A presença eterna de Chiquinha Gonzaga, embalando o sonho dos carnavais

Resultado de imagem para chiquinha gonzagaPaulo Peres
Poemas & Canções

A regente, pianista e compositora carioca Francisca Hedwiges de Lima Neves Gonzaga (1847-1935) compôs a marcha-rancho “Ó Abre-Alas” para o Cordão Rosa de Ouro, do bairro do Andaraí, em 1899, primeiro grande destaque carnavalesco que se tem registro na MPB, segundo a História da Música Popular Brasileira – Grandes Compositores, da Abril-Cultural.

O ABRE–ALAS
Chiquinha Gonzaga

Ó abre alas!
Que eu quero passar (bis)
Eu sou da lira
Não posso negar (bis)

Ó abre alas!
Que eu quero passar (bis)
Rosa de Ouro
É que vai ganhar (bis)

6 thoughts on “A presença eterna de Chiquinha Gonzaga, embalando o sonho dos carnavais

  1. 1) TI = Tribuna Informativa… licença …

    2) Em 22/02/1843 nascia no Rio de Janeiro o escritor Visconde de Taunay, autor dos clássicos da Literatura Brasileira: “A Retirada de Laguna” e “Inocência”.

    3) Alfredo Maria Adriano d´Escragnolle Taunay era o seu nome completo. Foi professor de História, músico e engenheiro militar.

  2. A compositora Chiquinha Gonzaga, cuja vida anímica não cabia em sua tradição familiar e cultural rompeu pela esquerda com a Memória dos Freitas. Quando há esta ruptura, torna-se impossível regressar a esta memória e viver dentro de seus preceitos, e o indivíduo transgressor é obrigado a criar para si e para o mundo, redesenhar o universo para renomear as coisas, outros meios e métodos, outros paradigmas, outros ideais a serem perseguidos, outra maneira que lhe ajude a não sucumbir ao caos que decorre do abandono de padrões familiares, culturais, sócio-educativos pré-estabelecidos no decorrer e na construção feita por várias gerações suas ancestrais, cujo objetivo é “enquadrar” o rebanho e tornar possível a vida em sociedade (a mediocridade do enquadramento como rebanho é necessária, pois sem as normas inconscientes, as massas promoveriam a barbárie e a autodestruição: a Memória dos Freitas é uma necessidade humana, nesta pré-história do humanismo). Para os que rompem pela esquerda, criar passa a ser uma tarefa árdua e compulsória. Ah! esses príncipes e princesas da solidão!, mesmo que aparentemente acompanhados.

    O pai de Chiquinha Gonzada, um general, era contrário a que ela estudasse música e piano porque em sua época e cidade, os professores de música e piano viviam num cabaret , e o pai de Chiquinha a proibiu de aprender música. Chiquinha, decidida, foi estudar no cabaret (sem promiscuidade) e por isso foi expulsa para sempre de casa pelo pai. No cabaret aprimorou-se em piano e poesia, tornando-se uma pessoa imortal, pois é comemorada, conhecida, tocada em música e lembrada em seus versos até hoje, daí sua imortalidade. Mas do pai e do restante da família, ninguém se lembra sequer o nome destes. O pai de Chiquinha Gonzaga e o restante de sua família, ao contrário de Chiquinha, morreram mesmo ! Não são lembrados nem por seus descendentes.

    Quem desejar ler toda a matéria sobre este tipo de rompimento com a Memória dos Freitas pode acionar o link abaixo:

    http://port.pravda.ru/news/sociedade/cultura/08-11-2004/6449-0/

  3. Foram necessários alguns anos de emanações poéticas e musicais de seu próprio espírito para que Chiquinha Gonzaga recebesse o doce beijo provindo de sua “lua branca” : o reconhecimento público, em vida, que sua obra musical e suas poesias passaram a ser reconhecidas pelo público culto e erudito, que chegou até, além de tocar suas músicas em todos os recantos do Brasil – o que acontece até hoje – e, para coroar o beijo provindo de sua “lua branca”, “Ó abre-alas” ainda cantado nos carnavais de hoje, e muitas outras de suas canções.

    Chiquinha Gonzaga foi homenageada e aclamada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, num camarote de luxo, para assistir os melhores cantores da época.

    Chiquinha Gonzaga quase idosa, vendo de seu camarote, cantores revezando-se no palco do Theatro Municipal para cantar tão somente as suas músicas, e com presença de um grande público, que a ovacionou todo o tempo.

  4. Aproveito, para falar de trechos do samba enredo da Mangueira.
    Tô que tô dependurado – Em cordéis e corcovados – Mas será que todo povo entende meu recado? –
    Porque de novo cravejaram meu corpo -Os profetas da intolerância – Sem saber que a esperança – Brilha mais na escuridão.

    Outro trecho: Favela, pega visão – Não tem futuro sem partilha – Nem messias com arma na mão

  5. Parabéns pela postagem..desta coluna impar de nossa MPB… Parabéns mesmo.

    Louvado seja o ALTISSIMO que nos legou essa preciosidade na arte musical ..Louvado seja por sua Graça .

    Eternizada por sua luta em prol da musica Brasileira.

    O resto é o resto.

    A grande amada de Antonio Calado , negro mestiço que muito a ajudou nos seus aperto Financeiros.

    Obrigado ALTISSIMO por essa mulher musical em nossa História de nossa música popular Brasileira.

    YAH SEJA LOUVADO SEMPRE .

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *