La vida es sueño e los sueños, sueños son.”

Ele morre aos 90 anos e com ele morre seu sonho de uma Cuba socializada e desenvolvida. Afinal era um sonho. E sonhos costumam divergir da realidade.

                                 (artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

30 thoughts on “A morte de Fidel Castro (ou a morte de uma utopia)

  1. Mais um artigo maldoso e enganador sobre a morte do ditador Fidel Castro, que tenta enaltecer a figura do déspota e criminoso, além de intempestivo!

    Se para que o povo não viva na miséria absoluta e tenha uma saúde pública “modelar”, faz-se necessário uma ditadura férrea, com cerceamento de liberdade, do direito de ir e vir das pessoas, por favor, as duas condições tão elogiadas cobram um preço excessivamente caro!

    A morte de cinco mil cubanos, ordenados por Castro – fala-se em trinta mil, cinquenta, até cem mil cubanos aniquilados pelo ditador -, simplesmente mais de dez vezes as registradas no Brasil quando no regime militar, e sem qualquer empecilho a sair e entrar no país, a viajar de um estado para outro, demonstra que o comunismo não é um movimento político, social e econômico que visa o bem-estar do povo, mas um sistema que contemple vida confortável e longa aos seus dirigentes, à Nomenklatura!

    Portanto, o artigo que omitiu os crimes de Fidel não tem importância alguma, apesar dos esforços de Causanilhas para colaborar com este espaço democrático.

    Fidel teve a chance de se tornar um dos cinco homens mais importantes do planeta, no século XX, se ao vencer Batista, outro ditador, devolvesse à população cubana o direito de escolher seu presidente e decidir sobre o seu futuro.

    Embevecido pela glória e poder, que corrompe, o cubano permaneceu comandando com mão de ferro seus compatriotas por mais de cinquenta anos, ocasionando que seu país sofresse um atraso em ciência e tecnologia imensuráveis, além de condenar o cidadão a se tornar um prisioneiro dentro da sua própria nação!

    Não aceito a morte de dissidentes políticos como escada para proporcionar uma suposta vida menos injusta, onde o capital não se sobreponha à pessoa, utopia absoluta.

    O ditador merece ser execrado como tem sido, na razão indireta que deveria ser glorificado caso tivesse devolvido aos cubanos a democracia!

  2. Em Cuba o povo foi obrigado a trocar a liberdade por bolsa família e cesta básica.
    Posso até aceitar como regimes de governo socialismo e comunismo, mas o que nunca aceitarei é um individuo tomar o poder e se perpetuar nele.
    O ditador envelhece no poder, não aceita as novas práticas e relega toda a população ao sofrimento.
    O povo tem o direito de determinada altura da vida, querer mudar o regime. Em Cuba isso nunca foi possível ante a ameaça do “paredon”, que tornou Fidel Castro uma unanimidade.
    Imaginem se os presidentes de outros países latino americano, passassem 50 anos no poder e fardado. o que diriam as esquerdas.
    Não adianta, Cuba parou no tempo. mas o pior de tudo, foi ter tido UM DONO.

  3. Goste-se ou não do Fidel Castro, mas o artigo relata fatos verdadeiros, que são incontestáveis.
    .As necessidades básicas do povo cubanos, são muito maiores, que as do povo brasileiros, mesmo com todo embargo feito pelos EUA.
    Quantas crianças dormem nas ruas do Brasil? Em Cuba nenhuma criança dorme nas ruas. Sou contra qualquer ditadura, mas não posso me furtar às coisas boas do governo cubano, para seu povo..

    • Meu caro Jacob,

      MAS A QUE PREÇO?!

      Liberdades cerceadas, o país virou prisão, medo permanente de não ser denunciado por espiões, ameaças da pena de morte, Cuba parou no tempo e no espaço, o povo não tem o direito inalienável de decidir o seu futuro, de escolher seus mandatários, mesmo que fossem como os nossos, ladrões, corruptos e desonestos … observa, Jacob, que é altíssimo o custo de se ter essa falsa impressão de que não existe quem durma nas ruas, simplesmente à base de vidas humanas!

