A quem interessa que os protestos nas ruas mergulhem no perigoso caminho da radicalização?

Carlos Newton

É surpreendente a evolução, digo, involução dos protestos de rua. No início, eram manifestações pacíficas que foram ganhando adeptos e mobilizando a opinião pública nacional. Mas era um movimento formado por lideranças sem radicalismo e que tinham  objetivos bem definidos, a partir do Movimento pelo Passe Livre, que foi aglutinando outras reivindicações, todas procedentes, urgentes e pertinentes.

Mas aos poucos as manifestações foram sendo infiltradas por facções altamente radicais, com o Black Bloc e o Anonymous.  Ao mesmo tempo em que o Movimento pelo Passe Livre ia se retirando das ruas, essas correntes irresponsáveis e totalitárias foram assumindo a liderança dos protestos.

E assim foi sendo inteiramente desvirtuado o mais importante movimento popular de nossa História, que estava mudando as leis e conseguindo impor a ética e a dignidade às atividades dos políticos e administradores públicos.

ANONYMOUS E BLACK BLOC

Na sexta-feira, em São Paulo, os grupos Anonymous e Black Bloc convocaram um protesto no centro da cidade, para pedir a saída dos governadores do Rio, Sérgio Cabral, e de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Havia apenas 300 pessoas, mas conseguiram interditar importantes avenidas de São Paulo, entre elas a Paulista, a 23 de Maio e a Brigadeiro Luis Antônio. Ao longo do trajeto entre o Museu de Arte de São Paulo (Masp) e a Bela Vista, um grupo quebrou vidros de pelo menos oito agências bancárias, uma concessionária de veículos e pichou prédios, além de destruir guaritas da Polícia Militar.

Na Avenida 23 de Maio, manifestantes depredaram e tentaram incendiar a van de uma emissora de tevê. Policiais utilizaram bombas de efeito moral para tentar conter os atos de vandalismo. Eram apenas 300 pessoas, a manifestação até poderia ser considerada um fracasso, se não tivesse havido a radicalização e o quebra-quebra.

RADICALISMO

Traduzindo: não existem mais aqueles protestos pacíficos que tanto animaram a opinião pública. Infelizmente, entramos no perigoso caminho da radicalização, a partir de facções como o Black Boc e o Anonymous. O pior é que esses radicais já conseguiram contaminar muitos jovens que costumam comparecer às manifestações.

Se for feita uma pesquisa (quem se interessa?), será constatado que a maioria dos jovens hoje apoia a radicalização. Por incrível que pareça, eles acham que jogar coquetel molotov em policiais é apenas um ato defensivo, não veem nenhum inconveniente nisso. Pelo contrário, consideram os coquetéis molotov como uma resposta adequada à violência da PM.

É por isso que não existem filmagens dos lançamentos de coquetéis molotov nos policiais militares. Os cinegrafistas profissionais não conseguem, porque são impedidos de participar da manifestação propriamente dita, os veículos das emissoras de TV são virados e incendiados, como já ocorreu várias vezes. Os profissionais de TV só conseguem trabalhar se estiverem próximo da Polícia.

No meio da manifestação, só quem pode filmar (usando celulares) são os próprios manifestantes, mas eles jamais filmam quem estiver lançando coquetéis molotov, porque são solidários com essas atitudes radicais. Por isso, as únicas imagens de lançamento de coquetel molotov, até agora, foram feitas pela própria PM. Estranhamente, a PM filmou os agressores, mas não os prendeu. Mostrou imagens de coquetéis molotov, mas não disse com quem tinham sido apreendidas.

As perguntas que devem ser respondidas, sem teorias conspiratórias, são as seguintes: 1) A quem interessa essa radicalização? A quem interessa tirar todo o mérito do movimento popular que estava mudando o Brasil? 3) Quem está por trás desses grupos radicais? Por que a PM consegue filmar, mas não consegue prender?

É tudo muito estranho e questionável, e o único dado concreto é a própria radicalização.

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23 thoughts on “A quem interessa que os protestos nas ruas mergulhem no perigoso caminho da radicalização?

