A praga da corrupção do Maracanã começou com o prefeito Mendes de Moraes, seguiu com Garotinho, Dona Garotinha, cabralzinho. Joaquim Barbosa é o mais ardente presidenciável, como ‘premiere’ de ditador. Por onde anda o secretário Beltrame, o primeiro a desaparecer, depois do Amarildo? Alckmin continua sem saber da Siemens.

Helio Fernandes

Nem quero falar mais no caso da família Pesseguini, de São Paulo, 5 pessoas foram assassinadas, a polícia continua sem saber o que houve. Só sabe que morreram, porque os corpos estavam ali.

Ninguém sabe de nada, testemunhos são cancelados ou desmentidos pelo próprio autor (um coronel da Polícia Militar), os peritos divergem entre si. Examinei a questão em profundidade, análise elogiada por dois técnicos, que aposentados mas trabalhando pediram sigilo, direito total do informante.

Passemos então ao caso Amarildo.

POR ONDE ANDA
O SECRETÁRIO BELTRAME?

Até o trigésimo dia do desaparecimento do ajudante de pedreiro, apesar da repercussão nacional do fato, ninguém do governo falava nada. Os cartazes das ruas colocavam: “Fora, Cabral, e o Amarildo?”. Era uma exigência e uma interrogação.

Quando o desaparecimento completou 30 dias, o Jornal Nacional publicou, através do GPS, o trajeto de mais de 5 horas do carro da polícia que “apanhou” Amarildo na UPP e ele nunca mais apareceu.

Aí as coisas se complicaram, contaminaram não apenas Cabral, mas outras autoridades, como o secretário Beltrame, responsável por alguma vitórias importantes na própria área dessas UPPs, criadas por ele.

Acreditei que Beltrame, que sempre falou muito, aberta e ostensivamente, fosse dar um depoimento exemplar sobre o seu conhecimento do fato. Ficou em silêncio. Três vezes procurado pelo Jornal Nacional, mandou dizer “está muito ocupado”. Este repórter tentou falar duas vezes com ele, a mesma resposta.

O motorista do carro que “passeou” com Amarildo por 5 horas, num trajeto “estranhíssimo”, foi identificado por ter ameaçado várias vezes moradores da Rocinha. Mesmo assim, não houve nada.

Por que Cabral, que diz “vou me recuperar, sou um democrata”, não diz nada? E Beltrame, com ações positivas e elogiáveis, está tão ocupado que não pode se explicar com a opinião pública?

(Desculpem, é tudo o que sei, NADA, sobre Amarildo. Os que, por obrigação dos cargos, governador, secretário de Segurança, comandante da Polícia Militar, não falam nada. Porque não querem. Têm que saber.

AMANHÃ TEM MAIS SHOW
DO MINISTRO BARBOSA

Depois de meses paralisada, a Ação Penal 470 (mais conhecida como mensalão) volta amanhã. Nenhuma importância como julgamento, esses Embargos de Declaração não podem mudar nada do que foi julgado.

Quando entrarem em pauta os Embargos Infringentes, aí será para valer. Os que foram condenados com quatro votos a favor, poderão obter reversões. Isso se os infringentes forem reconhecidos,  admitidos e compreendidos. Mas só na outra semana.

Grande dúvida para a abertura da sessão, amanhã. Barbosa pedirá desculpas francas ao ministro Lewandowski? Se pedir, serão aceitas na hora. Houve trabalho de bastidores a semana toda, até apelos foram feitos ao presidente relator, sem resposta.

Portanto, tudo pode acontecer na abertura da sessão de amanhã. Só uma vertente, um ato ou fato consequente: o que for melhor para a concretização do presidenciável Joaquim Barbosa.

Ele é candidatíssimo, apesar dos obstáculos, como a falta de legenda e a obrigação de pertencer a um partido até março-abril de 2014. Como magistrado, tem prazo reduzido. Que partido escolheria? Que partido aceitaria o ministro?

Mas é a oportunidade de trazer para o primeiro plano sua vocação e convicção claramente ditatorial. Se for candidato e ganhar, facilmente tentará se transformar num ditador, numa “janiada”, 50 anos depois. Se perder, não admitirá, como não tem admitido no Supremo.

CARTELÃO DA SIEMENS-ALCKMIN

Continua no mesmo ritmo: “Vou processar a Siemens, exigir devolução dos prejuízos ao Estado”. E insiste em copiar ou parodiar Lula: “Eu não sabia de nada”. Era governador do Estado (Covas estava doentíssimo desde a posse, morreu em 2001, Alckmin assumiu oficialmente).

O que ninguém explica, mas também não pode desmentir: por que a Siemens, grande beneficiária da CARTELIZAÇÃO, denunciou a ela mesma? O que dizem não oficialmente: grupos do Ministério Público de SP, que têm as maiores restrições ao governador, descobriram os fatos. Procuraram então dirigentes da Siemens, teriam colocado a seguinte proposta: “Vocês denunciam tudo, colaboram e são beneficiados, ou são denunciados, nenhum privilégio”. Aceitaram na hora.

E a própria Siemens, no auge de tudo, não abandona o bordão: “Não damos nota oficial, estamos colaborando”. Ora, no jargão da investigação, “colaborar” é o mesmo que confessar. É o que a Siemens está fazendo.

E Alckmin tenta duvidar, mas ninguém pode desmentir, a Siemens contou tudo num “confessionário”, diante não de um padre de batina, mas com roupa de policial. Alckmin diz: “Essas mentiras não comprometem minha reeleição”. Pode ser.

PRESIDENTE DA CBF QUER REELEIÇÃO

Caiu no cargo por acaso, quer permanecer nele por planejamento. Os adversários não são muito melhores, os primeiros a denunciar as manobras de José Maria Marin. Este ressalta suas duas grandes atrações.

1 – A prática de sempre da corrupção e o desperdício do dinheiro dos patrocínios miliardários, que deveriam ir para os clubes.

2 – O fato de ter servido à ditadura e ao corruptíssimo Maluf. Foi “vice” dele. Maluf teve que se desincompatibilizar, Marin assumiu. E sua participação em casos escusos, denunciadíssimos, não pode ser reeleito.

A FÉ DE LULA

O ex, pensando no futuro, tem sido visto demoradamente com representantes de religiões exóticas. Só recusou um encontro, pedido por Marco Feliciano. Mas pelo menos uma vez por semana, comunga com Eike Batista. Agora que o tolo e tosco empresário está perdendo algumas empresas, Lula só se encontra com ele, avalizado duplamente.

Pela cúpula do Instituto milionário que leva seu nome. E por Gilberto Carvalho. Só que este não é avalista de hoje, é de sempre. Dona Dilma tenta “conquistar” o ministro-secretário-geral, mas não consegue,

O DEBATE PARA CONSTRUIR O MARACANà

Lacerda e o grande jornalista Mário Filho não brigaram, eram amicíssimos, ao contrário do que foi publicado. A luta foi na Câmara de Vereadores, eleita em 19 de janeiro de 1947, com 50 vereadores. A maioria (19) do Partido Comunista, que era então inteligente.

Em segundo lugar, a UDN, com 12, grandes nomes, até o embaixador Pascoal Carlos Magno, que veio direto da Grécia para a Câmara Municipal. Sem falar no notável poeta Jorge de Lima.

Duas divergências entre os vereadores. 1 – O local. Lacerda defendia Jacarepaguá, mostrou um mapa com esse bairro, muito bonito, então deserto e desabitado. Ficava perto dos mais diversos centros da zona sul, que então era apenas Copacabana.

2 – Todos eram contra a corrupção, que antes mesmo do início da construção já era representada pelo acusadíssimo prefeito Mendes de Moraes. Mais tarde foi desmascarado em praça pública, mas continuou impune e intocado, como todos os corruptos.

A corrupção começou com a construção do estádio, se manteve com três reconstruções. Com Garotinho, sua mulher Garotinha e agora, sensacional, com Sergio Cabral.

A LIDERANÇA DE MÁRIO FILHO,
A TRAGÉDIA DA FAMÍLIA RODRIGUES

Importante como administrador, jornalista, escritor, realizador. Dono do “Jornal dos Sports”, numa época em que os jornais tinha no máximo 24 páginas, uma de esportes. Ganhou prestígio nacional quando realizou os “Jogos da Primavera”.

Como escritor, tem dois livros admiráveis e inquestionáveis. “O negro no futebol brasileiro” (que devia ser reeditado imediatamente) e “História do Flamengo”, ele, que como toda a imensa família, era tricolor.

Defendeu com entusiasmo e cordialidade (duas características pessoais, como o charuto, que não dispensava nunca) o Maracanã ali, onde era o hipódromo do Derby Club, presidido pelo ex-prefeito Paulo de Frontin. E ganhou.

A ÚLTIMA COPA DO MÁRIO

Estive em várias com ele. A última na Inglaterra em 1966, quando o Brasil foi eliminado na primeira fase. Voltou para o Brasil, eu ainda estava na Europa, ele morreu de um enfarte fulminante. Emocionada e desesperada, a mulher dele logo se suicidou, em mais um episódio trágico da família Rodrigues. (Não esquecer que ele era Mario Rodrigues Filho. O pai, dono do diário “A Crítica”).

