A presidente reúne o Ministério. Para quê? Para nada.

Presidente Dilma Rousseff dá entrevista coletiva em BrasíliaFoto: André Coelho / O Globo

Carlos Newton

Por sugestão do marqueteiro João Santana, que a crise transformou numa espécie de Rasputin imberbe, a presidente Dilma Rousseff já citou Camões, para tirar uma onda de intelectual. Agora, poderia citar Cervantes (e seu admirador brasileiro Ascenso Ferreira). Reuniu-se com 37 ministros e líderes do governo nesta segunda-feira, igual ao cavaleiro em louca disparada. Para quê? Para nada.

A presidente faz um esforço desesperado para mostrar que está à frente dos acontecimentos, mas fica claro que não está. Pelo contrário, vem a reboque e a poeira levantada pela passeata que segue adiante impede a visão dela, faz com que não enxergue nada.

Depois da tão esperada reunião, Dilma nada tinha a dizer aos jornalistas, na entrevista coletiva. Apenas informou que a Presidência não vai enviar ao Congresso perguntas para a realização do plebiscito da reforma política. Segundo ela, serão encaminhadas na terça-feira apenas sugestões de assuntos e temas a serem abordados na consulta pública, e caberá ao Congresso definir o que será perguntado.

“É óbvio que não vamos dar sugestões de perguntas, porque quem vai decidir isso é o Tribunal Superior Eleitoral e o Congresso. Está claro na Constituição que quem convoca o plebiscito é o Congresso Nacional, por isso insisti na palavra que é uma sugestão no que se refere a relação de Executivo e Congresso. É uma sugestão” – disse, fazendo divagações sobre o próprio óbvio.

Traduzindo: a reunião ministerial foi apenas mais uma invencionice. Talvez o próximo factóide da lista seja mais criativo. O marqueteiro João Santana parece estar meio fora de forma.

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12 thoughts on “A presidente reúne o Ministério. Para quê? Para nada.

  1. Num país onde o salário médio é de R$ 1.345,00 e onde um médico particular pode ganhar cerca de 100 vezes o que este médico paga à sua recepcionista muita coisa tem que mudar a começar pelo qualidade da formação de nossa mão de obra, que é nitidamente despreparada.

  2. Pessoas religiosas ou vítimas do ideal, que é a raiz de toda religião, se perdem no mundo mental. No mundo da mentira.
    A verdade está na pele de cada um, na carne, no corpo.
    E taí a religiosa com sua camisinha vermelha perdida na sua obscura crença e o povo sofrendo na carne a conta que tem que pagar por tanta mentira e corrupção, que diga-se de passagem sempre existiu neste país, mas com os 10 anos de PT, virou “moralmente” aceita pelo partido vermelho. O que não é aceito moralmente por este governo é quem produz e trabalha. Até dão dinheiro para o MST sabotar o agro-negócio, que envolve pequenos, médios e grandes produtores e que é responsável por quase metade do PIB brasileiro.
    E os os mensaleiros desse partido que não vão presos ao contrário de um pobre que rouba uma galinha?

  3. Mauro Julio Vieira,

    Só uma pequena correção: o agronegócio responde por apenas 5% do nosso PIB, mas, não deixa de ser muito importante, principalmente pela manutenção da oferta de grãos internamente e pela manutenção de divisas externas com a exportação de commodities.

  4. Disse Platão que o castigo para os bons que não fazem política e ser governado pelos maus.
    Enquanto os homens de bem desse País, não se conscientizarem da importância de imiscuir-se cada vez mais nas discussões dos problemas nacionais, sobretudo no que tange a nossa histórica corrupção, que diga-se de passagem, acentuou-se escandalosamente sob o patrocínio do PT do Lula, os ímprobos e salafrários que titularizam cargos públicos de escol continuarão a reger as nossas vidas, triunfando sobre o desinteresse popular que em muito lhes convém.
    É iminente o risco de um dia acordarmos sob um regime chavista, caso não nos insurjamos contra as práticas populistas protagonizadas pelo partido vermelho, que elegera o Bolsa Esmola ou Familia, como o seu samba de uma nota só.
    Na verdade, trata-se do maior programa oficial de compra de votos para se perpetuar no poder, estratagema jamais visto na historia republicana e que garante cerca de 22 milhões de votos.
    Não é só de futebol que vive uma nação, mas de educação, inovação e desenvolvimento científico e tecnológico, riquesas e valores que contribuirão não só para a elevação do nosso IDH, como também para a efetivação de um verdadeiro processo civilizatório do qual nos encontramos distanciados.
    Por tudo isso é que todos os homens de bem devem ganhar as ruas para, de forma intimora e intemerata pugnar pela moralização da Administração Pública, mobilizando milhões e não apenas alguns milhares de pessoas.
    Somente com o despertar dessa consciência cívica coletiva é que seremos capazes de alijar os carlhodas da vida pública, para então proporcionar a toda sociedade um eficiente e equânime sistema de saúde, de educação e de segurança pública.

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