  1. Sr, Chagas, sua perguntas são pertinentes, a quem interessa que a corrupção desenfreada continue?
    As passeatas de Jovens e Cidadãos do BEM, são pacificas, que querem reconstruir o País que está destroçado, pela imoralidade dos políticos.
    Cabe a policia, prender os baderneiros, eles, ao cobrirem “à cara”, já estão dizendo de suas intenções mal intencionadas. A “ausência do poder de policia”, não justifica usar os “instrumentos” chamados não letais, mas, que podem aleijar, contra Cidadãos, que de forma pacifica, querem acabar, com a corrupção desenfreada no País.
    Por um Brasil decente e justo!

  2. Desde o início das manifestações, percebeu-se que a imprensa recrimina acremente os métodos utilizados pela polícia. São violentos? São rigorosos? Como a PM deve agir diante da turba tresloucada que invade e saqueia lojas, destrói o patrimônio público? Pressionadas pelo noticiário, as autoridades aconselham moderação aos policiais. E a polícia, óbvio, obedece.Quem tem a sugestão adequada?

  3. A questão é mais profunda. Não se trata meramente de ‘baderneiros’ ou ‘vândalos’. Logicamente muitos destes aproveitaram e alguns até ainda aproveitam o oba-oba causado pelas mobilizações e atuam em sua meliância. Porém, o molotov e até mesmo a depredação não é parte dos “badernândalos”, que em muitas vezes entram no balaio somente pra saquear ou tocar um terrorzinho. Assisti (perdi) por mais de 4 horas o canal mídia ninja na última noite de sexta pra sábado, quando os protestantes caminharam do Leme até a Lapa. Não houve violência explícita como em São Paulo e em outras manifestações no Rio, mas sim intimidação. Esta sim é a bandeira. Passaram por carros e ônibus pelas ruas de Botafogo, Flamengo e Glória e parte dos manifestantes intimidavam dando socos leves nestes veículos como quem diz: “sai daí e me apóia”. No mais, muito blábláblá anarquista e libertário, como “não precisamos de polícia, nós nos policiamos” / “não precisamos de governo, nós nos governamos”. Não se vê qualquer grito contra corrupção, PT ou PSDB, mas apenas contra Dom Cabraleone, Eike Batista e vez por outra Eduardo Paes. Não há uma meta explícita, a impressão que se passa é que querem tirar quem está no poder somente para não serem mandados por ninguém. Uma espécie de ‘anarco-bolchevismo’ (se é que existe isso) feito por adolescentes e jovens (alguns de mais de 30) que simplesmente não querem seguir qualquer tipo de ordem senão a que eles mesmos criam. Isto é fato.

    A outra questão é em relação às drogas. Ora, sabe-se que UPPs não são uma maravilha, muito longe disso, mas que a violência sensível deu uma diminuída no Rio após as mesmas. Abomino Cabraleone e sua turma, mas isto é inegável. Só quem VIVEU no Rio nos anos 90 e até começo dos 2000 sabe o que estou falando. Daí que um dos gritos da “tchurma” era “A verdade é dura: a UPP também é ditadura”. Fica flagrante que preferem o poder nas mãos do tráfico ao invés do estado (ainda que este não seja perfeito). Apenas mais um traço dos ímpetos do desmando total que os rebeldes querem.

    Pra fechar, e citando o que Carlos Newton falou – “No meio da manifestação, só quem pode filmar (usando celulares) são os próprios manifestantes, mas eles jamais filmam quem estiver lançando coquetéis molotov, porque são solidários com essas atitudes radicais. Por isso, as únicas imagens de lançamento de coquetel molotov, até agora, foram feitas pela própria PM. Estranhamente, a PM filmou os agressores, mas não os prendeu. Mostrou imagens de coquetéis molotov, mas não disse com quem tinham sido apreendidas.” – isto vale não só para imprensa mas para qualquer cidadão que não vá de acordo com a ideologia anarco-botequim. Num dado momento após chegarem à Lapa, se enfiaram no meio de um show gospel nos Arcos e começaram a vaiar quem cantava e quem assistia, em frente à polícia, como um irmão menor que fica provocando e testando a paciência do irmão maior até que este lhe enfie a mão na cara e vá chorando pro colo dos pais. E o momento em que isto ficou mais flagrante foi justamente quando um sujeito chega para o que filmava e pergunta se trabalham ou se são filhinhos de papai e de pronto o mesmo sujeito, de cabeça branca, é intimidado por alguns elementos e o que filma manda ele ir embora.