Em 1931, Roberto Rodrigues (grande caricaturista, irmão de Mário) foi assassinado por Silvia Tibau, que sofria com a campanha de Mário Rodrigues. Foi matar o pai, ele não estava, assassinou o filho. Mauro Tibau, filho de Silvia, quase 40 anos depois, foi ministro do Planejamento. (Lógico, isso é outra história).

A última vez que estive com meu amigo Mario Filho, em 1966, Liverpool, onde a seleção do Brasil estava sediada.

PS – 12 dias em Liverpool, o suficiente para sentir a adoração, já quase idolatria, pelos jovens Beatles. Que mais ou menos há três anos, haviam deixado uma garagem da cidade, para ganhar o mundo e conquistar a eternidade.

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28 thoughts on “A praga da corrupção do Maracanã começou com o prefeito Mendes de Moraes, seguiu com Garotinho, Dona Garotinha, cabralzinho. Joaquim Barbosa é o mais ardente presidenciável, como ‘premiere’ de ditador. Por onde anda o secretário Beltrame, o primeiro a desaparecer, depois do Amarildo? Alckmin continua sem saber da Siemens.

  1. Seria interessante que o competente legista SANGUINETTI ( Que desvendou o assassinato de PC Farias e sua companheira ) em Maceió, Alagoas investigasse paralelamente o BRUTAL ASSASSINATO dos cinco ( 5 ) membros da famícia Pesseguini de SÃO PAULO. Que TAL ESSA NOVA VERSÃO ? En ?

  2. Barbosa e a opinião.
    .
    Passando pelo Blog do Noblat, li em um texto dele:
    “Quando Lula bateu o martelo em torno do nome dele, falou meio de brincadeira, meio a sério (para o Presidente do STF Joaquim Barbosa): “Não vá sair por aí dizendo que deve sua promoção aos seus vastos conhecimentos. Você deve à sua cor””
    .

    Foi infeliz.

    Não sei qual a motivação, intenção e objetivo do Noblat com um texto tão fora de propósito e mesmo da linha jornalística dele. Mas as consequências práticas são ostensivas e evidentes: vendeu o Blog e positivamente a imagem do Barbosa. As duas eram tão previsíveis que opto por acreditar nelas em face a experiência e inegável inteligência que são facilmente constatáveis nele. Contudo, a reprimenda moral sofrida e risco de uma ação criminal são considerações relevantes.

    Qual a cor do Noblat?
    Sustentado no artigo do próprio Noblat que conclui: “Julgue e deixe os outros julgarem”: julgo que este é um dos mais impensados textos dele.

    Inicio respondendo as perguntas que ele mesmo faz:
    a) “Quem o ministro Joaquim Barbosa pensa que é?”
    – Presidente do Supremo tribunal Federal.

    b) “Que poderes acredita dispor só por estar sentado na cadeira de presidente do Supremo Tribunal Federal?”
    – Barbosa não acredita em poderes. Simplesmente exerce o poder que a lei lhe confere.

    c) “Imagina que o país lhe será grato para sempre pelo modo como procedeu no Caso do Mensalão?”
    – Um povo que renega seu próprio passado, seus heróis, não pode ser chamado de povo.

    d) “Em geral, admiração costuma ser um sentimento de vida curta. Apaga-se com a passagem do tempo.”
    – Estranha opinião pessoal. Admiração é o sentimento necessário que leva ao amor e forja o mito.

    e) “Quem podendo se aproximar de um juiz e conquistar-lhe a simpatia, prefere se distanciar dele?”
    – Homens honrados.

    f) “Por mais inocente que seja quem não receia ser alvo um dia de uma falsa acusação? Ao fim e ao cabo, quem não teme o que emana da autoridade da toga?”
    – Marginais.
    .
    Quanto ao infeliz parágrafo que insisto em repetir:

    “Quando Lula bateu o martelo em torno do nome dele, falou meio de brincadeira, meio a sério: “Não vá sair por aí dizendo que deve sua promoção aos seus vastos conhecimentos. Você deve à sua cor””.

    Enfim: a cor do Barbosa é negra, mas, qual a do Noblat?
    – Pelo que se lê, o jornalista Noblat aceita como pertinente e compreensível (segundo observa: “meio de brincadeira, meio a sério”) que um Presidente da República – O Cara! Segundo Obama – se expresse e dirija diretamente do modo acima (rondando o crime de responsabilidade do item IV, Art. 3º, da CF) quando da nomeação de um Ministro do Supremo.
    Ora, não será contraditório criticar que o Presidente de um colegiado, que tem o dever de conduzir os trabalhos, advirta um membro pela adoção de conduta procrastinatória pelo exato nome dela utilizado no meio, chicana?

    Hoje, Noblat inclui outra opinião – de Carlos Heitor Cony, colunista da Folha de S. Paulo – para ser comentada:
    “O bate-boca entre dois ministros do Supremo Tribunal Federal mostrou que ainda não chegamos ao ponto ótimo de uma democracia, quando o respeito pela opinião alheia – por mais estranha que seja – é a condição primeira e última de uma sociedade realmente livre”
    .
    Ofereço o seguinte comentário:
    “Opinião e procedimento.
    .
    Como a audiência ultrapassou os 400 comentários, pouco ou nada importa se a mercadoria exposta na banca estava podre. O fato é que foi vendida. O que dela sobrou não foi apresentada na hora da xepa, volta agora à banca na “Frase do Dia”.
    Esse é o verdadeiro e último papel da imprensa, vender a informação como se mercadoria fosse.
    A sociedade tem um limite suportável para o mérito da mudança, ou seja, que ele tenha ressonância em seus princípios e valores. A imprensa, que tem por fim a opinião, e que pretensamente nela influencia, embora não desconheça aquele limite (verdade sociológica), menos a considera que os dividendos auferidos nas ordens financeira e política intrinsecamente dependentes.

    Barbosa não foi instado à severidade de praxe a que se obriga qualquer chefia pela opinião estranha e descaradamente avessa de Lewandowski. Não e a imprensa sabe que não. Mas pelo contumaz, desrespeitoso, desnecessário e irritante procedimento protelatório de Lewandowski.”

  3. Não recordo se deixei esta opinão também aqui:
    “Marcelinho?! Sim. Por que não?
    .
    Minha curiosidade parou no filme, no depoimento de psiquiatras e será concluída com os laudos periciais. Desde que li e concordei que “Os homens normais não sabem que tudo é possível – David Rousset” passei a não discutir com fatos.
    O noticiário midiático tem incomodado pelo ostensivo aproveitamento e oportunismo. Alcança o ridículo e está escorregando para o lado de fora. Um drama humano de tamanhas proporções deveria ser motivo de profundas reflexões sobre o “progresso” humano, jamais como reles mercadoria.
    Fatos se interpretam e compreendem. Não é o que se quer seja, o que se acomoda ao meu eu. Nessa troca fato/homem os sentidos têm assento necessário, fundamental e dicotômico: “Os fatos que os sentidos nos fornecem são pré-formados de modo duplo: pelo caráter histórico do objeto percebido e pelo caráter histórico do órgão perceptivo – Horkheimer. Nesta linha é que Jürgen Habermas alerta: “À luz de uma noção epistêmica da verdade, “encaixar-se nos fatos” não é mesmo que corresponder aos fatos” . Também, o que necessita ser justificado é o ideal, o dever ser, não o ser, os fatos. Por que não trazer H. Arendt: “os fatos são teimosos; não desaparecem quando os historiadores ou os sociólogos se recusam a ouvi-los, embora possam desaparecer quando todos os esquecem”
    Saber se Marcelinho é culpado ou inocente menos importa do ponto de vista da legalidade; muito mais como tranco, freio de arrumação da sociedade de massas sem referência, sem valores, prepotente e egoísta que está sendo construída sobre a crença de uma ilusão, do homem ideal, bom, moral:
    “Afinal, o que a moral prescreve que realizemos é o tipo ideal de homem, tal como o concebe determinada sociedade; todavia, cada sociedade o concebe conforme sua imagem – Émile Durkheim”

  4. Palavras do Governador:
    “povo não sabe de um décimo do que se passa contra ele”

    “Se não, ia faltar guilhotina para a Bastilha, para cortar a cabeça de tanta gente que explora esse sofrido povo brasileiro”

    “O controle é zero.”

    “O sujeito fica rico, bilionário, com fazenda, indústria, patrimônio e não acontece nada. E o coitado do honesto é execrado. É desolador.”

    “A corrupção, o paraíso é o Judiciário. Todo mundo diz: ‘Na hora que for para Justiça vai resolver’. Vai levar 20 anos.”

  5. Pelo andar da carruagem, Joaquim Barbosa, que parece ter o rei na barriga, como já dizia a minha avó, não pedirá desculpa, pois ao que parece autocrítica, humildade e desprendimento não é a sua praia. Todavia, como Joaquim não pede desculpa ao Ricardo, o Luiz Felipe pede desculpa ao Mestre Hélio Fernandes, pela dureza de alguns comentários feitos tb em alguns de seus textos que, aliás, igualmente aos do Newton, são os que mais se aproximPelo andar da carruagem Barbosa, que parece ter o rei nam do pensamento do Leão que, por sua vez, pela sua veia provocadora, posto que ninguém é perfeito, vale-se deste espaço democrático, para dizer que está desafiando o Joaquim Barbosa para um debate público, no campo democrático, fora do judiciário, para não caracterizar desacato, porque o resto: Dilma, Serra, Aécio, Marina, Campos, FHC, e até o valente, Ciro Gomes, até agora, não obstante desafiados em rede nacional, estão fugindo do Leão igual o capeta foge da cruz. Isto é, Incrível. E daí, Dr.Barbosa,vai encarar ?