      Pelo menos Fidel não fez dos corpos que matou colchão para a população dormir em cima!

      Assim, esta violência e direitos impedidos pelo ditador, ANULA toda e qualquer obra que tenha feito para amenizar o sofrimento dos cubanos, portanto, elogiá-las ou reconhecê-las se torna uma agressão aos que pereceram no “el paredón” ou que foram fuzilados porque tentaram fugir da prisão chamada Cuba!

      Um abraço.
      Saúde e paz!

  4. Pela própria Teoria Marxista, um País só pode se tornar Socialista e Desenvolvido, apresentando Alto Padrão Médio de Vida ( alta PRODUTIVIDADE ), após desenvolver completamente o CAPITALISMO, o que equivale dizer a INDUSTRIALIZAÇÃO.
    Seria o caso da Inglaterra, EUA, Alemanha, Países Baixos….
    Ora, a Revolução Cubana sob FIDEL CASTRO não tentou se INDUSTRIALIZAR,como queria CHE GUEVARA que era bom Teórico Marxista, o que inclusive criou grandes atritos com os Russos, e então FIDEL CASTRO na realidade criou um CAPITALISMO DE ESTADO que sempre tem baixíssima PRODUTIVIDADE.
    Ora, como pode uma Sociedade SEM CLASSES como o Socialismo Cubano, não permitir mais do que 7% do Povo de entrar para o Partido Comunista de Cuba. Então em Cuba haviam duas Classes Sociais, os 7% Membros do Partido Comunista ( NOMENKLATURA como diz acima o Sr. FRANCISCO BENDL, que tem todas as REGALIAS), e 93% de POVÃO POBRE.
    Eu acreditaria em Socialismo em Cuba se fossem permitidos entrar para o Partido Comunista, 100% do Povo. Aí, sim seria uma Sociedade SEM CLASSES.
    Assim, como FIDEL CASTRO fez em Cuba, ficaram 7% de Ricos e 93% de Pobres. Pior que aqui no Brasil que apesar de todos os nossos Problemas, temos 10% de Ricos, 65% de Classe Média e 25% de Pobres.

    Mas FIDEL CASTRO foi grande porque enfrentou o Império Anglo-Saxão Americano por mais de 60 anos, que até então considerava Nós LATINOS como raça de Terceira Categoria, e os VENCEU com grande facilidade. Os LOGROU sempre, REDIMINDO nossa Raça frente aos arrogantes Anglo-Saxões.

    • MESTRE BORTOLOTTO,

      Como venceu os “arrogantes Anglo-Saxões” se matou sua própria gente, mestre?!

      Como que pode ser sinônimo de vitoria contra os poderosos, se eu trancafio no próprio país a minha população?!

      De que forma entender a derrota dos americanos pelos cubanos, se qualquer tentativa de fuga do “paraíso” comunista acabava em fuzilamento no paredão ou prisão perpétua?!

      Não consigo perceber, mestre Bortolotto, como que a privação imposta aos cidadãos cubanos se transformam como em um passe de mágica em humilhação para os anglo-saxões!?

      Mais a mais, aonde está escondida a vitória de Fidel sobre os Estados Unidos se este povo se transformou no mais poderoso do mundo e, os cubanos, em um dos mais pobres do planeta?!

      Por outro lado, muito menos concebo que o ditador insular tenha redimido a nossa “raça” perante os anglo-saxões, obrigando, então, a sua espécie, a viver à base de sacrifícios, escassez, e renúncia ao conforto e desenvolvimento!