    O que disse pode ser observado aqui: http://twitcasting.tv/midianinja_rj/movie/16188794 , http://twitcasting.tv/midianinja_rj/movie/16188251 , http://twitcasting.tv/midianinja_rj/movie/16186731 , caso não seja apagado. Foi tudo uma simples observação, e gostaria que argumentassem o contrário embora seja nítido que não há contrário pois a idéia, ao que tudo indica, é essa mesma – uma sociedade DIY (Faça Você Mesmo).

  4. Te admiro muito como grande jornalista; porém, discordo da sua avaliação quando você diz que cinegrafistas são impedidos de filmar. Eles são impedidos de filmar para que seus PATRÕES não manipulem as imagens de acordo com suas conveniências política e comercialmente pessoais.
    Todos sabem disto!

  5. Prezado editor Carlos Newton, você pode me dizer se existe alguma ligação entre a informação postada abaixo do Revoltados on line e a seguinte abordada pela revista Época e a sua colocação no post acima?

    ATENÇÃO FFAA: CHEGADA DE GUERRILHEIROS VENEZUELANOS EM SOLO BRASILEIRO

    DIA 08.07.2013

    INFORME DE SUMA IMPORTÂNCIA –

    “Ao fazer conexão no aeroporto de Campo Grande por volta das 20 horas, 08.07.2013 , me deparei com esse mostrengo da força aérea Venezuela em pleno aeroporto brasileiro descarregando muita bagagem, até ai tudo bem, entrei no saguão pra pegar o voo pra SP e me deparo com mais de 200 venezuelanos com caras de terroristas acompanhados de uns 6 soldados fardados, não tive como tirar foto deles pois estes estavam espalhados por todos os locais em separado , alguns com camisas vermelhas escrito CUMUNISMO, VIVA CHÊ e outras coisitas más. Muito bem , o que me causou estranheza é que vários entraram no voo pra SP em separado e como que disfarçando que não se conheciam , entretanto os que se encontravam em um canto com caras de chefes lá ficaram.

    Pois bem , de repente de minha janela observo estes que aparentavam mais alta patente e maldade saindo por uma porta especial , e se dirigindo pra o seu avião venezuelano , achei muito estranho e uma aeromoça me disse que outros mais haviam partido em outro voo pra local desconhecido . A pergunta que não quer calar é a seguinte: Porque vários venezuelanos a paisana estariam chegando no Brasil em um avião militar e partindo em separado em voos domésticos , o que um avião militar venezuelano estaria fazendo em território nacional na calada da noite e com nitidamente militantes e ou guerrilheiros ? Com todo o respeito , tem merda nisso que vi e eu não to brincando nem exagerando , todos eles não abriram a boca no saguão e nem dentro do avião.

    Essa foi a ultima foto , eles chegando no avião cargueiro , agora pra onde foram eles e pra onde foram os outros nos voos domésticos e porque?”
    Revoltado ON LINE A.L.

    Assinado
    Marcello Reis
    Revoltados ON LINE

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    segunda-feira, julho 29, 2013

    TERROR COMUNISTA TREINA JOVENS NO MATO GROSSO PARA PROMOVER AGITAÇÃO E QUEBRA-QUEBRA NAS CIDADES BRASILEIRAS

    Da coluna de Felipe Patury/ revista Época via Blog de Aluísio Amorim.

    Como se vê, não são protestos espontâneos, mas terrorismo.
    Esta nota postada na coluna de Felipe Patury, do site da revista Época diz tudo. Isso é muito grave. Trata-se de organização terrorista atuando no Brasil e explica as brutais agitações e depredações que vêm ocorrendo principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Leiam:

    Primeiro, a ONG Defensoria Social espalhou voluntários pelo país para defender manifestantes presos por vandalismo. Agora, os anarquistas também recebem treinamento de instrutores experientes. Nos fins de semana, os jovens se reúnem em cidades de Mato Grosso para fazer coquetel molotov e escudo de madeirite e produzir líquidos que anulam o efeito do gás lacrimogêneo.

    Nesses encontros, eles escolhem bancos e empresas multinacionais como alvos de depredação. Participam dessas reuniões os anarquistas Anonymous, Anarcopunk e Acción Directa, ex-militantes do MST, alguns dissidentes das Farc e remanescentes da guerrilha uruguaia Tupamaros e da Central Operária Boliviana.

