A responsabilidade pela omissão política e parlamentar

Charge do Casso, reprodução do UOL

Carlos Chagas

Importa menos se a omissão foi de Eduardo Cunha, de Waldir Maranhão, dos líderes dos partidos ou, agora, de Rodrigo Maia. A verdade é que nenhum presidente da Câmara ousou propor a mais obvia e natural medida para enfrentar os atuais tempos bicudos que nos assolam. Ninguém cogitou de suspender o recesso remunerado que hoje se inicia. Responsabilidade também para Renan Calheiros, presidente do Senado. Suas Excelências viajam hoje para seus estados e só retornam em agosto.

São inúmeros os obstáculos a superar em termos políticos, desde a formação de uma base sólida, honesta e eficiente no Congresso, seja para respaldar o palácio do Planalto, seja para transformar o Legislativo num pilar de sustentação da democracia.

O que ocorreu nas últimas semanas envergonha o país inteiro, entre choques, manobras, agressões e chicanas verificadas na Câmara e no Senado.  As reformas necessárias à retomada na normalidade econômica dormem nas gavetas parlamentares. Deputados e senadores negam presença cinco dias por semana e agora preparam-se para quinze ou vinte dias de ócio.

MAIS SESSÕES – A principal iniciativa do novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deveria ser acabar com o recesso e até, se houvesse boa vontade, realizar sessões às segundas e sextas-feiras. Comporta-se o Congresso como se estivéssemos na normalidade.

Não demora muito para que permaneçam todos em suas bases, por conta das eleições municipais de outubro. Enquanto isso, instituições e partidos não se entendem, digladiam-se e oferecem à nação um espetáculo de desentendimento e omissão.

2 thoughts on “A responsabilidade pela omissão política e parlamentar

  1. Caro Chagas, o trabalhador rala pelo pão de cada dia, os parlamentares e judiciário, altos salários e mordomias sem fim, ainda vivem na vagabundagem a infelicitar à NAÇÃO, e chamados de excelência, realmente, são EXCELENTES em patifaria, CRUZ CREDO, QUE DEUS, NOS AJUDE.

  2. Carlos Chagas, você está coberto de razão. Porém, vivemos em outra época. Hoje o que vale é o dinheiro. Veja eles já estão cogitando legalisar o jogo de azar. Sem esquecermos que Moreira Franco quando foi governador do Rio de Janeiro, recebeu com pompas e paetês os “Capo de tuti Capo” do jogo dos bichos, Capitão Gimarães e Anízio da Beija-Flor no palácio Laranjeiras. Toda a imprensa registrou. Essa iniciativa resulta em fardos de dinheiro para “bancar” eleições. Moreira Franco, amigo irmão camarada de Temer é sogro de Rodrigo Maia.

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