      Mestre, decididamente rejeito este teu argumento, haja vista eu não aceitar que sujeição seja sinônimo de reconquistar, a menos que uma existência destituída de futuro, de não se ter sequer o direito de escolher seus mandatários e que tipo de profissão a seguir, de não se ter fartura à mesa, transporte coletivo adequado, direito de ir e vir, liberdades cerceadas, tal humilhação e subserviência me redima de pecados futuros, mas não perante um povo que atingiu tamanho nível de progresso e desenvolvimento quantos os americanos e ingleses, nessas alturas!

      Reitero que não posso aceitar o debate sobre um ditador sanguinário, com possíveis projetos sociais que tenha implantado porque às custas de vidas de seus compatriotas, a não ser que a vida alheia no comunismo não valha absolutamente nada, apenas entraves quando se quer impor certas medidas, razão pela qual se faz necessário … eliminá-las!

      Omitir ou desconhecer esse comportamento violento e desumano aos cubanos, analisando apenas a questão social, não só neutraliza as medidas salutares como desintegra qualquer boa intenção que um dia tenha sido levada em conta para proporcionar uma vida melhor à sociedade de Cuba!

      A mim, como pessoa, como ser humano, Castro me ofendeu de maneira imperdoável, e repudio qualquer manifestação em seu favor após mais de meio século no poder e milhares de mortes sobre os seus ombros, e que de nada adiantaram suas mortes porque a ilha não floresceu com seus desaparecimentos, pois o ditador jamais desejou o bem para sua população, mas tornar-se o senhor de suas vidas, ter o poder de mandar matar quem quisesse!

      Um forte abraço, mestre Bortolotto.
      O teu discípulo te pede perdão pelo atrevimento em discordar das tuas alegações, mas elas são maiores que o respeito e a admiração que tenho por ti, então a minha contestação, mas reverenciando permanentemente tão sábio articulista e comentarista deste blog incomparável!
      Saúde e Paz!

  5. Prezado Sr. FRANCISCO BENDL, também meu Mestre,

    Quanto a parte Econômica concordamos que FIDEL CASTRO não conseguiu implantar o Socialismo em Cuba, porque Socialismo é uma Sociedade SEM CLASSES. Ele implantou um Capitalismo de Estado, como todos eles, de baixíssima PRODUTIVIDADE.

    Mas a meu ver, e disso o senhor discorda, ele foi Grande e se imortaliza, por ter enfrentado o arrogante Império Anglo-Saxão Americano, não ter sido vencido, e ter morrido na cama com mais de 90 anos.

    Os Americanos haviam tomado do México mais da metade de seu território ( Califórnia da corrida do ouro 1849, Novo México, Arizona, Nevada, o grande Texas, Oklahoma, e outros territórios, depois e 1898, quando os Cubanos estavam terminando de vencer a Guerra de Independência da Espanha, os EUA invadem Cuba para “ajudar os Revoltosos Cubanos”, transformam Cuba em uma semi-Colônia dos EUA, ( Emenda PLATT, Base Aero-Naval de Guantânamo, Isla de Pinos, etc,)
    e vencendo a Guerra contra a própria já fraca Espanha, toma a Flórida, as Philipinas, etc, Hawaii, etc,etc.
    Toda a América Central e o Caribe, dominada pela Empresa UNITED FRUITS, etc, e a América do Sul toda, embora Politicamente Independente
    tinham suas Economias muito dependentes dos Inglaterra/EUA, principalmente EUA depois da 2 Guerra Mundial.

    Pela primeira vez na História, uma Revolução Cubana capitaneada por FIDEL CASTRO vence em 1959/Jan e expropria todas as Propriedades Americanas, faz Reforma Agrária Radical, etc,etc, sofre então todo o poderio Econômico-Social-Militar dos EUA e passados quase 60 anos, ainda está viva, essa Revolução, para “contar a História”.
    O Latino FIDEL CASTRO venceu aos arrogantes Anglo-Saxões Americanos e lavou a alma de nós LATINOS.