    Os próximos atos de vandalismo como ação política estão previstos para o desfile de 7 de setembro e o Rock in Rio. Da coluna de Felipe Patury/ revista Época

  6. Prezado CN e demais, li outro dia em um sáite da esquerda comportada petista, se não me falha a memória, o Azenha,que podemos estar a caminho de um processo revolucionário e ninguém sabe como vai ser. Li em outro… quiçá guerra civil… (esclareço:sou pacifista/religioso e claro, discordo das violências de ambos os lados). Li na internet, muitos devem ter lido… que as elites fazem vandalismos há 513 anos com os pobres… os hospitais públicos, postos de saúde, as escolas, os transportes coletivos, salário mínimo são formas de vandalismos que os governos (federal, estaduais e municipais, há 513 anos) fazem com o povão. Ando de ônibus, trem para a Baixada Fluminense etc,percebo que a massa tem simpatia pelos manifestantes, dizem que a “revolução” está chegando, é uma luta de classes meio anárquica e, sinto muito, ao que tudo indica veio para ficar. Lamento… faz parte da História.

  7. Não leio posts e artigos com mais de 15 linhas. Quem não consegue dizer o que quer, de forma clara, em 15 linhas, não conseguirá usando 45, 79, 105 ou 210 linhas. Tenham pena dos leitores.

  8. Carlos Newton,
    notei algo estranho na baderna de São Paulo:
    a) havia uma faixa contra o governador de São Paulo (PSDB).
    b) havia uma faixa contra o governador do Rio de Janeiro (PMDB);
    c) NÃO HAVIA NENHUMA FAIXA contra a presidentA da República (PT), cujo desgoverno foi o principal alvo das MANIFESTAÇÕES PACÍFICAS.
    De fato, é muito estranho que os baderneiros tenham esquecido em casa a faixa da Dilma (PT).

  9. Sr. Carlos Newton, obrigado pela atenção dispensada. Parece que há um suspense, uma conspiração, um não sei o quê ou um deixa isso pra lá. Entre uma ilação ou alguma tese absurda que seja, a contatação que fica é das autoridades responsáveis sempre estarem apenas lavando as mãos. Segue texto de Graça Salgueiro.

    O gosto pela clandestinidade
    ESCRITO POR GRAÇA SALGUEIRO | 29 JULHO 2013

    Há poucos dias de se iniciar o XIX Encontro do Foro de São Paulo, na cidade que deu nome a esta organização, coisas obscuras e silenciadas pela mídia nacional ocorreram bem debaixo dos narizes do povo e das autoridades mas merecem uma investigação séria.

    No início do mês de julho tomamos conhecimento de que aviões da Força Aérea Venezuelana (FAV) estiveram em várias partes do país, desembarcando grupos de aproximadamente 200 militares, a maioria em trajes civis e alguns poucos fardados. Depois do desembarque formavam-se grupos de 40 deles que, sob as vistas discretas dos fardados, embarcavam em vôos comerciais junto com outros passageiros. O primeiro grupo seguiu do aeroporto de Campo Grande e alguns desceram em São Paulo, enquanto o restante seguia – não se sabe para onde -, pois o vôo ainda faria escalas em Maringá, Curitiba e Porto Alegre.

    Consultadas, as autoridades da Força Aérea Brasileira informaram o que segue:

    – o C-130 venezuelano realmente pousou em SBCG no dia 8, ficando estacionado ao lado de um avião da GOL;

    – foi um pouso técnico para reabastecimento;

    – os passageiros e tripulantes, cerca de 40 militares, foram autorizados a entrar no terminal de passageiros, sendo submetidos aos procedimentos padrões de aduana e imigração;

    – todos retornaram ao C-130;

    – a bordo do C-130 havia um blindado;

    – o destino da aeronave era Montevidéu, para onde iria o presidente Maduro (a fim de tomar parte em uma reunião de chefes de estado);

    – supõe-se que os passageiros do C-130 iriam fazer a segurança do Maduro;

    – tudo o mais que foi divulgado na internet não passa de história fantasiosa criada por alguma mente muito fértil que a postou em um blog.

    Outra fonte me informa que a Polícia Federal (PF) confirmou que havia inspecionado um grupo de 80 passageiros e que nenhum permaneceu no país, seguindo para o Uruguai na manhã do dia 09/07. Entretanto, a mesma fonte me informa que “outro vôo da FAV pousou em Roraima, com cerca de 200 pessoas, desembarcaram e dispersaram em destinos diferentes”.

