A política das cotas e a realidade histórica

Antonio Santos Aquino

Carlos Chagas  fala sobre cotas com muita propriedade. Uma pergunta se impõe: Quem é culpado dessa mixórdia? Aqueles “historiadores que eu chamo de “delinquentes”? Sim, eles mesmos, que escrevem e os falsos intelectuais fazem côro: “Temos uma dívida com os negros”. Que dívida, Chagas?

A República rompeu todos os laços institucionais com a Monarquia Portuguesa. Transformou todos em cidadãos com direitos e deveres. Nossa igualdade é jurídica e não racial. Entretanto, o governo do PT, visando arrebanhar o votos dos descendentes de negros, criou a tal Secretaria ou Ministério da Igualdade Racial. Ferindo frontalmente a Constituição, pois como disse antes, nossa igualdade é jurídica.

Países racistas como África do Sul e Estados Unidos focam nos temas da igualdade racial e cotas. Quanto ao ministro Joaquim Barbosa, ninguém põe em dúvida seu saber jurídico. Mas, como não foi registrado na história (olha aí os delinquentes), Joaquim Barbosa foi nomeado como se fora o primeiro ministro negro no STF. Errado, em 1902 foi eleito o primeiro ministro negro para o STF. O segundo foi nomeado em 1912. É só procurar nos anais.

Por essa razão que eu muitas vezes exagero reclamando sobre o descuido com a História brasileira, que é nossa e começa em 15 de novembro de 1889 com a proclamação da República. De 1500 á 1889 é o período de nossa formação histórica. O Estado tem o dever de facilitar a todos brasileiros oportunidades iguais para ascender socialmente. Se o Estado não atingiu esse estágio, nosso dever é lutar pela melhora de nossas instituições.

Finalizando digo: quem escravizou índios e negros foram os portugueses e não nós, brasileiros. Como falar em igualdade racial se somos miscigenados, como provou a decodificação do DNA do povo brasileiro?

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