  6. Porque será que o jornal o globo e o jornal o dia, não colocam as reportagens da revista Veja sobre as falcatruas de Sérgio Cabral? Porque hem! É muito estranho, mas acho que é devido a enxurrada de propaganda do governo do estado que paga uma fortuna, é impressionante ver a omissão desta mídia no país.

  7. Hélio, qualquer que seja a abordagem sobre o ministo Barbosa a sensação é de que ele está certo quanto o procedimento de Lewandowski. Se lembrarmos que na primeira sessão do caso mensalão Lewndowski e Carmem Lúcia trocaram e-mail em plena sessão flagrado por um reporter que filmou o “cartão de visitas”, mostrando seu propósito tendencioso.
    É notória a amizade de Lewandowski com Lula por intermédio de sua esposa de quem é amigo desde jovem. Em outra sessão ele foi voto vencido sobre o mesmo entendimento, recussitar agora por uma observação de Barroso, tem propósito de atrasar o julgamento com possibilidade de beneficiar outros réus. Acho que Barbosa está certo inclusive dizendo o que disse para que todos os que assistiam a sessão tomassem conhecimento. Não creio que Barbosa lhe peça desculpas em plenário.

  8. Sobre a possibilidade de modificação dos julgados por embargos de declaração, é bom esclarecer o seguinte:

    – embargos de declaração têm por finalidade suprir omissão, desfazer contradição, esclarecer obscuridade ou corrigir erro material;

    – assim, o atendimento a qualquer dessas situações pode dar lugar a uma nova e diferente conclusão, modificando a decisão anterior, a embargada.

    Isto porque a decisão não é pré-dada – somente quem pode ir a julgamento na certeza da absolvição ou não é o acusado – pelas convicções intimas do julgador, isto seria prejulgamento, parcialidade, popularmente, preconceito.

    A decisão é composta de uma coordenação de premissas das quais resulta a conclusão pela absolvição ou pela condenação, premissas que modificadas pela supressão de omissão, pelo desfazimento de contradição, pelo esclarecimento de obscuridade ou correção de erro material, pode, sim, e, sendo o caso, deve implicar em modificação do julgado, o chamado efeito infringente dos embargos de declaração.

    Afinal, o mais importante pressuposto de Justiça é a verdade, fora dela o que se tem é capricho, fantasismo, donde, por exemplo, não ter lugar a teoria do domínio do fato, senão no mais rematado fascismo, no qual há de prevalecer por força dessa sua natureza (fascista) mesma o fabulismo que fascina as mentes, estupidizando-as e idiotizando-as, desde os pequenos tiranos domésticos, até os aglomerados em sistemas despótico-teocráticos (religiosos ou tecnocientíficos, como é o atual, funcionalizando com a coisificação das pessoas, para produzirem, e consumirem, em proporção inversa é claro, vez que marcado por pluto-clepto-divido-cracia – como se sugere as coisas são complexas, implicando em miriade de campos, aspectos da existência humana aparentemente distantes e independentes entre si).

    Daí, os embargos de declaração, uma vez seriamente julgados, diga-se, o que raramente ocorre na Justiça brasileira, por exemplo, enfrentando todas as questões de fato e/ou de direito postas pelas partes, conquanto seja este seu dever legal, podem, sim, infringir o julgado embargado, o que somente refletirá a verdadeira seriedade da magistratura, cuja grandeza mais que em acertar, está em reconhecer e corrigir os erros cometidos, feita que é de humanos, pois, infalível, tão-somente D’us, se existisse.

    Saudações libertárias habituais.

  9. A questão não é o que é o embargo é ou deixa de ser. É que ele não é mais do que uma histórica e antiquada chicana descabida nos tempos presentes entre mais de três dezenas de recursos.

  10. A alma humana e a praga da corrupção

    A corrupção é praga maldita da alma humana. Por isso mesmo de difícil combate. Nos sistemas pró socialista, em princípio, seria de mais fácil controle e redução. Pelo que se sabe, na poderosa China, quando pegam um corrupto e ou traidor da Pátria, fuzilam mesmo, sem dó nem piedade. Ainda assim, pelo visto na mídia a corrupção chinesa não seria tão baixa assim.

    Mas, por todas as provas e evidências que temos, a corrupção é muito maior no sistema capitalista. Por conta do formidável poder da grana, surge a corrupção. Por outro lado, a grana oferece grandes oportunidades ao ser humano para mostrar as caras, sem retoques algum, o capeta que habita suas almas, nas infinitas crueldades e maldades existentes, invariavelmente por questões de dinheiro. Conflitos, exclusivamente passionais, são muito poucos. Por detrás das brigas, crimes, revoltas e guerras, está sempre o maldito dinheiro.