    Ora, não é a primeira vez que os militares brasileiros são enganados por este governo, tendo ocorrido um fato desagradável em fevereiro de 2011, quando as FARC exigiram que, para devolver à liberdade três colombianos seqüestrados em seu poder, necessitavam de helicópteros da nossa FAB que se deslocou para lá e foi usada vergonhosamente conforme denunciei na ocasião em meu blog (ler aqui:http://notalatina.blogspot.com.br/2011/03/resposta-alguem-que-estava-la-no.html).

    É provável que uma quantidade desses militares venezuelanos tenha apenas feito escala para reabastecimento em solo brasileiro e seguido para Montevidéu, e que faziam parte da guarda pessoal do usurpador “presidente” Nicolás Maduro, uma vez que no dia 11 de julho ocorreria uma reunião do MERCOSUL. Tudo isto é crível. O que não podemos acreditar, porque são os fatos que provam o contrário, é que fosse necessário enviar dois aviões, um aterrissando em Campo Grande e outro em Roraima, para depois seguir ao Uruguai a fim de fazer a guarda de Maduro. Sabemos – e até as pedras venezuelanas sabem – que essa guarda é a mesma que servia ao defunto Hugo Chávez, composta por militares pertencentes ao G2 cubano, escolhidos a dedo pelo próprio Fidel Castro, com passaportes venezuelanos falsos.

    Seria ingenuidade acreditar que esses dois aviões trazendo 400 militares cubano-venezuelanos iam TODOS fazer a guarda de Maduro, e justamente num país onde o presidente é seu amigo e, como ele, membro do Foro de São Paulo? Seria “história fantasiosa” de “alguma mente muito fértil”, imaginar que dentre esse enorme grupo havia terroristas das FARC devidamente cedulados como “venezuelanos” (isso é fartamente conhecido pelas Forças Armadas colombianas e também denunciado pelo Notalatina), que vieram se estabelecer no Brasil? Em quem devemos acreditar: nas fotos que comprovam esses detalhes e o relato da pessoa que viajou no mesmo vôo do grupo que desembarcou em São Paulo, ou no que disseram as autoridades da FAB e da PF? Já vimos e tomamos conhecimento de tantas coisas encobertas pelos órgãos oficiais de segurança brasileiros, que obedecem em última instância à chefe do Governo nacional, que não me espantaria se a informação dada pela FAB tenha sido aquilo que foi “permitido” divulgar, afinal, clandestinidade não é exatamente uma atitude desconhecida ou repudiada pela mandatária brasileira.

    Futuramente saberemos o que estes elementos vieram fazer aqui, mas aposto numa coisa: legal e oficialmente, nem um terço deles veio ou está no Brasil.

    http://notalatina.blogspot.com

  10. CN, sempre te admirei como articulista, mas… você migrou para o outro lado do muro? O que houve? Por que comentário tão insensato? Sinto cheiro de golpe.

    • É exatamente o que temo, Martinelli – um novo golpe. Eu tinha 20 anos em 64, participei ativamente dos protestos, lembro bem do caso Edson Luis. Se morrer um estudante num protesto desses, só Deus sabe aonde iremos parar.

      Abs.

      CN

  11. Esse tal de Darcy é um deselegante. Atacou uma leitora de forma deseducada. Darcy é quem deve voltar à escola. Urgente. Ninguém gosta de ler tijolos de 75 ou 157 linhas. Escrever é a arte de cortar palavras.

  12. Apesar do Capilé negar, o Foro (o erro é proposital!) do Eixo foi TODO montado com dinheiro não do PT, claro, mas do governo petista. Basta dar um pulo no site deles http://foradoeixo.org.br/ e dar uma olhada nos links do canto superior direito e clicar neles. E TUDO que gira em torno do Fora do Eixo tem DINHEIRO PÚBLICO. A malandragem é fazer o dinheiro público circular entre todas as entidades que fazem parte do grupo. Aquilo é um enorme laranjal. E se alguma dúvida restar, basta acompanhar o perfil do Capilé no Facebook. A resposta que ele dá às acusações feitas aqui – e que circularam pela Internet a ponto de incomodá-lo – são de fazer corar o Zé Dirceu.