    Prezado Mestre Sr. FRANCISCO BENDL, veja, até hoje a opinião que o Presidente TRUMP tem dos Mexicanos, LATINOS da América Latina, etc, mas Não disse nada dos CUBANOS e de FIDEL CASTRO.
    Independente das Injustiças cometidas por FIDEL CASTRO, esse Respeito que ele conseguiu dos EUA, significa grandeza para ELE e para todos Nós LATINOS.
    Abração.

  6. Mestre Bortolotto,

    Exatamente por esta trajetória heroica, quando destituiu do poder o ditador Batista, Castro deveria ao cabo de cinco, seis anos após a Revolução Cubana em 59, ter devolvido o poder de decisão para o povo, somente isso!

    Fidel teria sido um dos cinco maiores nomes da história no século XX, repito, conforme escrevi no primeiro comentário, acima.

    No entanto, mantendo-se no poder e de forma violenta, agindo contra seu próprio povo, que alimentara esperanças de independência dos americanos e resgate da dignidade perdida com Fulgêncio, Castro dá sequência à mesma maneira de governar daquele que havia vencido na revolução!

    Se, anteriormente, Cuba chegou a ser conhecida como o “Cabaré da América” com Batista, porém havia uma vida confortável e dinâmica para os cubanos, que recebiam milhares de turistas e havia uma vida noturna incomparável em Havana, e com o país crescendo, Fidel ao expulsar Fulgêncio decretou para a ilha uma vida de miséria, sacrifícios, escassez e dependência, agora, dos russos!

    Ora, apenas houve uma troca, substituição esta que prejudicou em demasia os cidadãos cubanos, indiscutivelmente.

    Assim, este respeito dos americanos para com o ditador cubano, lamento, mestre, mas eu não utilizaria esta palavra e, sim, desprezo!

    Talvez, na tua interpretação, tenha sido esta sensação que tiveste, mas a verdade é que fazer frente aos Estados Unidos penalizando o povo do jeito como foi oprimido, Castro igualmente substituiu o seu heroísmo por vaidade, por orgulho, por birra, e condenando a população insular à miséria e destino incerto para suas vidas!

    Não posso, portanto, encontrar na sua trajetória qualquer resquício que amenize a crueldade que tratou a sua gente, com pulso de ferro, autoritarismo, despotismo e poder absoluto e permanente, até hoje, diga-se de passagem, através de seu irmão!

    Por que tanto tempo comandando homens que deveriam ser livres?

    Por que tanto tempo ignorando que a democracia deveria ser devolvida aos cubanos?

    Por que os assassinatos daqueles que tentaram fugir de uma ilha que se transformara em cadeia ou que fosse um dissidente de Fidel?

    Ora, mestre, os meios valem os fins?

    E não importam como são usados, se cruéis, sádicos, violentos, usurpadores, vale a “causa”?

    O ser humano é descartável ou, neste caso, estava sendo um entrave às intenções e objetivos castristas, então o seu aniquilamento impiedoso?!

    E é este o regime que propagam de igualdade social?!!?

    Ou seja, cala a boca e fica quieto?!

    Não, mestre Bortolotto, lamento, mas não concordo de forma absoluta que Fidel Castro seja reverenciado, tanto pelas mortes que ocasionou quanto pelo sacrifício que impingiu ao seu povo!

    Mais um abraço, forte e fraternal.
    Mais saúde, e que a paz reine entre nós até o fim!