    No sistema capitalista, o efetivo combate a corrupção é coisa muito complicada. Praticamente impossível. Basta saber que apropriar-se da riqueza alheia é parte integrante desse sistema. Que toda riqueza existente no mundo foi produzida pelo trabalhador, que salvo exceções de classes privilegiadas e ou especializadas, acabam ficando com muito pouco da riqueza produzida, pois que grande parte dela vai parar nas mãos dos donos dos meios de produção e do capital, empresários, comerciantes, investidores, banqueiros, etc. Esse roubo, produz grandes concentrações de riquezas em mãos de poucos, fazendo 4 bilhões de excluídos no mundo. Infelizmente, o percentual de pessoas e empresas interessadas na manutenção da corrupção é muito alto.

    Para tentar visualizar a tragédia e extensão da corrupção no sistema capitalista, vamos imaginar que uma nave alienígena procedente de um planeta muito avançado, fazendo uso de sofisticada tecnologia, resolvam tornar todos os empregados do Governo, pessoas íntegras e honestas, da noite para o dia, sem exceção alguma. Uma baita encrenca.

    Se isso acontece, em menos de um ano o mundo viria abaixo, capitalista e pró socialista, numa grande crise econômica, social, estratégica e militar. Imaginem as consequências para a indústria, comércio e serviços, subitamente desprovidos de gigantescas encomendas, até então, tidas como confiáveis e garantidas. Por certo que milhares de trabalhadores seriam demitidos por falta das usuais corrompidas encomendas. Diante de patética mundial confusão, a grande “mídia livre”, sempre a serviço das corruptas elites, viraria suas baterias contra a inoportuna honestidade do Governo. Acreditem. Só Deus sabe o que poderia acontecer.

  11. …..Farc apresentam propostas para democratização dos meios de comunicação na Colômbia……..

    Internacional
    Leandra Felipe
    Correspondente da Agência Brasil/EBC*
    Bogotá – ………..As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) apresentaram hoje (7) propostas para a democratização da informação e dos meios de comunicação no país…………………

    As sugestões incluem redistribuir frequências de rádio e televisão de maneira igualitária para os setores públicos e privados, a desconcentração dos monopólios de comunicação e o controle social dos meios de comunicação.

    Antes de começar a reunião com a mesa de negociações em Havana, Cuba, onde os delegados do governo e da guerrilha dialogam pelo fim do conflito, Marco León Calarca, um dos membros da Farc leu um comunicado com as sugestões sobre comunicação.
    Calarca disse que os meios de comunicação poderiam promover assuntos ligados à educação, desenvolvimento e a promoção de uma cultura democrática e participativa. “Poderiam ser criados mecanismos para garantir o controle social sobre a imprensa [rádio, jornais impressos e televisão]”, disse.

    As Farc também defenderam medidas de “desconcentração” da propriedade dos meios de comunicação e a definição de regras destinadas a impedir o monopólio, bem como fortalecer os meios estatais.

    O comunicado acrescentou que o espectro de frequência para rádios deve passar por um processo de revisão e ser divido novamente, em partes iguais, para emissoras públicas e privadas. As Farc reivindicam a provisão de condições especiais para que a oposição política no país tenha acesso à propriedade e programação de meios de comunicação e também garantias de acesso às comunidades camponesas, indígenas e aos setores sociais excluídos.

    Outra proposta é a criação de um fundo de financiamento para meios alternativos e comunitários.

  12. O Presidente do STF Joaquim Barbosa tem deixado atonitos pela coragem de dizer o que os falsos moralistas seus pares do STF(não todos), não dizem. Todos sabemos que foi armado um esquema para absorver os mensaleiros. Quem está fora do esquema pelo que se ouve e vê pela TV são os ministros Gilmar Mendes(que já sofreu diversas investidas para constrangê-lo, inclusive do próprio Lula), Celso de Melo e Joaquim Barbosa. Os outros trafegam em uma zona cinzenta difícil de identificarmos seus propósitos e interesses.

  13. Amarildo , o Possesso, foi negociado pelo Botafogo com o Milan, da Itália, onde fez sucesso, jogando até 1967. Jogou ainda na Fiorentina (de 1967 a 1971) e na AS Roma (de 1971 até 1972). Voltou ao Brasil em 1973, para defender o Vasco, time em que encerrou a carreira, em 1974.