    Na resposta, publica no perfil de Capilé, um cidadão chamado Carlos Augusto ousa repetir a pergunta que deveria estar sendo feita e investigada por TODA A IMPRENSA que se acovardou diante do desprezo que Capilé lhe dedica: DE ONDE VEM O DINHEIRO?

    Reproduzo abaixo o “dialágo” entre Carlos Augusto e o pessoal do Midia Ninja:

    Carlos Augusto pergunta no mesmo post no perfil de Capilé (quem quiser, pode conferir no Facebook):

    “Meu caro Capilé, eu não me interesso em julgar para que lado a Mídia Ninja e o correspondente coletivo pendem. Esta coisa de imparcialidade não existe. Todos nós temos uma “linha editorial”. Isso é verdade para a Globo e para a Mídia Ninja. Isso a meu ver não é problema. Cabe a mim buscar várias fontes, não ter necessariamente uma como certa ou como errada, e integrar mentalmente os diversas meios para formar a minha opinião. Não vejo problema – de verdade – se você é ou não amigo do José Dirceu. Eu mesmo tenho alguns amigos que tem sérios problemas com a justiça e não vejo nada demais nisso, a amizade é algo sublime, contanto que eu saiba não me imiscuir com suas atividades criminosas. Confesso que não havia buscado nenhuma reportagem seja do Carlos Newton seja de quem for. Minha fonte de informação foi uma imagem – que vale mais de mil palavras como diz o dito popular – do José Dirceu, você e uma galera na Casa de SP do Fora do Eixo (http://instagram.com/p/OEYZH/#). Você diz que conversa e encontra com muitos políticos, mas o único representante da classe na Casa Fora do Eixo é o José Dirceu. Gostei do que escreveu a Hildergard Angel, com a ressalva de que, quando ele fala sobre a Mídia Ninja “que a move não são os poderosos interesses econômicos de sua conveniência, como acontece nos da outra mídia” eu acho graça, já que se você apoia uma partido ou uma entidade política porque você acredita nela, é óbvio que você quer que ela acredite em você reciprocamente, e esta crença vai se materializar em algum benefício econômico. Depois, diz ela que “o que move a Mídia Ninja são suas convicções, é o destemor de sua impulsiva juventude”, e é aí que eu me pergunto: quais convicções ? esta impulsividade da sua juventude está sendo usada para que ? Bom, isso sim é o que me incomoda, e por isso, e também porque você diz ao fim do seu comentário que “caso queiram mais informações é só perguntar” tomo a liberdade de inquirir o que segue:

    1. Você apoia a possível candidatura de Lindbergh Farias ao Governo do Estado do Rio (pergunto isso pois eu vejo ataques sempre à pessoa do Cabral, candidato certo, e não a alguma política dele. Parece que o problema é a figura do Governador, e não o que ele representa)

    2. Você alguma vez conversou com o José Dirceu sobre a possível candidatura do Lindbergh Farias ao Governo do Rio de Janeiro ? E em caso positivo: Lhe foi prometido, ou a alguém do grupo, assento na campanha ? Da mesma forma: Lhe foi prometido, ou a alguém do grupo, assento em um futuro governo ?

    3. O Fora do Eixo pode ser uma rede, mas juridicamente se organiza como ONG. Pesquisei e achei referências a subvenções recebidas do Governo Federal e do Governo do Estado de São Paulo. Busquei confirmação nos diversos links do Fora do Eixo e não encontrei nada. Nem o montante das referidas subvenções, sua confirmação, ou qualquer prestação de contas. Por isso, pergunto: O Fora do Eixo ou qualquer pessoa física ou jurídica associada recebeu subvenção ou algum recurso público de algum ente ? Em caso positivo: Onde está a prestação de contas, conforme manda a Lei 12.527/2011 ?

    Sou só um cidadão buscando informações. Agradeço se você responder. Caso o faça, gostaria de contar com sua objetividade. Qualquer defesa de pontos de vista políticos ou ideológicos é flagrantemente desnecessária. Abraço.”