  7. Caro Flávio José Bartolotto.
    Excelente seu comentário, desprovido de paixão
    Muito se fala em liberdade, em eleições em Cuba, mas ninguém fala das eleições nos EUA, que é indireta, igualmente a de Cuba, a diferença é que em Cuba é partido único e os EUA têm dois, que disputam as eleições.
    O povo brasileiro, só tem o direito democrático de espernear, mas os governos fazem o que bem entendem: um governo confisca o dinheiro da poupança, o outro compra reeleições em benefício próprio e vendem empresas públicas estratégicas a preço de banana, o último partido que governou, dilapidou as finanças e a economia do país, deixou um buraco profundo, que para sair levará mais de 10 anos. É uma democracia bem conveniente ao ladrões do povo.
    O povão, na prática, não tem saúde nem educação, a violência espalha-se pelo país como um câncer. A classe política é uma elite corporativa, e em sua maioria corrupta, alias, os três poderes estão podres. Temos um Código Penal e um Código do Processo Penal ultrapassados e elitista.
    Não se pode chamar esse sistema político, em que vivemos de democracia. Nem ditadura, nem bagunçocracia.
    Sou contra a pena de morte, ,porque a dor da morte é uma só, mas maioria do povo iria bater palmas, se aparecesse alguém que mandasse fuzilar todos os ladrões do povo.

    .

  8. Meu amigo Bendl,
    Realmente a vida em Cuba era muito boa para o governo e seu aliados, grandes empresários sendo a maioria americanos, latifundiários, americanos e amigos do governo, mas o povo em sua maioria analfabeto, eram miseráveis. Havia praia em Cuba, que só americanos e a elite poderia frequentar, os cubanos eram retirados a base da porrada. No governo Batista, negro era preterido totalmente.
    Acredito que Castro não fez eleições, durante todo o seu governo, porque sabia, que os EUA iria investir pesado num novo Fulgêncio Batista e com certeza ganharia as eleições e a maioria dos corruptos e ladrões que fugiram para Miami.estariam todos de volta.
    Não estou a defender a ditadura do Castro, apenas, comentando os fatos históricos, dentro daquilo que eu sei e entendo.
    Um forte abraço e saúde

    • Meu caro Jacob,

      Pois é exatamente esta a minha defesa:
      LIBERDADE DE PENSAMENTOS, DE IMPRENSA, A GENTE PODER DISCORDAR SEM PROBLEMAS MAIORES, exatamente o que proibiu Castro!

      Não defendi Batista, pelo contrário, a sua queda foi um ato de bravura e patriotismo de Fidel.
      A minha questão se resume na permanência no poder do ditador e os sacrifícios que impôs ao seu povo.

      Fica à vontade para externares o que pensas, meu amigo, e cai de pau em cima de mim, se algo que eu venha a comentar não te agradar.

      Um forte abraço.
      Saúde e paz!

  9. Prezado Sr. NÉLIO JACOB, Excelente Colega.

    Muito Obrigado pelas suas elogiosas Palavras. Também tenho pelo senhor muita admiração.
    Seu Comentário expressa sempre muito Bom-Senso. O senhor tem muita experiência de Vida.

    A mim também me parece que antes de qualquer coisa, deveríamos fazer uma REFORMA POLÍTICA, para que a vontade do POVO seja sempre expressa pelos nossos Representantes Políticos. Caso não acatassem a vontade majoritária do POVO, deveria ter um mecanismo de Re-call.
    Mas isso requer muita Consciência Política do POVO.
    E nada melhor que um Jornal Virtual como nosso “TRIBUNA DA INTERNET onLINE” para formar Consciência Política no POVO.
    Abração.

  10. Caro Flávio José Bortollotto,
    Muito grato pelas suas palavras.
    Desde a disputa do Lott com Jânio Quadros, diga-se de passagem, votei no Lott. Procurei sempre me inteirar da política. Embora eu seja fraco em português, procuro fazer o melhor possível para exprimir minhas ideias.
    Considerando-se, a bagunça que é as eleições no Brasil, sem dúvida alguma, a reforma política, é a principal reforma, que o país exige.
    A Tribuna da Internet, no meu entender é o veículo de informação democrático mais importante dos últimos anos, haja vista que a mídia convencional, faz o jogo do poder econômico e financeiro, pelos quais é sustentada.
    Um abraço fraterno..