  14. Míriam Leitão – 20.8.2013 | 9h00m
    COLUNA NO GLOBO
    Questão de ordem
    O ministro Joaquim tem comprovado saber jurídico. Se não fosse isso, ele não teria construído o sólido relatório sobre a complexa Ação Penal 470 e nem teria conseguido ser acompanhado pelos seus pares. Eleitor do ex-presidente Lula e da presidente Dilma, ele demonstrou o maior dos valores que um juiz precisa ter: separar suas preferências políticas do julgamento da ação.

    O ministro Joaquim Barbosa tem educação de berço, no que é o mais relevante: seus pais o ensinaram o valor da educação e da acumulação do conhecimento num país, e numa geração, que deixou pobres e negros fora da escola. Para perseguir os sonhos plantados na casa que nasceu é que ele foi tão longe. Poderia ter ficado em qualquer dos bons cargos que atingiu: gráfico do Senado, oficial de chancelaria. Mas o filho do pedreiro quis atravessar outras fronteiras, aprender várias línguas, fazer mestrado, doutorado, viver em outros países e entender o mundo.

    A admiração que tenho por sua trajetória de vida e sua obstinação; a coincidência que tenho com várias de suas avaliações sobre o Brasil não me fazem apoiar todos os seus atos e palavras. Também não gostei do conflito entre ele e o ministro Ricardo Lewandowski. “Chicana” é uma palavra que o meio jurídico abomina. Demorar-se em falas excessivamente longas que nada acrescentam de novo, e, na maioria das vezes, para acompanhar o relator, é um hábito que o ministro Lewandowski deveria abandonar. Isso protela o que já foi exaustivamente discutido. Pelo tempo dedicado ao julgamento dessa ação não se pode dizer que o Supremo Tribunal, ou seu presidente, tenha tido pressa. Tudo está sendo feito no devido processo legal. Quando era revisor, era natural que o ministro Lewandowski convocasse tanta atenção para si, seus pensamentos e votos. Agora, o alongamento não faz sentido.

    Sei que a economia tem assuntos aos quais eu deveria dar atenção. A pauta está cheia. O dólar dispara, a confiança dos empresários cai, o fluxo de capitais se inverte. São esses os temas preferenciais deste espaço.

    Mesmo assim, me ponho a falar de Joaquim Barbosa. O detonador da escolha para o tema de hoje foi a coluna de ontem do meu colega e amigo Ricardo Noblat. Dela discordo tão profundamente que quis registrar.

    Ele disse que “falta a Joaquim grande conhecimento de assunto de Direito” e citou como fonte, “a opinião quase unânime de juristas de primeira linha que preferem não se identificar”. Neste ponto, falha o jornalista Ricardo Noblat. Acusação grave fazem estes “juristas quase unânimes”, mas sobre eles recai o manto protetor do anonimato. E estas fontes, protegidas, não explicam como pessoa sem grande conhecimento de Direito consegue o apoio, nos seus votos, de jurista do patamar de um Celso de Mello, o decano do STF. Isso para ficar apenas em um exemplo.

    Noblat sustenta que Joaquim foi escolhido por sua cor. É louvável que o ex-presidente Lula tenha procurado ver os talentos invisíveis. Fernando Henrique procurou uma mulher e isso não desmerece a jurista Ellen Gracie. Países com diversidade — e que discriminam por cor e gênero — devem buscar deliberadamente o fim da hegemonia dos homens brancos nas instâncias de poder.

    Já discordei várias vezes do presidente do STF, mas mais profundamente me divorcio das frases de Noblat: “há negros que padecem do complexo de inferioridade. Outros assumem uma postura radicalmente oposta para reagir à discriminação”. Como já escrevi várias vezes neste espaço: acho que o racismo brasileiro é o problema; e ele tem causado sofrimento demais aos negros, e apequenado o destino do Brasil.

  15. Pelo andar da carruagem, Joaquim Barbosa, que parece ter o rei na barriga, como já dizia a minha avó, não pedirá desculpa, pois, ao que parece, autocrítica, humildade e desprendimento não é a sua praia. Todavia, como Joaquim não pede desculpa ao Ricardo, o Luiz Felipe pede desculpa ao Mestre Hélio Fernandes, pela dureza de alguns comentários feitos tb em alguns de seus textos que, aliás, igualmente aos do Newton,sobre o Brasil, são os que mais se aproximam do pensamento do Leão que, por sua vez, pela sua veia provocadora, posto que ninguém é perfeito, vale-se deste espaço democrático, para dizer que está desafiando o Joaquim Barbosa, se aspirante de fato à presidência, para um debate público, no campo democrático, fora do judiciário, para não caracterizar desacato, porque os demais: Dilma, Serra, Aécio, Marina, Campos, FHC, e até o valente, Ciro Gomes, até agora, não obstante desafiados em rede nacional, estão fugindo do debate com o Leão igual o capeta foge da cruz. Isto é, Incrível. E daí, Dr.Barbosa,vai encarar o Leão, democraticamente ?