    Recebe a seguinte resposta de Marielle Ramires:

    “Carlos Augusto, o Fora do Eixo não é UMA ONG. É uma REDE composta por VÁRIOS coletivos, em MUITOS territórios diferentes, que JUNTOs resolveram se unir para conseguir superar as muitas dificuldades que existem no setor da cultura em tantos territórios do país. Juntos esses pequenos se tornam mais fortes, pois fortalecem as narrativas em comum, criam circuitos de trocas de conhecimentos e tecnologias sociais, que possibilitam processos de sustentabilidade em seus mais diversos níveis. Daí vem a resposta para essa economia que tantos perguntam: como o Fora do Eixo se banca? Se bancam (no plural) estruturando os coletivos (cada um tem autonomia local, veja a carta de princípios da rede) e os estimulando a montar Moedas próprias (já ouviram falar de moedas sociais?), seus próprios bancos, a fortalecer os instrumentos de geração de recursos próprios (bilheteria de shows, banquinhas de venda de produtos, bar, etc), a melhorar seus projetos, a inscreve-los nos editais abertos a todo o público, a debater políticas públicas que estruturem o setor em todo o Brasil nos três âmbitos (municipal, estadual e nacional). E isso somado a muitos parceiros. Já ouviu falar de Pontos de Culturas? do Cultura Viva? das Conferências que foram realizadas? Pois então, tem um projeto estruturante sendo construído no setor da cultura há anos no Brasil. Procurem saber mais sobre.”

    Carlos Augusto retruca:

    “Joilson, por favor então me mostre. Certamente não soube procurar / Marielle, obrigado pela explanação. Sim, eu entendo o que são moedas sociais, inclusive acompanhei a história do Banco Palmas. Conheço o que é a organização em rede, aliás algo bem antigo, que remonta o Asia (India/Tibete), com suas organizações em mandala. Porém, lá existiam meios de responder as minhas perguntas sobre controle orçamentário / Rafael, eu não entendi qual deveria ser a reflexão não feita. Bens materiais são adquiridos pelo vil metal. Isso não é errado. Errado é achar que existe almoço grátis. Se eu combato uma sociedade materialista, não é negando-a que eu vou desconstruir seu paradigma, mas conhecendo profundamente seu funcionamento, principalmente a parte que me captura / Chico, concordo plenamente, viva a polêmica sem ofensas e as lutas sem violências. Confundir briga com luta é o pior dos males / Mas, por fim, não tive qualquer resposta aos meus questionamentos, todos objetivos. O que eu temo que aconteça, e já sinto isso vindo é o que nos alertou Paulo Freire que dizia o seguinte: “A violência dos opressores que os faz também desumanizados, não instaura uma outra vocação a do ser menos. Como distorção do ser mais, o ser menos leva os oprimidos, cedo ou tarde, a lutar contra quem os fez menos. E esta luta somente tem sentido quando os oprimidos, ao buscar recuperar sua humanidade, que é uma forma de criá-la, não se sentem idealistamente opressores, nem se tornam, de fato, opressores dos opressores, mas restauradores da humanidade em ambos. E ai está a grande tarefa humanista e histórica dos oprimidos libertar se a si e aos opressores.”

  13. Temos que agradecer a esses manifestantes. Perfeitos ou imperfeitos, ao menos eles não estão quietos e mansos diante dos descalabros. Ao contrário. Estão incomodando. Que continuem. Quanto aos que os repudiam, indago: o que os senhores fazem, de forma efetiva, para protestar, para reclamar, para demonstrar veemente repúdio face aos descalabros? Só escrever não basta… Certos ou errados gostaria que eles continuassem e ganhassem força. Como está não dá!

  14. O problema aí é que alguns comentaristas não comentam e querem nos impor longos artigos alheios e de outros blogs, geralmente de seus partidários, como se nos não tivéssemos condições técnicas para acessá-los. Parece que carecem de capacidade para sintetizá-los, quanto mais interpretá-los com criatividade.

  15. Parece que as manifestações pelo país e principalmente no congresso nacional, não afetaram este políticos, continuam como dantes no quartel de abrantes, é inacreditável a cara de pau destes pilantras.
    Enquanto o povo sofre com a saúde, educação e segurança, eles viajam e gozam dos benefícios que os contribuintes oferecem, bons salários, morfomias, saúde particular, etc…
    É preciso que o povo volte as ruas e cobrem destes safafos mais respeito.

  16. Humildemente, caro CN, não entendi. Mas, devo estar errado. Li seu artigo como se escrito fosse por um empedernido direitista. Por favor, me esclareça. Desculpe-me a eventual burrice.

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