  11. Cubano vive muito porque quando se passa fome o tempo parece passar mais devagar. Então um cubano de 50 anos acha que já viveu uns 150.
    E mais, a maravilha do momento é a Venezuela. A expectativa de vida deve estar beirando os 200 anos.

  12. A democracia americana é exemplar: a candidata que teve quase 3 milhões de votos a mais que o seu oponente perdeu a eleição. E é a segunda vez, nos últimos 16 anos, que o candidato que ganha no voto popular perde nessa maluquice que é o colégio eleitoral. Corrompida pela influência espúria do poder econômico e empresarial, a “democracia” americana é, na verdade, uma grande BOSTA, que de democrática não tem nada.

    Clinton: 65. 818. 318 votos (48,08%);
    Trump: 62. 958. 211 votos (45,99%).

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_nos_Estados_Unidos_em_2016

    • Prezado Alverga,

      Esta é a grande diferença de um sistema eleitoral – me reporto dos americanos – APROVADO PELO POVO, e de um imposto à força, porém alegado que é para diminuir as “diferenças sociais”.

      Se correto ou não, os Estados Unidos elegem seus presidentes desta maneira, e daí?

      E quanto á nossa?!

      Urnas eletrônicas facilmente adulteradas;
      Ditadura partidária;
      Composições entre partidos, uma excrescência eleitoral;
      Caixa 2;
      Corrupção doentia;
      Desonestidade instituída;
      Poder financeiro!

      Mais a mais, a discussão estava entre elogios a Fidel e críticas ao ditador, nada com relação à democracia, apesar de eu ter comentado que Fidel, caso fosse de fato um patriota, que se preocupava com o seu povo, teria de devolver o poder de decisão aos cubanos, que instaurasse a democracia, mas jamais citei a americana como exemplo, apenas a democracia, de o cidadão eleger quem ele quer para representá-lo e comandar o seu país.

      Quanto às aversões ao Tio Sam, digam o que disserem, mas a população vive bem, se comparada a outros regimes sociais, políticos e econômicos que, simplesmente, ignoram direitos individuais e coletivos.

      Na verdade, a grande questão se resume no seguinte:

      Por que não somos iguais aos Estados Unidos?

      A título de informação, na década que a Segunda Guerra foi declarada, os americanos estavam muito piores que o Brasil, em razão da quebra da Bolsa, em 1.929.

      Havia uma recessão brutal, com mais de 30% da população desempregada e na miséria absoluta, enquanto no nosso país os reflexos dessa perda mundial não foram tão graves.

      De modo a resolver esse problema de ordem social, que levaria os americanos mais uma vez à convulsão entre eles mesmos, Roosevelt institui o New Deal (Novo Acordo), e rasga o território em ferrovias, rodovias, pontes, elevadas, viadutos, túneis, investindo os últimos tostões existentes no tesouro do Estado, 4 bilhões de dólares!

      Quando, em 39, a guerra teve início, em 1º de setembro, com a invasão da Alemanha sobre a Polônia, os Estados Unidos estavam prontos para abastecer os aliados com armas, munições, tanques, veículos, uniformes, cantis, cintos de guarnição e, principalmente, alimentos!

      Nesse meio tempo, parte do governo de Getúlio pendia para os nazistas, e somente decidimos nos aliar aos americanos, ingleses e franceses no final do conflito, em 44, quando enviamos a gloriosa FEB.

      Se tivéssemos governantes com visão, da mesma forma como fez o Tio Sam, poderíamos igualmente fornecer pelo menos muito mais alimentos que os Estados Unidos à Europa, diferentemente como agiu a Argentina, que se manteve neutra, mas vendia trigo e carne aos nazistas a peso de ouro, então o crescimento do nosso vizinho no final da década de quarenta e início de cinquenta, que tornou Buenos Aires a capital da América do Sul!