  16. Esse articulista, Hélio Fernandes, se auto intitula “o comentarista/articulista” da maior nobreza/quilate. Acha que por ter metido o cacete nos governos milhares, ter sido perseguido por tais atos (falhos?), com certeza teria sido morto se tivesse as feito em Cuba, Paraiso da Democracia, melhor IDHs do mundo e melhor local para se viver.
    Mas voltando ao seu comentário sobre o assassinato da família dos PM. Tenho acompanhado esse caso desde o seu início, até mesmo pelo fato da imprensa televisiva explorar o acontecimento de forma extrema, como um garimpeiro louco q não se conforma com o exaurimento do veio da sorte. Posso afirmar que o comentário desse articulista não condiz com a realidade dos fatos e agride e desmerece gratuitamente o trabalho da polícia. O articulista, ranzinza por convicção, não dispensa nada; tudo serve para ser objeto de sua crítica/ira. Vai prá Cuba que o Fidel te manda pro paredón.

  17. Prezado Hélio Fernandes: há, na internet, uma biografia do teatrólogo Nelson Rodrigues, que conta o quanto sofreu a família Rodrigues.
    São terríveis as contradições da vida! Nelson, que apoiava a ditadura, viu-se martirizado com os acontecimentos envolvendo o Nelsinho!

  18. É sempre um prazer ler sua coluna, caro Hélio, um exemplo, pelo amor ao Brasil, imparcialidade, inteligência e ironia fina, para todos os seus colegas da Tribuna. De todo modo, com o Carlos Chagas, o Santayana e o Pedro do Coutto (por onde anda?) compõem o quadrilátero que justifica já a leitura atenta deste “blog”.
    Muito realista sua crítica ao Joaquim Barbosa, que estimulado pelo “show” mediático que provocou, impressionou a muitos com seus destemperos verbais, e ao mesmo tempo deixou vazar seu autoritarismo e espírito atrabiliário – quem sabe para camuflar suas próprias irregularidades, como a compra de um imóvel em Miami em nome de uma empresa fantasma (o que é ilegal), a obtenção de um belo emprego para o filho na Globo (em troca de quê? sabemos que a Globo não faz nada de graça), a criação de inquéritos “paralelos” à Ação Penal 470 (por que razão, se se tratava de pessoas envolvidas no mesmo tema?), obras a preço elevadíssimo no Supremo e não explicadas, a dobradinha com Roberto Gurgel e outros para livrar da condenação o gangster Daniel Dantas, etc.
    Com o atual vigor das redes sociais, fica pelo menos a certeza, já que ele em virtude de seu cargo nada sofrerá, de que tudo isso virá à tona, se o “impoluto” Juiz resolver realmente se candidatar à presidência da República…

  19. No PPS,”Serra terá de guerrear pela candidatura.”Balela, na atual conjuntura Freire é o dono do PPS e Serra é seu sócio. E o PMN,do saudoso Celso Brant, quase embarcou tb nessa caravela cabraliana furada,num conchavo entre caciques partidários.No PPS,Serra será candidato a hora que quiser. PPS,que em termos de Projeto Novo e Alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral é um nada (um zero a esquerda),espera Serra que é coisa nenhuma,( bilhete corrido ou bananeira que já deu cachos,quando muito) e a sociedade, ou seja, 85% da população,conforme pesquisas,espera e diz nas ruas, decididamente, que quer a “Reforma Política”,que não é proposta da situação e muito menos da oposição, mas,isto sim,da Mega-Solução, como propõe o HoMeM do Mapa da Mina do bem comum do povo brasileiro, a RPL-PNBC-ME, o Novo Caminho para o Novo Brasil de Verdade, porque evoluir é preciso. Por quê os partidos são tão recalcitrantes e, ao invés de fazerem vistas grossas e ouvidos moucos, não fazem o que o povo-patrão falou e disse nas ruas do Brasil, decidida e inequivocamente, alto e em bom som, que quer, pede e espera : Parceria Projeto Alternativo-Partidos ?

  20. Muito bem lembrado Agamenon Prado, além do que J Barbosa é o engavetador pernicioso e sem razão aparente do processo que envolve a Tribuna da Imprensa, que já deveria estar decidido faz tempo, em favor da Tribuna, é claro.

  21. Prezados Jornalistas.
    Deixa eu “ver” se entendi.
    O Partido Francês está há 24 (4 montoro) anos no poder Paulista, com o mesmo governador por 20 anos, geraldo/serra ,e o mesmo diz que não sabia de nada quanto a corrupção no MetrÔ.?
    Entonces quem assinava os contratos.?
    Será que fui eu e nao sabia.?

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