      O Brasil recebeu como pagamento pela sua participação na guerra, um cruzador da Primeira Guerra, os pentes de plástico Flamengo, e espelhos redondos, pequenos!!!

      Os americanos passaram a viver a sua época de ouro, com a pujança de sua indústria, comércio e cinema e, nós, os brasileiros, amargavam uma terrível crise política, culminando com o suicídio de Vargas!

      Eles avançaram décadas à nossa frente, e nós recuamos décadas de onde estávamos!

      Qual seria a diferença do político brasileiro para o americano?!

      Patriotismo?
      Honradez?
      Preocupação com o povo e país?
      Honestidade?

      Porque deve haver uma causa de o Tio Sam ter nos ultrapassado em desenvolvimento e, certamente, através de seus governantes, que agiam de forma muito mais visando o bem comum que os nossos, indiscutivelmente.

      Bom, eu me estendi porque tu és um dos comentaristas que respeito, e muito, tanto pelo teu conhecimento como pela posição política.

      Portanto, se a democracia americana não serve como exemplo daquela imaginada pelos gregos, encaixa-se muito bem entre o povo, resultando no país mais desenvolvido do planeta, enquanto o Brasil continua na sua deterioração política, e atraso científico e tecnológico em comparação às nações desenvolvidas.

      Países comunistas, distribuíram aos seus povos sacrifícios, cerceamentos de liberdade, direitos individuais e coletivos ignorados, ir e vir proibido, escassez de alimentos e conforto, atrasos no desenvolvimento, e matança de compatriotas!

      Rússia e China, se não tivessem aberto seus mercados ao capital estrangeiro, exatamente o que sempre detestaram e tinham ojeriza, continuariam medievais!

      E agora?

      Tem procedência a crítica contra a “democracia” americana, se o povo a aceita dessa maneira?

      Mas, por favor, só não vou aceitar que a permanência de Fidel no poder, mais de meio século(!) era melhor que o sistema eleitoral dos Estados Unidos que, se elegem ou não quem teve mais ou menos votos, OS PRESIDENTES SÃO ELEITOS PELO POVO E DO MODO COMO ESCOLHERAM E, ASSIM, VIVEM MUITO BEM!

      Um abraço, Alverga.
      Saúde e Paz!

  13. Fidel será lembrado pela história de Cuba e pela História Universal.Os espancadores de defunto ficarãm sepultados no lixo da hitória intoxicados pelo ódio gratúito. Ainda bem.

  14. Certamente Fidel está sendo carregado nos ombros dos milhares de cubanos que mandou matar, cujas almas precisam agradecer o favor que o ditador lhes prestou ao enviá-las antecipadamente para o descanso eterno!

    Indiscutivelmente, Castro será lembrado pela história, porém não aquela que enaltece os grandes nomes, mas nas páginas dos déspotas, sanguinários, genocidas, cuja vaidade e ânsia pelo poder subjugaram populações inteiras, e condenaram milhões à miséria, além de lhes proporcionar uma existência à base de violência e ódio!

    Agora, interessante é ler comentários elogiando este comportamento assassino de um ditador, sem que os tais admiradores do hediondo comandante tenham vivido em Cuba e, consequentemente, tivessem experimentado os horrores de um regime totalitário.

    Defini-lo como herói, indiscutivelmente é cuspir nas pessoas que foram fuziladas porque discordaram de Fidel ou que tentaram fugir do inferno que este ditador impôs ao seu próprio povo.

    Sendo assim, prefiro espancar um cadáver de quem foi cruel, tirano, sádico, prepotente e assassino, que elogiar o monstro, em detrimento do sofrimento e perversidade que milhões de pessoas foram condenadas, e em homenagem aos injustiçados por um regime genocida, cruel e indiscutivelmente DESUMANO!

    Portanto, pancada e pontapés no maléfico e cruento déspota cubano, e minha solidariedade irrestrita aos que foram mortos covardemente pela tirania de um insano, assassino e traidor!

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